cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor • cooperativas constroem um mundo melhor

Tendências para 2008

"

A busca da eficiência gerencial, da excelência na gestão, da inserção dos jovens e do avanço na competição do mercado marcarão o ano de 2008 na esfera das cooperativas catarinenses. Nos esforço dos dirigentes cooperativistas para reduzir o nível de indefinições sobre o futuro e apontar direções coerentes e consistentes, tem-se optado pela permanente estruturação das cooperativas brasileiras utilizando-se muitos recursos, entre eles, a formação de multiplicadores em cooperativas, metodologias de fomento, cursos básicos, estudos de viabilidade econômica, gestão de orçamento e finanças, contabilidade, indicadores, governança, organização social e sistema de inteligência comercial.

Essas tendências resultam da prioridade concedida à profissionalização da gestão, ao trinômio educação/comunicação/informação, à intercooperação e à preocupação com a comunidade. O sistema cooperativo preocupa-se com a governança corporativa e em oxigenar os quadros das cooperativas e de órgãos de representação, com a contínua inserção de jovens e a busca incessante da gestão competente que zele pela viabilidade econômica dos empreendimentos cooperativos, o que lhe assegurará perpetuidade.

O que o cooperativismo pode esperar de 2008?  Um ano de crescimento.  Não há como não esperar por isso.  O clamor da nação é esse.  Se as condições da macroeconomia forem pautadas nesta direção, o cooperativismo dirá presente e fará sua parte. No plano interno, em 2008 as cooperativas estarão inseridas em ambiente de competição crescente, encarecimento dos alimentos, pequeno crescimento da renda média da população, moderado crescimento da oferta de empregos. A carga tributária elevada e a infra-estrutura deficiente continuarão sendo fatores que prejudicam a competitividade das empresas nacionais.

Existem alguns desafios que precisamos vencer com a maior brevidade possível, nos planos nacional e estadual. Dar ao cooperativismo de Santa Catarina uma lei estadual é uma necessidade atual, não apenas como forma de derivação de nossa lei-mater 5764 para aplicação de dispositivos específicos às organizações catarinenses, mas especialmente para promover, no Estado, um despertar da sociedade barriga-verde para a grande oportunidade que pode representar o cooperativismo em todos os seus ramos. Uma lei estadual realçará o cooperativismo como instrumento de desenvolvimento equilibrado, justo, democrático, participativo, ao alcance de todos.

Ainda no plano da infra-estruturação institucional, precisamos organizar os Conselhos Especializados para cada um dos 13 ramos do cooperativismo, como órgãos de apoio, estudo e planificação setorial.Outra deficiência que precisamos elidir é o baixo nível de intercooperação. Nada expressa com tanta fidelidade o nível de desenvolvimento de um sistema cooperativo como o grau de intercooperação existente entre as sociedades que o constituem. Intercooperação é o sexto princípio do cooperativismo mundial e traduz a parceria, a ação conjunta, o relacionamento institucional, político e comercial entre as cooperativas, prática que leva ao fortalecimento recíproco das sociedades cooperativas e, por extensão, do sistema. Ë uma ferramenta de poder incalculável, porém subutilizada. Apesar dos grandes exemplos que temos no Brasil – Aurora, Fecoagro, Sicoob, Unimed etc –, estamos nos dando o luxo de postergar sinergias inter-ramos e intra-ramos que representariam um magnífico salto de qualidade e de resultados para todos.

Que venha 2008!

* Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc)

"

Conteúdos Relacionados