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Belo Horizonte (12/2/21) – O Sistema Ocemg assinou no dia 09 de fevereiro, um Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais (Sede MG). A iniciativa prevê a realização de ações específicas em prol do desenvolvimento das cooperativas mineiras e que serão monitoradas diretamente pela entidade, a partir deste ano, junto à Diretoria de Apoio aos Pequenos Negócios e Cooperativismo.
Para a formalização do Acordo, o presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, recebeu o Secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, representando o governador Romeu Zema.
Em termos gerais, o acordo assinado visa o desenvolvimento de soluções que estimulem a competitividade e garantam a perenidade das cooperativas, via articulação junto ao poder público para o fomento do setor, com promoção à orientação empresarial por meio da capacitação, implantação da cultura da empreendedora, cooperativista, financeira e comercial, entre outros pontos.
De acordo com o Secretário Passalio, a experiência de parceria com o Sistema Ocemg é muito satisfatória, em função do direcionamento prático para o desenvolvimento. “Sempre acreditei no cooperativismo e essa parceria é muito produtiva. Precisamos fortalecer cada vez mais as cadeias de negócios em nosso Estado”, afirmou Passalio. Já o presidente do Sistema Ocemg, reforçou a importância de contar com o apoio do governo para que o cooperativismo siga contribuindo ainda mais para o fortalecimento da cadeia produtiva regional, o que impacta em melhorias para milhares de pessoas e comunidades de Minas.
O encontro ainda serviu para enfatizar os pleitos cooperativistas junto à Sede MG, como, por exemplo, ações ligadas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Econômico, com operacionalização vinculada às cooperativas de crédito e apoio em relação ao retorno dos recursos do IPVA para os municípios através desses empreendimentos. (Fonte: Sistema Ocemg)
Brasília (12/2/21) – Reforçar a necessidade de revogação dos termos do Decreto nº 6160/2002, que limitam a expansão do fornecimento de energia pelas cooperativas autorizadas somente a novas unidades consumidoras classificadas como rural. Este foi o tema da reunião entre representantes do Sistema OCB e a diretora do Departamento de Gestão do Setor Elétrico do Ministério de Minas e Energia, Fabiana Cepeda, ocorrida nesta sexta-feira.
Como principais encaminhamentos, a diretora Fabiana se comprometeu em debater internamente alternativas e sinalizou a possibilidade de abertura de uma consulta pública para a elaboração de um novo decreto, que libere as cooperativas autorizadas a fornecer energia a todas as classes de consumidores. As entidades cooperativistas se colocaram à disposição do MME para colaborar na breve solução do tema.
A reunião foi organizada pelo próprio MME, por solicitação da OCB, e contou com a participação de: Jorge Luiz Barbosa (FECOERMS), Danilo Roque Pasin (FECOERESP), José Zordan (INFRACOOP), Marco Olívio Morato (OCB), Rosa School (Aspar MME), Fabiana Cepeda (MME) e o deputado Luiz Ovando (MS).
Ronaldo Scucato
Presidente do Sistema Ocemg
Os tempos são de pandemia, mas também de muito trabalho. Começamos 2021 a todo vapor, com vários projetos em andamento em prol das cooperativas mineiras. Muitas mentorias, cursos e ações de acompanhamento do setor. No próximo dia 24, por exemplo, teremos o Lançamento do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas – PDGC, reconhecidamente uma iniciativa que vem transformando o cenário de atuação das cooperativas, especialmente em Minas Gerais. Com todo apoio do Sistema Ocemg, nosso Estado, ano após ano, registra os melhores resultados no programa, sendo inclusive destaque em todas as categorias no Prêmio Nacional SomosCoop Excelência de Gestão, conquistando na última edição mais de 50% dos troféus.
Seguimos firmes no propósito de manter as cooperativas mineiras sempre em posição de destaque no cenário nacional, seja no âmbito da gestão, da inovação e da atuação voltada para o desenvolvimento das comunidades em que atuam. Nosso portfólio é extenso e está disponível no ambiente digital para facilitar a participação dos dirigentes, cooperados e colaboradores cooperativistas. Vivemos em um mundo em constante transformação e o Sistema Ocemg tem acompanhado as mudanças e cenários justamente para trazer os melhores conteúdos, programas e projetos em prol do setor.
No âmbito das relações institucionais, representamos e defendemos o cooperativismo em diversas instâncias, nas esferas municipal, estadual e até mesmo federal, com o apoio do Sistema OCB. Como resultado, temos assento em cerca de 50 órgãos públicos e privados para incluir e impulsionar os pleitos cooperativistas mineiros. Neste mês, inclusive, assinamos um Acordo de Cooperação Técnica com o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, que fomenta o desenvolvimento das cooperativas mineiras, apoiando ações de organização produtiva, gestão e qualificação do segmento.
Vale destacar ainda os programas inovadores lançados em 2020 e que tem alcançado índices altíssimos de reconhecimento a exemplo das Mentorias Gestão do Amanhã, com os renomados consultores Sandro Magaldi e José Salibi Neto, e o Programa Agentes de Transformação e Prosperidade Social (ATPS), com projetos de Desenvolvimento Sustentável em andamento em diversos municípios como Araguari, Belo Horizonte, Carlos Chagas, Divinópolis, Lajinha, Piumhi e Pimenta.
De forma presencial ou no ambiente digital, o trabalho não para e os resultados também não. A propósito, já estamos recebendo as informações para a consolidação do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro 2021. Em breve, vamos apresentar a nova radiografia do setor em Minas e a participação de todas as cooperativas é muito importante. Sabemos que 2020 foi um ano difícil. Contudo, acreditamos que a publicação, prevista para junho, demonstrará a eficiência da gestão do cooperativismo em números, apesar de todas as adversidades enfrentadas.
Vamos juntos escrever uma nova página de sucesso também este ano, com muita dedicação e empenho. Afinal, uma história de sucesso é sempre coletiva, ponto fundamental para os resultados elevados demonstrados pelo cooperativismo mineiro. Contem sempre conosco. Saudações Cooperativistas! SomosCoop.
Fortaleza (19/2/21) - A Cooperativa de Trabalho da Indústria de Calçados de Quixeramobim é a primeira do estado do Ceará a aderir ao Programa Aprendiz Cooperativo, do Sescoop/CE, transformando a vida desses jovens, abrindo-lhes a perspectiva de futuro promissor. Contrato foi firmado na segunda-feira (8/2).
