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Notícias representação

 

 

Seguro Rural é tema de seminário internacional

Brasília (18/4/19) – Na próxima terça-feira (23/4), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promovem o Seminário Internacional de Seguro Rural, em Brasília. O evento tem o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e das seguradoras e resseguradoras de seguro rural.

O evento terá dois painéis, um nacional e outro internacional. Nas palestras serão debatidos modelos de seguro rural de países como Espanha, Estados Unidos, México e Índia, e será exposto panorama do modelo brasileiro e quais os desafios do seguro rural no país. O debate terá representantes do Ministério da Economia, Embrapa, Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e das resseguradoras Mapfre, Arch Re e Partner Re.

De acordo com a assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes, “uma das finalidades do seminário será disseminar a cultura do seguro rural e da gestão de riscos agropecuários, mobilizando governo e entidades privadas para a solução dos principais desafios”.

“A CNA tem defendido uma política de Estado para o seguro rural, para amenizar os impactos das perdas na agropecuária sobre a renda, o emprego, os investimentos nas propriedades, para quebrar o círculo vicioso das renegociações dos financiamentos agropecuários”, explica a assessora.

Fernanda Schwantes ressalta que o principal benefício de um seguro rural para o produtor é a proteção da safra e a garantia necessária para que ele continue investindo na produção, apesar das adversidades climáticas. Assim, poderá se manter competitivo no agronegócio, mesmo sob condições de perda patrimonial ou frustração de safra.

Para participar do seminário e ter acesso à programação completa, basta se inscrever no link https://www.cnabrasil.org.br/eventos/seminario-internacional-de-seguro-rural. Fonte (MAPA)

 

SERVIÇO

O que: Seminário Internacional de Seguro Rural
Quando: Terça-feira - 23 de abril
Horário: 8 horas
Local: Sede do Sistema CNA – SGAN 601, módulo K, Ed. Antônio Ernesto de Salvo, Asa Norte – Brasília/DF

Cooperativas se reúnem com secretário do MAPA


Medianeira (18/4/19) – Lideranças do cooperativismo se reuniram com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Tollstadius Leal, nesta quarta-feira (17/4), na sede administrativa da Frimesa, em Medianeira (PR), para formalizar as tratativas da assinatura de um acordo de cooperação técnica. A solenidade é parte da programação do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que ocorrerá em Brasília, entre os dias 8 e 10 de maio.

Além de representantes das cooperativas agropecuárias, a reunião com o secretário também contou com a participação do superintendente da Organizações das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, do superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti, e da diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lucia de Paula Viana.

O acordo de cooperação tem por objetivo estabelecer uma parceria técnica entre a SDA/MAPA, a OCB e o Sescoop, para tratar de temas ligados à regulação, colaboração mútua para desenvolvimento da capacidade dos profissionais das cooperativas e, também do Ministério, à defesa agropecuária.

A ideia é que o acordo também possibilite a harmonização de normas e procedimentos por meio de workshops conjuntos entre o MAPA, OCB e Sescoop, afim de facilitar a apresentação de soluções para os principais gargalos vivenciados pelo setor produtivo.

Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, o interesse do secretário em estabelecer oficialmente um acordo de cooperação técnica demonstra a nova dinâmica da Secretaria em buscar integração com o setor privado.

Já o diretor presidente da Frimesa, Valter Vanzella, destacou que essa aproximação entre o setor privado com o poder público é a realização de um sonho. Segundo ele, ter o cooperativismo como melhor aliado de um governo sério transformará a realidade do país.

 

PONTOS DE ATENÇÃO

Ao longo da reunião, os cooperativistas também apresentaram ao secretário algumas questões que, na opinião do setor produtivo, devem ser avaliadas pelo Ministério. Os destaques são:

 

- Realização de um seminário sobre normas da qualidade do leite;

- Informatização de documentos e registros;

- Alinhamento com normativas da Anvisa;

- Revisar as legislações complementares, de forma a harmonizar a interpretação do novo RISPOA, com foco nas questões relativas à saúde pública;

- Revisar e construir novos marcos regulatórios para a Defesa Agropecuária de Produtos de origem vegetal;

- Revisar a instrução normativa nº 30 de 2017, relativa a inovações tecnológicas

 

(Fonte: Com informações da Frimesa)

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FGCoop cresce em 2018


Brasília (17/4/19) – O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que acaba de completar cinco anos, cresceu 29,91% no total de ativos e registrou incrementos de 29,66% em seu patrimônio e de 19% em suas receitas. Esses percentuais fazem parte do relatório de gestão – 2018, apresentado nesta quarta-feira (17/4), durante sua assembleia geral ordinária, realizada na sede da OCB, em Brasília.

A AGO contou com as presenças de representantes da OCB, do Banco Central e do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (CECO). Os representantes do cooperativismo de crédito aprovaram por unanimidade as demonstrações financeiras apresentadas pelo presidente do Fundo, Bento Venturim, e pelo diretor executivo, Lúcio Cesar de Faria. (Confira o relatório)

À frente do Fundo nos últimos três anos, Venturim fez questão de destacar as conquistas de sua gestão, dentre elas a realização dos Fóruns FGCoop que possibilitou que os sistemas de crédito compreendessem o objetivo do monitoramento, de pró-atividade na detecção de problemas e contribuição para a busca de soluções sistêmicas e, também, o cumprimento de seu objeto social que é garantir os depósitos dos associados de cooperativas liquidadas extrajudicialmente.

“Sobre isso, gostaria de enfatizar que essas operações, que envolveram 3,6 mil associados ocorreram antes do início das operações de assistência financeira ou se deram quase que simultaneamente à aprovação da reforma estatutária que nos possibilitou agir preventivamente”, ressaltou.

O presidente comentou, ainda, que no que diz respeito à gestão, o projeto prioritário foi o de autogestão em tecnologia da informação, com o objetivo de garantir estrutura tecnológica e segurança em TI, envolvendo hospedagem de dados e arquivos, backup, contingência e o novo site, interativo e adaptável ao uso em celulares, lançado recentemente.

                      

AGRADECIMENTO

Por fim, Bento Venturim, agradeceu ao Sicoob (seu sistema de origem) pela confiança na indicação de seu nome; aos companheiros de Conselho de Administração, pela divisão das decisões estratégicas; à Diretoria Executiva e equipe do FGCoop, por traduzirem em ações as diretrizes de fortalecimento do SNCC; ao Banco Central, pela interlocução em vários momentos; aos bancos cooperativos e às cooperativas associadas, pela parceria.

 

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Durante a AGO também ocorreu a eleição dos novos integrantes do Conselho de Administração do FGCoop, que será empossado assim que o Banco Central homologar a lista abaixo:

 

Celso Ramos Regis

Efetivo

Cooperativas Singulares não filiadas a centrais

Álvaro Jabur

Efetivo

Uniprime

Adriano Michelon

Efetivo

Cresol

José Maria de Azevedo

Efetivo

Sistema Unicred

João Carlos Spenthof

Efetivo

Sistema Sicredi

Francisco Silvio Reposse Júnior

Efetivo

Sistema Sicoob

Luís Alberto Pereira

Suplente

Cooperativas Singulares não filiadas a centrais

Leonel Cerutti

Suplente

Cecrers

Cledir Assisio Margri

Suplente

CRESOL

Mário Augusto Moura Flores

Suplente

Sistema UNICRED

Márcio Port

Suplente

Sistema SICREDI

José Alves de Sena

Suplente

Sistema SICOOB

 

NOVA DIREÇÃO

Houve ainda a eleição dos novos presidente e vice-presidente do FGCoop: João Carlos Spenthof, do Sistema Sicredi, e Francisco Silvio Reposse Júnior, do Sistema Sicoob, respectivamente. Ambos tomarão posse, logo após a homologação de seus nomes pelo Banco Central. O mandato é de três anos.

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SNCC debate o futuro das cooperativas de crédito


Brasília (17/4/19) – “As cooperativas de crédito registraram um crescimento sustentável espetacular na última década, inclusive em momentos difíceis da nossa economia. Passamos por crises financeiras, na política, em diversos setores e o cooperativismo de crédito manteve seu ritmo de crescimento”, afirmou o diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, durante a reunião plenária do Conselho Consultivo do Ramo Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (CECO).

O evento ocorreu nesta quarta-feira (17/4), em Brasília, e reuniu representantes de todos os entes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), de representantes do Banco Central e do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) e, também, da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que discutiram os futuros passos do segmento.

O diretor de Fiscalização do Banco Central, também destacou que o papel das cooperativas de crédito como um importante balizador de mercado, sobretudo por oferecer serviços financeiros mais baratos à população, de forma massificada. “Sem dúvida alguma, o SNCC é a resposta para muitas perguntas da sociedade brasileira a respeito da competividade do Sistema Financeiro Nacional”, enfatiza Paulo Souza, que se comprometeu com o crescimento do segmento: “vamos lutar, fortemente, ao lado de vocês, para efetivar nacionalmente o SNCC. Queremos contribuir com esse crescimento”.

