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Brasília (16/5/18) – Cuidar do econômico sem descuidar das pessoas. Essa é a natureza do cooperativismo, um modelo de negócios que já envolve um em cada cinco brasileiros, na geração de trabalho, emprego e renda. E, assim, gerando e compartilhando resultados sociais e econômicos, pouco a pouco, o cooperativismo vai ganhando o Brasil e mostrando que cooperar vale a pena, quando todos trabalham juntos pelo bem comum.
Colocando em prática o princípio cooperativista do Interesse pela Comunidade, as cooperativas se empenham em melhorar não só a vida de cooperados, familiares e empregados, mas de todos aqueles que vivem ao redor delas. Um grande exemplo disso é o Dia de Cooperar (Dia C), um movimento de responsabilidade social que prevê iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, com o irrestrito apoio do Sistema OCB e de suas unidades estaduais.
O Dia C, que em 2018 completa cinco anos de atuação nacional, já faz parte, inclusive, da agenda estratégica do Sistema OCB e reforça o propósito do movimento SomosCoop: tornar o cooperativismo brasileiro mais conhecido pela sociedade e despertar o orgulho naqueles que já fazem da cooperação uma prática diária.
E motivos para se orgulhar desse modelo econômico não faltam. Só no ano passado, mais de dois milhões de pessoas foram beneficiadas pelas iniciativas de quase 1,6 mil cooperativas, desenvolvidas por mais de 120 mil voluntários, em todas as regiões do país. Aliás, essas iniciativas estão alinhadas aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, propostos pela Organização das Nações Unidas, com o objetivo de erradicar a pobreza extrema no mundo até 2030.
Uma pequena mostra dessas iniciativas compõe uma publicação muito especial: uma revista cuidadosamente editada pelo Sistema OCB para mostrar o alcance das milhares de ideias que saíram do papel em 2017 e que têm modificado, para melhor, a vida de muitos brasileiros. (clique aqui)
“O Dia C já se transformou em um grande movimento nacional de projetos estruturados e iniciativas voluntárias com o objetivo de fortalecer o cooperativismo, tornando-o um instrumento efetivo de transformação de realidades no Brasil. Essas atividades foram realizadas em 1081 cidades espalhadas por todos os estados e no Distrito Federal, mostrando o quanto estamos presentes na vida das pessoas e em todos os cantos do país”, avalia Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
SAIBA MAIS
Quer saber como o cooperativismo pode contribuir com a construção de um Brasil mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos? Basta clicar em um dos links abaixo:
- Revista Dia C 2017 (vá para o fim da página)
Brasília (16/5/18) – Produtores rurais, agentes financeiros, empresas agropecuárias e de desenvolvimento tecnológico, além de pesquisadores e interessados no setor produtivo brasileiro participam, desde ontem, da 11ª edição da Feira Internacional dos Cerrados, a AgroBrasília. O evento é realizado pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) que está completando 40 anos de atuação no Centro-Oeste brasileiro.
A feira conta com o apoio do Sistema OCB e segue até sábado, dia 19, com o objetivo de apresentar novidades e inovações tecnológicas que aumentem a produtividade no campo. Ao todo, mais de 440 expositores estão preparados para mostrar seus produtos e serviços exclusivos. No ano passado, mais de 99 mil pessoas passaram pela feira, que movimentou o equivalente a R$ 710 milhões em volume de negócios.
Para se ter uma ideia da evolução da AgroBrasília, em 2008, quando ocorreu a primeira edição, os resultados foram os seguintes: 12 mil visitantes, 100 empresas expositoras e um volume de negócios estimado em R$ 50 milhões.
O coordenador geral da feira, Ronaldo Triaca, avaliou a evolução da AgroBrasília ao longo desses 10 anos e disse que, além da cooperação empregada na organização do evento, a grande variedade de culturas, aliada ao alto grau de interesse das empresas, nessa região, são elementos que explicam o sucesso do evento. Confira!
Como você avalia essa primeira década da feira?
A AgroBrasília tem crescido muito nos últimos 10 anos, tanto que em 2018 estamos realizando a 11ª edição e, para nós, isso é motivo de muita celebração, pois a Coopa-DF está completando 40 anos de operação. Sabemos que em diversos lugares do país há grandes e importantes feiras promovidas por cooperativas. Quisemos fazer o mesmo, por isso, visitamos muitas delas para adaptar o formato à nossa realidade, fazendo uma feira com o nosso jeito. Não temos interferências políticas, por exemplo, e a cooperativa, apesar de sua equipe reduzida, tem conseguido trabalhar e fazer a feira acontecer.
A que você atribui o sucesso da AgroBrasília?
De fato, na nossa avaliação, a feira tem sido um sucesso, provado pelos números que só aumentam, ano após ano. Atribuo esse sucesso ao que essa macrorregião do Planalto Central representa. A AgroBrasília nada mais é do que o reflexo de uma região que é fantástica, graças à sua intensa diversificação de culturas e atividades. Diria que essa é uma característica quase única no mundo.
Em outros lugares é possível encontrar grandes regiões produtoras de, por exemplo, soja, milho, algodão, cana de açúcar, mas, aqui, temos uma diversidade muito grande. Além dessas culturas que eu já citei, temos ainda: feijão, trigo, café, cebola, alho, batata, girassol, etc. E tudo isso está sendo produzido com muita tecnologia.
Qual a importância da tecnologia para a produção e produtividade no campo?
Bom, temos a maior concentração de área irrigada da América Latina e, diferente de outras regiões, o produtor daqui precisa de mais equipamentos por hectare para produzir, porque as janelas de plantio são menores. Basicamente, o produtor da nossa região precisa fazer até três safras por ano, na mesma área. E isso acaba refletindo na própria feira, porque o produtor vem e precisa comprar e as empresas especializadas na agropecuária, como um todo, acreditam muito nessa região. Então, tecnologia de ponta é uma necessidade para o campo.
Como avalia a participação do Sistema OCB na feira, apresentando o SomosCoop?
A participação do Sistema OCB é fundamental para nós. Tanto que, desde o início, sempre contribuiu muito com a realização da feira. Quanto ao movimento SomosCoop, diria que ele veio bem a calhar, pois apresenta, aqui na feira, o cooperativismo, ainda mais num ano em que a nossa cooperativa – Coopa-DF – completa quatro décadas. Sabemos que muito já foi feito e que ainda há bastante coisa para se fazer, mas acho que o SomosCoop tem muito para contribuir com o nosso modelo econômico. Tomara que esse movimento não termine! Pelo contrário. Espero que em 2019 possamos ter outros projetos para que o cooperativismo seja valorizado como deve ser, de fato.
Brasília (9/5/18) – São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Estes são os próximos destinos do último módulo prático do projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde, que ocorrerá entre os dias 14 e 18. Os formuladores de políticas públicas e representantes de agentes financeiros que integram a comitiva conhecerão de perto a realidade da Uniodonto e Unimed Campinas, Uniodonto e Unimed do Brasil, Cooperativa Paranaense dos Anestesiologistas (Copan), Unimed Curitiba, Unimed Grande Florianópolis e Uniodonto Santa Catarina.
O grupo também terá a oportunidade de ver o funcionamento da Organização das Cooperativas dos estados anfitriões: Ocesp, Ocesc e Ocepar. A Federação das Unimeds do Estado de Santa Catarina também faz parte da programação, composta por visitas e reuniões técnicas.
O projeto é uma realização do Sistema OCB em parceria com a Faculdade Unimed e tem por objetivo apresentar a governança, as estratégias de gestão e, ainda, os conceitos essenciais e desafios enfrentados pelo setor de saúde cooperativista a representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Ministério da Saúde (MS), e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para o Sistema OCB, quanto maior o conhecimento dos formuladores de políticas públicas a respeito da atuação das cooperativas brasileiras, melhor será a efetividade dos normativos, resoluções e leis propostas para o setor.
RAMO SAÚDE
As cooperativas brasileiras de saúde estão entre as mais sólidas do mundo. Elas estão presentes em 85% do território nacional e são fundamentais para levar atendimento de qualidade a milhares de pessoas, em todos os estados. Este modelo cooperativo, reconhecido como um dos maiores do mundo, responde por mais de 32% dos beneficiários da saúde suplementar brasileira nos planos médico e odontológico.
São mais de 22 milhões de brasileiros que utilizam planos de saúde cooperativos. Com mais de 50 anos de atuação no Brasil, as 813 cooperativas de saúde, segmentadas em três confederações, reúnem mais de 225 mil cooperados e geram quase 100 mil empregos diretos.
Brasília (8/4/18) – O uso consciente do dinheiro ainda é algo que precisa ser trabalhado, discutido e estimulado entre os brasileiros. Por isso, o Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), do Banco Central, apoiado por cooperativas e um pool de parceiros, realizará entre os dias 14 e 20 deste mês, a Semana Nacional de Educação Financeira, mais conhecida como Semana Enef.
