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Notícias negócios

 

Conhecer para Cooperar do Ramo Saúde começa na segunda-feira


Brasília (21/2/18) – Quanto maior o conhecimento dos formuladores de políticas públicas a respeito da atuação das cooperativas brasileiras, melhor será a efetividade dos normativos, resoluções e leis propostas para o setor. Com essa intenção, o Sistema OCB e a Faculdade Unimed iniciam na próxima segunda-feira (26/2) o primeiro módulo prático do projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde.

A ideia é apresentar a governança, as estratégias de gestão e, ainda, os conceitos essenciais e desafios enfrentados pelo setor de saúde cooperativista na atualidade a representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Ministério da Saúde (MS), e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O roteiro inclui reuniões e visitas a cooperativas do Sistema Unimed e Uniodonto nos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. A programação termina na sexta-feira, dia 2/3.

RAMO SAÚDE

As cooperativas brasileiras de saúde estão entre as mais sólidas do mundo. Aqui, elas estão presentes em 85% do território brasileiro e são fundamentais para levar atendimento de qualidade a milhares de pessoas, em todos os estados do país.

Este modelo cooperativo, reconhecimento como um dos maiores do mundo, responde por mais de 32% dos beneficiários da saúde suplementar brasileira, nos planos médico e odontológico.

São mais de 22 milhões de brasileiros que utilizam planos de saúde cooperativos. Com mais de 50 anos de atuação no Brasil, as 813 cooperativas de saúde, segmentadas em três confederações, reúnem mais de 225 mil cooperados e geram quase 100 mil empregos diretos.

CONHECER PARA COOPERAR

O projeto é composto por um módulo teórico, realizado em dezembro, em Brasília, dois módulos práticos (o próximo envolverá os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, em maio) e um último módulo, previsto para ocorrer em Brasília, ainda no primeiro semestre.

Cooperativistas discutem programas do Sescoop



Brasília (6/3/18) – Desenvolvimento profissional. Essa é uma das áreas de atuação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), que trabalha para transformar os ideais cooperativistas em atitudes e, essas, em resultados socioeconômicos para os cooperados brasileiros. E é em função desse propósito que o Sescoop, uma das entidades do Sistema OCB, realiza o Capacita Coop, ação que reúne, em Brasília, ao longo desta semana, mais de 100 representantes de suas unidades estaduais.

A intenção é discutir, atualizar e aprofundar o conhecimento de quem atua com os programas: Aprendiz Cooperativo, Cooperjovem e Dia de Cooperar (Dia C), além do software do Sistema de Gestão do Desenvolvimento Humano (GDH), uma ferramenta capaz de administrar, acompanhar, organizar e consolidar as ações de treinamentos e de programas de formação e desenvolvimento social.

Para a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira, ser cooperativista é saber que todos somos um só, acreditando que só é possível ter um mundo justo e equilibrado quando o desenvolvimento econômico e o social andam de mãos dadas. “É por isso que o Sescoop realiza, pelo menos uma vez ao ano, o Capacita Coop, pois o público-alvo possui uma interação direta e constante com as cooperativas do país. Temos certeza de que, conhecer com propriedade o passo-a-passo e a natureza desses programas e da ferramenta GDH é fundamental para dar suporte total à nossa base”, comenta Karla Oliveira.

A programação do Capacita Coop começou nesta segunda-feira e segue até a próxima quinta, dia 8/3. E para facilitar a discussão do conteúdo, o evento conta com a participação da equipe de gestores da unidade nacional do Sescoop, além dos seguintes convidados:

- Luciana Panacioni, graduada em psicologia, tem MBA em recursos humanos. Atua há oito anos na formação profissional do Sescoop/SP e, há 5 anos, coordena as ações in company, além de contratos e convênios específicos para os ramos do cooperativismo.

- Priscilla Catanho, graduada em administração de recursos humanos e pedagogia. Há seis anos atua no departamento de formação profissional no Sescoop/SP como analista responsável pelas ações in company para cooperativas dos ramos saúde e produção.

- Giulianna Fardini, analista de Desenvolvimento e Gestão no Sistema OCB, mestre em administração, especialista em contabilidade e controladoria e graduada em ciências contábeis.

- Fabrício Bastos é coach, consultor organizacional e palestrante. Possui especialização em aprendizagem organizacional e competências com foco em desempenho e desenvolvimento de pessoas. É, também, docente no curso de graduação em administração na PUC/SP e nos cursos de pós-graduação em gestão de recursos humanos e gestão empresarial na Fecap.

Sescoop e CNPq firmam parceria para estudar o cooperativismo

Brasília, 1/3/2018 – A manhã de hoje representou uma conquista inédita para o cooperativismo brasileiro. Chamada pelo presidente do Sescoop de “um marco na vida da entidade”, a assinatura de um Acordo de Parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico) traz a expectativa de um excelente investimento para o crescimento do país.

“A sociedade contemporânea clama por coisas novas, pensa diferente. A nova geração espera um modelo que atenda suas necessidades. E nós, temos a obrigação de pensar esses novos modelos. O cooperativismo é um modelo novo de economia e o que mais se aproxima do que as pessoas estão procurando. A parceria com o CNPq nos permitirá desenvolver um programa de pesquisa consistente, que abrirá caminhos mais fortes para o desenvolvimento do cooperativismo e, consequentemente, do Brasil”, disse Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sescoop, na cerimônia de assinatura do Acordo, realizada hoje, em Brasília.