DISCURSOS

LEGITIMIDADE: “O comprometimento de vocês, que legitimam a nossa base, nos mostra o nível de excelência na hora de estabelecer metas e de supera-las. Vocês atuam com muita competência no mercado financeiro, sem perder a alma cooperativista. Muito mais que lideranças do cooperativismo de crédito, vocês são nossos amigos e, trabalhar com amigos, é muito mais produtivo”. Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

 

INTEGRAÇÃO: “Aqui no Brasil nós temos algo que é percebido e desejado pelos outros países, inclusive aqueles que são referência para nós: a integração entre OCB, Frencoop e Banco Central. É importante dizermos isso diante de seus representantes. Essa convergência de forças nos dá uma certeza: a de que, juntos, temos condições de transformar o país, a partir do desenvolvimento da nossa base e do fortalecimento da economia local”. Manfred Dasenbrok, coordenador do CECO

 

GRATIDÃO: “Ficamos à frente do FGCoop durante os últimos três anos e sempre pudemos contar com o apoio da OCB e com a confiança das nossas cooperativas. Com esse suporte todo, foi e será possível atuar pelo crescimento sustentável do nosso SNCC”. Bento Venturim, presidente do FGCoop

 

SOLIDEZ: “Temos visto nos últimos anos intensas mudanças na sociedade, na religião e na política. Diante disso, me pergunto: qual a única coisa que se preservou nesse imenso cenário de transformação? E a única coisa que me vem à cabeça é: o cooperativismo. É impressionante o que as cooperativas de crédito conseguiram fazer ao longo dos anos, se firmando como instituições financeiras sólidas. O cooperativismo é o único modelo que integra o passado, o presente e o futuro”. Evair de Melo, deputado federal e presidente da Frencoop

 

LC 130: “Aprovar a LC 130 no Congresso não foi uma tarefa fácil, mas valeu a pena. Temos de comemorar, porque depois dela, as nossas cooperativas de crédito deram um salto em termos de desenvolvimento, melhorando todos os seus indicadores, graças à distribuição do crédito e à inclusão financeira de milhões de brasileiros. Cada vez mais as cooperativas precisam estar preparadas para continuar crescendo e fortalecendo a economia do país”. Arnaldo Jardim, deputado federal e diretor do Ramo Crédito na Frencoop.

 

VIDEO COMEMORATIVO DA LC 130

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Márcio Freitas comenta os 10 anos da LC 130

Brasília (17/4/19) – Um dos marcos legais mais importantes do cooperativismo brasileiro é a Lei Complementar nº 130/2009, que instituiu e regulamentou o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). A LC 130, como é mais conhecida completa, nesta quarta-feira (17/4), 10 anos e é tida como um dos grandes responsáveis pelo crescimento das cooperativas de crédito no país. Desde a sanção, o número de associados nas cooperativas financeiras cresceu 179,89%, saindo de 3.768.695, em 2009, para 10.548.288 em 2018.

O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que participou ativamente do processo de discussão, elaboração, votação e sanção da LC, comentou a importância dela não só para o Ramo Crédito, mas para todas as cooperativas brasileiras.

Confira a entrevista abaixo e assista ao vídeo comemorativo.

 

Qual foi a motivação para a criação da Lei Complementar 130?

O cooperativismo era muito mal visto. Era uma espécie de persona não grata no Sistema Financeiro Nacional (SFN). As cooperativas eram muito mal interpretadas, muitas vezes consideradas como organizações mais sociais do que econômicas, com viés de amadorismo. Então havia alguns desafios para que o cooperativismo pudesse ser melhor entendido, até mesmo pelo órgão regulador das cooperativas de crédito – o Banco Central.

Essa falta de clareza e entendimento sobre o nosso modelo de negócio ocorria inclusive no âmbito das políticas públicas da época e que fomentavam o desenvolvimento do país. Nesta época, as cooperativas não eram consideradas parceiras adequadas no processo de fortalecimento econômico.

Então, o desafio de se construir um sistema mais sólido é antigo, antecedendo ao processo da regulamentação da LC 130. As cooperativas de crédito tiveram que mostrar sua competência, sua seriedade, que cumprir regras muito rígidas. Sofriam, muitas vezes, restrições por parte de órgãos do governo, como o Ministério da Fazenda. As cooperativas agropecuárias, por exemplo, não conseguiam acessar crédito diretamente, e as cooperativas de crédito não conseguiam repassar recursos de financiamentos públicos da agricultura, por exemplo, mesmo com sua base muito forte.

O processo foi muito desafiador. Tínhamos lições de casa intensas que envolviam a competência interna das cooperativas. Todas se comprometeram em fazer o melhor, sempre pensando no futuro. Elas criaram sistemas sólidos, autorregulados por meio da autogestão, sempre cumprindo as regras do Banco Central. E, assim, conseguimos mostrar ao país nossa relevância. Organizamos as cooperativas em sistemas, recebemos a autorização para criar os bancos cooperativos e, na sequência, após comprovarmos a nossa solidez e capacidade de gestão, entramos no processo para sermos reconhecidos como instituição financeira.

Aí entra o papel da LC 130, que vem para reconhecer de fato e de direito que as cooperativas são instituições financeiras competentes, capazes de atuar no mercado financeiro de igual para igual com qualquer outra instituição bancária, mas de uma forma societária própria, baseada em princípios e valores que só o cooperativismo tem.

A OCB teve um papel fundamental como articulador. Eu, particularmente, sinto-me orgulhoso de ter participado desse momento histórico para o SNCC e que envolveu o poder público, desde o Ministério da Fazenda, o Banco Central, até nomes importantes como Gilson Bitencourt. A lei promoveu o reconhecimento oficial do poder público para as cooperativas de crédito serem reconhecidas como instituições financeiras competentes. Isso mudou a realidade do cooperativismo brasileiro: nós passamos a ser mais respeitados, a fazer parte do jogo do SFN.

 

Olhando os últimos 10 anos, como avalia o cooperativismo de crédito e sua atuação no mercado financeiro?

A LC 130 aplainou o caminho e organizou a estrada para que o cooperativismo pudesse continuar seu desenvolvimento. Nos últimos 10 anos, as cooperativas mantiveram sua estruturação e crescimento. Primeiro com a competência de ocupar espaços, usando a característica cooperativa. Elas foram com força para o mercado. Os seus cooperados souberam agregar confiança em torno do negócio, quer pela seriedade, confiança, competência. Desta forma, as cooperativas avançaram muito e rapidamente.

Elas ampliaram seu tamanho social, agregando um número muito grande de sócios, nos últimos 10 anos, e isso é muito importante, pois uma cooperativa é uma sociedade de gente, unida por confiança. Também com a ampliação do seu modelo financeiro, elas passaram a se capitalizar melhor, a ter mais movimentação econômica e, com isso, passaram a cumprir os acordos internacionais, como o da Basileia.

Um terceiro ponto importante: neste período, houve o aperfeiçoamento do processo de gestão e governança das cooperativas, o que melhorou a profissionalização de processos. Com isso, as cooperativas deram mais segurança aos cooperados e avançaram.

Eu coroaria esse processo de evolução nos últimos 10 anos com a constituição do Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito, o nosso FGCOOP, que conferiu mais segurança às operações de crédito. O FGCoop passou a dar as mesmas garantias aos cooperados que os outros bancos aos seus clientes. Desta forma, nosso cooperado tem seu depósito assegurado na cooperativa, como qualquer outra instituição financeira.

 

Como foi, enquanto articulador, participar desse processo?

Muito gratificante. Tenho orgulho de ter feito parte disso desde o início. O meu pai fundou uma cooperativa de crédito. Eu também fui um dos fundadores de outra cooperativa de crédito, então, nós pudemos ver esse sistema se organizar. Criar, a partir de uma teia, que era muito espalhada, sistemas organizados, com solidariedade entre si, e que desenvolvem competência, capacitação, também em bloco. Então isso me traz uma satisfação muito grande, pois pude ver a evolução do cooperativismo financeiro no Brasil, que é muito mais do que simplesmente a oferta de crédito. É um verdadeiro pacote de serviços e que têm uma qualidade muito própria.

Enquanto o sistema financeiro tradicional, público ou privado, tem a missão de enxugar, de buscar recursos na região, gerar mais dinheiro com o lucro de empréstimos, mas migrar esses lucros e resultados para grandes centros. No caso das cooperativas, elas trabalham ao inverso desse modelo, pois sua responsabilidade é totalmente voltada ao cooperado que está em locais mais isolados, em cidades que ficam longe dos grandes centros. Tudo que uma cooperativa gera, os serviços que ela cria, e toda a riqueza, ficam na região, movimentando a economia local, regulando preços, melhorando a qualidade de vida do cooperado e de suas famílias.

A cooperativa assume o papel de ser a locomotiva do cluster de desenvolvimento local. Ela acaba tendo um compromisso com a comunidade toda. As cooperativas também são capazes de gerar muito mais que resultados financeiros, promovem o bem-estar das pessoas que estão em volta delas. Esse é o nosso objetivo: gerar qualidade de vida para as pessoas no ambiente em que as cooperativas estão presentes. É por isso que sempre dizemos que onde tem cooperativa, o IDH é sensivelmente maior do que nas comunidades onde não há. Isso não é por acaso: as cooperativas fomentam um círculo virtuoso de desenvolvimento.

 

Como as cooperativas podem ampliar sua atuação para ajudar a desenvolver ainda mais o país?

O papel das cooperativas é fundamental em todos os momentos. No futuro, a intensidade da evolução terá que ser muito maior. Com as inovações tecnológicas e a nova revolução industrial, todas estas transformações serão ainda mais intensas nos próximos cinco anos do que já foram nos últimos 50. Assim, as cooperativas precisam estar preparadas para esses desafios, necessitam de inovação e ousadia.