O pensamento é simples, mas de repercussão social imensa: estimular o ingresso de jovens no mercado de trabalho, por meio da formação profissional do garoto/da garota após um ciclo de qualificações que contribuirá decisivamente com o seu desenvolvimento pessoal e impulso para o primeiro emprego. Eis o escopo do Programa Aprendiz Cooperativo do Sescoop/CE, uma grande oportunidade para as novas gerações. A Cocalqui inaugurou a realidade, mostrando a força econômica do Sertão Central e interesse pela comunidade (7º Princípio do Cooperativismo).
A qualificação dos primeiros aprendizes começou em julho de 2019, estendendo-se ao mês de dezembro de 2020. Ao todo, foram inscritos 43 jovens de 18 a 24 anos. O curso ofertado: Aprendiz Cooperativo de Assistente em Manufatura de Calçados, direcionado à área de produção da fábrica, envolvendo teoria e prática, concomitantemente, com um total de 1.250 horas/aula (400 teóricas e 850 práticas).
A iniciativa possibilitou a formação de trabalhadores para atuar no mercado calçadista da região, sob a liderança da Cocalqui. E tornou possível à cooperativa responder às exigências legais do Ministério do Trabalho, que, de acordo com a Lei 10.097 de 2000 (do Menor Aprendiz), obriga as empresas de médio e grande porte (com 50 ou mais funcionários) a contratarem de 5% a 15% de jovens na condição de aprendizes, na composição de seu quadro de colaboradores.
Programa Aprendiz Cooperativo: Entre as premissas estão a oferta de capacitação, associada à prática profissional, e - primordialmente - a disseminação da cultura cooperativista entre os participantes. Todo o programa do curso é regido pelos Princípios e Valores do Cooperativismo, com apoio do Sescoop/CE. Sendo assim, o jovem tem a oportunidade de conhecer esse movimento social e econômico por dentro da cooperativa, vivenciando na prática esta cultura, desenvolvendo o seu papel como membro de uma coletividade, destacando a prática da cooperação como estilo de vida.
A analista de desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB Ceará, Dorinha Madeira, explica que além do resultado imediato na vida do jovem que se capacita, a formação técnico-profissional se estabelece de forma efetiva ao longo prazo. “Os aprendizes são remunerados pela cooperativa, que firma um contrato de trabalho especial, permitindo-lhe diminuir a distância entre o primeiro emprego, a experiência e a formação profissional”, completa.
Ainda em março de 2021, duas novas turmas serão iniciadas, cada uma com 25 alunos. A expectativa é que a parceria Cocalqui-Sescoop/CE resulte em mais uma turma de 25 aprendizes, no segundo semestre deste ano, totalizando 75 profissionais no mercado de trabalho.
Investindo no futuro
Em resposta ao excelente desempenho dos participantes do Programa do Sescoop/CE, a Cocalqui contratou, até o momento, 18 jovens nos setores de produção e serigrafia. Dorinha Madeira acrescenta que a ação é uma importante forma de investir no futuro econômico da região e no aspecto profissional dos jovens. “A importância econômica da Cocalqui para o município de Quixeramobim e entorno nos impulsiona a garantir a oferta de ações desta natureza, que além da enorme dimensão social, possibilita a formação permanente de profissionais para atuar no mercado da manufatura de calçados, cujas estratégias de aumento de vendas e de produção também passam pela existência de mão de obra qualificada para a atividade”. (Fonte: Sistema OCB/CE)
Brasília (12/2/21) – Representantes do Sistema OCB foram recebidos pelo Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do Ministério do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, nesta quinta-feira, para apresentarem as premissas cooperativistas para a boa implementação dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) no Brasil. Dentre os destaques, estiveram as preocupações e os caminhos a serem percorridos para regulamentação eficiente da Lei nº 14.119/2021, que instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA).
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou o protagonismo do cooperativismo em produção sustentável. “Temos infinitos exemplos de preservação, recuperação e geração de ativos ambientais, por isso, desde sempre fomos e somos parceiros do Ministério para buscar soluções no que tange à identificação e à devida compensação por esses serviços prestados, principalmente pelo produtor rural na preservação ambiental”.
O líder cooperativista destacou, ainda, o papel privado no financiamento de uma economia verde. “Praticamente todos querem investir e contribuir para o financiamento de uma economia verde. Basta organizar e normatizar que as pessoas, empresas e cooperativas vão vir. E nós estamos aqui para ajudar no que for preciso”, enfatizou o presidente do Sistema OCB.
BENEFÍCIO AMBIENTAL
O advogado consultor da OCB, Leonardo Papp, apresentou as principais premissas do cooperativismo para a regulamentação da Política Nacional de Pagamentos Por Serviços Ambientais, que deve levar em conta processos eficientes de habilitação e mensuração do benefício ambiental a ser contemplado pelo PSA, prevendo que o crédito fique com quem realmente protege o meio ambiente. Ele comentou, ainda, que é necessária a atuação em fóruns internacionais para mostrar a realidade da produção agropecuária brasileira, que é uma das mais sustentáveis do mundo.
PIMENTA-DO-REINO
Na oportunidade, também foi apresentado o case da cooperativa Camta, de Tomé Açú, no Pará, pelo consultor Raul Monteiro Jr. A cooperativa é referência em práticas sustentáveis na cultura da pimenta-do-reino, e parte de sua produção é exportada para a Europa.
PRINCIPAIS PROJETOS
O secretário Joaquim Álvaro por sua vez apresentou os principais projetos do MMA no âmbito dos pagamentos por serviços ambientais e a estrutura pensada para a regulamentação da PNPSA. Agradeceu a reunião e disse que o MMA está de portas abertas para cooperativismo, e ainda conta com a colaboração na busca de soluções para a eficiente regulamentação da política.
ENCAMINHAMENTOS
Como encaminhamentos da reunião o Secretário solicitou o agendamento de reuniões para debater mais profundamente os temas: projeto-piloto com a CAMTA; a regulamentação de PNPSA; agenda internacional (Conferência de Glasgow); e a realização de webinário com o Secretário para dirigentes de cooperativas com foco nos mecanismos de PSA.