Na sequência, o presidente do CNPq, professor Mário Neto Borges, destacou a importância do investimento constante em pesquisa e inovação, e também da participação do cooperativismo nesse processo. “O mais importante de nosso trabalho é, justamente, transformar pesquisa em conhecimento. E usar a ciência para solucionar os problemas brasileiros. Com investimento e direcionamento, o Brasil tem muito potencial. Potencial para gerar riqueza e, assim como no cooperativismo, distribuir riqueza. O cooperativismo é um modelo de solução econômica que se destaca de outros por sua eficiência. As cooperativas trazem melhores condições de negócio e melhoram a vida dos cooperados”, afirmou o presidente.

O investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) é visto em todo o mundo como um grande meio para impulsionar o crescimento econômico, gerando empregos e desenvolvendo as habilidades humanas. Tem o apoio dos grandes pensadores da sociedade, gestores de grandes corporações e de líderes políticos de todas as nações. Investir em pesquisas sobre o cooperativismo trará benefícios nos âmbitos social, organizacional e acadêmico. No contexto social, propiciará benefícios para a sociedade como um todo, dado o papel das cooperativas de contribuírem com o desenvolvimento social e econômico das comunidades que estão inseridas. No contexto organizacional, os resultados obtidos com as pesquisas contribuirão para o aprimoramento e melhoria no desempenho da gestão econômica e social das cooperativas. E no âmbito acadêmico, contribuirá para a geração de novos conhecimentos e de conhecimentos incrementais, propiciando avanços teóricos e metodológicos acerca do segmento cooperativista.

No acordo de parceria firmado hoje, está previsto o investimento de R$ 2,8 milhões para financiar pesquisas que demonstrem o impacto do cooperativismo na economia e na sociedade. A chamada pública feita pelo CNPq terá quatro linhas de pesquisa:
1-    Impactos econômicos e socais do cooperativismo nas comunidades e no país;
2-    Competitividade e inovação nas cooperativas;
3-    Governança cooperativa, e
4-    Cooperativismo e cenário jurídico.

A previsão de lançamento do edital da chamada pública é entre março e abril deste ano.

Pagamento de compras fora do país pode sair mais barato

Brasília (28/2/18) – Para facilitar a vida das empresas e reduzir a burocracia, as remessas e os pagamentos realizados pela compra de bens ou serviços com a Argentina e Uruguai podem ser feitos por moeda local. Na prática, de acordo com o Banco Central, um sistema vai baratear os custos e diminuir os riscos financeiros porque dispensa a necessidade de um contrato de câmbio. 

Trata-se do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), que já está valendo e que tem por objetivo ampliar a integração econômica e financeira entre os países participantes, facilitando o acesso de pequenos e médios usuários ao comércio exterior e evitando riscos como a volatilidade da moeda. É tudo bem simples: o dinheiro é depositado direto na conta bancária de quem fez a operação e, em breve, será possível fazer o mesmo com operações feitas com o Paraguai. 

Confira a entrevista com João Barata Barroso, Chefe de Unidade do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil.

O que é e como funciona o Sistema de Pagamentos em Moeda Local?

O SML é um sistema de pagamentos internacionais que permite aos usuários a realização de pagamentos e recebimentos em suas respectivas moedas, dispensando a realização de operações cambiais. Tem como objetivo ampliar a integração econômica e financeira entre os países participantes, facilitando o acesso de pequenos e médios usuários ao comércio exterior. O sistema é gerenciado pelos bancos centrais participantes que viabilizam as conversões entre as diferentes moedas envolvidas.

Poderia explicar como essas transações poderão ser feitas?

O SML fornece um mecanismo para o pagamento das operações de comércio exterior. O ingresso da operação é feito pelo remetente dos recursos (importador/remetente) que se dirige a um banco ou cooperativa de crédito para registrar a operação no Sistema, informando os dados bancários do destinatário da ordem de pagamento. Para isso, o destinatário dos recursos deverá ter fornecido seus dados bancários ao remetente. Para realizar o pagamento, o remetente entrega os recursos em sua moeda local ao seu banco ou cooperativa de crédito. Por meio do Sistema, uma ordem é emitida ao banco destinatário do pagamento, que receberá os recursos convertidos para sua moeda local. Após o recebimento dos recursos, o banco do destinatário providenciará o crédito ao beneficiário em sua respectiva moeda local, de acordo com os dados bancários informados, o que ocorrerá a partir de dois dias úteis após o registro da operação. Como o remetente e o destinatário estão em países diferentes, o SML efetuará a conversão dos valores. Assim, tanto o remetente quanto o destinatário pagam ou recebem os valores na moeda de próprio país. A conversão dos valores utilizará a Taxa SML, cujo valor é estabelecido usando as operações de alto valor do mercado interbancário. Normalmente essa taxa é inacessível a pequenos agentes, o que constitui uma das vantagens do Sistema. As transações já podem ser feitas com o Uruguai e Argentina.

Quais outros países poderão aderir ao sistema?

O BCB trabalha com a expansão do SML a outros países tanto da América Latina como de outras regiões. Atualmente, estamos finalizando os trâmites para início das operações com o Paraguai.

Quais as vantagens para o Brasil?