Além disso, elas precisam apostar no futuro, nos jovens e na cabeça da sociedade moderna, aliás, a sociedade de hoje não é a mesma de 20 anos, a sociedade quer relações diferentes com o sistema financeiro, com seu banco. A cooperativa tem um perfil que se adequa à esta tendência. Num mundo onde faltam confiança e valores, a cooperativa entrega justamente isso de forma bastante clara.

Acredito muito que o futuro do cooperativismo ainda está por vir. As cooperativas vão continuar se desenvolvendo e ocupando, cada vez mais espaços e, com isso, terão um papel de crescente relevância no processo de desenvolvimento do nosso país, cuidando de seus cooperados e de todos aqueles que vivem em seu entorno.

 

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TV Senado apresenta vantagens do SNCC

Brasília (15/4/19) – Na próxima quarta-feira (17/4), a Lei Complementar nº 130/2009, que regulamenta o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), completa 10 anos (leia mais). E, para marcar a data, o Sistema OCB está realizando uma série de ações de divulgação sobre a importância dessa conquista para todas as cooperativas do país. Uma dessas ações, incluiu a participação do coordenador nacional do Conselho Consultivo do Ramo Crédito do Sistema OCB (CECO), Manfred Dasenbrock, no programa Agenda Econômica, da TV Senado.

A apresentadora Antônia Márcia Vale inicia o programa enfatizando que as cooperativas de crédito são alternativas aos bancos tradicionais. Ela fala sobre a menção a esses agentes financeiros na Constituição Federal de 1988 e, ainda, sobre a regulamentação do setor pela LC 130/2009.

Durante a entrevista, Manfred abordou, de forma bem didática, questões essenciais a respeito das vantagens de se fazer parte de uma cooperativa de crédito e de como elas ajudam o cidadão a melhorar a própria qualidade de vida. Dentre os pontos destacados, estão:

  • As vantagens de ser um cooperado;
  • A diferença entre o banco comercial e uma cooperativa financeira;
  • A diferença de juros que podem cair até 30%;
  • O grande crescimento na participação de pessoas jurídicas;
  • A existência do FGCoop, que confere mais segurança às operações de crédito dos cooperados;
  • A expansão das cooperativas de crédito pelo território brasileiro.
     

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Lei do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo completa 10 anos



Presentes em praticamente 100% do território brasileiro, as cooperativas de crédito são, em diversos municípios, a única opção de serviços financeiros. Graças à capilaridade dessas instituições, em 2018, mais de 10,5 milhões de cooperados no país tiveram acesso a todos os produtos disponíveis na rede bancária, mas com custos, em média, 30% mais baixos do que no segmento bancário tradicional.

Esse número, na última década, cresceu 179,89%, resultado de uma série de fatores, dentre eles: precificação diferenciada para os produtos de seu portfólio (tais como: conta corrente, empréstimos, financiamentos, investimentos, planos de previdência e seguros), atendimento personalizado e participação dos cooperados no processo de gestão, pois, além de clientes, são donos do negócio.

Além desses, outro aspecto que torna uma cooperativa de crédito a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores que buscam opções mais vantajosas no Sistema Financeiro Nacional, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). Criado para assegurar valores de até R$ 250 mil, por depositante, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial, o fundo trouxe mais segurança institucional, credibilidade e competitividade para todo o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

 

10 ANOS

O que também mostra a solidez do SNCC é o número de cooperativas (940) e de postos de atendimento (5.391). Atualmente, o SNCC ocupa o primeiro lugar no ranking das maiores redes de serviços financeiros do país. E isso só foi é possível graças à Lei Complementar nº 130/2009, que, aliás, completa 10 anos nesta quarta-feira, dia 17/4.

Para o movimento cooperativista essa lei representa um marco no processo de reconhecimento da importância econômica das cooperativas de crédito para a economia brasileira. Essa é a opinião do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

Segundo ele, a LC 130 reconheceu, de fato e de direito, que as cooperativas são instituições sólidas, competentes e capazes de atuar no mercado financeiro de igual para igual, como qualquer outra instituição financeira. “A única diferença é a nossa forma societária, baseada em princípios e valores que só o cooperativismo tem. Sem dúvida alguma, a LC 130 pode e deve ser interpretada como a materialização do reconhecimento do próprio governo, a respeito da solidez das cooperativas de crédito”, avalia Márcio Freitas.

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DIFERENCIAIS
  • As cooperativas possuem uma precificação diferenciada. Grande parte do custo dos empréstimos e de outras operações e serviços bancários está ligada à necessidade de lucro dos acionistas. No caso das cooperativas de crédito isso não ocorre, pois elas atuam em favor de seus cooperados, que assumem a dupla condição de clientes e acionistas ao mesmo tempo. Logo, as margens são consideravelmente inferiores e, quanto menor o custo, melhor para os tomadores/usuários, ou seja, donos do negócio;
  • O SNCC possui um portfólio completo e compatível com as demandas de seus cooperados. Ou seja, as cooperativas de crédito atuam com todos os produtos e serviços dos grandes bancos de varejo, mas com uma precificação bem mais justa;
  • O processo de gestão nas cooperativas, tanto nas de crédito quanto nas demais, envolve a participação efetiva de seus cooperados. Desta forma, é possível decidir os rumos da instituição, com os benefícios desse processo de administração direta e evitando o habitual conflito de interesses entre o cliente (que quer pagar mais barato pelas operações) e o acionista (que se preocupa com o lucro advindo das operações). Isso, na cooperativa, não ocorre já que cliente e acionista (cooperado) são a mesma pessoa.

 

NÚMEROS (Dez/2018)
  • Cooperativas: 940
  • Cooperados: 10.548.288
  • Postos de atendimento: 5.391

 

MAIS INFORMAÇÕES

Gostou da pauta e quer saber mais? Fala comigo. Meu nome é Aurélio Prado, sou assessor de imprensa do Sistema OCB e posso te ajudar. Os meus contatos são: 61 3217-1525 e Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

Cooperativas reelegem presidente da OCB/PB

João Pessoa (18/4/19) – Reunidos em Assembleia Geral Ordinária, dirigentes de 59 cooperativas paraibanas participaram da eleição da nova diretoria do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado da Paraíba (OCB/PB).  A chapa 2 – Avançar Mais venceu o pleito com 71% dos votos. Por indicação do Conselho Diretor eleito, o presidente André Pacelli continuará comandando a OCB/PB no período de maio de 2019 a abril de 2023.

Pacelli agradeceu a participação expressiva das filiadas na AGO e reafirmou seu compromisso de representar e defender os interesses do cooperativismo paraibano. “Tivemos uma eleição, realizada em um processo democrático, no qual as chapas puderam apresentar suas propostas e compromissos. E nós, pelo trabalho executado nos últimos anos, felizmente obtivemos uma maioria expressiva. Agradecemos aos conselheiros da gestão passada e da nova gestão e que assumiram o compromisso de cada vez mais fortalecer as nossas cooperativas”, afirmou o presidente.

Ele manifestou otimismo quanto às possibilidades de desenvolvimento do setor nos próximos anos e ressaltou a importância da unidade para fortalecer o cooperativismo paraibano. “As pequenas diferenças, questões que possam existir em determinados ramos devem ser mitigadas, pois os nossos grandes adversários estão fora [do cooperativismo]. A gente quer construir um ambiente promissor em que as nossas cooperativas possam crescer e desenvolver seus negócios”, acrescentou.

Representando a unidade nacional na AGO, o analista de Relações Institucionais da OCB, Eduardo Lima Queiroz, falou sobre o trabalho realizado pela entidade em prol do cooperativismo brasileiro e elogiou a unidade estadual. “Nós que defendemos o cooperativismo brasileiro todos os dias junto aos Três Poderes, em nível federal. E é muito gratificante participar desta assembleia geral da OCB Paraíba. Aqui, a gente respira o cooperativismo em sua essência, que é a união das pessoas em prol de um objetivo comum”, comentou.

Antes da eleição, os presidentes aprovaram a prestação de contas da OCB/PB referente ao exercício 2018, que incluiu: Relatório da Gestão; Balanço Patrimonial; Demonstração das Sobras e Perdas; Parecer do Conselho Fiscal. Também foi aprovada a manutenção do atual valor da Contribuição Mensal de Manutenção da OCB/PB e o Plano de Trabalho e Previsão Orçamentária para 2019.

 

PROCESSO ELEITORAL

O processo eleitoral foi conduzido por uma comissão formada pelo assessor jurídico da OCB/PB, João Bezerra Neto, o advogado do Sescoop/PB, William Bezerra, e o superintendente do Sistema OCB/PB, Pedro Albuquerque. Ao todo, 64 cooperativas registradas e regulares estavam tinham direto a voto, o que significa que o pleito teve participação 92% das cooperativas aptas. A Chapa 2 obteve um total de 42 votos, enquanto a Chapa 1 teve 17 votos.

 

NOVOS CONSELHEIROS

O Conselho Diretor eleito tem como vice-presidente Demóstenes Paredes Cunha Lima (UNIMED JOÃO PESSOA) e conta com os seguintes conselheiros titulares: Arnaldo Antônio Rodrigues (COOTRANS); João de Deus Rodrigues (COOPERURAL); Paulo Ortiz Rocha de Aragão (SICREDI CREDUNI); Stanley Lira de Souza (CERVARP); Abdias de Luna Freire (CODISMA); Alexandrina Maria Cavalcante (COOPED).