O evento já está na quinta edição e tem por objetivo promover uma estratégia nacional de como usar o dinheiro de forma consciente, educada, inclusive poupando e investindo sempre que possível. As ações ocorrem em todo o país e, para isso, o Banco Central conta com o apoio das cooperativas de crédito.
Segundo o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, só em 2017, praticamente metade de todas as iniciativas de educação financeira foi realizada por cooperativas. Nobile também destacou o número de beneficiados com essas ações. “Para se ter uma ideia, no ano passado, 2,6 milhões de pessoas foram contempladas com iniciativas de educação financeira (palestras, minicursos, atividades lúdicas, etc...). Desse total, 46,9% compareceram às ações desenvolvidas pelas cooperativas”, frisou.
Confira abaixo a entrevista completa com o líder cooperativista.
Qual a importância da Semana ENEF para o cooperativismo?
Renato Nobile – Bem, em primeiro lugar, destaco que as cooperativas, independentemente do ramo, trabalham para transformar a realidade de seus cooperados, empregados, familiares e a sociedade à sua volta.
Por isso, neste momento em que o Banco Central, por meio da Semana ENEF, realizada pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), propõe ações de educação financeira dos brasileiros, as cooperativas não podem ficar de fora. Nossa participação, portanto, atende a pelo menos dois princípios do nosso movimento: educação, formação e informação e, ainda, interesse pela comunidade.
Falando especificamente sobre as cooperativas de crédito, elas se engajam porque tem no seu negócio a lida com dinheiro. Para elas, quanto mais educados forem seus cooperados, mais chances de potencializar os resultados financeiros e, além deles, os sociais. Para nós, cooperativistas, a educação – em todos os campos – o melhor caminho para a construção de um futuro com melhores oportunidades para todos.
E, assim, juntos, cada um fazendo o que pode para melhorar o seu entorno, faremos parte do processo de construção de um novo Brasil... um país mais justo, equilibrado e próspero.
De que forma as cooperativas podem contribuir com esse processo de educação financeira?
Renato Nobile – Como eu disse, as cooperativas têm feito sua parte para a construção de uma sociedade onde cada indivíduo seja valorizado por sua capacidade de trabalho em prol do coletivo. É claro que cada um tem seus sonhos e luta pela realização deles, mas o que o cooperativismo nos ensina é que podemos trabalhar em conjunto para realizar os sonhos uns dos outros. Desta forma, todos participam do processo e ninguém fica sem ver seu desejo sair do papel. Essa é a relação de ganha-ganha que pauta a cooperativa. Juntos, somamos nossa força para agir coletivamente, num processo constante de enriquecimento social.
Nós acreditamos muito nisso. E, considerando a capilaridade das nossas cooperativas de crédito – afinal de contas estamos em praticamente todos os municípios brasileiros, em alguns deles, inclusive, como a única instituição financeira existente – temos o dever de contribuir.
Palestras e cursos, presenciais ou a distância, sobre o valor do dinheiro, como lidar com ele, onde e como investir e, ainda, como planejar a vida financeira são grandes exemplos de como as cooperativas podem contribuir com a sociedade. Parece simples, mas não é. Ainda tem muita gente que acha que dinheiro é um bicho de sete cabeças e, por isso, tem medo de se informar.
É por isso que estimulamos as cooperativas a fazerem parte desse grande evento de educação financeira, realizando ações locais, com grande repercussão na vida e no modo de agir das pessoas.
O evento está em sua quarta edição. É possível mensurar a contribuição das cooperativas de crédito?
Renato Nobile – Claro que sim! De acordo com os números do próprio Banco Central, praticamente metade de todas as ações realizadas só na última edição do evento, ou seja, em 2017, ocorreu por iniciativa e empenho das cooperativas de crédito. O mesmo ocorreu com relação ao público alcançado por essas ações.
Para se ter uma ideia, no ano passado, durante toda a semana, 2,6 milhões de pessoas foram contempladas com iniciativas de educação financeira (palestras, minicursos, atividades lúdicas, etc...). Desse total, 46,9% compareceram às ações desenvolvidas pelas cooperativas.
E nossa expectativa para este ano é que esse número aumente. Por isso é fundamental que as cooperativas se envolvam ainda mais na divulgação da programação da Semana ENEF. Assim, juntos, podemos fazer do Brasil o país do futuro, já no presente.
Qual a importância da educação financeira no Brasil?
Renato Nobile – Temos a certeza de que a educação financeira é um componente importante para o desenvolvimento sustentável do país. Por isso, eventos como a Semana ENEF funcionam como marcos para discutir esse assunto. Não devemos ter medo do dinheiro. Ele é uma ferramenta que pode melhorar a vida das pessoas e, para isso, é necessário disseminar o conhecimento sobre o que o mercado oferece e, também, estimular o hábito de poupar e o consumo consciente.
Consumir de forma consciente e planejada, aderir ao crédito apenas quando necessário e conveniente, investir em produtos financeiros de origem conhecida, ofertados por provedores de serviço legalmente atuantes no mercado, todos esses são elementos que devem estar presentes na vida do cidadão bem-educado financeiramente, independente da conjuntura econômica que se viva.
Como qualquer processo educativo que vise a mudança de um comportamento, a educação financeira deve ser permanente e continuada ao longo da vida, iniciando-se desde a escola e avançando pela vida adulta. Só com essas discussões é que o brasileiro terá base para saber tomar as decisões mais adequadas e de acordo com sua realidade.
Conheça o site da Semana Enef.
Brasília (7/5/18) – O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) acaba de lançar a Instrução Normativa (IN) nº 3, de 26 de abril de 2018, que estabelece uma nova regra de funcionamento para o Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF). A mudança passa a valer a partir do dia 25 de junho deste ano. Com a modalidade 100% Digital, fornecedores, dentre eles as cooperativas, serão dispensados de apresentar documentos presencialmente e as unidades cadastradoras deixarão de existir.
Os 386 mil fornecedores que já fazem parte do sistema e os mais de 24 mil novos cadastrados por ano contarão, a partir de junho de 2018, com a facilidade de viabilizar sua participação nas compras governamentais e atualização de dados por meio de upload de documentos diretamente na plataforma do SICAF.
A novidade também extinguirá o atendimento presencial de aproximadamente 1.855 unidades cadastradoras. Dessa maneira, cerca de 4 mil agentes públicos poderão desempenhar novas atividades para o Estado, o que contribuirá para um serviço público mais ágil e menos burocrático. A economia estimada aos cofres públicos é de R$ 65 milhões ao final do primeiro ano de implantação do sistema.
“O SICAF 100% Digital é uma ferramenta que vai trazer mais agilidade, economicidade e segurança nas licitações com o Governo Federal, eliminando a carga burocrática”, afirma Antonio Paulo Vogel, secretário de Gestão do MP.
O cadastro no SICAF abrangerá os níveis de credenciamento, habilitação jurídica, regularidade fiscal federal e trabalhista, regularidade estadual/municipal, qualificação técnica e qualificação econômico-financeira. Os fornecedores devem ficar atentos às fraudes praticadas por portais não autorizados, que divulgam a cobrança do serviço de cadastramento junto ao Governo Federal. O cadastro de fornecedores no SICAF é e continuará sendo gratuito.
Para iniciar o procedimento do registro cadastral, o fornecedor interessado, ou quem o represente, deverá criar seu usuário no Brasil Cidadão e acessar o SICAF no Portal de Compras do Governo Federal, por meio de Certificado Digital conferido pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP – Brasil).
FORNECEDORES
Todas as pessoas físicas ou jurídicas que têm interesse em participar das licitações do Governo Federal devem se cadastrar no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF), mantido pelos órgãos e entidades que compõem o Sistema de Serviços Gerais (SISG). Integram o SISG toda a Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional.
Quer saber mais sobre o SICAF? Basta clicar aqui.
(Com informações do Ministério do Planejamento)
Brasília (30/4/18) – “Não me vejo fora da cooperativa. Hoje, consigo conciliar meu sonho (a pedagogia) com meu amor (o cooperativismo).” Cheia de entusiasmo ao falar de sua vida profissional, a jovem pedagoga, Jaquelina Lacerda de Moura, conta que se sente preparada para o mercado de trabalho, graças aos princípios e valores do cooperativismo – vividos na prática ao longo de seus oito anos na Cooperativa de Ensino de Língua Estrangeira Moderna (Cooplem), localizada em Brasília-DF.
“Quando cheguei aqui, tinha apenas 14 anos. Era uma menina! A cooperativa me ajudou a contribuir com a melhoria da qualidade de vida da minha família. Comecei como menor aprendiz, depois me tornei estagiária e, agora, trabalho na secretaria da unidade administrativa, atendendo professores e outros funcionários. Cursei minha faculdade de pedagogia, pagando, sozinha, as mensalidades, e, graças à política de incentivo da Cooplem, também pude ajudar minha irmã a se manter na faculdade, durante o primeiro ano dela”, lembra Jaquelina.