A principal vantagem do SML para exportadores brasileiros é a possibilidade de estabelecer o preço das exportações em reais e receber esses valores diretamente em sua conta bancária, sem necessidade de contrato de câmbio. Essa sistemática favorece tanto as empresas que têm seus custos de produção gerados majoritariamente em moeda nacional, minimizando o risco cambial, bem como aquelas que buscam diminuir seus custos de transação, tendo em vista a dispensa de contratação de câmbio. Assim, podemos destacar como vantagens: Possibilidade de redução nos custos das transações; Riscos cambiais reduzidos para os usuários; Taxas de conversão entre as moedas derivadas do mercado interbancário, normalmente mais favoráveis ao usuário final; Operação simplificada; Controle do fluxo de caixa das empresas facilitado.

De que forma as cooperativas podem participar desse Sistema?

As cooperativas podem contribuir estimulando a inserção dos cooperados no comércio exterior e divulgando o SML como uma forma prática de efetuar pagamentos internacionais.

Que tipo de operações podem ser feitas?​

As operações permitidas estão disciplinadas no Convênio assinado entre os bancos centrais dos países participantes, sendo elas:Argentina e Uruguai: Pagamentos de operações de comércio de bens, assim como de serviços e despesas a elas relacionados. Transferências unilaterais classificadas como aposentadorias e pensões.Uruguai: apenas pagamentos de operações de serviços associadas ou não ao comércio de bens, exceto os pagamentos referentes a serviços financeiros e, ainda, transferências de pequeno valor.

Conhecer para Cooperar - Ramo Saúde desembarca em Minas Gerais

Brasília (26/2/18) – A comitiva do projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde desembarcou hoje cedo na terra do pão de queijo. Em Belo Horizonte, representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) viram de perto o funcionamento do movimento cooperativista mineiro de saúde.

O grupo, composto por formuladores de políticas públicas e agentes financeiros, foi convidado pelo Sistema OCB, que realiza o projeto com apoio do Sistema Ocemg e demais cooperativas do Ramo Saúde. O objetivo é ampliar o olhar dos representantes do governo a respeito desse segmento do cooperativismo brasileiro, para que, assim, eles possam elaborar políticas públicas de acordo com a realidade do dia-a-dia dos profissionais da área de saúde.

A gerente geral da OCB, Tânia Zanella, participou da abertura desse módulo prático. “Para nós, do cooperativismo brasileiro, é fundamental promovermos esse alinhamento técnico com os nossos entes reguladores. Acreditamos que, assim, juntos, podemos promover ainda mais a saúde suplementar no Brasil, atendendo mais e mais brasileiros, com serviços de qualidade e em todas as partes do país”, comenta a gerente.  ​

FENCOM – A comitiva foi recebida nesta segunda-feira, cedo, pelo presidente da Federação Nacional das Cooperativas Médicas (Fencom), Eudes Arantes Magalhães, que explicou o funcionamento de uma federação de cooperativas singulares, bem como os desafios do Ramo Saúde.  

Com sede em Belo Horizonte, a Federação é uma entidade de representação institucional e de cooperação técnica, cujo objeto é a integração, a orientação e a coordenação das atividades das sociedades cooperativas singulares federadas. Representa suas filiadas em operações que transcendam a sua capacidade ou conveniência de atuação, cooperando na organização e implementação de projetos e promovendo o intercâmbio de serviços e informações. Foi fundada em 1994, conta com 43 cooperativas filiadas e possui atuação nacional.

SANTACOOP BH – Logo após conhecerem o funcionamento da Fencom, os representantes do Ministério da Saúde, ANS e BNDES seguiram para a Cooperativa de Trabalho Médico (Santacoop BH), onde puderam conversar com o presidente Francisco Eustáquio Valadares.

A cooperativa, desde 1993, luta pelo fortalecimento do trabalho médico e representa cooperados que atuam junto ao corpo clínico da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte/MG.


AMANHÃ

A programação de amanhã inclui visitas e reuniões na sede da Unimed-BH, no Instituto BH e na Fundação e Faculdade Unimed. Conheça um pouco mais da programação desta terça-feira (27/2):

UNIMED-BH

PRESIDENTE: Samuel Flam
SEDE: Belo Horizonte/MG
FUNDAÇÃO: 1971
ÁREA DE ATUAÇÃO: Belo Horizonte e outros 33 municípios da Grande BH

NÚMEROS DE 2016:
• 1.224.464 clientes
• 5.623 cooperados
• 3.988 empregos diretos
• R$ 4 bilhões em faturamento
• 145.801 internações
• 8.010.978 consultas
• 27.508.912 exames e terapias
• 50% de participação no mercado

INSTITUTO BH

Associação sem fins lucrativos criada em 2003 e que desenvolve ações para ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente por meio do Programa de Responsabilidade Social Cooperativista da Unimed-BH. Mais ainda, fomenta a geração de empregos e renda em BH, além de viabilizar projetos socioculturais para a comunidade.

FUNDAÇÃO E FACULDADE UNIMED
PRESIDENTE: Eudes de Freitas Aquino
SEDE: Belo Horizonte/MG

A Fundação Unimed atua, desde 1995, formando profissionais nas áreas da gestão, saúde e cooperativismo, por meio de cursos de especialização e capacitação. A Instituição já profissionalizou mais de 80 mil pessoas em todo território nacional.

• Pós-graduação: + de 540 turmas
• Aperfeiçoamento e curta duração: + de 880 turmas
• Educação à Distância: + de 80.000 alunos capacitados
• Assessorias: + de 1.100 projetos realizados
O Ministério da Educação (MEC) autorizou, por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU), Portaria MEC n° 909 de 18 de agosto de 2016, o funcionamento da Faculdade Unimed.