São suplentes do Conselho Diretor: Adauto da Rocha Júnior (COOPEMFRETE); Maria Nazaré dos Santos Barbosa (COPAF); Cláudio Orestes (SICREDI EVOLUÇÃO); Eduardo Figueiredo Porto (COOPCON); Mauro Borba de Araújo Pereira Filho (COOPERVALE); Gilberto Rodrigues de Almeida Netto (COOPPROPAGA); Francisco de Assis Pinheiro Filho (COOFÍSIO).

 

CONSELHO FISCAL

O novo Conselho Fiscal é composto pelos seguintes membros: Francisco Carlos Firmino de Sousa (CREDJUST); Sandra Maria Rodrigues Tavares (UNIODONTO); e Glaucia Nunes Costa (COOPERCRET). Como membros suplentes foram eleitos: Carlos Roberto de Souza Oliveira (COCAN); Gilberto Gomes Sarmento (SICREDI ALTO SERTÃO); Janete Xavier Leite (COOPRAFE).

 

CONSELHO DE ÉTICA

O Conselho de Ética eleito tem os seguintes titulares: José Helman Palitot de Oliveira (COOPECIR), Jonas Marques de Araújo Neto (COONAP); Sergio Marques Cláudio (TRANSTAXI). São suplentes: Júlio Matias de Sousa Neto (COOPAFAB); Josinaldo Bezerra dos Santos (COOPERCARNE); Maria Helena Lourenço dos Santos (COFEP). (Fonte: Sistema OCB/PB)

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OCB debate crédito rural com Ministério da Agricultura



Brasília (12/4/19) – A importância do crédito rural para o setor cooperativista brasileiro foi discutida nesta sexta-feira por representantes das cooperativas agropecuárias, da OCB, e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, durante audiência com a ministra Teresa Cristina.

Na reunião, que também contou com a participação do secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio Marques, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, além de apresentar os pontos principais da lista de proposições, entregou a versão imprensa do documento Propostas do Sistema Cooperativista ao Plano Agrícola e Pecuário e ao Plano Safra da Agricultura Familiar - 2019/2020.

Segundo Márcio Freitas, as cooperativas agropecuárias são beneficiárias naturais do crédito rural, já que atuam em todos os elos da cadeia produtiva das principais matérias-primas, com forte presença na cadeia de suprimentos, originação de produtos agropecuários, armazenagem, agro industrialização e comercialização final, além de contribuírem expressivamente para o desempenho do agronegócio do país.

DOCUMENTO

A audiência também contou com a participação do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e da gerente Geral, Tânia Zanella. O documento que será analisado pelo MAPA e que deve ser apresentado ao Banco Central, nos próximos dias, é dividido em duas partes:

PLANO AGRÍCOLA E PECUÁRIO

  • Montante de recursos
  • Custo financeiro das operações
  • MCR 02 – Condições básicas: disposições gerais
  • MCR 02 – Condições básicas: despesas
  • MCR 03 – Operações: Utilização
  • MCR 03 – Crédito a cooperativas de produção agropecuária: atendimento a cooperados
  • MCR 13 – Programas com recurso do BNDES: Prodecoop
  • MCR 13 – Programas com recurso do BNDES: Procap – Agro
  • MCR 13 – Programas com recurso do BNDES: PCA
  • Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural

PLANO SAFRA DA AGRICULTURA FAMILIA

  • MCR 10 – Pronaf Industrialização de Agricultura Familiar
  • MCR 10 – Pronaf Mais Alimentos
  • Compras institucionais
  • Cadastro Nacional da Agricultura Familiar
  • Selo Combustível Social
  • DAP Jurídica para cooperativas centrais
  • Concessão de DAP para aquicultores

 

PRIORIDADES
  • Reduzir as taxas de juros do custeio agropecuário para “Demais” de 7% para 6,5% ao ano.
  • Reduzir as taxas de juros do custeio agropecuário para o “Pronamp” de 6% para 5,5% ao ano.
  • Restabelecer a metodologia de cálculo da exigibilidade de crédito rural para média mensal*.
  • Restabelecer os níveis de exigibilidade dos depósitos à vista para 34%*.
  • Adotar a sistemática de tributação de IOF, aplicando a escala de tributação regressiva sobre as aplicações financeiras a partir do 10º dia*.
  • Rever a Resolução nº 4.669, de 06 de junho de 2018 que autoriza as instituições financeiras a excluir linearmente R$200 milhões das suas exigibilidades*.
  • Eliminar a isenção da exigibilidade de aplicação em crédito rural por instituições financeiras cuja exigibilidade é de até R$200 milhões, ou alternativamente, sugere-se alterar a redação do MCR 1.3.3 para: “As exigências estabelecidas no item 1 do MCR 1.3 podem ser dispensadas para as instituições financeiras que apresentarem exigibilidade global de até R$200 milhões e que desejarem operar exclusivamente em créditos via cooperativas agropecuárias que comprovadamente possuam Departamentos Técnicos Agronômicos que prestam assistência técnica aos seus cooperados”*.
  • Restabelecer o direcionamento dos recursos da LCAs em taxas controladas, revogando a Resolução nº 4.709, de 31 de janeiro de 2019.
  • Alterar o capítulo 2 do MCR 6.7 com a seguinte redação: “Os recursos captados por meio da emissão de LCA devem ser objeto de direcionamento para a aplicação em operações de crédito rural correspondente a 100% do valor apurado”.
  • Adequar as regras operacionais a realidade das operações da lista de exigências das informações (Pronaf, Pronamp e Demais), para registro no Sicor, conforme Comunicado nº 31.537, de 29 de dezembro de 2017.
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Sescoop faz 20 anos de olho no futuro

Brasília (10/4/19) – O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) completa, em 2019, 20 anos de atuação em prol da disseminação da cultura cooperativista, formando profissionais para atuarem no mercado de trabalho das cooperativas e, assim, contribuindo com o desenvolvimento de todos os elos desse modelo econômico inovador.

E, para celebrar todas as conquistas do Sescoop, no estado de Goiás, o Sistema OCB/GO acaba de editar uma revista especial. O material traz, além de uma linha do tempo bem detalhada com os principais marcos e vitórias da entidade, uma entrevista com o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. Para ele, o Sescoop está acompanhando as novidades tecnológicas e as incorporando sempre na sua área de atuação junto às cooperativas.

Na entrevista abaixo, Nobile também fala sobre outros desafios do Sescoop, para os próximos anos, como o estímulo à intercooperação e o fortalecimento cada vez maior da imagem do cooperativismo no Brasil. Confira!

 

Qual o papel do Sescoop no fortalecimento do cooperativismo brasileiro?

O Sescoop nasceu do programa de revitalização das cooperativas agropecuárias brasileiras, um movimento que surgiu em 1996, 1997 e nele se identificou essa oportunidade da OCB, juntamente com o Governo Federal, Ministério da Agricultura, da Fazenda, na época, essa oportunidade de se constituir o Sescoop. Então, em 1998, surgiu para fazer o atendimento ao tripé básico da capacitação profissional, educação cooperativista, o monitoramento e a promoção social. Dessa forma, também promovendo assim a cultura cooperativista aqui no Brasil e evoluindo os processos de gestão e trazendo para o sistema cooperativista o que anteriormente era pulverizado para os demais entes do Sistema S.

 

Quais foram as principais conquistas do cooperativismo com o surgimento do Sescoop, há 20 anos? E o que mudou nessa atuação, em duas décadas?

Nós temos a identificação de um patamar de evolução na gestão das cooperativas, a profissionalização dos processos de capacitações, a alocação de recursos nesse sistema próprio que antes era pulverizado, de tal forma que o processo que nasceu, até anteriormente ao Sescoop de autogestão, pôde com a organização e sistematização do Sescoop se estabelecer com maior eficácia em todo o país. Então, o processo de desenvolvimento desses 20 anos é claramente percebido e é um desafio nós apresentarmos essa agregação de valor para as cooperativas durante esse período.

 

Como o Sescoop tem acompanhado a evolução tecnológica e de mercado, para apresentar soluções eficazes de capacitação cooperativista? Vocês têm considerado se adaptar a novas formas de atingimento do público, como o Ensino a Distância?

O Sescoop tem a acompanhado esse processo todo, essa evolução tecnológica e de mercado fazendo todo o estreitamento de relações, com a proximidade com as escolas de negócios, as universidades, os centros de tecnologia e até compondo com o que nós temos dentro do sistema hoje, como por exemplo, a Escola do Cooperativismo no Rio Grande do Sul, a Faculdade Unimed, universidades corporativas do sistema de crédito já estão estabelecidas e também agora está iniciando a Faculdade na Unidade Estadual de Mato Grosso.

Então, dessa forma, associados, interligados e fazendo o intercâmbio de conhecimento com esse público todo, o Sescoop tem feito esse acompanhamento da evolução tecnológica e de mercado, apresentando soluções eficazes de capacitação e nós temos à disposição das cooperativas, aplicado pelas unidades estaduais, as ferramentas e dispositivos de diagnósticos para identificar junto a cada cooperativa qual é a sua necessidade e assim atacar nos processos de capacitação. Também estamos dedicados a aproveitar toda a tecnologia do ensino a distância a favor também da otimização de recursos para essa aplicação e essa evolução.

