Seminário apresenta pontos relevantes da Governança Corporativa
“Este debate é fundamental para o cooperativismo brasileiro. Cada vez mais a gestão das cooperativas deve ser transparente, com vistas às necessidades dos negócios”, pontuou.
O superintendente Técnico do Sistema OCB, Ramon Belisário, apresentou a dinâmica do Seminário, mostrando como será a abordagem conceitual do tema, das palestras internacionais e os casos de sucesso em cooperativas brasileiras.
Liderança e governança
“Liderança e Governança Corporativa em Ambientes Cooperativos” foi tema da palestra magna proferida pelo coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues. Segundo ele, antes de tudo é preciso adotar o comportamento cooperativo para fazer o cooperativismo acontecer. O líder deve ter esta visão. “Uma liderança forte deve estimular, reduzir a burocracia para não transformar a cooperação em corporação. Cabe ao líder criar competência em suas equipes”, disse.
Após a palestra magna, Sigismundo Bialoskorski Neto, vice-diretor da FEA/USP-RP e membro do Comitê de Pesquisa da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), apresentou as recomendações da ACI e as ações corretas para uma boa governança corporativa. Para Bialoskorski Neto, a boa governança está fundamentada no fluxo de informações, em um conselho de administração equilibrado. “Na adaptação às condições brasileiras da idéia de um processo de gestão do capital social cooperativo é importante e oportuna a discussão proposta pelo VI Seminário Tendências”, afirmou completando que “é importante a sua continuidade com a construção dos procedimentos básicos de melhoria do nível de governança corporativa e de transparência da gestão”.
Alexandre Di Miceli da Silveira, professor da FEA/USP e pesquisador-sênior do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), foi responsável pela palestra do primeiro painel apresentando no Seminário Tendências. Em “O desenvolvimento da Governança Corporativa no Brasil”, ele mostrou conceitos e vantagens do modelo com foco na constituição de um conselho de administração que dê as diretrizes para o trabalho do gestor de empresas. O IBGC é precursor do conceito de governança corporativa para empresas.
Modelos bem-sucedidos
Para dar a visão internacional de governança corporativa em ambientes cooperativos, o professor Ph.D. da Universidade de Missouri, Michael L. Cook, apresentou palestra na tarde de hoje (13/11) mostrando as diversas experiências de outros países e o que ele recomenda que seja aplicado no Brasil. “O modelo atual está estruturado na transparência, na prestação de contas, no comprometimento com a cooperativa e na composição de comitês de auditoria ”, explicou.
No encerramento dos trabalhos do segundo dia do evento foram apresentados dois cases de cooperativas brasileiras. Luiz Lourenço, presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial e Alcenor Pagnussatt, presidente da Confederação Sicredi, trouxeram para os participantes suas experiências bem-sucedidas mostrando que o fundamental é um planejamento estratégico participativo e a utilização de ferramentas que garantam o monitoramento das ações para o planejamento.
Amanhã (14/11), terceiro e último dia do VI Seminário Tendências, novas experiências em governança corporativa serão apresentadas, além do modelo de sucesso de Mondragon. O evento é uma iniciativa da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), com o apoio da unidade estadual do Espírito Santo (OCB/Sescoop-ES), anfitriã dessa edição. O VI Seminário também tem patrocínio do Banco do Brasil, Unimed, Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aqüicultura e Pesca do Estado do Espírito Santo.