MISSÃO: Promover o desenvolvimento das cooperativas e dos profissionais da área da saúde, a partir de ações educacionais e do compartilhamento das melhoras práticas de gestão.


Maior feira de orgânicos do mundo terá cooperativas




Brasília (9/2/18) – Arroz, café, castanha-do-brasil, mel, geleias, licores, polpas e cachaças. Esses são alguns dos produtos made in Brazil, de origem cooperativista e que farão parte da maior feira de produtos orgânicos do mundo: a Biofach. O evento ocorrerá entre os dias 14 e 17 deste mês, em Nuremberg, na Alemanha, e, neste ano, completa 29 edições.

O governo federal, por meio da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), levará representantes de nove cooperativas à feira.  Os expositores poderão mostrar os produtos, as formas de gestão e as histórias de suas cooperativas no estande Brasil - Family Farming. Enquanto isso, os visitantes poderão conhecer um pouco dos sabores da agricultura familiar brasileira.

OPORTUNIDADE

No estande Brasil - Family Farming estarão presentes nove empreendimentos brasileiros: Cootap, Coopfam, Cooperacre, Coodapis, Fazenda Bacuri, Reca, Weber Haus, Frutiperola, Coopercuc. A Biofach é uma grande oportunidade para os agricultores familiares apresentarem seus produtos ao mercado exterior. A intenção do governo é ampliar o acesso dos agricultores familiares a novos mercados e realizar negócios. 

RESULTADOS

Segundo dados da Secretaria, no ano passado, o governo apoiou a participação de seis cooperativas de diferentes estados do Brasil (Coodapis, Coopfam, Weber Haus, Copotran e Coopersulca). Os produtos apresentados foram arroz, castanha-do-Brasil, cacau em amêndoas, cafés, cachaças, geleias, licores, manteiga e mel.

Com a participação na feira, os agricultores realizaram 224 contatos comerciais, e o volume de negócios fechados e prospectados ultrapassou a casa dos R$ 10,2 milhões. Vale ressaltar que a Alemanha, é o segundo maior país em mercado de orgânicos do mundo e movimenta anualmente cerca de EUR 8.6 bilhões no setor. (Com informações da SDA)

PARTICIPANTES


COOPERACRE
Produto: Castanha do Brasil.

COODAPIS
Produtos: mel, própolis e geleias.

FAZENDA BACURI
Produtos: frutas e licores da Amazônia, doces e geleias.

COOPFAM
Produto: café torrado e moído, café feminino.

COOTAP
Produto: Arroz.

WEBER HAUS
Produto: Cachaça.  

FRUTIPÉROLA
Produto: acerola, manga, polpa de frutas. 

RECA
Produto: polpa de cupuaçu e acerola, palmito de pupunha.

COOPERCUC
Produto: Frutas, doces e geleias da Caatinga.

 

SERVIÇO

Biofach - 29ª edição
Data: 14 a 17 de fevereiro
Local: Nuremberg, Alemanha

Ciclo 2018 do PDGC já está disponível

Brasília (2/2/18) – Se tem uma coisa que garante vida longa e saudável a uma cooperativa é uma gestão atualizada, eficiente e atenta às mais modernas práticas de seu segmento. É por isso que promover a adoção de boas práticas de gestão e de governança é tão essencial para o negócio. Pensando assim, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) disponibiliza às cooperativas um programa de desenvolvimento da gestão, feito sob medida.

Trata-se do PDGC, cuja metodologia é pautada no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), desenvolvido pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), para ser um referencial na promoção da melhoria da qualidade da gestão e do aumento da competitividade das organizações.

E, para melhorar continuamente a gestão das cooperativas, o PDGC é aplicado em ciclos anuais. Isso amplia o alcance das ações ligadas ao planejamento, à execução, ao controle e ao aprendizado dos anos anteriores. Para o ciclo 2018, a unidade nacional do Sescoop já disponibilizou todo o material necessário e que poderá contribuir muito com a rotina de tomada de decisão e implantação de melhorias pelas cooperativas. Basta clicar aqui para acessar.

MINAS GERAIS

Como as unidades do Sistema OCB, do qual o Sescoop faz parte, são autônomas, cada uma tem a liberdade para promover a divulgação do PDGC junto às suas cooperativas. O estado de Minas Gerais, por exemplo, onde o movimento cooperativista é representado pelo Sistema Ocemg, fará o lançamento do sexto ciclo do Programa no dia 21 de fevereiro. O evento ocorrerá no espaço de eventos da Unimed BH, em Belo Horizonte.

SAIBA MAIS

Quer conhecer mais sobre PDGC? Clique aqui. Neste link é possível encontrar informações como o que é programa, seus objetivos, instrumento de avaliação, metodologia e índices que podem indicar o grau de maturidade da gestão das cooperativas. Há ainda um vídeo explicativo e uma lista de benefícios para as organizações que aderirem ao PDGC.

EXCELÊNCIA DA GESTÃO

As cooperativas que aderem ao PDCG têm a oportunidade de participar do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão, o reconhecimento nacional às organizações que promovem o aumento da qualidade e da competitividade do cooperativismo, por meio do desenvolvimento e da adoção de boas práticas de gestão e governança.

Promovido a cada dois anos, a iniciativa é dirigida às cooperativas singulares registradas e regulares com o Sistema OCB, participantes do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC). É uma excelente oportunidade para o aprimorar a gestão, ampliar a rede de relacionamentos e aumentar a visibilidade da cooperativa. (A próxima edição do Prêmio Sescoop ocorrerá em 2019). Saiba mais.