 

Um dos valores do SESCOOP é o compromisso com inovação, que é, hoje, um dos pontos-chave para o desenvolvimento dos negócios. Como o Sescoop tem atuado nessa vertente?

Dessa forma, acompanhando o que acontece no mundo com as tecnologias, esses intercâmbios de conhecimento, as ferramentas que já dispomos para a solução de desenvolvimento, tanto em nível humano, quanto organizacional, buscamos o que há de mais moderno, eficaz, eficiente, nessas soluções de desenvolvimento, tanto das pessoas quanto dos seres humanos, dirigentes, funcionários das cooperativas, e também o desenvolvimento organizacional. Dessa forma, buscamos fazer esse acompanhamento do compromisso do Sescoop atuando nessa vertente.

 

Em Goiás e também no Brasil, a maior concentração do cooperativismo está principalmente em três ramos (agro, crédito e saúde), de um total 13. De que forma o Sescoop pode ajudar no desenvolvimento também dos outros ramos, que hoje possuem menor participação?

Aqui vale lembrar a atuação e a mobilização do Sistema OCB capitaneado pela própria OCB no sentido de promover um enxugamento, uma racionalização no número de ramos no Brasil, haja vista que comparando aos outros vários países mundo afora onde tem uma prática bastante significativa do cooperativismo, nós percebemos que temos um enxugamento desses ramos, então nós estamos num momento de otimização para as questões que são muitas vezes análogas aos outros demais dez ramos. Fora a questão dos ramos Agro, Crédito e Saúde que têm essas características bem identificadas nós temos nos outros ramos muitas vezes questões operacionais análogas que a gente então está fazendo nesse exato momento um diálogo dentro do Sistema com as organizações estaduais para levar esse enxugamento na próxima assembleia da OCB, em março.

E a representação das estruturas dos conselhos construtivos é outro fator importante para que a gente atenda de forma adequada a todos os ramos. Muitas vezes nós comentamos que não é o tamanho econômico do ramo, todos têm a sua importância e seu valor, e a expressão social de cada um dos ramos tem que contar e ser considerada sempre por todos nós.

 

Diante da ameaça do governo de cortes significativos nos recursos para o Sistema S, como o Sescoop está se preparando para essa possibilidade e quais os prejuízos, caso essa proposta se concretize?

Nós estamos muito atentos a esses sinais que estão vindo aí da mídia, do Governo Federal. Isso já acontece há alguns anos, tentativas de tirar dinheiro do Sistema S para colocar no Governo Federal, uma hora seja na aplicação da previdência pública, uma hora para segurança, mas então, estamos preocupados sim com essa questão.

Nós temos feito um trabalho de otimização do uso desses recursos com aproveitamento das tecnologias, temos um exemplo prático no Sistema que é o Centro de Serviços Compartilhados onde pela unidade nacional passamos a prestar serviços principalmente de RH, folha de pagamento e as questões de apropriações contábeis junto com alguns estados que tem estrutura menor.

Então estamos acompanhando de perto esse processo, se vier que venha para desonerar a folha de pagamento da cooperativa e não tirar dinheiro do Sistema S para jogar em algum outro órgão, área que não seja a aplicação do próprio Sescoop. E nós temos a busca dos processos de integridade e por aí estão as questões relativas à transparência, a prestação de contas, que nós temos uma efetiva e clara prestação de contas de todos os recursos que são amealhados juntos ao Sescoop.

 

Quais os principais desafios do Sescoop para o futuro?

Nós temos aqui um diálogo importante que vai acontecer agora em 2019, que é o 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, onde discutiremos as tecnologias, questões de inovação, de mercado, gestão e governança, questões de intercooperação que é uma oportunidade gigantesca para desenvolvermos no País todo. E fazendo esse trabalho no Congresso Brasileiro de Cooperativismo discutiremos o futuro do Sescoop, do cooperativismo brasileiro.

Uma outra meta importante que temos a perseguir é conseguirmos medir os impactos sociais que advém da atuação do Sescoop. Isso é fundamental, nós mostrarmos a efetiva funcionalidade do Sescoop. Não só na melhoria da profissionalização da gestão, mas nos impactos sociais que vem da atuação do Sescoop.

E ainda mais estão bastante atuais os desafios elencados no planejamento estratégico do Sescoop que é a qualificação da mão-de-obra, profissionalização da gestão e governança do sistema cooperativo, o fortalecimento da representatividade que diz respeito mais a OCB, mas tem toda a ligação com o Sescoop, o estímulo à intercooperação, a promoção da segurança jurídica e regulatória e um grande desafio que passa por todo o Sistema que é o fortalecimento e a eficiência cada vez maior da imagem e da comunicação do cooperativismo.

Lembrando que na Visão do Cooperativismo para 2025, três pilares dessa visão têm muita identificação com a atuação do Sescoop, que é a competitividade das cooperativas, a integridade das cooperativas e a capacidade de gerar felicidade aos cooperados. Dessa forma, nós temos essa convicção que o Sescoop, a OCB e o sistema cooperativo nacional com toda a estrutura de unidade nacional e dos estados, como o trabalho fantástico desenvolvido por Goiás, que o sistema cooperativo contribui sim para uma sociedade mais justa, feliz, equilibrada, com maiores oportunidades para todos.

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Contagem regressiva para o 14º CBC



Brasília (8/4/19) – Estamos a exatos 30 dias do evento mais importante para as cooperativas do país: o Congresso Brasileiro do Cooperativismo (CBC), que está na 14ª edição e que será realizado pelo Sistema OCB, em Brasília, entre os dias 8 e 10 de maio. Os 1,5 mil participantes têm um único objetivo: planejar e construir, juntos, o futuro que querem para o movimento cooperativismo do país.

Considerado o mais importante do setor, o evento também marca a celebração dos 50 anos da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que, aliás, surgiu a partir de um consenso durante o 4º CBC, em 1969. Desde então, realiza a representação nacional das cooperativas junto aos Três Poderes da República.

 

TEMAS

As discussões do 14º CBC serão pautadas em torno de seis temas: Comunicação, Governança e Gestão, Inovação, Intercooperação, Mercado e Representação. Os participantes do evento podem se preparar com antecedência por meio dos documentos-base, que trazem cenários e reflexões sobre cada assunto, além de sugestões de propostas, com o objetivo de ajudar a nortear os debates.

Se você é um congressista, saiba mais sobre os temas e se prepare com antecedência para debater o futuro do cooperativismo. Clique aqui.

 

PROGRAMAÇÃO

A organização do CBC está concluindo os processos que definem a programação completa, mas confira aqui o que já está programado.

 

INSCRIÇÕES

E se você ainda não está inscrito, procure a unidade do Sistema OCB no seu estado. As vagas são limitadas e estão acabando. Clique aqui para conhecer a regras da participação.

Confaz prorroga Convênio 100 para mais um ano

Brasília (5/4/19) – O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogou para o dia 30 de abril de 2020 o Convênio 100/97, que trata da redução na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o transporte de insumos agrícolas dentro dos estados e dá desconto quando a movimentação é interestadual.

A decisão ocorreu durante votação do Conselho realizada nesta sexta-feira (5), em Brasília, poucos dias após a audiência pública conjunta realizada entre as Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Finanças e Tributação, na Câmara dos Deputados. O evento foi realizado no dia 28/3 e contou com a participação de produtores rurais, representantes das cooperativas agropecuárias e das entidades ligadas ao setor produtivo.

O objetivo foi sensibilizar o governo federal sobre a necessidade de se preservar a prorrogação do incentivo. Na ocasião, os representantes da agropecuária nacional chegaram a apresentar estudos que mapeavam os possíveis impactos econômicos da não renovação do Convênio 100.

 

CONQUISTA

Para o deputado federal José Mário Schreiner (GO), representante da região Centro-Oeste na diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a prorrogação é uma conquista fundamental para o setor agropecuário brasileiro. “Toda nossa mobilização de conscientização foi essencial para essa conquista. O Convênio 100/97 assegura a competitividade do setor e toda a sociedade. Os impactos do incentivo foram diretos na redução do custo de produção da agropecuária nacional”, destaca o deputado.

 

SAIBA MAIS

Assinado em 1997, o Convênio 100 dá descontos de 30% e 60% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para comercialização de insumos entre os estados. Esses descontos de 60% são válidos para produtos como inseticidas, herbicidas, vacinas, sementes e sal mineral. Pela regra geral, a carga tributária nessas operações giraria entre 7% e 12%, dependendo dos estados de origem e destino. Desde que foi assinado, tem sido prorrogado e a última prorrogação ocorreu em 2017. Com a redução, fica entre 2,8% e 4,8%. (Com informações da CNA)

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Tecnoshow Comigo começa em Goiás



Brasília (8/4/19) – Uma das maiores feiras agropecuárias do país – a Tecnoshow Comigo – foi aberta oficialmente nesta segunda (8), na cidade de Rio Verde, interior goiano. O evento é promovido pela Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), há 18 anos, e movimenta não só o Centro-Oeste, mas todo o setor agropecuário do país, já que se especializou, ao longo do tempo, a gerar e difundir tecnologia, e ser o palco para apresentação de máquinas e equipamentos, palestras, exposição de Animais e dinâmicas de pecuária.

A abertura foi feita pelo presidente da Comigo, Antonio Chavaglia, que cobrou das autoridades presentes, a melhoria da infraestrutura para escoamento da produção agrícola e soluções para a questão do frete. O evento contou com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, do governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado, e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, dentre outros.