“Aqui na cooperativa, pude realizar meu sonho que era me tornar professora. Talvez não conseguisse de outra forma. Sou muito grata ao cooperativismo, pois tenho a certeza de que, por meio dele, tenho condições de sonhar e trabalhar para realizar novos projetos, como uma pós-graduação, por exemplo”, conclui a colaboradora da Cooplem, a primeira cooperativa de idiomas do país e uma das maiores do mundo, administrada exclusivamente por professores.
TRABALHADOR
A história de Jaquelina ilustra bem a importância do cooperativismo na vida dos brasileiros, quando o país celebra o Dia do Trabalhador (1º de maio). Ela é uma das 376 mil colaboradoras que se dedicam, diariamente, a contribuir com a construção de um Brasil mais justo, equilibrado e com mais oportunidades para todos, porque sabe que cooperar vale a pena.
“O cooperativismo é um jeito humanizado de gerar negócio, trabalho e renda. É por isso que ele transforma realidades. Para se ter uma ideia, as nossas 6,6 mil cooperativas congregam 13,2 milhões de pessoas e geram quase 380 mil empregos diretos. E a única coisa que liga toda essa gente é confiança. Elas trabalham umas pelas outras, porque acreditam que, juntas, podem ir mais longe, diminuindo riscos e compartilhando os resultados”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
MAIOR CAPITAL
Ele reforça que o cooperativismo é o modelo econômico de milhões de pessoas, que valoriza cada rosto por traz de um produto ou serviço. “Gente é o maior capital de uma cooperativa. As pessoas são a razão de ser do nosso movimento, contribuindo, cada uma do seu jeito, com o desenvolvimento do nosso país. Aliás, não estamos sozinhos. Fazemos parte de um movimento global de geração de riquezas e valores. No mundo, já somos mais de um bilhão de cooperados e nossa relevância também se comprova pelo número de empregos que geramos em mais de 100 países: são mais de 250 milhões de postos de trabalho”, enfatiza Márcio Freitas.
Para a liderança cooperativista, o Dia do Trabalhador é uma data que merece comemoração. “A cooperação é o resultado da confiança mútua! E é essa confiança que nos faz, local e diariamente, por meio da nossa capacidade e força de trabalho, atuar em prol de um mundo melhor. Afinal de contas, o trabalho sério, honesto, comprometido é a única forma de garantir que cada brasileiro possa realizar seus sonhos. E o sonho de todos nós, cooperativistas, é o de construir um futuro onde todos tenham orgulho de fazer parte de uma sociedade mais justa e próspera”, conclui o presidente do Sistema OCB.
NÚMEROS NO BRASIL
O cooperativismo está mais presente na vida dos brasileiros do que muita gente possa imaginar. Veja:
- Cerca de metade de toda a produção agropecuária passa por uma cooperativa agro;
- As cooperativas de crédito formam a maior rede de atendimento financeiro e, em mais de 500 cidades, são a única instituição financeira presente;
- Mais de 22 milhões de brasileiros têm saúde garantida por meio de cooperativas médicas;
- Cerca de 330 milhões de toneladas de cargas circulam pelas estradas do país graças às cooperativas de transporte;
- Em grande parte da zona rural do país, internet e energia elétrica chegam aos lares e subsidiam o desenvolvimento da região, por meio de cooperativas de infraestrutura.
DADOS GLOBAIS
Além da representatividade econômica no Brasil, o cooperativismo também é destaque em grandes economias mundiais. Confira:
- A maior rede bancária da França, o Credit Agricole, é uma cooperativa e detém 59 milhões de clientes e 24% do mercado francês.
- 92% de todo alimento produzido no Japão vem de um cooperado.
- A maior rede de supermercados de Israel é uma cooperativa.
- 80% de todos os fertilizantes produzidos na Índia vem de cooperativas.
- 95% da produção de leite do México é feita por cooperativas.
- 92% da exploração mineral na Bolívia é feita por cooperativas.
- 98% da produção de leite da Nova Zelândia é feita por cooperativas.
Brasília (26/4/18) – A transparência é uma das marcas do cooperativismo. Por isso, prestar contas é mais do que natural para cooperativas e suas representações nas mais diversas esferas. Nesta quarta-feira (25), por exemplo, o Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito (FGCoop) realizou sua assembleia geral ordinária (AGO), a fim de mostrar os números e resultados referentes a 2017.
O evento, conduzido pelo presidente do CA do FGCoop, Bento Venturim, contou com as presenças do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do representante da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, do Banco Central, José Reynaldo de Almeida Furlani. Também participaram da AGO, representantes de cooperativas singulares, de centrais, de confederações, de unidades estaduais e servidores do Banco Central.
Os representantes dos sistemas de crédito cooperativo (Sicredi, Unicred, Sicoob e Cresol), dos sistemas organizados em dois níveis (Cecred) e da OCB, representando as cooperativas não filiadas a centrais, após leitura dos pareceres dos auditores internos e independentes, aprovaram as contas do FGCoop e as ações para 2018.
CONFIANÇA
“Nós agradecemos a todos pela confiança. Isso nos dá mais força para continuar avançando. Por isso, iniciaremos em 2018 as operações de assistência financeiras às cooperativas associadas ao Fundo e que estejam enfrentando situações de risco de descontinuidade. No primeiro momento, nossa recomendação será a união com outra cooperativa, mas, no futuro, esperamos poder auxiliá-las a se recuperarem financeiramente”, comenta Bento Venturim, presidente do FGCoop.
PLANEJAMENTO
“O mais importante evento do ano foi a realização do planejamento estratégico para os próximos cinco anos, participativo e acoplado à construção das diretrizes estratégicas do SNCC. Além da definição de missão, visão e valores, os objetivos estratégicos indicaram os projetos definidos para 2018”, avalia Lúcio Faria, diretor executivo do Fundo.
CONFIANÇA
“Ao aprovar a prestação de contas do FGCoop, o que a assembleia geral fez foi mostrar o quanto confia no nosso Fundo Garantirdor. Aliás, confiança também será o fruto que todo o SNCC colherá com esse processo de auxílio às cooperativas em risco de descontinuidade. É um investimento na imagem do nosso modelo econômico e, assim, todos os ramos ganham, pois credibilidade não tem preço. Parabéns a equipe do FGCoop por nos mostrar tanta evolução em tão pouco tempo”, ressalta Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.
NA HORA CERTA
“Quando analisamos a história do Banco Central, com todos os desafios que envolvem o aperfeiçoamento da segurança do Sistema Financeiro Nacional, percebemos que o FGCoop surgiu na hora certa, complementando esse mecanismo de segurança, traduzido em credibilidade e desenvolvimento seguro”, enfatiza o representante da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, do Banco Central, José Reynaldo de Almeida Furlani.
RAZÃO DE SER
Em 2017, o FGCoop vivenciou a primeira experiência de garantir os depósitos de 2.647 associados a uma cooperativa liquidada no mês de março. A operação que envolveu um recurso de R$ 18,6 milhões foi relevante, pois mostrou dois aspectos: a) o FGCoop pode agir de acordo com sua razão de ser, com êxito; b) e confirmou a necessidade de uma atuação mais proativa para evitar que a situação se repita.
Hoje, no Brasil, os mais de 9 milhões de brasileiros que confiam suas economias a uma cooperativa de crédito contam com as mesmas garantias oferecidas aos correntistas de bancos comerciais. Significa dizer que, no caso de uma intervenção ou liquidação extrajudicial, cada CPF ou CNPJ terá até R$ 250 mil em depósitos e investimentos garantidos pelo FGCoop.
NÚMEROS
Em 2017, o FGCoop apresentou os seguintes resultados:
- R$ 797,4 milhões referentes ao patrimônio social acumulado;
- R$ 797 milhões em aplicações financeiras.
Além disso:
- 99,3% dos associados a cooperativas de crédito captadoras de depósitos têm seus investimentos totalmente cobertos pelo FGCoop;
- 777 é o número de cooperativas de crédito captadoras de depósitos associadas ao FGCoop (em 31/12/17);
- 9,7 milhões de brasileiros estão associados a cooperativas de crédito e têm seus depósitos e investimentos protegidos pelo FGcoop;
- 5.806 é o número de pontos de atendimento das cooperativas de crédito, constituindo a maior rede de agências do país;
- R$ 122,5 bilhões é o saldo de depósitos de pessoas físicas e jurídicas nos bancos cooperativas e nas cooperativas de crédito até o fim de dezembro do ano passado – valor 18,9% maior em relação a 2016.