Brasília (8/2/21) – Representantes do Sistema OCB estiveram, nesta segunda-feira, no lançamento online da plataforma Participa + Brasil, do governo federal. Esse novo portal eletrônico visa promover serviços ligados à participação da sociedade na formulação, implementação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas da União, além de qualificar o processo de participação social a partir da disponibilização de módulos para divulgação de consultas e audiências públicas, pesquisas e no incentivo de boas práticas.
Com essa iniciativa, o governo federal espera estimular a interação com a sociedade, bem como aumentar a transparência das iniciativas de promoção de políticas públicas. O evento ocorreu no salão nobre do Palácio do Planalto e contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, dentre outras autoridades.
Para mais informações, basta acessar o seguinte site: https://www.gov.br/participamaisbrasil/
Brasília (8/2/21) – A OCB e outras 13 entidades de representação do setor leiteiro acabam de divulgar uma nota á imprensa solicitando ao Ministério da Agricultura a suspensão imediata das importações de produtos lácteos da Argentina e do Uruguai, até que os setores produtivos do Brasil e dos países vizinhos estabeleçam tratativas de convivência mútua. Clique aqui para conferir a íntegra do documento.
Brasília (10/2/21) – O deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), destacou nesta terça-feira (9), a importância do Selo Agro Mais Integridade, concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a empresas e cooperativas agropecuárias.
Segundo o parlamentar, a medida premia boas práticas e serve como forma de alavancar os negócios do setor no país. “O Brasil tem o desafio de comunicar cada vez mais e melhor as boas ações que o agro realiza. Esse tipo de iniciativa realizada pelo Mapa deixa uma marca de integridade, visibilidade e credibilidade – cria um diferencial competitivo no mercado”, declarou.
Evair disse ainda que, além do reconhecimento de boas práticas, o selo garante aos consumidores alimentos de qualidade e de boa origem. “Essa conduta gera um estímulo para que as companhias e cooperativas possam cada vez mais investir em métodos, técnicas orientações e transparência no agro brasileiro”.
O regulamento para a conquista do selo relativo ao exercício de 2021/2022 foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (8). De acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, essa edição irá contemplar organizações do setor pesqueiro. “Os princípios que norteiam o selo são prioridade no Mapa. Acreditamos que iniciativas assim podem ser um escudo na alavancagem de lucros e um diferencial importante no novo modelo do agronegócio íntegro e sustentável que estamos apresentando para o mundo”, afirmou.
COMO FUNCIONA
O Selo Agro Mais Integridade busca reconhecer empreendimentos agropecuários e cooperativas no Brasil que adotam boas práticas de responsabilidade social, ética, sustentabilidade ambiental e comprometimento em inibir fraude, suborno e corrupção. Os contemplados podem usar a marca do selo em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações.
Para receber o selo, a empresa ou cooperativa precisa comprovar que adota um programa de compliance, código de ética e conduta, canais de denúncia efetivos, ações com foco na responsabilidade social e ambiental e que promove treinamentos para melhoria da cultura organizacional.
Os interessados em participar da próxima edição devem realizar sua inscrição diretamente no site oficial do Mapa, no período de 2 de março a 4 de junho de 2021, preenchendo o formulário de inscrição disponibilizado aqui.
Brasília (5/2/21) – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entregou nesta sexta-feira (5) o Selo Agro Mais Integridade para as organizações agropecuárias ganhadoras da terceira edição. Neste ano, 19 empresas foram premiadas, sendo que quatro delas recebem a premiação pela segunda vez, e oito, pela terceira vez. As contempladas podem usar a marca do Selo em seus produtos, sites comerciais, propagandas e publicações.
Vale destacar que a OCB integra o Comitê Gestor do Selo, responsável pela avaliação das inscrições de empresas e coops. O Selo Mais Integridade reconhece as empresas e cooperativas do agronegócio que adotam práticas de integridade sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e o comprometimento em inibir a fraude, suborno e corrupção.
A premiação foi entregue pela ministra Tereza Cristina e pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. O evento ocorreu de forma presencial e virtual no auditório da Apex-Brasil, com a participação de até dois representantes das premiadas presentes, respeitando o distanciamento social e protocolos de segurança.
A ministra Tereza Cristina destacou que os princípios que norteiam o Selo são prioridade no Mapa e anunciou que a próxima edição irá contemplar organizações do setor pesqueiro. “Acreditamos, cada vez mais, que iniciativas como esta, do nosso Selo de Integridade, podem ser um escudo na alavancagem de lucros, sendo um diferencial importante no novo modelo do agronegócio íntegro e sustentável, que estamos apresentando para o mundo”.
"A pauta de ética, integridade e transparência está inserida como ponto fundamental do Plano Estratégico do Ministério da Agricultura. Nesse sentido, ressalto que estamos alinhados com a Controladoria-Geral da União para a construção do 5º Plano de Ação Nacional para o Governo Aberto”, acrescentou.
O ministro da CGU, Wagner Rosário, ressaltou que a adoção de boas práticas nas empresas é mais efetiva que a aplicação de sanções. Ele espera que outros órgãos da administração pública criem premiações como a do Mapa. “A gente espera que governo e sociedade se unam porque a integridade tem que ser a marca do nosso país. O Brasil tem que ser associado a isso.”
O Mapa é pioneiro entre os ministérios do Governo Federal na implementação de um selo setorial alinhado ao Programa de Fomento à Integridade da Controladoria-Geral da União.
Segundo o presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, o Selo serve também como forma de alavancar os negócios das empresas premiadas. “Empresas alinhadas com o princípio da integridade contam com diferencial competitivo”, disse, acrescentando que 11 das 19 empresas contempladas tiveram apoio da Apex-Brasil em 2019 e 2020.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, parabenizou as empresas reconhecidas e disse que espera ver coops na lista da próxima edição do selo. “Esse selo mostra que a empresa está muito mais do que só em dia com seus processos e valoriza todas as ações que beneficiam os funcionários, os recursos naturais e a relação com o mercado. As cooperativas fazem isso todos os dias, então convido as coops agro a participarem, se inscrevendo na próxima edição. Assim será possível certificar tudo aquilo que o cooperativismo faz pelo país”, comenta o líder cooperativista.