Sescoop fará pesquisa socioeconômica do Cooperjovem



Brasília (21/2/18) – As cooperativas acreditam que a cultura da cooperação é uma das melhores formas de construir um mundo mais justo, feliz e equilibrado. Com base em seus princípios, elas trabalham para mostrar à sociedade que o cooperativismo é o modelo mais capaz de aliar desenvolvimento social e desenvolvimento econômico.

Uma das ações implementadas aqui no Brasil com esse propósito é o programa Cooperjovem, criado em 2007 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) para disseminar a cultura da cooperação, com base em uma prática pedagógica cooperativa, reflexiva, consciente e criativa.

Graças ao Cooperjovem, o cooperativismo já faz parte do currículo de 600 colégios brasileiros, beneficiando mais de 100 mil alunos que aprendem, na prática, o poder transformador da cooperação. Vale destacar que o programa já foi abraçado por 80 cooperativas, sendo realizado por mais de 2,6 mil professores.

PESQUISA

Onze anos depois, o Sescoop quer saber como o Cooperjovem tem ajudado no desenvolvimento das cooperativas brasileiras. Em função disso, coordenadores do programa nos estados de SP, SC, PE, MS e PR, além de representantes da unidade nacional do Sescoop, se reuniram ontem e hoje, em Brasília para discutir a realização da pesquisa de impacto social desse programa, demonstrando seus retornos econômicos (custo-benefício), financeiros (custo-eficácia e eficiência) e sociais (equidade). A pesquisa ocorrerá em 14 estados.

Para Geâne Ferreira, gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, a avaliação de impacto social da atuação do programa Cooperjovem favorecerá aferir a sua operacionalização, em todo o Brasil. “Conhecendo essas informações será possível fortalecer o programa por meio de parcerias já existentes e novas, trabalhar estratégias de comunicação e melhorar o que for possível para assegurar a eficácia socioeconômica do Cooperjovem”, comenta a gestora.

Conheça o Cooperjovem

Cooperativa do Tocantins é exemplo de responsabilidade socioambiental

Brasília (7/2/18) – Quando o assunto é aliar desenvolvimento no campo e sustentabilidade ambiental, um grande exemplo que o Brasil tem para mostrar é a Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa). Há quase 20 anos, ela contribui para a melhoria do processo produtivo nas lavouras da região de Pedro Afonso, importante polo produtor de grãos naquele estado. Além disso, a Coapa tem uma forte atuação no cuidado com as pessoas, apoiando projetos desenvolvidos por organizações da sociedade civil.

Entre as instituições assistidas de forma contínua está a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Pedro Afonso. Além de contribuir mensalmente para a realização das atividades, a cooperativa desenvolve campanhas, como o Dia de Cooperar – com a participação de dezenas de voluntários –, para viabilizar a manutenção, reforma e ampliação das instalações da entidade que, atualmente, atende cerca de 100 pessoas com necessidades especiais.


PENSANDO NO FUTURO

Outra iniciativa é realizada com o grupo Amigos do Meio Ambiente (AMA), criado em 2010 pelo professor e historiador Fabrício Rocha. No projeto, que atualmente atende 35 adolescentes com idades entre 14 e 16 anos, são realizadas atividades de educação ambiental, como a implantação de praças ecológicas, ações de incentivo a preservação ambiental e práticas esportivas.

“A cooperativa é uma parceira de todas as horas. Desde que o grupo foi criado sempre contamos com o apoio dos associados da Coapa, seja na doação de mudas, na mobilização social, entre outras atividades em prol do meio ambiente”, afirmou o professor Fabrício Rocha.

ESPORTE E EDUCAÇÃO

No esporte, além do apoio individual a atletas de diversas modalidades, a cooperativa é uma das patrocinadoras oficiais da Liga Esportiva de Pedro Afonso (Lepa). Conforme o diretor da instituição, Filho Tranqueira, poucas empresas têm o interesse em ações sociais como a cooperativa.  “A Coapa tem esse olhar positivo para esse tipo de atividade que gera mudanças na comunidade. Não apenas em relação ao esporte, mas em diversas áreas que atende”, frisou.

Uma das parcerias de sucesso foi a realização da Taça Coapa. A competição foi realizada em 2017 e teve a participação de 11 equipes. “Foi algo que ficou marcado como um dos principais eventos do esporte municipal e também estadual”, destacou Filho Tranqueira.

Já na área educacional, a entidade cooperativista apoiou as quatro edições do Concurso de Redação, Educação e Jornalismo: Cristo Rei e Centro-Norte Notícias. Somente em 2017, o evento literário contou com a participação de 304 estudantes do 1º ao 3º ano do ensino médio do Colégio Cristo Rei, instituição de ensino de Pedro Afonso considerada uma das mais tradicionais do Tocantins.

TRANSFORMANDO REALIDADES

O engajamento da cooperativa em prol da melhoria social, da igualdade de direitos e do acesso a serviços rompe as esferas cooperativistas e une forças com as mais diversas entidades desde o executivo municipal até o Poder Judiciário. Desta forma, a Coapa disponibiliza seus profissionais para atuarem de forma efetiva nos conselhos municipais, estaduais e de cooperativismo, pois entende que a participação em deliberações em prol da sociedade é uma forma de contribuir com a aplicação correta das políticas públicas para a população de Pedro Afonso e região.