Brasília (17/4/18) – Como parte da estratégia do Sicoob em expandir conhecimento e experiência social a partir do cooperativismo financeiro, o Instituto Sicoob de Desenvolvimento Sustentável passou em 2018 a ter alcance nacional e sede em Brasília (DF). O Instituto, que já atuava nos estados do Paraná, Rio de Janeiro, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, agora conectará pessoas de todo o Brasil com o objetivo de apresentar o cooperativismo como alternativa para um mundo mais colaborativo.
Segundo o presidente do Instituto Sicoob, Marco Aurélio Almada, o Instituto tem um enorme valor estratégico para o Sistema. Almada conta que a nacionalização representa um novo passo para abrir importantes discussões voltadas ao desenvolvimento sustentável das áreas em que atuam as cooperativas do Sicoob.
“Precisamos nos apresentar como verdadeiramente somos: uma instituição financeira competitiva, mas que coopera e compartilha valores com a comunidade em que está. Em 2017, o Instituto Sicoob alcançou a marca de mais de 130 mil pessoas impactadas e 135 municípios atendidos”, declara.
VOLUNTARIADO
O diferencial do Instituto Sicoob está no banco de voluntariado formado por empregados, diretores e cooperados do Sistema. Só no ano passado, o Programa Voluntário Transformador totalizou mais de 1,3 mil voluntários cadastrados, um crescimento de 31% em um ano, somando mais de 5,3 mil horas de trabalho voluntário desenvolvido em prol das comunidades.
Além de garantir o desenvolvimento social da comunidade na qual está inserido, ao fazer parte do projeto, o indivíduo contribui para o seu crescimento pessoal, entrando em contato com valores essenciais para promoção da cidadania como democracia, igualdade, responsabilidade e solidariedade.
CIDADÃO
“Em um mundo no qual a informação é praticamente uma moeda, garantir o quinto princípio do cooperativismo de educar, formar e informar, é estar um passo à frente. O Instituto Sicoob começa sua atuação desde os mais jovens. No público do Programa Cooperativa Mirim, o número de alunos saltou de 25 para 587 em apenas quatro anos, e a promessa é de continuar expandindo esses ideais em todo o país. Formar uma geração mais consciente dos seus direitos e deveres é essencial para um futuro promissor”, afirma o superintendente do Instituto, Luiz Edson Feltrim.
EDUCAÇÃO
No eixo de Educação Cooperativista, mais de 61 mil pessoas foram sensibilizadas diretamente, número 43,5% maior em relação a 2016. O programa Cooperjovem, desempenhado pela associação em parceria com o Sescoop, avançou 52% de um ano para outro, atendendo mais de 29 mil alunos, em 215 escolas públicas e privadas.
Dentro do Programa Cooperativa Mirim, o Instituto Sicoob fundou as primeiras cooperativas com a participação do público infanto-juvenil da Região Norte do Brasil. Em 2017, o programa fechou o ano com 17 cooperativas mirins instituídas e mais de 580 associados.
O programa de Educação Financeira também cresceu e trouxe resultados significantes. Por meio dos programas, como as Palestras e o Se Liga Finanças, mais de 7 mil pessoas foram capacitadas. Já o pilar de Educação Ambiental oportunizou palestras e debates sobre o consumo consciente para mais de 3,5 mil pessoas.
INTERESSE PELA COMUNIDADE
O Instituto Sicoob para o Desenvolvimento Sustentável foi criado em 2004 com o objetivo de difundir a cultura cooperativista e contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável das comunidades. Atua em território nacional por meio de ações conjuntas e integradas com as cooperativas e na formação de voluntários para promover o desenvolvimento local.
A instituição tem como finalidade o sétimo princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade, ao fomentar a promoção de líderes comunitários com a cultura cooperativista. Sua metodologia está fundamentada no e no quinto princípio do cooperativismo: interesse pela comunidade e educação, formação e informação.
SICOOB
O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, Sicoob, possui 4,1 milhões de cooperados em todo o país e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por 466 cooperativas singulares, 16 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação).
Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil do Brasil (Bancoob) e suas subsidiárias (empresas/entidades de: meios eletrônicos de pagamento, consórcios, DTVM, seguradora e previdência) provedoras de produtos e serviços especializados para cooperativas financeiras.
A rede Sicoob é a quinta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2,6 mil pontos de atendimento. As cooperativas integrantes do Sistema oferecem aos cooperados serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras. Mais informações acesse: www.sicoob.com.br
Fonte: Instituto Sicoob
Brasília (12/4/18) – Uma boa gestão faz toda a diferença no resultado de uma empresa e quando falamos em cooperativa, um dos grandes aliados no processo de melhoria contínua dessas práticas é o Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC). Desenvolvido pelo desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), o PDGC acaba de ter seu novo ciclo lançado para as cooperativas baianas.
O evento ocorreu no último dia 6/4 e foi realizado pelo Sistema OCEB e serviu, também, para reconhecer a participação das cooperativas baianas nos ciclos anteriores. O lançamento contou com a participação da gerente geral da unidade nacional do Sescoop, Karla Oliveira, além de lideranças cooperativistas do estado.
Convite
O anfitrião, presidente do Sistema OCEB, Cergio Tecchio, fez questão de ressaltar que o PDGC pode ser usado para melhorar a gestão de cooperativas de pequeno, médio e grande porte. Ele convidou os presentes a assumirem, novamente, o compromisso de participar ativamente desse novo ciclo e, para isso, colocou o Sistema OCEB a disposição de todos para fazer com que o cooperativismo avance e, consequentemente, ajude a sociedade a progredir.
Adesão
Karla Oliveira, por sua vez, relembrou a trajetória do PDGC, desde seu início, discorrendo sobre os resultados que a ferramenta tem proporcionado às cooperativas brasileiras. “Ao longo desses cinco anos tivemos uma adesão crescente. Atualmente, contamos com a participação de mais de 1,5 mil cooperativas, de todas as regiões do país. Isso mostra o interesse e o comprometimento das cooperativas com esse propósito de aprimoramento de seus processos de gestão”.
Cenário Positivo
Na Bahia, a participação das cooperativas no PDGC aumentou consideravelmente em 2017. Ao todo, 53 cooperativas concluíram o PDGC e 19 participaram do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão. A expectativa do Sistema OCEB é de que esse número aumente em 2018, pois o trabalho para melhorar constantemente a gestão das cooperativas do estado continua.
Para isso, a próxima ação será a realização de workshops regionais focados no PDGC, na gestão de processos e no plano de melhorias.
(Com informações do Sistema OCEB)
Brasília (12/4/18) – O jeito humanizado de gerar negócio, que diferencia o cooperativismo dos demais modelos econômicos, tem sido disseminado entre jovens de todo o Brasil. Este é o foco do programa Cooperjovem, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) desde o ano 2000 e que está prestes a contribuir com a qualificação dos jovens das cidades fluminenses de São Francisco do Itabapoana e Carapebus.
No Rio de Janeiro, o Cooperjovem é estimulado pelo Sescoop/RJ e Instituto Sicoob que, desde o ano passado, já é desenvolvido nas escolas municipais de Mendes, Bom Jesus do Itabapoana, Maricá, Campos dos Goytacazes e Vassouras, atendendo a mais de 4,5 mil alunos da rede pública, estimulados a trabalhar cooperativamente por meio de práticas pedagógicas.
A ideia tem atraído cada vez mais o interesse de outros municípios do Rio de Janeiro. Em Angra dos Reis e Três Rios, por exemplo, as tratativas para o desenvolvimento do Cooperjovem já estão avançadas junto às respectivas secretarias de educação.
“É a entrada para uma nova visão de mundo dentro das escolas, uma ferramenta para educar as crianças no sentido de que devemos ser cooperativos, pensando sempre no coletivo e fazendo parte de algo maior e do poder coletivo de transformar realidades”, afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Social do Sescoop/RJ, Cristiane Quaresma.
Segundo Silvana Lemos, gestora do Cooperjovem no Rio de Janeiro, pelo Instituto Sicoob, o Programa tem uma proposta desafiadora de ampliar o olhar do educador para além dos muros das escolas. “Instiga a sua prática pedagógica e o estimula a fazer em conjunto com os colegas, com a direção, com os pais, com as associações locais para que o espaço público educacional seja reconhecido como de todos e todas”.
EXEMPLO
Alguns trabalhos já estão dando frutos. É o caso do município de Mendes. No local, o Cooperjovem, por meio dos Projetos Educacionais Cooperativos (PECs) – iniciativas que buscam envolver a escola como um todo, a família do aluno e a comunidade do entorno com base nos valores do cooperativismo – já transformou a realidade de comunidade.
Uma horta comunitária foi criada, com a intenção de estimular a alimentação saudável nas crianças e melhorar a qualidade da merenda escolar. Além disso, o PEC contribuiu para o fim da depredação de uma quadra escolar, como conta aSilvana Lemos.