NOVA MARCA DIGITAL
No evento, foram assinados dois atos normativos, como a portaria conjunta entre o Mapa e CGU para a implementação da marca digital Selo Mais Integridade – Versão Especial, que poderá ser usada por empresas e cooperativas que já foram premiadas, de forma cumulativa, com o Selo Mais Integridade (Mapa) e Empresa Pró-Ética (CGU) por ações de promoção à integridade. O outro ato trata da aprovação do regulamento da próxima edição do Selo Mais Integridade 2021/2022. (Com informações do MAPA)
PREMIADAS
Andrade Sun Farms Agrocomercial Ltda
Amaggi Exportação E Importação Ltda
Bem Brasil Alimentos S/A
São Salvador Alimentos S/A
Sinergia Agro Do Brasil Ltda
Upl Do Brasil Indústria E Comércio De Insumos Agropecuários S/A
Vittia Fertilizantes E Biológicos S/A
Adecoagro Vale Do Ivinhema S/A
Agrícola Xingu S/A
Baldoni Produtos Naturais Comércio E Indústria
Bunge Alimentos S/A
Citri Agroindustrial
Compass Minerals América Do Sul Indústria E Comércio S/A
Iharabras S/A Indústrias Químicas
Indústria E Comércio De Alimentos Supremo Ltda
Mig Plus Agroindustrial Ltda
Rio Branco Alimentos S/A
Rivelli Alimentos S/A
Três Corações Alimentos S/A
Foto: Guilherme Martimon/Mapa
Brasília (4/2/21) – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entrega nesta sexta-feira (5), às 9h30, o prêmio Selo Mais Integridade para empresas e cooperativas do agronegócio que implementam políticas de integridade, ética, responsabilidade social e sustentabilidade ambiental. A premiação ocorrerá no auditório da Apex-Brasil e será transmitida pelo canal do Youtube do Mapa e da Apex-Brasil. A OCB integra o Comitê Gestor do Selo, responsável pela avaliação das inscrições de empresas e coops.
O evento terá a participação da ministra Tereza Cristina; do chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Mapa, Cláudio Torquato; do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário; do presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia, e do presidente da Embrapa, Celso Moretti.
Esta é a terceira edição da entrega do selo. Neste ano, 19 empresas do setor agropecuário serão premiadas, sendo que quatro delas receberão a premiação pela segunda vez e oito, pela terceira vez.
Na ocasião, serão assinados dois atos normativos.
O Mapa foi pioneiro entre os ministérios do Governo Federal na implementação de um selo setorial alinhado ao Programa de Fomento à Integridade da Controladoria-Geral da União. (Fonte: MAPA)
PARTICIPE
Premiação Selo Mais Integridade
Data: 5/2/21
Horário: 9h30
Transmissão pelo Youtube
Brasília (2/2/21) - O novo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), disse nesta terça-feira (2) que 2021 será um dos períodos mais produtivos na aprovação de leis e tomadas de decisões no Congresso Nacional – “um momento crucial na história do país”.
“Vamos democratizar a Casa, desconcentrar o poder da presidência e fortalecer as instâncias colegiadas para criar um ambiente de previsibilidade. Todas as quintas-feiras teremos reunião dos partidos com seus líderes e dos líderes com o presidente para termos uma pauta pública, de forma que se saiba sempre na semana seguinte o que será votado, o nome do relator da matéria, sem retaliação e nem censura”, destacou.
Lira destacou a importância de aprovar as reformas tributária e administrativa ainda no primeiro semestre de 2021. “A reforma administrativa emite um sinal positivo para que novos investimentos sejam feitos no país. Penso que devemos entregar essas reformas ainda no 1º semestre,” disse o deputado.
A reforma tributária é uma pauta prioritária do setor cooperativista e promete simplificar impostos e desburocratizar o ambiente de negócios. Para o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair de Melo (PP), ainda mais importante, é incluir na Constituição a aplicação do adequado tratamento tributário das sociedades cooperativas. “Precisamos garantir, por exemplo, que a incidência dos tributos recaia sobre o cooperado, onde se fixa a riqueza, e não na cooperativa, evitando assim a duplicidade de cobrança”, afirmou.
Evair também destacou a importância da convergência entre a Frencoop, o Parlamento e o governo federal. “Nós temos muita confiança na mesa diretora da Câmara liderada pelo deputado Arthur Lira e tenho certeza que na agenda do presidente o cooperativismo estará certamente presente para o Brasil continuar avançando ainda mais”.
O cooperativismo é uma ferramenta importante para o país e, segundo o parlamentar, para se desenvolver depende de outras plataformas tributárias e administrativas. “O Lira é um deputado que honra os compromissos, estamos animados, confiantes. O governo também tem esse entendimento e o momento é agora, até para recuperação e organização econômica nos pó-pandemia e é pelo cooperativismo que vamos avançar”, disse.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o setor espera conseguir priorizar também a tramitação de outras propostas relevantes como as que garantem maior conectividade rural; permitem a participação das cooperativas no mercado de seguros brasileiro; modernizam a legislação para atuação das cooperativas de crédito; e possibilitem a renegociação, recuperação judicial e extrajudicial das cooperativas em geral.
O Presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, se reuniu na manhã desta sexta-feira, dia 29 de janeiro, com o CEO da IFFCO, a Cooperativa de Fertilizantes dos Agricultores Indianos. A IFFCO é a maior cooperativa da Índia e maior do mundo no segmento de fertilizante. O faturamento do empreendimento cooperativista chegou a US$ 32 bilhões em 2020.
Formada por 36 mil cooperativas associadas, a IFFCO é uma central que atua no setor de fornecimento de insumos. O número total de produtores rurais associados às cooperativas filiadas ultrapassa os 50 milhões de indianos. A IFFCO foi classificada pelo Monitor Global de Cooperativas 2020 (www.monitor.coop) como maior do mundo no quesito faturamento per capita.
U S Awasthi, CEO da IFFCO, manifestou o interesse de sua cooperativa em estreitar a cooperação com o movimento cooperativista brasileiro, especialmente no seguimento agrícola. A IFFCO estabeleceu parcerias comerciais com cooperativas agropecuárias no Canadá, Emirados Árabes Unidos, Omã e Jordânia. O interesse da cooperativa indiana é também trabalhar em cooperação com as cooperativas agropecuárias para intercâmbios na área de tecnologia agrícola e distribuição de insumos.