A agente de Desenvolvimento Humano Maria Silvana Ramos explicou que a Coapa decidiu que é muito mais produtivo e de maior alcance apoiar de forma contínua projetos sociais que contemplem ações voltadas ao bem comum do cidadão.  “Os dirigentes da Coapa acreditam que ações bem estruturadas como o Dia de Cooperar e o patrocínio para projetos sociais obtém melhores resultados que a simples doação, pois o cooperativismo não é assistencialismo, uma vez que é voltado para o equilíbrio social e econômico”, destacou.

Dessa forma, a cooperativa une esforços para apoiar causas e projetos que mudam a realidade das pessoas envolvidas. “Todos os projetos que apoiamos são estudados com seriedade e aprovados pelos cooperados na Assembleia Geral”, concluiu.

Já o presidente da Coapa, Ricardo Khouri, enfatizou que a cooperativa tem como princípio de existência o interesse pela comunidade na qual ela está inserida. “O incentivo de ações que visam o desenvolvimento social garante que a sociedade deixe de ter ilhas de prosperidade isoladas para garantir uma oportunidade igualitária a todos os cidadãos”, comentou.

Para ele, as ações da cooperativa, em junção a projetos desenvolvidos pela comunidade, são bastante efetivas e garantem uma mudança na realidade dos municípios onde a Coapa atua. “Levamos diretamente, através destas ações, noções de cidadania aos moradores das cidades”, ressaltou Ricardo Khouri. (Ascom Coapa)

Saiu o novo episódio da websérie SomosCoop!

Brasília (07/02/18) – Inspirar pessoas e motivá-las a conhecer o cooperativismo, o jeito mais humanizado de cuidar das pessoas e de gerar resultados financeiros, ao mesmo tempo. Este é o objetivo da Websérie SomosCoop, que está com um novo episódio pronto para mostrar que cooperar vale a pena.

O SomosCoop é um movimento iniciado pelo Sistema OCB que pretende mobilizar os cooperados brasileiros em torno do orgulho de ser cooperativista, além de divulgar o cooperativismo para a sociedade.

A ideia da websérie é apresentar, em vídeos curtos para a internet, exemplos de histórias de vidas transformadas a partir do cooperativismo, ressaltando tanto os valores quanto os benefícios desse modelo de negócio.

Como no cooperativismo o grande capital são as pessoas, nada melhor que disseminar para a sociedade essa corrente a partir de exemplos que mostrem, na prática, esse poder de mobilização e de transformação”, conta Daniela Lemke, gerente da Gerência de Comunicação do Sistema OCB.

Novo Capítulo

O novo capítulo, com o título Um Caminho a Ser Seguido, tem foco nas experiências e histórias de cooperativistas que vivem no Rio Grande do Sul, na região de Nova Petrópolis e Caxias do Sul. Uma equipe de colaboradores do Sistema OCB e suas unidades estaduais, além de fornecedores, tem trabalhado bastante para apresentar os novos capítulos com histórias de famílias produtoras de uva (vinho, suco), leite e hortaliças. Gente que vive do cooperativismo e que aposta nesse modelo empreendedor de negócios para mudar suas vidas. Clique na imagem para assistir.

websérie SomosCoop Ep.2

1º Episódio

No primeiro episódio, intitulado Apontando Para o Futuro, vimos a história da cidade de São Roque de Minas (MG), que teve sua vida totalmente transformada pelo cooperativismo. O destaque era a formação da cooperativa de crédito – Saromcredi – que ajudou a financiar a produção local, fomentar o comércio e a economia e, ainda, levou a constituição de uma cooperativa educacional.

Continua

A produção da websérie continua e a equipe já vai iniciar a gravação de mais um capítulo com histórias inspiradoras. A ideia é mostrar outros exemplos, de regiões, cooperativas e ramos diferentes pelo país. Todo esse material está nas páginas das nossas mídias sociais ( Facebook, YouTube, Twitter), aqui em nosso site, e no site do movimento, o somos.coop.br.


SomosCoop

O movimento SomosCoop busca despertar a consciência das pessoas para a importância do cooperativismo e, ainda, gerar orgulho naqueles que abraçam a causa. Seu principal objetivo é conectar cooperativas, cooperados e a sociedade em torno de uma única causa: construir um Brasil mais justo, equilibrado e com mais oportunidades para todos.

O movimento SomosCoop acredita que é possível, sim, unir desenvolvimento econômico e social, e somar forças e compartilhar resultados. E é por acreditar nessa proposta diferenciada que as cooperativas brasileiras trabalham diariamente pelo fortalecimento do país.

Brasil será líder mundial na produção de alimentos

Ex-ministro da Agricultura entre 2003 e 2006, o empresário paulista Roberto Rodrigues tem no currículo uma grande atuação no ramo do agronegócio e do cooperativismo. Foi secretário estadual de Agricultura de São Paulo nos anos 1990, criou a Agrishow e foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) por dois mandatos (1985/1991), da Organização Internacional de Cooperativas Agrícolas (1992 a 1997) e da Aliança Cooperativa Internacional - ACI (1997/2001), órgão centenário que congrega mais de 900 milhões de pessoas no mundo, por meio de 250 organizações nacionais cooperativas.

Rodrigues palestrou em 2017 na UFSM e concedeu uma entrevista exclusiva ao Diário, em que defendeu sua proposta para o desenvolvimento do Brasil: de se consolidar como o maior produtor mundial de alimentos e transformar essa na principal bandeira do país, não só para gerar mais renda e empregos ao homem do campo, mas também ao das cidades. Confira:

Diário - O cooperativismo é o futuro no agronegócio?