“O problema foi resolvido com duas iniciativas: A primeira uma articulação das Secretarias de Educação e Esporte de Mendes para promover atividades físicas para a comunidade, como futsal e ginástica aberta. Outra iniciativa foi deixar a chave da escola com um líder comunitário que mora ao lado e administra o uso da quadra nos fins de semana. Neste caso, já foram criados até dois times de vôlei que jogam aos sábados e domingos”, disse.
SENSIBILIZAÇÃO
No mês de março foi realizado em Mendes, um encontro com professores de municípios – antigos e novos – que aderiram ao Cooperjovem. O objetivo foi apresentar os pontos importantes ao desenvolvimento do Programa, como a qualidade da educação, a responsabilidade das pessoas, o paradigma da cooperação e a reavaliação dos seus PECs, com vistas à melhoria contínua do Programa.
“Este foi um momento de sensibilização, pois oferece novas estratégias de ação que facilitam todo o encaminhamento didático dentro da escola”, explicou Iran Pitthan, instrutor do Cooperjovem desde 2017. (Com informações do Sescoop/RJ)
Brasília (28/3/18) – O ano de 2017 foi repleto de boas notícias para o cooperativismo brasileiro. Em diversos ramos, as conquistas obtidas junto aos Três Poderes vão ficar na história. Houve a aprovação do PLP 100/2011, a regulamentação do Programa de Aquisição de Alimentos com elevação do orçamento, eventos de desenvolvimento profissional e muito mais.
Quem fala sobre o que representou o ano passado para as cooperativas é o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que acaba de realizar a assembleia geral ordinária da entidade. Para ele, 2018 é um ano muito importante para o país, saiba o porquê!
O senhor sempre diz que as cooperativas crescem em tempos de crise e em 2017 o brasileiro sentiu fortemente, ainda, seus impactos negativos. Poderia explicar como foi o ano 2017 para o cooperativismo?
Gosto muito de uma fase dita por Mahatma Gandhi que resume muito bem o atual momento do cooperativismo brasileiro: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Por isso, precisamos continuar trabalhando, independentemente do que vemos ou lemos nos jornais. Afinal de contas, as pessoas precisam produzir, as contas não param de chegar e o Brasil precisa crescer. E, para que o Brasil cresça, só há um jeito: todos devem se unir e trabalhar, trabalhar muito.
Essa postura empreendedora e destemida, que já faz parte da rotina daqueles que fazem da cooperação uma prática diária, trará resultados concretos para nossa sociedade e economia do país. Foi o que constatamos em 2017: apesar de toda a crise econômica, o número de cooperados vem crescendo a cada ano no Brasil. Já estamos próximos dos 14 milhões. Esse é o sinal de que a sociedade brasileira acredita no nosso modelo econômico.
Aliás, todos os dias as cooperativas mostram o tanto que estão engajadas em tornar o Brasil um país melhor. O Dia de Cooperar, um movimento nacional de iniciativas transformadoras realizadas por elas, com o apoio de todo o Sistema OCB, é uma das provas disso. O sucesso dele é tão grande que em 2017, fomos convidados a falar na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a importância do nosso movimento para a sustentabilidade do planeta, junto com Índia, Japão e Noruega. Foi um momento único para o cooperativismo do Brasil. E o que apresentamos? O Dia C!
Na ocasião, fiz questão de destacar: quem estava ali não era a OCB ou Márcio Lopes de Freitas. Quem estava falando para lideranças mundiais eram as 6,6 mil cooperativas brasileiras, que plantam diariamente, nos quatro cantos do Brasil, as sementes da mudança. E cada ação realizada por uma cooperativa — seja ela grande ou pequena — contribui para deixar a sociedade brasileira mais justa, mais ética e mais sustentável.
Por falar em sociedade, o senhor acredita que os brasileiros já conhecem bem o cooperativismo?
Olha, se analisarmos os números, por exemplo, segundo os nossos cálculos, cerca de 30% dos brasileiros estão vinculados ao cooperativismo de alguma forma, percebemos que ainda há muito espaço para crescer, ou seja, ainda há brasileiros que não conhecem o nosso modelo econômico, caracterizado pelo jeito humanizado de gerar negócios, trabalho e renda. Por isso, em 2017, após vários estudos e pesquisas, decidimos lançar no final do ano o movimento SomosCoop, criado com dois objetivos estratégicos.
O primeiro responde bem a sua pergunta, já que objetiva conscientizar as pessoas sobre a importância do cooperativismo para o desenvolvimento do Brasil. Já o segundo é aumentar, ainda mais, o orgulho e a sensação de pertencimento de quem já abraçou essa nova maneira de produzir riquezas no Brasil. Desafios que fazem parte da nossa missão e que serão prioridade em 2018.
Por falar nisso, qual deve ser o tom dos trabalhos da OCB em 2018?
Temos diversas prioridades, mas como 2018 é um ano bastante importante para o país, considerando as eleições presidenciais, teremos um trabalho intenso a ser feito. Enquanto representantes do cooperativismo, temos o compromisso de apresentar aos presidenciáveis as necessidades das cooperativas brasileiras e de conscientizar os cooperados sobre a importância do voto.
Além disso, para a equipe da OCB, é tempo de preparar o XIV Congresso Brasileiro de Cooperativismo, previsto para ocorrer em 2019. Aliás, esse é um evento emblemático, pois nele serão discutidos os caminhos que iremos percorrer, juntos, para fazer com que o cooperativismo seja reconhecido pela sociedade por sua competitividade, integridade e capacidade de gerar felicidade para as pessoas.
(Leia mais sobre isso: clique aqui)
Voltando a 2017, poderia destacar os fatos mais marcantes para as cooperativas do país?
O ano de 2017 foi muito importante para o cooperativismo brasileiro, de diversas formas. Por exemplo, depois de seis anos de trabalho intenso e ininterrupto, conseguimos aprovar nas duas casas do Congresso, o PLP 100/11 que possibilita aos municípios que tenham disponibilidade de caixa depositarem seus recursos nas cooperativas de crédito. Foi um grande passo rumo à consolidação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.
Aliás, vale destacar que as cooperativas de crédito estão distribuídas por todo país e são reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil, e que seus números são muito expressivos. Elas reúnem mais de 9 milhões de cooperados e seus ativos, em 2017, somaram R$ 220 bilhões, enquanto os depósitos captados foram R$ 103 bilhões e os empréstimos concedidos de R$ 81 bilhões.
O mesmo projeto de lei, agora convertido na Lei Complementar nº 161/2018, pois foi sancionado no início deste ano, também possibilitaram que as cooperativas de crédito realizem a gestão dos recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
Também foram lançadas as Diretrizes Estratégicas do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Para a consecução desse trabalho foram realizadas, na primeira etapa, entrevistas com lideranças do cooperativismo de crédito e importantes agentes públicos que têm influência direta no segmento. Ao final do processo, foram identificados seis grandes desafios e 11 diretrizes estratégicas traçadas para superá-los.
E no Ramo Agropecuário, quais foram os destaques?
No Agro, tivemos a regulamentação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Depois de muitas idas e vindas, reuniões e debates técnicos promovidos pela OCB, o Governo Federal editou o Decreto nº 9.214/2017, que reforçou a possibilidade de agricultores familiares, suas cooperativas e associações contratarem prestação de serviços ou aquisição de insumos de terceiros para beneficiar, processar e industrializar sua produção quando da participação no PAA.
O Decreto também ampliou o rol de beneficiários do programa, possibilitando que os produtos da agricultura familiar sejam destinados à rede pública de saúde, aos estabelecimentos prisionais e às unidades de internação do sistema socioeducativo, além dos beneficiários tradicionais.
Com a aprovação, o orçamento do programa saiu dos R$ 4 milhões, inicialmente propostos pelo Poder Executivo, para quase R$ 380 milhões, reforçando a importância do programa para a agricultura familiar e suas organizações (cooperativas e associações), fortalecendo a geração de renda no campo e combatendo a insegurança alimentar.
Tivemos ainda a revisão do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, que ao ser lançado, prejudicou bastante as cooperativas. Contudo, depois de muita conversa com o governo federal conseguimos reverter o quadro e garantir mais uma safra. Foram realizadas reuniões de sensibilização e diversos debates técnicos entre representantes do cooperativismo, do governo e do Congresso Nacional. Promovemos até uma audiência pública, com o apoio da nossa Frencoop.
Com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e dos integrantes das frentes parlamentares da Agropecuária (FPA) e do Cooperativismo (Frencoop), as ações resultaram na publicação de uma nova resolução publicada pelo Conselho Monetário Nacional.
Tivemos também, o lançamento dos resultados do Censo das Cooperativas de Leite. O trabalho foi realizado em parceria com a Embrapa Gado de Leite. As informações foram consolidadas a partir dos dados repassados por mais de 160 cooperativas de todas as regiões do Brasil, e analisados pelos pesquisadores e técnicos da OCB.