OCB e IFFCO acordaram em manter um grupo de trabalho para levantar as potenciais áreas de cooperação entre as cooperativas no Brasil e na Índia. A ideia é aproximar cooperativas brasileiras interessadas em exportar para a Índia e também cooperativas brasileiras possivelmente interessadas em importar das parceiras indianas.
O país asiático é o atual presidente do Agrupamento BRICS - Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul. A IFFCO pretende organizar em novembro em Nova Délhi o Encontro das Cooperativas dos Países do BRICS, o chamado BRICS COOP. O evento será reunir cooperativas dos cinco países para rodadas de negócios e benchmarking.
Exemplo de intercooperação
A IFFCO nasceu de um projeto de intercooperação. Em 1967, dirigentes cooperativistas americanos ligados à Associação Nacional dos Empreendimentos Cooperativos dos Estados Unidos, a NCBA, iniciaram um projeto de cooperação técnica com produtores indianos que acabaria se ramificando por todo território indiano e transformaria a IFFCO em uma das maiores cooperativas do mundo, assim como uma das 50 maiores empresas da Índia.
Comércio bilateral brasil-índia
O comércio bilateral entre Brasil e Índia chegou a US$ 6,7 bilhões em 2020. Foram US$ 2,8 bilhões exportados pelo Brasil e US$ 3,9 bilhões importados da Índia no período. O principal produto importado pela índia do Brasil são os chamados “pulses”: sementes comestíveis como feijão, a ervilha, a lentilha e grão-de-bico. Em 2020 foram US$ 57 milhões importados do Brasil.
Sobre a índia
A Índia tem a segunda maior população do planeta, com 1,4 bilhão de habitantes. Em 2027, passará a china e se tornará o país mais populoso. No mesmo ano, a classe média indiana ultrapassará a dos estados unidos, se tornando a segunda maior do mundo, atrás da China. A idade média do país é 29 anos.
O PIB da índia atualmente é de us$ 3 trilhões. O país passou de nona maior economia em 2010, para quinta em 2019. A Índia é o maior produtor do mundo de lácteos, pulses, pimentas, chá e juta. Ocupam a segunda posição em frutas, vegetais, arroz, trigo, peixe e algodão. O país possui 430 startups no setor de agronegócios, sendo este segmento o principal trabalhado no âmbito da cooperação entre os dois governos.
Brasília (26/1/21) – “O cooperativismo se sente honrado em fazer parte desse comitê de promoção do nome do Paolinelli. Ao longo de sua história, ele desenvolveu um modelo de produção rural sustentável perfeitamente adaptado ao cooperativismo, que é uma ferramenta consolidada de sucesso. Para se ter uma ideia, as coops agropecuárias são responsáveis por originar 53% de tudo que se produz na agropecuária nacional. E, por chegarmos nesse nível, nossa gratidão e reconhecimento ao trabalho do amigo Alysson Paulinelli.”
Esse é um trecho do discurso do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, realizado na coletiva de imprensa desta terça-feira, sobre a indicação do nome do ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, ao Prêmio Nobel da Paz 2021. Jornalistas de todo o país participaram do evento, ao lado de grandes nomes do setor agropecuário brasileiro. Dentre eles o do coordenador de agronegócios da FGV e embaixador da FAO para as cooperativas, Roberto Rodrigues, grande entusiasta da indicação.
“Essa indicação representa o reconhecimento do trabalho do Alysson. Ele é o pai da agricultura moderna no Brasil e tudo que fez foi com base em ciência. E é, também, um prêmio duplo, porque reconhece a relevância global da agricultura sustentável brasileira. Um Nobel da paz para ele é um Nobel da paz para o Brasil”, afirma Roberto Rodrigues.
Para o indicado, a escolha final, a ser realizada pelo Conselho Norueguês do Nobel será um desafio. “O último Prêmio Nobel dado a um membro da área de alimentação foi em 1950 e alguns líderes do setor de pesquisa, da ciência e tecnologia achavam que estava na hora [de a área ser novamente contemplada]. Eu sei que é uma tarefa muito difícil, mas sinto-me muito honrado de defender essa bandeira da segurança alimentar aliada à sustentabilidade”, disse.
A nomeação foi protocolada no Conselho Norueguês do Nobel, pelo diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Durval Dourado Neto, e contou com cartas de apoio de 119 instituições do Brasil – dentre elas a OCB – e do exterior, representando 24 países.
Para Durval Neto, a atuação de Paolinelli teve grande destaque em toda sua trajetória acadêmica e profissional. “Muito foi feito por ele para que a agricultura brasileira chegasse aonde chegou. Esse prêmio é, na verdade, para o Brasil, por isso convido todos os brasileiros a apoiarem essa iniciativa tão importante para o país”, enfatiza.
PERFIL
Mineiro de Bambuí, Paolinelli nasceu em 1936, tornou-se agrônomo em 1959 pela Escola Superior de Agronomia de Lavras (Esal), que depois tornou-se Universidade Federal. Em 1971, assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, a convite do governador Rondon Pacheco, e criou incentivos e inovações tecnológicas que transformaram o estado no maior produtor de café do Brasil. Nessa época, o jovem Paolinelli já demonstrava talento para revolucionar setores inteiros.
Em 1974, aceitou convite do presidente Ernesto Geisel para tornar-se ministro da Agricultura, e tratou de modernizar a Embrapa e promover a ocupação econômica do Cerrado brasileiro. Foi nesse período que implantou um ousado programa de bolsas de estudos para estudantes brasileiros nos maiores centros de pesquisa em agricultura do mundo. Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e do um novo equacionamento da ocupação do bioma amazônico. (Clique aqui para continuar lendo)
SOBRE O NOBEL
O Prêmio Nobel da Paz é outorgado pelo Comitê Norueguês do Nobel responsável pelas normas de indicação, pela seleção dos candidatos elegíveis e pela escolha final do(s) ganhador(es). É o único Nobel cujo desenrolar ocorre fora da Suécia, país onde a premiação foi criada.
O Prêmio é concedido em Oslo, capital da Noruega, e o seu Comitê é composto por cinco membros nomeados pelo parlamento norueguês. Na edição de 2020, foram mais de 300 indicações. Para o prêmio de 2021, as inscrições são feitas até o próximo dia 31 de janeiro. O vencedor será anunciado em 8 de outubro e a solenidade de premiação ocorrerá em dezembro.