Depois de ouvir o presidente da Comigo, o governador Ronaldo Caiado disse acreditar que a Ferrovia Norte-Sul, leiloada em 28/3, vai resolver os principais problemas com o frete de grãos da região. Em janeiro, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) visitou Rio Verde, a convite do govenador. Entre as reinvindicações que recebeu estava a recuperação da BR-452. A respeito das rodovias goianas, Caiado afirmou que a solução imediata do Estado continua a ser os convênios assinados com as prefeituras para ajudarem nos reparos.

 

FRETE

A ministra Tereza Cristina disse que a tabela do frete, que classificou como “perversa”, já está prejudicando tanto os caminhoneiros quanto o setor produtivo. Ela adiantou que no final de maio a USP divulgará um estudo, com a proposta de uma tabela. “Mas o ideal é que a tabela caísse, pois, afinal, vivemos em uma economia aberta”, defendeu. “Precisamos sentar e conversar, para chegar a um entendimento entre as partes e não criar lei e tabelamento”, acrescentou.

A ministra acrescentou que tem conversado muito sobre o problema com seu colega, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, responsável por conduzir o assunto dentro do governo e junto ao Supremo Tribunal Federal.

 

COOPERATIVISMO

A ministra destacou também que o sistema cooperativista é a base do funcionamento da Tecnoshow Comigo. “Eu vinha conversando com o presidente da OCB, Márcio Freitas, que me explicou que tudo que a Comigo recebe de soja ela agrega valor, não sai um grão daqui sem agregação de valor. Isso só pode ser feito com o cooperativismo. Eu acho que este sistema é exemplo para o Brasil todo. Eu tenho andado muito pelo país nesses três meses de governo e tenho pregado o cooperativismo como forma de se desenvolver o Brasil”, frisou.

Para Márcio Freitas, a Tecnoshow Comigo é a materialização do compromisso da cooperativa Comigo com a economia do país. “É surpreendente o que a Comigo consegue fazer de um ano para o outro, sempre com foco no homem do campo, coordenando esforços de muitos atores com o objetivo de realizar essa feira. Sem sombra de dúvidas, esse evento já é um marco na história das feiras agropecuárias brasileiras, devido à sua grande contribuição na transferência de tecnologia e geração de negócios”, avaliou o presidente da OCB.

O cooperativista também fez questão de destacar que, mais do que nunca, é necessária a união entre todos os integrantes do setor produtivo. “Somente unidos teremos força para cobrar dos nossos representantes políticos, as ações que devem corrigir os rumos econômicos do país. Uma dessas ações, por exemplo, é a aprovação da nova previdência”, comentou. (Com informações da Comigo e do MAPA)

 

FICHA TÉCNICA

18ª TECNOSHOW COMIGO

Data: 8 a 12 de abril

Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) - Rio Verde – GO (Anel Viário Paulo Campos, Km 7, Zona Rural)

Nº Expositores: 580

Horário: 8 às 18 horas

Serviço: Geração e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, Exposição de Máquinas e Equipamentos, Palestras, Exposição de Animais e Dinâmicas de Pecuária.

Site: www.tecnoshowcomigo.com.br | Twitter e Instagram: @tecnoshowcomigo

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Selo Agro + Integridade é debatido na CNA



Brasília (11/4/19) – Ao discursar na abertura do painel sobre o Selo Agro + Integridade do Ministério da Agricultura, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que a Confederação “estará sempre de portas abertas para o debate do tema integridade, seja no setor público ou no privado”. O evento foi realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e contou com a presença de integrantes do governo, de órgãos públicos, políticos e participantes dos painéis.

No início do discurso, João Martins lembrou que ouviu uma frase que dizia que “integridade é fazer a coisa certa quando ninguém está olhando” e que para o setor agropecuário é “gratificante ver o Ministério da Agricultura despontar de forma pioneira nas ações de integridade pública”.

O presidente da CNA falou sobre parcerias da CNA para a implantação de ações de integridade como instrumento de prevenção à corrupção. Uma delas foi feita com a Controladoria-Geral da União (CGU). E agora com o Ministério da Agricultura participando da comissão do Selo Agro + Integridade. “Nós, da CNA, queremos reforçar o nosso total apoio às empresas do setor agropecuário para que optem por ações de integridade capazes de mitigar o risco à corrupção”, afirmou o presidente da CNA.

“Não cabe mais um país ser carimbado como corrupto. É uma luta sem fronteiras que a CNA vai despender todos os esforços possíveis para que dentro de pouco tempo o Brasil tenha a imagem de um país sério onde todos teremos a consciência de que estamos fazendo a coisa certa.” O Selo Integridade foi criado em 2017 e tem como objetivo fundamental o reconhecimento de boas práticas de produção pelos diversos setores do agronegócio, sob a ótica da responsabilidade social e sustentabilidade, e ainda o esforço para mitigação das práticas de fraude, suborno e corrupção.

 

OCB

Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes, o selo Agro + Integridade é um marco fundamental para gerar confiança na sociedade. “É fundamental que as empresas do setor se engajem. A integridade só funciona quando as pessoas a trazem como um valor empresarial das instituições. Temos que dar continuidade a esse processo para transformar o selo em uma grande marca que volte a resgatar a confiança que a sociedade precisa ter no agro brasileiro.”

 

MAPA

De acordo com o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, o selo integridade nada mais é que uma divisão de responsabilidades entre o governo e o setor privado, que está sendo promovido pelo programa de autocontrole lançado este ano pelo Ministério.

"Esse autocontrole só será possível se as empresas privadas puderem abraçar de forma bastante eficiente a vontade do ministério. Precisamos fazer com que as coisas caminhem naquilo que aprendemos nas nossas casas que é fazer o bem público o bem de todos e esse bem público, com o selo integridade, será carimbado e terá um nome, mas com a certeza que queremos entregar a todos que participam do agronegócio.”

Montes reforçou o apoio da CNA para nortear o Ministério na abertura do mercado interno e externo para os produtos do setor agropecuário. “O selo é importante, ele acontecerá e quem sabe um dia todas as empresas poderão recebê-lo.”


EMBRAPA

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Sebastião Barbosa, agradeceu a participação e afirmou que a empresa há 46 anos faz “certo sem ninguém estar olhando”. Barbosa frisou que as portas da Embrapa estão abertas para que as entidades possam ver o que a empresa está fazendo e possam dar conselhos sobre como podem melhorar o trabalho que desenvolvem.

                                                                   
TCU

Vinicius Neves, diretor da Secex Agroambiental do Tribunal de Contas da União (TCU), parabenizou as entidades pela promoção do painel e pela criação do selo integridade.

"O selo é um indutor da política de integridade não só no ambiente público, mas também na iniciativa privada. Por isso parabenizo Mapa, CNA e OCB pela iniciativa de incluir não somente o combate à corrupção dentro do selo, ele é uma política transversal, onde vemos a questão social, trabalhista e ambiental também.”

Podem participar do selo Agro+ Integridade empresas e cooperativas do agronegócio que estejam diretamente envolvidas na produção de alimentos, insumos agrícolas e produtos agrícolas derivados, menos empresas de logística, transporte e armazenamento. As premiadas têm direito a usar o selo por um período de um ano.

O painel sobre o Selo Integridade do Mapa contou com debates sobre as perspectivas das ações de integridade pública e as perspectivas das ações de integridade no setor privado com foco no agronegócio. Participaram representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Ethos, Associação Contas Abertas, empresas e associações do setor.

 

Texto: Assessoria de Comunicação CNA
Fotos: Tony Oliveira/Wenderson Araújo
flickr.com/photos/canaldoprodutor

No ar... o Minuto Coop!

Brasília (4/4/19) – É com muita alegria que o Sistema OCB anuncia sua mais nova ferramenta de propagação do cooperativismo. Estreou nesta quinta-feira, em nossas redes sociais, o programa Minuto Coop. Os vídeos vão ao ar toda semana, em nossos perfis no Facebook, Twitter e Youtube, trazendo as notícias mais relevantes do cooperativismo envolvendo a atuação da OCB, do Sescoop e da CNCoop. O primeiro episódio já está no ar e você pode conferir aqui!

 

SEGUE A GENTE

Aproveite para seguir a gente:

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OCB moderniza ramos do cooperativismo



Brasília (1º/4/19) – Tornar mais efetiva a comunicação com a base e ampliar o alcance das ações de representação dos interesses do cooperativismo brasileiro, no âmbito do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Essas são as razões da reorganização do número de ramos do movimento cooperativista nacional, aprovada pela assembleia geral ordinária da OCB, na quarta-feira passada.

Antes disso, o cooperativismo brasileiro era classificado nos seguintes segmentos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte, turismo e lazer. Com a aprovação dessa nova classificação, as quase sete mil cooperativas brasileiras passam a integrar sete ramos.

O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, explicou que nada muda na rotina das cooperativas e que a mudança se faz necessária para promover o fortalecimento e dar maior representatividade para alguns segmentos de cooperativas. Confira na entrevista!

 

Porque o cooperativismo é dividido em ramos?

A classificação das cooperativas brasileiras em ramos é necessária para que a OCB se organize internamente e, assim, otimize os esforços de suas equipes, com vista ao máximo aproveitamento das ações de representação dos interesses dos cooperados junto aos Três Poderes. Vale dizer que a Lei nº 5.764/1971 não faz essa classificação, mas a OCB, seguindo a tendência mundial de segmentar para melhor representar e visando dar cumprimento às suas competências legais, deliberou fazer o mesmo.