Poderia citar outros destaques referentes aos demais ramos?
Sim! Logo em janeiro de 2017, o Sistema OCB oficiou a ANEEL sobre a necessidade de construção da metodologia de subvenção das cooperativas, para garantir o seu equilíbrio econômico financeiro. A OCB, em parceria com a Confederação das Cooperativas e Infraestrutura (Infracoop), conseguiu que grande parte das contribuições fossem acatadas pela Agência, resultando em um importante incremento (25%) no valor a ser recebido pelas cooperativas a título de subvenção, com um valor estimado em R$ 350 milhões por ano para as 38 cooperativas permissionárias existentes. Essa foi uma das maiores conquistas das cooperativas do ramo Infra.
Por falar nisso, em 2017, consolidou-se a parceria entre o Sistema OCB e a DGRV para o fomento da geração de energia nas cooperativas. Entre os produtos desta atuação, destaque para a cartilha intitulada “Coopere e gere sua própria energia”. O objetivo foi trazer informações sobre a possibilidade de organização de consumidores de energia em cooperativas de geração por fontes renováveis. No ano passado, a parceria ganhou um reforço no trabalho de fomento, a participação da Cooperação Técnica Alemã (GIZ). A GIZ é referência mundial em arranjos tecnológicos para geração de energias renováveis e eficiência energética.
Os ramos Trabalho e Transporte foram os focos de seminários realizados por todo o país. Foi uma oportunidade para conhecer um pouco da realidade local desses dois ramos e promover a discussão de temas de interesse das próprias cooperativas.
No ramo Saúde, tivemos a satisfação de iniciar o projeto Conhecer para Cooperar com foco no Ramo Saúde. Foi realizado o módulo teórico do projeto, que conta com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.
Vale lembrar que o projeto foi idealizado para ampliar o conhecimento de grupos estratégicos da sociedade sobre o modelo cooperativista e suas especificidades e que o projeto conta com o apoio da Faculdade Unimed.
Fizemos também um intercâmbio entre as cooperativas do Ramo Educacional, com o objetivo de conhecer práticas de gestão reconhecidamente exitosas, formas de fortalecer a identidade cooperativista e o trabalho com as cooperativas escolares. Os representantes do Conselho Consultivo do Ramo Educacional foram convidados a participar de visitas e reuniões técnicas.
E para coroar tudo isso, tivemos a chance de premiar as cooperativas com as melhores práticas em gestão e governança, quando realizamos o Prêmio Sescoop Excelência de Gestão. No ano passado, o prêmio chegou à sua 3ª edição com um marco: dois novos níveis foram disponibilizados às cooperativas - Compromisso com a Excelência e Rumo à Excelência.
Assim, 41 cooperativas reconhecidas. Entre as premiadas, estavam 10 estados brasileiros. Outra novidade foi a decisão da banca julgadora de identificar uma cooperativa em cada nível de maturidade para receber o Destaque Melhoria Contínua. Ao todo, o Prêmio Sescoop Excelência de Gestão contou com 248 cooperativas inscritas.
Nossa, a OCB realizou bastante coisa em 2017, fora o que o senhor nem listou. Poderia, por fim, deixar uma mensagem aos cooperados do país?
Eu gostaria apenas de reforçar a visão da diretoria da OCB que é de continuar trabalhando com vontade, responsabilidade, ética e transparência. Só assim a gente vai poder mostrar, juntos, que vale muito a pena cooperar. Não temos que ter medo dos cenários político e econômico. Quem trabalha de maneira correta, primando por uma gestão e uma governança de qualidade, com a preocupação no desenvolvimento profissional de quem faz o dia-a-dia da cooperativa, sempre vai encontrar um cliente, um mercado!
Vamos começar hoje, a construir o futuro que queremos amanhã, pois nossa meta é fazer com que, até 2035, o cooperativismo seja reconhecido pela sociedade por sua competitividade, integridade e capacidade de gerar felicidade às pessoas. E essa é uma missão de todos nós! Vamos juntos, afinal, SomosCoop!
Brasília (23/3/18) – A troca de experiências a respeito da produção de cereais de inverno é o tema de uma ação de desenvolvimento profissional, realizada pela OCB em parceria com a Embrapa Trigo. Entre os dias 20 e 23/3, 34 técnicos de cooperativas tiveram aulas teóricas e práticas, sobre a cadeia produtiva em cereais de inverno.
A programação desse módulo ocorreu na sede da Embrapa Trigo, em Passo Fundo (RS) e, ao longo do ano, estão previstos sete outros módulos com diversos temas voltados à produção de grãos, desenvolvidos em encontros mensais com programação de três dias.
No primeiro módulo, o tema foi Introdução ao cooperativismo e fundamentos da agricultura conservacionista e da fertilidade do solo, apresentado por meio de atividades teóricas e práticas. O pesquisador da Embrapa Trigo José Eloir Denardin destacou que o solo é a base da produção agrícola. “Não é possível garantir a produtividade pensando apenas na planta. O solo é um fator limitante”, enfatiza.
Erosão e Prejuízo
Segundo ele, no Brasil, estima-se que a erosão tem gerado perdas anuais de 500 milhões de toneladas de solo e de oito milhões de toneladas de adubo aplicado nas lavouras, causando prejuízos ao ambiente (assoreamento e contaminação de rios, córregos, lagos), à agricultura (limitação do potencial produtivo e maior risco de perdas por estiagens) e ao consumidor (maior preço dos alimentos).
Da mesma forma, a compactação e o adensamento do solo, decorrentes da adoção do plantio direto ao invés do sistema plantio direto, vêm se constituindo em fator de risco à produção de grãos. O problema afeta o desenvolvimento radicular das plantas, limitando os fluxos de água, ar, nutrientes e raízes no solo, acentuando os efeitos do déficit hídrico mesmo em períodos curtos sem chuva.
Conservação
De acordo com o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, o analista Jorge Lemainski, o foco em agricultura conservacionista envolve amplo conjunto de tecnologias, considerando a aptidão e a capacidade de uso das terras, formas de preparo do solo, diversificação de culturas, uso preciso de corretivos, adubos, agroquímicos, máquinas e implementos agrícolas, práticas de controle da erosão, até mesmo o equilíbrio financeiro do produtor.
Participação
Além da equipe da área de solos e nutrição de plantas da Embrapa Trigo, o módulo de agricultura conservacionista contou com a participação de professores da Universidade de Passo Fundo (Vilson Klein) e da Sementes Falcão (Humberto Falcão). Na introdução ao cooperativismo, o representante da OCB foi analista técnico e econômico, João Prieto.
Participam da programação deste ano um total de 17 cooperativas: Camnpal, Coasa, Cotrijal, Cotripal, Coagrisol, Copermil, Cotriel, Auriverde, Cotricampo, Alfa, Comtul, Cotriba, Coagril, Frísia, Coagril, Cotapel e Cotrimaio.
(Com informações da Embrapa Trigo)
Brasília (22/3/18) – Quanto mais informações, mais segura é a tomada de decisão. Por isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) desenvolve o Programa de Acompanhamento Econômico e Financeiro das Cooperativas (GDA), que acaba de chegar à região Norte. A Cooperativa Agropecuária do Tocantins (Coapa) é a primeira de sua região a implantar o GDA, que já funciona, além do TO em outros nove estados. O treinamento dos profissionais que vão operar a ferramenta ocorreu no início desta semana e contou com a participação de colaboradores da cooperativa e também do Sistema OCB/TO.
O programa é disponibilizado gratuitamente e viabiliza um monitoramento sistemático dos principais indicadores de desempenho econômico-financeiro de uma cooperativa, permitindo que suas informações sejam transformadas em dados gerenciais. Isso confere mais transparência à gestão e um melhor acompanhamento por meio dos relatórios gerados pelo sistema. Possibilita, ainda, mais agilidade e segurança na tomada de decisões estratégicas.
Para o presidente da Coapa, Ricardo Khouri, a importância do GDA está intimamente relacionada à melhoria da performance da eficácia dos dados contábeis das cooperativas. “Passaremos a ter em mãos indicadores que podem refletir diretamente numa tomada de decisão mais efetiva e segura. O programa vai permitir uma análise gerencial mais abrangente e contribuir para a melhoria no processo de gestão da Coapa”, avaliou.
As cooperativas interessadas em implantar o GDA devem entrar em contato com o Sescoop no seu estado de origem e solicitar o treinamento.
(Com informações Ascom Coapa)
Brasília (16/3/18) – O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriram no último dia 6 de abril a Chamada Pública para fomento a projetos de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), na área de Cooperativismo. As inscrições se encerram no dia 6 de junho e podem ser feitas no site: cnpq.br.