Brasília (25/1/21) – Debater sobre as oportunidades para as cooperativas em 2021 e o papel do cooperativismo na economia brasileira são objetivos de mais uma edição do Webinário Credicitrus, marcado para a próxima quinta-feira, dia 28. O evento contará com a participação do CEO do Sicoob Credicitrus, Walmir Fernandes Segatto, e tem como convidado o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que falará sobre o protagonismo das cooperativas em 2021. Para participar, basta acessar o canal da cooperativa no Youtube (clique aqui).
AGENDE-SE
- Quando: 28/1
- Horário: 17h
- Convidadas: CEOs e representantes de cooperativas de diversos segmentos
- Público alvo: Cooperados e não cooperados
- Saiba mais aqui
Brasília (28/1/21) – Os números do cooperativismo e o papel do Sistema OCB foram apresentados pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, no primeiro webinário de uma série realizada pela Credicitrus. O evento contou com a participação dos CEOs Walmir Fernandes Segatto (Sicoob Credicitrus), Fernando Degobbi (Coopercitrus) e Neivor Canton (Cooperativa Central Aurora).
O webinário, transmitido ao vivo pelo canal da Credicitrus (clique aqui para assistir), teve por objetivo debater as oportunidades para as cooperativas em 2021 e o papel do cooperativismo na economia brasileira.
Segundo o líder cooperativista, Márcio Freitas, o cooperativismo é um movimento que vem dando certo e que, muito mais do que acompanhar as tendências da evolução humana, deve liderar todos os processos de transformação. “Há uma mudança estrutural ocorrendo com as novas gerações, repercutindo no cooperativismo, que reúne tudo aquilo que os jovens já demandam. As cooperativas são exemplos de gestão democrática, de liderança descentralizada, de transparência e, ainda, são preocupadas com as pessoas, com a preservação dos recursos naturais e suas operações são baseadas em princípios e valores universais”, enfatiza o presidente do Sistema OCB.
NÚMEROS
Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, os números do setor, atualmente, são:
- 5.314 cooperativas;
- 15,5 milhões (62% são homens e, 38%, mulheres);
- 427.576 empregos diretos.
Com relação ao Ramo Crédito, os números são os seguintes:
- 827 coops;
- 10,7 milhões de cooperados;
- 71,7 mil empregos.
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Brasília (25/1/21) – O ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação foi protocolada no Conselho Norueguês do Nobel (The Norwegian Nobel Committee), no último dia 22 de janeiro, pelo diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), Durval Dourado Neto. A nomeação recebeu cartas de apoio de 119 instituições do Brasil e do exterior, representando 24 países. A OCB é um dos apoiadores.
A academia (educação, ensino, pesquisa) e o setor primário foram os maiores apoiadores, mas destaca-se também o reconhecimento mostrado por instituições da indústria e dos serviços. O diretor da ESALQ destaca que a indicação do ex-Ministro está baseada “em sua enorme contribuição para a Paz, pelo grande salto de produção da agricultura brasileira”. Segundo, ele este aumento foi obtido de forma sustentável, promovendo crescimento, inclusão social e segurança alimentar no Brasil e no mundo.
O professor Durval destaca a visão dos acadêmicos e dos formuladores de políticas: “Paolinelli sempre foi obstinado na valorização da ciência, da pesquisa e da difusão de tecnologia”. Visionário, Paolinelli já antevia desde os anos de 1960 que o futuro dependia da transformação da agricultura tradicional. Foi dele o impulso que inaugurou uma nova era no campo, cujos impactos socioeconômicos, de sustentabilidade e desenvolvimento humano estão presentes até hoje.
Um dos líderes da indicação, o ex-Ministro Roberto Rodrigues, acrescenta: “Paolinelli é o maior brasileiro vivo, é o visionário da maior revolução agrícola tropical sustentável que ocorreu no Brasil. Ele é um grande construtor da paz, pois alimento é paz, sustentabilidade é paz”.
Sobre o Nobel
O Prêmio Nobel da Paz é outorgado pelo Comitê Norueguês do Nobel responsável pelas normas de indicação, pela seleção dos candidatos elegíveis e pela escolha final do (s) ganhador (es). É o único Nobel cujo desenrolar acontece fora da Suécia, país onde a premiação foi criada.
O Prêmio é concedido em Oslo, capital da Noruega, e o seu Comitê é composto por cinco membros nomeados pelo parlamento norueguês. Na edição de 2020, foram mais de 300 indicações. Para o prêmio de 2021, as inscrições acontecerão até o próximo dia 31 de janeiro. O vencedor será anunciado em 8 de outubro e a solenidade de premiação ocorrerá em dezembro.
REDE PAOLINELLI
Para desenvolver o complexo processo da nomeação de Alysson Paolinelli ao prêmio, foi criada uma rede de entidades sob a liderança do ex-Ministro Roberto Rodrigues. A iniciativa teve propósito de realizar os estudos sobre a contribuição de Paolinelli e a documentação perante o Comitê Norueguês do Nobel. Roberto Rodrigues destaca o extraordinário engajamento de lideranças e profissionais de destaque da sociedade civil no Brasil e exterior.
Para desenvolver suas ações, a Rede Paolinelli Nobel da Paz 2021 está organizada em grupos gestores:
Conselho Coordenador*: É o órgão máximo de gestão, composto pelas instituições que participam da Rede. Coordenador: Roberto Rodrigues.
Comitê Executivo: Responsável pela gestão integrada das ações da Rede. É composto por Roberto Rodrigues (Coordenador); Evaldo Vilela (Academia); Francisco Matturro (ABAG); Jacyr Costa Filho (FIESP); João Martins Filho (CNA), Manuel Otero (IICA); Márcio Lopes de Freitas (OCB); e Mônika Bergamaschi (IBISA).
Comitê Acadêmico: Composto por profissionais responsáveis pelo relacionamento com a Academia, no Brasil e no exterior. Coordenador: Evaldo Vilela, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
Comitê Internacional: Composto por profissionais que atuam junto a entidades no exterior. Coordenador: Manuel Otero, diretor geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
Gestão Técnica: Composto por um grupo de especialistas em economia e política agrícola, desenvolvimento sustentável, tecnologia e comunicação: Coordenador: Ivan Wedekin (Wedekin Consultores).