Simplificando: o que queremos é conversar melhor com a nossa base, debatendo com elas as suas necessidades, agrupando-as conforme suas afinidades e, por fim, construindo um ambiente cada vez mais sólido para que se desenvolvam com sustentabilidade.

 

Porque repensar esse formato?

Para darmos cumprimento às competências da OCB, em especial a de defesa e representação das cooperativas, de maneira mais efetiva. A reclassificação traz como principal benefício o atendimento do Sistema OCB com maior representatividade, em uma organização que apresenta ramos robustos. Além disso, a organização em grandes setores é mais adequada e flexível para se adaptar às rápidas mudanças de mercado e inovação. E como consequência temos uma maior padronização, alinhamento de discurso e comunicação mais assertiva.

 

Como foi o processo de reorganização dos ramos?

A OCB, através de um grupo de trabalho constituído por representantes de todas as regiões, indicados pela Diretoria, estudou critérios elegíveis para aglutinação, como como legislação própria, regulação específica e impactos tributários. Em dezembro (2018), apresentamos o resultado desse processo tanto à Diretoria quanto à assembleia geral extraordinária, oportunizando que fossem apresentadas sugestões, que seriam posteriormente avaliadas pelo grupo de trabalho. E, agora no dia 26/3, validamos a reorganização junto à Diretoria da OCB, apresentando os resultados e encaminhamentos na assembleia geral ordinária, realizada no dia seguinte (27/3).

 

Como fica agora?

Então, como já dissemos, dos 13 ramos que tínhamos, contaremos agora com sete. Alguns deles foram agrupados a outros, podendo haver reclassificação das cooperativas a partir desta reorganização. As mudanças são as seguintes:

  • Ramo Produção de Bens e Serviços: é a nova denominação do antigo Ramo Trabalho. A partir de agora, esse novo ramo engloba as cooperativas que prestam serviços especializados a terceiros ou que produzem bens tais como beneficiamento de material reciclável e artesanatos, por exemplo. Ele reúne todas as cooperativas de professores e dos antigos ramos: produção, mineral, parte do turismo e lazer e, por fim, especial.
  • Ramo Infraestrutura: composto por cooperativas que prestam serviços relacionados à infraestrutura a seus cooperados. Por exemplo: geração e compartilhamento de energia elétrica e, agora, com a incorporação do Ramo Habitacional, também terá as cooperativas de construção de imóveis para moradia.
  • Ramo Consumo: composto por cooperativas que realizam compra em comum tanto de produtos quanto de serviços para seus cooperados (supermercados, farmácias). Engloba, também, as cooperativas formadas por pais para contratação de serviços educacionais e também aquelas de consumo de serviços turísticos (antigamente classificadas dentro do Ramo Turismo e Lazer).
  • Ramo Transporte: este ramo preserva sua nomenclatura, mas seu conceito foi ajustado. A definição do ramo passa a trazer expressamente a condição do cooperado de proprietário ou possuidor do veículo. Deste modo, cooperativas formadas de motoristas de veículos de carga ou de passageiros, que não detenham a posse ou propriedade destes, devem ser classificadas no Ramo Produção de Bens e Serviços; Além disso, as cooperativas que se dediquem a transporte turístico, transfers, bugues, cujos cooperados sejam proprietários ou possuidores dos veículos e que eventualmente estejam enquadrados no Ramo Turismo e Lazer devem ser reclassificadas para o Ramo Transporte.
  • Ramo Saúde: composto por cooperativas formadas por médicos, odontólogos ou profissionais ligados à área de saúde humana, enquadrados no CNAE 865. O novo Ramo Saúde também engloba as cooperativas de usuários que se reúnem para constituir um plano de saúde, pois são consideradas operadoras.
  • Ramo Agropecuário: composto por cooperativas relacionadas às atividades agropecuária, extrativista, agroindustrial, aquícola ou pesqueira. Não sofreu alteração.
  • Ramo Crédito: composto por cooperativas que prestam serviços financeiros a seus cooperados, sendo-lhes assegurado o acesso aos instrumentos do mercado financeiro. Não sofreu alteração.

 

Diante da modernização dos ramos, como fica o modelo de governança?

Com essa simplificação, também estamos estudando a alteração do modelo de governança deles. Dessa forma, a proposta a ser debatida trará apenas sete conselhos consultivos e, dentro deles, câmaras temáticas. Com isso, cada coordenador de cada câmara assume, automaticamente, a função de conselheiro. Basicamente, as mudanças a serem discutidas ao longo deste ano no âmbito dos Conselhos Consultivos são as seguintes:

 

  • Ramo Produção de Bens e Serviços

- Câmara Temática das Cooperativas de Trabalho;

- Câmara Temática das Cooperativas Sociais (antigo Ramo Especial);

- Câmara Temática das Cooperativas de Garimpeiros;

- Câmara Temática das Cooperativas de Produção;

- Câmara Temática das Cooperativas de Professores;

- Câmara Temática das Cooperativas de Profissionais do Turismo.

 

  • Ramo Infraestrutura

- Câmara Temática das Cooperativas de Geração Distribuída;

- Câmara Temática das Cooperativas de Energia e Telecom;

- Câmara Temática das Cooperativas de Irrigação;

- Câmara Temática das Cooperativas Habitacionais.

 

  • Ramo Consumo

- Câmara Temática das Cooperativas de Consumo;

- Câmara Temática das Cooperativas de Consumo de Serviços de Turismo;

- Câmara Temática das Cooperativas de Pais.

 

  • Ramo Transporte

- Câmara Temática das Cooperativas de Transporte de Cargas;

- Câmara Temática das Cooperativas de Transporte de Passageiros.

 

E, por último, os Conselhos Consultivos dos ramos Agropecuário, Crédito e Saúde não sofreram alterações em sua estrutura.

 

O que muda, na prática, para as cooperativas?

Nada. As cooperativas não terão nenhum ônus com essa reclassificação. A rotina delas segue normalmente. É importante reforçar que a classificação, como dito, tem seu alcance apenas internamente, na organização da representação e defesa das cooperativas. Não se presta, portanto, para definir o tratamento tributário, o enquadramento sindical ou mesmo a legislação aplicável a cada ramo. Todos esses pontos seguem sendo analisados a partir do objeto social e dos atos praticados pela cooperativa com seus cooperados.

 

Qual o papel das organizações estaduais nesta reorganização?

As organizações estaduais têm um papel essencial no processo de transição dessa nova forma de classificação. Além de divulgar a novidade, nossas equipes nos estados têm a tarefa de reclassificar, internamente, as cooperativas de acordo com essa nova conceituação. Elas têm até o dia 31/10 para concluir essa fase e, para informar à unidade nacional, as mudanças ocorridas em seus sistemas. Isso é importante para que nós, da unidade nacional, realizemos a atualização no nosso sistema, até o dia 31/12. Estimamos que, pelo menos, mil cooperativas necessitem de reclassificação, mas repito: na prática, nada muda para as cooperativas.

OCB intensifica participação em audiências públicas

Brasília (4/4/19) – A participação de representantes do movimento cooperativista do país em audiências públicas tanto no Congresso Nacional quanto junto ao governo federal é fundamental para apresentar a parlamentares, formuladores de políticas públicas e sociedade civil organizada o olhar das cooperativas sobre os possíveis impactos de normativos e leis, que tramitam nesses dois Poderes da República. É por isso que a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) não mede esforços para estar presentes na maior quantidade possível de eventos como esses.

 

LEI KANDIR

Nesta quarta-feira (3/4), por exemplo, o deputado Sérgio Souza (PR), presidente da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e diretor da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), apresentou um requerimento para que a OCB faça parte da audiência pública que tratará sobre a importância da Lei Kandir para as cooperativas agropecuárias.

Para a OCB, em um contexto global altamente competitivo, a Lei Kandir, desde quando instituída, contribuiu fortemente para que milhares de pequenos e médios produtores, por meio do cooperativismo, pudessem acessar o mercado externo. A audiência pública deve ocorrer na próxima semana na CFT.

 

CÓDIGO FLORESTAL

E, também nesta quarta-feira, a pedido dos deputados Sérgio Souza (PR) e Domingos Sávio (MG), integrantes da Diretoria da Frencoop, a OCB foi incluída no ciclo de audiências públicas da Medida Provisória 867/2018, que debaterá possíveis mudanças no Código Florestal. O assunto é acompanhado de perto pela OCB, com o objetivo de harmonizar a proteção ambiental e a produção de alimentos no Brasil. O deputado Sérgio Souza, relator da matéria, deverá apresentar o parecer à MPV nas próximas semanas, após a realização das audiências.

 

ATUAÇÃO FOCADA

Essa atuação da OCB – sempre estimulada pela construção de um ambiente mais seguro sob o ponto de vista jurídico e regulatório – é uma de suas principais linhas de ação. Apenas em 2018, por exemplo, foram monitoradas 1.415 proposições de interesse do cooperativismo, no Congresso Nacional. Desse total, as 54 mais prejudiciais ao setor tiveram a votação impedida. Para isso, foi necessário participar de 352 reuniões com representantes do Legislativo.