Os projetos que serão financiados pelo valor de R$ 2,7 milhões (valor que será repassado ao longo dos próximos cinco anos), está previsto no acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, anunciado em março. Serão 28 projetos apoiados, nas faixas de pesquisadores mestres, ou doutores, e em quatro linhas de pesquisa:
- Impactos econômicos e sociais do cooperativismo nas comunidades e no país;
- Competitividade e inovação nas cooperativas;
- Governança cooperativa e cooperativismo;
- Cenário jurídico.
MUNDO MELHOR
“Essa é mais uma conquista para o cooperativismo, que terá uma visão externa e totalmente isenta do movimento. O Sescoop acredita que é possível transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos e, por isso, busca conectar as pessoas em torno de uma única causa e tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade”, enfatiza a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira.
Brasília (14/3/18) – Desde que surgiu, o Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC) vem contribuindo com um importante feedback sobre a maturidade da gestão empregada nas cooperativas que aderem a ele, ano após ano. Uma delas é a Unimed-BH, que levou dois troféus na última edição do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão, realizado no ano passado.
A cooperativa foi a campeã da categoria Rumo à Excelência e, também, grande destaque na categoria Melhoria Contínua – Rumo à Excelência. O prêmio é uma realização do Sistema OCB, ocorre de dois em dois anos e é baseado no resultado da participação das cooperativas no PDGC.
Para o presidente, Samuel Flam, o Prêmio Sescoop representa um suporte ao processo de melhoria da qualidade da gestão. “Ao avaliarmos cada item a ser verificado, temos uma nova oportunidade de organizar nossas práticas e evoluir, e contamos ainda com a visita dos avaliadores, que trazem um olhar externo à nossa forma de atuar. Esse caráter de continuidade nos dá a sensação de poder evoluir sempre mais”, enfatiza.
NÚMEROS
A Unimed-BH tem sua sede localizada em Belo Horizonte (MG) e foi fundada em 1971. Atualmente, sua área de atuação envolve toda a capital mineira e outros 33 municípios da Grande BH. Sua carteira de clientes possui mais de 1,2 milhão de CPFs, atendidos por mais de 5,6 mil cooperados. A cooperativa gera cerca de quatro mil empregos diretos e, em 2016, faturou cerca de R$ 4 bilhões.
No dia 27 de fevereiro deste ano, foi visitada por representantes do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo a primeira cooperativa do módulo prático do projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde, desenvolvimento pelo Sistema OCB, em parceria com a Faculdade Unimed.
ENTREVISTA
Samuel Flam é o nosso entrevistado desta semana. Confira!
Para a Unimed-BH, o que representa ser campeã do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão – Destaque melhoria Rumo à excelência?
Samuel Flam - O Prêmio Sescoop é o maior reconhecimento das cooperativas brasileiras. Por isso, é um orgulho para nós, da Unimed-BH, ser a única classificada na categoria máxima – Rumo à Excelência. É mérito de um trabalho conjunto e dos avanços obtidos na gestão da cooperativa nos últimos anos. Acreditamos que a prática da cooperação é a nossa principal força. Como cooperativa, adotamos um modelo participativo, tendo como premissas a qualidade do cuidado e a valorização do trabalho em prol do bem comum. Essa conquista aponta que estamos no caminho certo na busca pela melhoria contínua, que se reflete na satisfação dos nossos clientes e médicos cooperados.
A Unimed-BH é uma das cooperativas que participam do PDCG e do Prêmio, desde o surgimento dessa iniciativa. Qual a motivação?
Samuel Flam - Acreditamos que o modelo de excelência em gestão, proposto pela Fundação Nacional da Qualidade e aplicado no PDGC, é um excelente balizador para que as organizações consolidem e estruturem suas práticas de gestão. Ao participarmos, em cada ciclo, temos a oportunidade de refletir sobre oportunidades de melhoria e de inovação, desenvolvendo maior disciplina gerencial e alcançando melhores resultados.
Como o senhor avalia a condução deste prêmio, focado na maturidade da gestão das cooperativas brasileiras?
Samuel Flam - Vemos o Prêmio como um suporte ao processo de melhoria da qualidade de nossa gestão. Ao avaliarmos cada item a ser verificado, temos nova oportunidade de organizar nossas práticas e evoluir, e contamos ainda com a visita dos avaliadores, que trazem um olhar externo à nossa forma de atuar. Esse caráter de continuidade nos dá a sensação de poder evoluir sempre mais.
Qual a importância do PDGC para o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro?
Samuel Flam - As cooperativas, em especial, contribuem de forma fundamental para a nossa economia e, pela sua importância, precisam evoluir continuamente a qualidade de sua gestão. Um programa de desenvolvimento como o PDGC é uma forma de estimular as cooperativas neste sentido.
Qual o seu recado para as cooperativas que ainda não fazem parte do PDGC?
Samuel Flam - Algumas cooperativas podem ficar receosas em relação a como serão avaliadas, qual será o resultado, se farão jus ao prêmio. O resultado final é importante, mas ainda mais significativo é o processo de melhoria contínua instituído pelo PDGC. Sugiro que não percam a oportunidade de participar no próximo ciclo.
Brasília (12/03/18) – Quando o assunto é ideias transformadoras, o cooperativismo é um armazém cheinho delas. Um grande exemplo vem do estado do Pará, berço da primeira cooperativa singular do país, formada apenas por mulheres detentas. Trata-se da Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe), que acaba de ser selecionada para receber investimentos da Brazil Foundation.
Outras 42 iniciativas, desenvolvidas em 15 estados, também foram selecionadas. No total será investido R$ 1 milhão por meio de doações diretas. A Brazil Foundation é uma entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), responsável por mobilizar recursos para ideias e ações transformadoras, a partir do trabalho com líderes e organizações sociais e uma rede global de apoiadores, promovendo igualdade, justiça social e oportunidade para os brasileiros.
Concorrência
Foram recebidas 1.189 propostas de todo o Brasil com demandas nas áreas de educação, cultura, direitos humanos, participação cívica, desenvolvimento socioeconômico, saúde e negócios sociais. O edital, voltado a organizações de pequeno e médio porte e startups sociais, oferecia investimentos para iniciativas, muitas vezes, fora do radar de investidores sociais e que demonstram um grande potencial de transformação de seus territórios.
Representatividade
A Coostafe foi um dos dois projetos selecionados no Pará. A outra iniciativa social foi o “Ame Tucunduba”, projeto de protagonismo juvenil na gestão de recursos hídricos, na área educação e cultura. A startup da Susipe foi selecionada na categoria Direitos Humanos e Participação Cívica.
Desenvolvimento
Além de investimento financeiro, as iniciativas contempladas receberão apoio técnico e mentoria, bolsas para participar de workshops de formação em parceria com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR); acesso aos programas de intercâmbio de liderança e recursos adicionais para projetos de compartilhamento de metodologias.
Para a diretora do Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, Carmen Botelho, idealizadora da startup social com a cooperativa de presas, a seleção do projeto é uma conquista para o sistema prisional paraense. “Fiquei sabendo do resultado do edital pela internet porque um amigo de São Paulo também teve um projeto selecionado e divulgou em sua rede social. Estamos muito felizes pela Coostafe ter sido contemplada”, destacou a diretora do CRF.
Melhora Operacional
Os investimentos destinados à Coostafe serão utilizados na melhoria do ambiente de trabalho das detentas, compra de novos equipamentos e capacitação profissional das cooperadas, entre outros. “Nós já apresentamos um planejamento de gastos para a Brazil Foundation e vamos investir o recurso, primeiramente, para melhorar a estrutura do ateliê da Coostafe dentro do presídio, além de comprar novos equipamentos, capacitação profissional das cooperadas para profissionalizar o negócio e também publicidade da marca”, elencou Carmen.
Para conferir a relação completa de projetos selecionados acesse o edital 2018.
(Com informações da Ascom/Susipe).
Brasília (9/3/18) – As práticas exitosas do cooperativismo financeiro do Brasil, país em que as cooperativas de crédito mais têm crescido ao redor do mundo, são apresentadas no livro Cooperativismo financeiro: virtudes e oportunidades. Ensaios sobre a perenidade do empreendimento cooperativo, escrito pelo diretor de operações do Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Ênio Meinen, e que acaba de ter sua versão em inglês lançada pela Editora Confebras, em parceria com a MasterCard. O título, desta que é a primeira obra sobre o cooperativismo brasileiro traduzido para a língua germânica, é: Financial cooperativism: virtues and opportunities. Essays on the endurance of cooperative entreprise.
A obra está situada mais no campo conceitual e estratégico, dedicando-se a conteúdos predominantemente estratégicos. O autor aborda inúmeros aspectos da pauta global do setor, e, ainda, temas como os impactos socioeconômicos e as razões da presença do cooperativismo, incluindo seus diferenciais competitivos; a resiliência das cooperativas financeiras em tempos de crise; o relacionamento com o governo e o marco regulatório; a governança; os conflitos entre a atuação sistêmica e a autonomia cooperativa.