Rodrigues - É uma das alternativas. No agronegócio, e na agricultura, particularmente, há uma regra dada pela economia globalizada, que é a seguinte: a margem por unidade de produto tende a diminuir cada vez mais pela economia globalizada e a economia internacional. De modo que no médio e no longo prazo, a renda do produtor rural se dará pela escala, e não pela unidade de produto. Então, o pequeno produtor, por definição, não tem escala, porque é pequeno. Ele está morto, liquidado? Não, porque ele pode fazer a escala através da cooperativa.

Além do que ela é um instrumento de distribuição de tecnologia, de insumo adequado, de crédito, do seguro, ela agrega valor e negocia em pool. Ela vai ajudar o produtor a ter custo menor e a ter maior renda, e ainda por cima, ele participa do processo em escala. Então, para o pequeno produtor, a cooperativa é a única saída, e também para o grande. Por maior que seja um produtor, ele compra x toneladas de fertilizantes, se a cooperativa compra 10x, ele vai ser beneficiado também. Só que a sua presença beneficia o pequeno. A cooperativa tem esse lado solidário, em que o grande ajuda o pequeno, e vice-versa.

Diário - Qual sua visão do agronegócio hoje?

Rodrigues - Há um olhar das instituições multinacionais quanto ao futuro sobre o tema segurança alimentar, e hoje todos os estudiosos nessa área entendem que o Brasil tende a ser e tem de ser o grande supridor mundial de alimentos. Para isso, é preciso que haja dois tipos de movimento. Um público, de políticas públicas, com estratégias ligadas à área de renda, comércio, logística e infraestrutura, legislações que estão obsoletas. Mas a gestão privada também precisa fazer a parte dela e se organizar para enfrentar a concorrência internacional. E essa parte é a cooperativa. O Brasil tem um desafio global fantástico para que se torne o campeão mundial da segurança alimentar, mas só pode falar isso se tiver uma política pública adequada e uma estrutura cooperativista sólida, que permita a competitividade de maneira clara.

Diário - Recentemente, o senhor defendeu uma revolução na área do agronegócio. Que revolução é essa?

Rodrigues - Eu estou propondo uma plataforma para o Brasil. Os países hoje, emergentes, criaram todos uma plataforma para o desenvolvimento. A China, exportação. A Índia, TI (informática). A Coreia, eletroeletrônica. O Brasil tem vocação natural que é o agro, mas não acho que esse seja o nosso sistema. Ele deve ser alimentar o mundo, segurança alimentar. Eu estou propondo uma plataforma em que o agro seja responsável, mas que a sociedade toda se incorpore ao programa para alimentar o mundo e seja o campeão mundial da segurança alimentar. Esta é a segunda vez que estou falando e propondo isso. A primeira vez foi num evento em Gramado e eu estou ainda refletindo sobre isso.

A sociedade brasileira já reconhece a importância da agricultura hoje, mas não assume a agricultura como um setor dela. A Catherine Deneuve, atriz francesa, ao ganhar um prêmio, no seu discurso de agradecimento, dedicou o prêmio aos agricultores franceses. Depois, instada a explicar, ela disse "eu estou viva graças a eles, senão, não teria comida e agradeço a eles". Eu fiquei imaginando qual seria o ator brasileiro que diria uma coisa dessas.

Diário - Para esse projeto sair do papel, o que é preciso?

Rodrigues - É preciso ter uma série de políticas públicas e privadas. As públicas precisam ter uma política de renda. O banco e a seguradora são urbanos, mas é preciso que haja uma visão desses segmentos no projeto de segurança alimentar do país. O seguro rural foi a primeira coisa que eu fiz quando assumi em 2003, e hoje, 14 anos depois, não tem 10% que usam na agricultura brasileira. E isso que é seguro contra questões climáticas, não é seguro de renda.

Não existe nada nessa direção porque o Estado não se interessou, e nem o agronegócio enxerga a vantagem de ter um seguro contra acidentes de toda ordem, climáticos ou comerciais. É preciso que haja seguro de renda. Hoje, 40% dos negócios agrícolas no mundo se dão por acordos bilaterais, mas nós não temos nenhum acordo, estamos à margem do processo. Precisamos olhar isso com mais interesse. Políticas logísticas, de infraestrutura. Uma fotografia de centenas de caminhões encalhados no BR-163, por causa de 50 km de estrada de terra, é inacreditável que ainda exista isso.

Por que não asfaltaram aquele trecho? E todo mundo sabe que é uma tragédia anunciada, mas ninguém faz nada. Política logística é essencial, ferrovia, porto, e todo mundo que trabalha nessas áreas é urbano. Então, o compromisso é de toda a nação. E não são necessárias só políticas públicas, mas também ações privadas. Hoje, tecnologia não é mais um tema de discussão e debate.

