Ocemg lança 12ª Anuário e informações de cooperativas surpreendem
Belo Horizonte (18/7/17) – O modelo cooperativista tem se mostrado um exemplo de sucesso. Enquanto a economia do país amarga duas quedas consecutivas do PIB e vivencia a sua pior recessão, o cooperativismo segue em ritmo crescente. Prova disso é a movimentação de R$ 43,3 bilhões das cooperativas mineiras em 2016, um crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior.
Esses dados integram a 12ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro, lançado pelo Sistema Ocemg, em sua sede, no dia 13 de julho. O evento contou a presença do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e com uma palestra da economista e comentarista da Rádio Itatiaia, Rita Mundim. Cerca de 80 pessoas prestigiaram o lançamento.
Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, o estado de Minas Gerais tem contribuído bastante com as cooperativas brasileiras, na medida em que produz e compartilha conhecimento, além de estratégias de gestão que aumentam a performance e competitividade.
Anuário
O documento é considerado a principal referência para o segmento, pois traz uma radiografia do setor no estado, a partir da consolidação de dados enviados pelas próprias cooperativas, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre outros números. Esses dados foram cruzados para que fossem ranqueadas as organizações de maior destaque em seu setor e em Minas Gerais.
Números
Além do expressivo aumento da movimentação econômica, a pesquisa aponta um crescimento de 5,8% no número de empregados no setor cooperativista ao longo do último ano. Foram criadas duas mil vagas, totalizando 38.215 contratados em 768 cooperativas, distribuídas em 10 ramos de atividades. O número de associados também cresceu 8,9% em relação a 2015, totalizando 1.495.152. Destaque para o ramo Crédito, com 124.081 adesões.
Expressão
Os quatro ramos do cooperativismo, responsáveis pela maior parte da movimentação de renda em Minas Gerais, foram Agropecuário, Crédito, Saúde e Transporte. Juntos, eles representam 99% dos R$ 43,3 bilhões. O Estado permanece na dianteira da produção de leite e café no país. Minas Gerais é responsável por 56,3% da produção do grão no Brasil, sendo que as cooperativas mineiras foram responsáveis por 55,9% desse total em 2016, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. No caso do leite, a participação cooperativista na produção no mesmo período foi de 30,1%.
Respeito
O sucesso da produção cafeeira, segundo o diretor presidente da Coocafé, Fernando Cerqueira, é fruto de muito trabalho. "É importante ver no Anuário a concretização do esforço durante o ano de 2016 para expandir o nosso negócio, diversificá-lo e buscar novos mercados. O modelo cooperativista ganha mais respeito quando visto com números concretos como esses", disse.
Gestão
Resultados que são consequência de dedicação e gestão, segundo presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato. "O cooperativismo mineiro segue contrariando as expectativas da economia brasileira, que experimenta a sua pior recessão. E não é por acaso. Isso significa um esforço de gestão e liderança, especialidades do Sistema Ocemg", afirmou.
Futuro
Visão compartilhada pela economista Rita Mundim. Durante a sua palestra "Cooperativismo Mineiro: o Brasil que dá certo", a especialista afirmou que o segmento é o modelo econômico do futuro. Ela também apresentou um dado animador: em cinco anos, cerca de 50% da população mineira estará envolvida economicamente com o setor. Para que essa projeção se concretize, Mundim sugere a propagação dos preceitos cooperativistas.
"O cooperativismo tem se mostrado um exemplo eficiente e sustentável, mas ainda precisamos que mais pessoas o conheçam. Por isso é importante levar esse conhecimento para as escolas, faculdades e para a população interessada em geral", explica.
Fonte: Sistema Ocemg