No âmbito do Executivo, também no ano passado, 1.119 normativos relacionados ao cooperativismo foram monitorados pela OCB, que também participou ativamente de 13 reuniões com ministros, diretores gerais e, ainda, de outras 249 reuniões técnicas. Além disso, também participou de 151 audiências e consultas públicas.

“Estamos aqui para defender o interesse das nossas quase 7 mil cooperativas e dos nossos cerca de 15 mil cooperados e, para isso, temos a certeza de que o caminho é o bom relacionamento com os interlocutores dos Poderes. Nossa Frencoop nos ajuda muito nessa tarefa de assegurar os direitos das cooperativas e, graças ao trabalho técnico de nossas equipes, temos aprimorado nosso diálogo com ministérios e agências reguladoras”, explica o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

 

OUTROS RESULTADOS

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Relatório
Vídeo

Recife sediará maior evento Financeiro da América Latina

Recife (8/4/19) – A decisão foi tomada. O Recife será a próxima cidade a receber o maior evento do Ramo Crédito na América Latina: o Concred. A escolha foi feita por uma comitiva da organização do evento, que visitou as principais capitais do Nordeste. A equipe, chefiada pelo presidente da Confederação Suprassitêmica do Cooperativismo Financeiro Nacional (Confebras), Kedson Pereira Macedo, observou as instalações das cidades e conversou com dirigentes do setor em cada uma delas. Após a análise, foi visto que o Recife tem a melhor estrutura para receber o evento, programado para o mês de outubro de 2020.

O Concred é um evento internacional que reúne lideranças de diversas cooperativas de crédito, e demais instituições financeiras, para debater o setor e participar de palestras que auxiliam no modo de trabalho. A expectativa para 2020 é que o evento receba até cinco mil pessoas de todas as partes da América Latina. E para isso, a cidade escolhida deve ter um bom aparato na rede hoteleira, aeroporto com uma extensa grade de distribuição aeroviária e um plano de mobilidade adequado até o local do evento. Além de Recife, foram analisadas as estruturas da Bahia, Fortaleza e João Pessoa.

Em visita à capital pernambucana, o presidente da Confebrás analisou, como de fundamental importância, o fato de o Centro de Convenções estar entre duas importantes cidades de Pernambuco, Recife e Olinda. Com essa singularidade, será possível aproveitar a rede hoteleira das duas localidades.

A ideia de a cidade receber o evento animou dirigentes do setor financeiro do cooperativismo, além do presidente do Sistema da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/PE), Malaquias Ancelmo de Oliveira. "O nosso Centro de Convenções abre fácil para eventos de sete a dez mil pessoas. Então, vejo que o quantitativo de participantes do Concred pode circular de modo facilitado. Para fazer um grande Concred, as cooperativas de crédito do estado serão grandes apoiadores, fato que deixa o evento mais forte", contou.

A última cidade a receber o Concred foi Florianópolis, no mês de novembro de 2018. Lá, 3.500 pessoas debateram os rumos do setor em todo o continente. Com a facilidade de voos para muitas cidades e outros países, a projeção é que esse número seja superado no evento de 2020. O Concred, à princípio, está agendado para acontecer de 7 a 9 de outubro.

(Fonte: Sistema OCB/PE)

Superintendentes do Sistema OCB alinham estratégias

Brasília (3/4/19) – Alinhar nacionalmente as estratégias do cooperativismo brasileiro para este ano. Este é o objetivo do Encontro de Superintendentes do Sistema OCB, que ocorreu nesta quarta-feira, em Brasília, e que contou com representantes dos estados. A programação foi conduzida pelo superintendente da unidade nacional, Renato Nobile, e pelas gerentes Karla Oliveira (Sescoop) e Tânia Zanella (OCB).

Nobile destacou a importância do envolvimento das organizações estaduais no processo de transição que envolve a reclassificação dos ramos do cooperativismo – atualmente 13 e, a partir de 31/12, apenas sete. “Além de divulgar essa novidade, as organizações estaduais têm um papel essencial que é o ajuste, de acordo com essa nova conceituação, nos seus sistemas internos. Vale destacar que os estados têm até o dia 31/10 para concluir essa fase e nos informar sobre as mudanças ocorridas em seus sistemas. Isso é importante para que nós, do nacional, realizemos a atualização no nosso sistema, até o dia 31/12”, comenta.

O superintendente da unidade nacional também informou sobre o status da coleta de informações para o Anuário do Cooperativismo Brasileiro. O documento será composto de dados mundiais, além de números e subsídios socioeconômicos das cooperativas do país. Segundo Nobile, a expectativa é de que o material seja publicado no início do primeiro semestre deste ano.

 

14º CBC

A gerente geral da OCB, Tânia Zanella, apresentou o panorama de inscrições para a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que ocorrerá entre os dias 8 e 10 de maio, em Brasília, e que deve receber cerca de 1,5 mil representantes das cooperativas do país. O evento discutirá seis temas: comunicação, governança e gestão, inovação, intercooperação, mercado e representação.

Além disso, ela lembrou que o processo de seleção dos 20 jovens embaixadores do cooperativismo recebeu 171 inscrições, oriundas de 20 estados e que os vídeos campeões podem ser conferidos no canal do Sistema OCB no Youtube. Informou, também, que já a seleção das 20 mulheres cooperativistas contou com 493 inscritas, representando 23 estados. Tânia apresentou, por fim, a programação preliminar do evento.

 

CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA

Tânia Zanella aproveitou a ocasião para relembrar que a Contribuição Confederativa a ser recolhida pelas cooperativas vence no dia 30 de junho. Essa contribuição é recolhida em favor das entidades sindicais que, legitimamente, representam a categoria econômica: Sindicatos de Cooperativas (1º grau), Federações (2º grau) e CNCoop (grau máximo).

 

PRIORIDADES PARA 2019

A gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira, destacou algumas das prioridades, a partir do planejamento estratégico, para este ano. Dentre as diversas ações estão, por exemplo:

  • Reestruturar o modelo de negócios e da gestão, com definição de papéis, ampliando a eficiência, eficácia e efetividade da atuação do Sescoop;
  • Aprimorar a comunicação com os diversos públicos;
  • Estruturar e implantar mecanismos de integridade;
  • Aprimorar e integrar ferramentas de desenvolvimento profissional;
  • Ampliar a valorização do Sescoop, realizando uma pesquisa de impacto das ações;
  • Revisar normativos e atribuições das áreas finalísticas com foco na melhoria do atendimento;
  • Fomentar a geração do conhecimento.

 

INDICADORES INSTITUCIONAIS

A gerente de Planejamento do Sistema OCB, Priscila Topolski frisou que também faz parte das ações para 2019 a implantação de indicadores institucionais que medirão a atuação de todos os entes do Sistema OCB (nacional e estaduais), com foco em resultados que embasem as tomadas de decisão. Segundo ela, a partir de julho, os materiais orientativos serão disponibilizados aos estados para que, juntos, consigam trabalhar de forma integrada a qualidade dos dados, a fim de demonstrar os resultados do movimento cooperativista ao país.

imagem site coop

Parlamentares conhecem mais do Ramo Saúde



Brasília (2/4/19) – O cooperativismo brasileiro de saúde é o maior do mundo. As cooperativas médicas e odontológicas asseguram atendimento a mais de 30 milhões de pessoas, em mais de 85% do território brasileiro, onde mais de 350 mil postos de trabalho e emprego são gerados e mantidos.

Os números foram apresentados a parlamentares do Congresso Nacional, nesta terça-feira (2/4), por integrantes da Coordenação Colegiada do Ramo Saúde, pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e pelo superintendente, Renato Nobile. Os dados surpreenderam o senador Nelsinho Trad (MS), que coordena as demandas do Ramo Saúde na Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e o deputado federal Evair de Melo (ES), que preside a Frente.

Nelsinho Trad, que conhece de perto o cooperativismo por ter feito parte de uma cooperativa médica, fez questão de reafirmar seu compromisso com o cooperativismo de saúde. "Vou defender o cooperativismo com muito entusiasmo! Porque acredito que esse é o caminho do futuro!"

 

NECESSIDADE DE AVANÇO

A reunião ocorreu no gabinete do senador e teve um caráter de aproximação entre aqueles que defendem os interesses das cooperativas no Congresso Nacional e suas diversas instâncias de representação no país. As lideranças debateram a necessidade de se avançar em questões relacionadas ao financiamento da saúde no Brasil, às mudanças no modelo assistencial e de remuneração, à qualificação contínua da regulação da saúde suplementar e ao reconhecimento efetivo do Sistema OCB como interlocutor importante no setor de saúde brasileiro.

 

COORDENAÇÃO

A Coordenação Colegiada do Ramo Saúde é composta pelos presidentes Orestes Pullin (Unimed do Brasil), José Alves (Uniodonto do Brasil) e Eudes Magalhães, presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas Médicas (Confemed), que não pode comparecer. A reunião contou ainda com a presença de Alexandre Ruschi (Central Nacional Unimed) e do assessor da presidência da Central, Valdmario Rodrigues.

 

PAUTAS PRIORITÁRIAS

Dentre as principais demandas do cooperativismo de saúde encontram-se as seguintes:

- Possibilidade de realização de parcerias público-privadas com governos (assunto bastante debatido durante a reunião);

- Criação de linhas de crédito e financiamento junto ao BNDES;

- Participar do Conselho Nacional de Saúde e de outras câmaras e conselhos com as quais o sistema cooperativo possa contribuir e debater;

- Revisão de normativos.