Gestão Administrativa e Financeira: Realizada pelo IBISA (Instituto Brasileiro para Inovação e Sustentabilidade do Agronegócio), entidade sem fins lucrativas. Presidente Executiva: Mônika Bergamaschi.
* Participam do projeto as seguintes organizações (em ordem alfabética): AGROCERES, ABIA, ABIOVE, ABAG, ABPA, ABRAMILHO, APROSOJA BRASIL, ASBRAM, BALDAN, BRADESCO, CNA, COCAMAR, FIESP, GRUPO MAUBISA, IBÁ, JACTO, JOHN DEERE, OCB, SICOOB, SICREDI, SINCS, SNA, SYNGENTA e UNICA.
REVOLUÇÃO
Um dos fatos econômico-sociais mais marcantes na segunda metade do século XX foi a inédita revolução agrícola sustentável realizada nos trópicos. Este evento, que aconteceu a partir da década de 1970, no Brasil, mudou o cenário de segurança alimentar no país e no mundo, com a ocupação econômica do Cerrado Brasileiro. Foi uma revolução pacífica e embasada na sustentabilidade, liderada por um engenheiro agrônomo visionário, Alysson Paolinelli. Ele abriu uma nova página para a história da agricultura mundial.
Como professor, Secretário de Estado, Ministro da Agricultura, membro do Congresso Nacional e líder rural, Paolinelli comandou o desenvolvimento de sistemas de produção para os biomas do Cerrado, dando origem à revolução agrícola tropical sustentável. Dedicou-se a esta tarefa a vida inteira e hoje, aos 84 anos, mantém sua cruzada pela segurança alimentar e pelas contribuições que a agricultura tropical pode oferecer para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Principais dimensões
Na década de 1970, o Brasil era importador líquido de alimentos básicos e a revolução agrícola garantiu a autossuficiência alimentar e a redução do peso da alimentação nos gastos de consumo das famílias. O País se transformou no fiel da balança da segurança alimentar mundial, representando hoje 16,2% da exportação mundial de alimentos básicos.
Para impulsionar esse salto agrícola, Paolinelli priorizou a ciência. Estruturou um sistema de pesquisa agropecuária tropical único no mundo, cujo grande destaque foi a EMBRAPA, a maior empresa de tecnologia agropecuária do mundo tropical, hoje com 2.600 pesquisadores e 42 unidades descentralizadas de pesquisa, 26 delas criadas quando ele era Ministro da Agricultura.
Paolinelli também estabeleceu as raízes que a revolução agrícola tropical sustentável precisava para crescer e frutificar. Como Ministro criou instituições, políticas e organizações que viabilizaram a modernização da agricultura tradicional. Uma das principais foi o Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO), que formulou políticas agrícolas para a região. Essa e outras iniciativas foram essenciais para institucionalizar a estrutura de governança que impulsiona a expansão da revolução agrícola tropical até hoje.
Alimentos e efeito poupa-terra
Atualmente, os 1.102 municípios situados no bioma Cerrado produzem 46% da safra de soja do país, 49% do milho, 93% do algodão e 25% do café. Na pecuária é responsável por 32% do rebanho de bovinos, 22% dos frangos e 22% dos suínos, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre 1970 e 2020, a produção brasileira de grãos, que era de 39,4 milhões de toneladas, cresceu 6,4 vezes e atingiu 251,9 milhões de toneladas, enquanto a área plantada apenas dobrou, passando de 32,8 para 65,2 milhões de hectares. Foi uma verdadeira revolução agrícola tropical.
Esse aumento da produtividade proporcionou um efeito poupa-terra de 128 milhões de hectares, de 1961 a 2018. Essa seria a área adicional necessária para atingir a produção de cereais e oleaginosas do Brasil em 2018 (230,6 milhões de toneladas), caso não tivessem ocorrido ganhos notáveis de produtividade no período. Como resultado dessa eficiência, o Cerrado brasileiro conserva 54% de área com cobertura vegetal natural, sendo que 35% é protegido por lei e vedado à exploração econômica.
Desenvolvimento humano e energia limpa
O salto produtivo proporcionado pela revolução agrícola tropical sustentável reduziu o custo relativo da alimentação dentro do orçamento familiar e liberou renda para outros consumos, dinamizando a economia brasileira. Também interiorizou do desenvolvimento, gerando empregos, aumento de renda e melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) nas regiões de base agropecuária, com elevação de 73% de 1990 a 2010.
O Ministro Paolinelli ainda participou da criação do Proálcool (1975), o primeiro programa mundial de produção em larga escala de combustível limpo e renovável a partir de biomassa. Hoje, o balanço de emissões neutralizadas pelo programa está na casa dos 200 milhões de toneladas de CO² por ano, com benefícios diretos para a saúde e bem-estar das populações.
Sustentabilidade e paz
Do fomento tecnológico à segurança alimentar, dos saltos de produtividade ao desenvolvimento econômico e melhoria social – todas as conquistas alinharam-se com conceitos de sustentabilidade. Tanto que 11 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU recebem até hoje impactos positivos do legado da revolução agrícola tropical sustentável de Paolinelli.
Incansável, Alysson Paolinelli continua na vanguarda do seu tempo. Por meio do Instituto Fórum do Futuro, que preside, atualmente mobiliza organizações de ciência para a realização do Projeto Biomas Tropicais, sonhando com nova revolução científica e sustentável na agricultura dos trópicos, a favor das pessoas e pela paz. (Fonte: Esalq)
Brasília (25/1/21) - O ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli foi oficialmente indicado para o Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação foi protocolada no Conselho Norueguês do Nobel, pelo diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Durval Dourado Neto. A OCB é uma das instituições que apoiam a indicação.
Nesta terça-feira (26/1), a partir das 10h, será realizada uma coletiva de imprensa com a participação de Alysson Paolinelli, do diretor da Esalq, Durval Dourado Neto, do coordenador de agronegócios da FGV e embaixador da FAO para as cooperativas, Roberto Rodrigues, e, ainda, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Para participar, basta clicar aqui.
ENTREVISTA
Em entrevista ao Canal Rural, Paolinelli explicou que a indicação não é por um projeto específico, e sim por uma vida inteira de trabalho.
“O último Prêmio Nobel dado a um membro da área de alimentação foi em 1950 e alguns líderes do setor de pesquisa, da ciência e tecnologia achavam que estava na hora [de a área ser novamente contemplada]. Eu sei que é uma tarefa muito difícil, mas sinto-me muito honrado de defender essa bandeira da segurança alimentar aliada à sustentabilidade”, disse.