Como mensagem central, o autor exalta os méritos doutrinários e práticos do empreendedorismo cooperativo e convida os leitores cooperativistas de todos os continentes a refletirem sobre um conjunto de novos paradigmas que, nos mais diferentes países que o acolhem, desafiam a sustentabilidade desse singular e relevante modelo socioeconômico.
SOBRE O AUTOR
Ênio Meinen, diretor de operações do Bancoob, tem 34 anos de militância no cooperativismo financeiro e assina 15 outras publicações voltadas à cooperação. Tem larga experiência acadêmica dentro e fora do Brasil.
COMO ADQUIRIR
O livro pode ser adquirido diretamente na editora Confebras, pelo e-mail
Brasília (9/3/18) – É dever do poder público promover o desenvolvimento do cooperativismo em todas as regiões do país. Isto é o que diz a Constituição Federal e o município de Garanhuns, no Agreste pernambucano, acaba de dar um grande passo para estimular o surgimento, o crescimento e a consolidação de suas cooperativas.
Na tarde desta quinta-feira (8/3) os integrantes do Conselho Municipal de Cooperativismo, primeiro colegiado do tipo em todo o estado do Pernambuco, tomaram posse. A cerimônia ocorreu na sede da Prefeitura de Garanhuns. O conselho é composto por 12 pessoas. Metade delas é indicada pelo poder público e a outra metade por lideranças cooperativistas.
Seu objetivo é debater políticas de desenvolvimento, integração e propagação do cooperativismo na cidade, além de aceleração da economia por meio das cooperativas. O presidente do Sistema OCB/PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira, prestigiou o evento e exaltou a preocupação local com o cooperativismo e tem planos maiores para a cidade.
PIONEIRISMO
“Assim como a cidade de Nova Petrópolis (RS) é reconhecidamente a capital do cooperativismo naquele estado, podemos fazer de Garanhuns a cidade símbolo do cooperativismo em Pernambuco, pelo seu pioneirismo. Proponho aqui, que o Encontro Estadual de Cooperativas Pernambucanas ocorra em Garanhuns, onde podemos trazer outras lideranças de cooperativas para ver esse modelo de sucesso e debater políticas de desenvolvimento social”, propôs Malaquias.
A ideia foi bem avaliada tanto pelo prefeito, quanto pelo Conselho. O Encontro deve acontecer no final do segundo semestre deste ano.
DESENVOLVIMENTO
O presidente da Uniodonto Garanhuns, Luiz Gonzaga, um dos integrantes do novo Conselho, deixou clara a alegria do grupo e a satisfação pessoal por Garanhuns ser a primeira cidade no estado a criar o grupo. “Não há meio mais justo de desenvolvimento humano, se não por meio do cooperativismo. Essa prática une as pessoas e faz com que cada indivíduo se preocupe com a sociedade que o cerca. É uma satisfação saber que nossa cidade está atenta a esse modo tão feliz de desenvolvimento social e tenha colaborado para a formação desse Conselho”, exaltou Luiz Gonzaga.
NA SALA DE AULA
Além da criação do Conselho, a lei autoriza, na rede municipal de ensino, a criação da disciplina sobre cooperativismo. Isso possibilitará estimular a formação do pensamento cooperativista desde cedo, mostrando às crianças a importância da cooperação e como as empresas cooperativistas podem contribuir com a transformação do mundo em um lugar mais justo, equilibrado e com mais oportunidades para todos. (Com informações do Sistema OCB/PE)
Brasília (8/3/18) – No artesanato ou no volante, elas assumem o controle. No campo ou na cidade, elas transformam o mundo a sua volta. Essas são as Mulheres de Fibra, personagens reais que mostram que, no cooperativismo, mais do que gênero, o que vale mesmo é a vontade de trabalhar e de construir um mundo melhor, com mais oportunidades para todos. E são as histórias inspiradoras de quem superou as diferenças de gênero que ilustram o terceiro episódio da websérie do movimento SomosCoop, com o título Mulheres de Fibra.
Determinadas, corajosas e preparadas para os desafios da vida, neste dia 8 de março, elas contam como imprimiram sua marca no mundo dos negócios e quais as suas estratégias para ajudar a fazer do Brasil, um país mais próspero e menos desigual.
O novo capítulo foi gravado na região Norte. Lá, entre barcos e caminhões, as mulheres de fibra mostram sua rotina e contam sua experiência como cooperadas e dirigentes de cooperativas dos ramos Agropecuário, Transporte, Produção e Trabalho. Ficou curioso? Clique aqui para assistir as histórias de Walderízia, Edimara, Núbia, Alcinéia, Terezinha, Daniela, Valdemarina e Eliana.
Websérie
Inspirar e motivar a sociedade a conhecer o cooperativismo, o jeito mais humanizado de cuidar das pessoas e de gerar resultados financeiros, ao mesmo tempo. Este é o objetivo da websérie SomosCoop, um movimento iniciado pelo Sistema OCB e suas unidades estaduais, com a intenção de mobilizar os cooperados brasileiros em torno do orgulho de ser cooperativista, além de estimular a prática da cooperação.
A ideia da websérie é apresentar, em vídeos curtos para a internet, exemplos de histórias de vidas transformadas a partir do cooperativismo, ressaltando tanto os valores quanto os benefícios desse modelo de negócio, que já mostrou que cooperar vale a pena.
Continua
A produção da websérie continua e a equipe já vai iniciar a gravação de mais um capítulo com histórias inspiradoras. A ideia é mostrar outros exemplos, de regiões, cooperativas e ramos diferentes pelo país. Todo esse material está nas páginas das nossas mídias sociais (Facebook, YouTube, Twitter), aqui em nosso site, e no site do movimento: www.somos.coop.br.
Brasília (7/3/18) – A concepção dos brasileiros em relação aos planos de saúde foi objeto de pesquisa do Instituto Datafolha, com mais de quatro mil pessoas. O estudo apontou que 53% dos entrevistados consideram a Unimed a marca mais confiável e não mudariam para nenhum outro plano, posicionando a Unimed na liderança do ranking de confiabilidade entre os maiores players do mercado.
Segundo a pesquisa, encomendada pela Unimed do Brasil – que representa institucionalmente as cooperativas que atuam sob a marca Unimed – um dos motivos para essa confiança está na imagem que a marca transmite, sobretudo em razão da recomendação de pessoas, afinal 93% dos entrevistados recomendariam a Unimed para a família e para os amigos. O estudo ainda atesta que o tamanho da rede é um aspecto muito valorizado pelo consumidor. Hoje a Unimed representa institucionalmente 346 cooperativas.
Três em cada quatro clientes da Unimed também estão satisfeitos com os serviços oferecidos, principalmente no que diz respeito ao atendimento, a qualidade dos hospitais e a facilidade para marcar consultas. Outro dado refere-se à popularidade da Unimed: 92% dos participantes da pesquisa conhecem a marca, tanto entre brasileiros que têm planos de saúde (23% da população) como aqueles que não possuem. Conduzido em julho de 2017, o levantamento do Datafolha foi realizado a pedido da Unimed do Brasil.
Para o diretor de Desenvolvimento de Mercado da Unimed do Brasil, Darival Bringel de Olinda, esse tipo de levantamento é importante para reconhecer as necessidades dos clientes, além de servir como parâmetro para adoção de melhorias na gestão da rede assistencial e no atendimento ao público. "Nosso objetivo é oferecer o que há de melhor em saúde para os nossos clientes. Por isso, é uma satisfação sabermos que a maioria está satisfeita com nossos serviços. Com esses dados em mãos, podemos nos aprimorar ainda mais", argumenta.
PERCEPÇÃO DOS MÉDICOS
Outro estudo do Instituto Datafolha, também desenvolvido a pedido da Unimed do Brasil, avaliou a relação dos médicos com a marca Unimed. De acordo com a pesquisa, caso solicitado, 42% dos médicos recomendariam Unimed a seus pacientes. Entre os motivos dessa indicação estão qualidade e amplitude nos serviços de médicos, laboratórios e clínicas. A pesquisa nacional, realizada entre julho e setembro de 2017, contemplou 1.100 entrevistas com médicos – incluindo 550 cooperados Unimed.
SOBRE A UNIMED
Em 2017, a Unimed completou 50 anos de atuação no mercado de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje é composta por 346 cooperativas médicas, que prestam assistência para cerca de 18 milhões de beneficiários em todo País. Atuando sob o modelo cooperativista, a Unimed conta com 113 mil médicos, 115 hospitais próprios e 2.584 hospitais credenciados, além de hospitais-dia, pronto-atendimentos, laboratórios e ambulâncias que garantem a qualidade da assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar prestada aos beneficiários das cooperativas. (Fonte: Unimed do Brasil)