Quem é Alysson Paolinelli?
Mineiro de Bambuí, Paolinelli nasceu em 1936, tornou-se agrônomo em 1959 pela Escola Superior de Agronomia de Lavras (Esal), que depois tornou-se Universidade Federal. Em 1971, assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, a convite do governador Rondon Pacheco, e criou incentivos e inovações tecnológicas que transformaram o estado no maior produtor de café do Brasil. Nessa época, o jovem Paolinelli já demonstrava talento para revolucionar setores inteiros.
Em 1974, aceitou convite do presidente Ernesto Geisel para tornar-se ministro da Agricultura, e tratou de modernizar a Embrapa e promover a ocupação econômica do Cerrado brasileiro. Foi nesse período que implantou um ousado programa de bolsas de estudos para estudantes brasileiros nos maiores centros de pesquisa em agricultura do mundo. Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e do um novo equacionamento da ocupação do bioma amazônico.
Clique aqui para continuar lendo a entrevista.
(Com informações do Canal Rural)
Brasília (15/1/21) - Como forma de democratizar o acesso à educação no país e incentivar a qualificação do segmento cooperativista, a Faculdade Unimed, instituição de ensino superior do Sistema Unimed, conta com uma política de bolsas e descontos exclusiva para o processo seletivo dos cursos de graduação tecnológica.
Para o vestibular do primeiro semestre de 2021, serão ofertadas 56 bolsas integrais, divididas entre os cursos de Gestão de Cooperativas e Gestão Hospitalar. As aulas começam em fevereiro e a inscrição podeser feita, gratuitamente, clicando aqui.
Desse total, 21 serão disponibilizadas via Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação (MEC). Essa é a primeira vez que a instituição de ensinoadere à iniciativa do governo federal.
Além disso, as chamadas bolsas sociais são ofertadas desde 2019, com base no perfil socioeconômico dos alunos. Os candidatos aprovados no vestibular devem solicitá-la pelo e-mail
Condições especiais
Colaboradores, cooperados e beneficiários dos planos de saúde do Sistema Unimed têm 30% nos valores da matrícula e mensalidades dos cursos de graduação.
Os interessados precisam realizar a prova do vestibular e, se aprovados, solicitar, no ato da matrícula, a inclusão em alguma das políticas de descontos, de acordo com os critérios de participação. Os pedidos são avaliados e concedidos mediante cumprimento dos requisitos pré-estabelecidos. Confira a política completa na página do vestibular. (Fonte: Faculdade Unimed)
Brasília (18/1/21) – A OCB acaba de prorrogar o prazo para que as cooperativas brasileiras participem da maior pesquisa sobre inovação já realizada no país. O novo prazo termina no dia 29 de janeiro. Antes, era 22/1. O objetivo da pesquisa é conhecer melhor o cenário de inovação no movimento cooperativista, identificar os principais desafios e sinalizar oportunidades para nortear as estratégias de fomento à cultura da inovação.
A pesquisa começou em novembro do ano passado e a intenção da OCB, ao estender o prazo, é garantir que mais cooperativas participem, ampliando, assim, a amostra da pesquisa. “Nós queremos reforçar a necessidade de participação de todas as coops. Pequenas e grandes; as que inovam ou não; de norte ao sul do país. Só com ampla adesão conseguiremos um resultado que represente, de fato, o cooperativismo brasileiro”, argumenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
CINCO MINUTOS
Um questionário foi cuidadosamente preparado para que as respostas sejam utilizadas na elaboração de um diagnóstico. A pesquisa só leva cinco minutos. A Checon, empresa especializada e com experiência em atuação no cooperativismo, foi contratada pelo Sistema OCB para conduzir a pesquisa, realizada no formato on-line, clicando aqui.
APOIO ESSENCIAL
“Esse é um processo muito importante para a definição das nossas próximas ações. Vimos que, mais do que nunca, a inovação é um ingrediente essencial da sustentabilidade das empresas que se destacam dentro e fora do país. Por isso, conhecer a nossa realidade é fundamental para melhorar essa cultura e, para tanto, nós contamos muito com a mobilização feita pelas unidades estaduais, estimulando as cooperativas a participarem da pesquisa”, explica o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. De acordo com ele, as cooperativas não serão identificadas no questionário.
DÚVIDAS
Caso tenham dúvidas, as cooperativas podem entrar em contato com Samara Araujo, coordenadora do Núcleo de Informações e Mercados do Sistema OCB, por meio do email:
Brasília (14/1/21) – Agora é lei. A Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), fruto de consenso entre entidades ambientalistas do setor produtivo, foi publicada nesta quinta-feira (14) no Diário Oficial da União com o número Lei 14.119/2021. A nova legislação abre possibilidade de um novo marco para a sustentabilidade do país, já que prevê recompensas financeiras para quem desenvolve iniciativas de preservação ou recuperação ambiental – produtores, cooperativas e demais atores do setor produtivo e da sociedade civil.
Graças à atuação da OCB e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), especialmente do relator e grande defensor da política o deputado Arnaldo Jardim, diretor da Frente, foi possível incluir as cooperativas no rol de atores prioritários para desenvolverem iniciativas de preservação ou recuperação ambiental.
O Sistema OCB, como representante das cooperativas brasileiras, vê a aprovação da matéria como ponto fundamental para a promoção de um desenvolvimento sustentável no país, e que conte também com incentivos econômicos públicos e privados para o fomento a modelos de negócio que equilibrem, cada vez mais, uma produção eficiente e a proteção do meio ambiente.
AVANÇOS
Uma alteração em parte do texto original, que restringia a política de pagamento por serviços ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL), é com certeza um dos principais pontos de destaque. O que isso significa na prática? O reconhecimento da importância do incentivo público às ações que conciliam desenvolvimento e preservação ambiental, diretriz que já havia sido expressa no art. 41 do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012). Aliás, este foi um ponto de acordo entre as partes interessadas.
PRÓXIMOS PASSOS
A OCB continuará acompanhando o tema na discussão da regulamentação da lei.
Clique nos links abaixo para mais informações.
Lei 14.119/2021: https://bit.ly/3snutdK
Vetos: http://bit.ly/3nG1aiT