Tecnologia transitou em julgado. Qualquer país sabe que, sem tecnologia, não se produz e não será competitivo. O problema é poder comprar tecnologia, o acesso a ela. Nem sempre os produtores conseguem comprar tecnologia por razões das mais variadas. Mas todo mundo sabe que precisa dela. Um tema que não é igualmente reconhecido é o da gestão na agricultura e na agroindústria, menos nas cooperativas. Não há uma matriz mais ou menos uniforme em que todo mundo possa fazer uma conta aproximada. Se não tiver essa questão de custos de produção minimamente adequada, como você vai saber se está ganhando dinheiro ou não? Saber quanto custa, qual o estoque, qual a melhor ferramenta de vender e de comprar o insumo. Gestão comercial, tributária, fiscal, é uma coisa tão essencial. Aqui tem um cenário importante para a universidade avançar, que é a questão da gestão, financeira, comercial, fiscal e tributária, de RH, meio ambiente, gestão de risco, tem "n" capítulos na área de gestão que precisam ser incorporadas com tanto vigor quanto a tecnologia foi incorporada.

Uma máquina de cortar cana custa R$ 1,5 milhão, então você precisa ter um engenheiro para administrar aquilo, tem de formar gente. Outro dia, na Agrishow, vi máquinas que daqui a três ou quatro anos vão estar andando sozinhas. O cara no escritório administra três máquinas. Plantadoras com 38 linhas. Mas como fica o pequeno produtor? Onde ele entra nessa história? Vai ter um drone para ele. O problema é ter renda para comprar. Do que adianta ter um drone ou pulverizador aéreo se ele não puder comprar? Por isso tudo, é preciso investir muito na gestão e em processos. Gestão de recursos humanos, de riscos, e ambiental são temas que ainda estão ao largo na agropecuária brasileira. Há gente com gestão primorosa, mas não é uma coisa universal.

Diário - Nesse aspecto, por que o senhor defende o papel das cooperativas?

Rodrigues - O papel das cooperativas é cada vez mais importante. A economia globalizada tende a reduzir a margem dos produtos, e o pequeno produtor rural, por definição, não tem escala. Ele está morto? Não, pois ele consegue escala por meio da cooperativa. A cooperativa também oferece gestão e tecnologia, assistência técnica e crédito, vai industrializar o produto e o embalar. Então, a cooperativa não só dá escala ao pequeno produtor, mas como dá uma condição de renda, pois sozinho, o produtor pequeno não consegue isso. Há pesquisas que mostram que onde o produtor rural é associado a uma cooperativa, ele tem uma renda 5% maior do que aquele produtor da mesma região que não é cooperativado.

Quando se fala em projeto de transformar o Brasil no líder em segurança alimentar no mundo, as cooperativas têm um papel fundamental. Uma cooperativa para ter sucesso precisa de três fatores. Primeiro, ela tem de ser necessária. "Vamos fazer uma cooperativa? Vamos". Mas se ela não for sentida pela base cooperativada como uma empresa necessária, não adianta fazer. Nós temos exemplos disso às carradas. O governo militar, nos anos 1970, decidiu ocupar a fronteira agrícola com cooperativas de reforma agrária e levaram colonos do Sul para a Amazônia, o Centro-Oeste. Todas morreram. Não eram sentidas pelos assentados como importantes. Mais do que isso, o governo nomeava o presidente (das cooperativas). Cooperativa tem de ser de baixo para cima. Em segundo lugar, cooperativa é uma empresa, e para isso, precisa ter resultado, ter lucro. E terceiro: tem de haver uma liderança que consiga expor para sua base os valores e os princípios da doutrina para harmonizar esse processo todo.

O bom líder cooperativista, até o começo desse século, era aquele que era capaz de interpretar os anseios dos cooperados. A globalização acabou com essa velha forma de liderar, pois agora precisa ter agilidade nas decisões, e a cooperativa por definição democrática, tende a perguntar o que vocês acham. Com a globalização, não dá mais tempo de perguntar o que vocês acham que tem de fazer. O novo líder não é mais o intérprete dos sonhos, ele é o propositor dos sonhos. Ele é o visionário que rasga a cortina do horizonte e enxerga o caminho que tem de ser seguido e prova para os cooperados. É preciso ter um programa e não só qualidades pessoais.

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FONTE: Diário de Santa Maria

O Brasil que cresce

Brasília (16/1/18) – A história que você vai ler está servindo de modelo para o cooperativismo e também para o Banco Central do Brasil. Ela mostra como uma cooperativa é capaz de transformar, para sempre, as vidas de milhares de pessoas. Estamos falando da Sicoob Credichapada – cooperativa de crédito sediada na cidade mineira de Chapada Gaúcha, onde é realizado o Programa de Educação Cooperativa, Empreendedora e Financeira.

Para o Banco Central, o programa é considerado referência nacional e, com o apoio do Sicoob Credichapada as aulas de educação financeira são ministradas em 30 escolas públicas da região, beneficiando mais de sete mil estudantes. O assunto foi o destaque principal da 22ª edição da revista Saber Cooperar, editada pelo sistema OCB e que já está disponível aqui em nosso site Revista Saber Cooperar. Confira!


Crédito para o futuro

Sete da manhã, sol a pino, poeira a rodo. É cedo, faz calor e o pó incomoda, mas os estudantes da Escola Municipal Getúlio Inácio de Farias, encravada na Comunidade Marimbas, zona rural do município de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais, estão prontos para mais um dia de estudo. No programa, aulas de matemática, português, história, geografia, artes e cooperativismo. Sim, é isso mesmo que você leu: cooperativismo.

Os alunos da escola, dirigida por Marinho Neves, 42 anos, são moradores da própria comunidade Marimbas, além das comunidades de Pequi, Cabeçudo e Mangal. No dia a dia, eles aprendem sobre cooperativismo, empreendedorismo e educação financeira. Nessas aulas, descobrem como economizar dinheiro, comprar de maneira consciente, calcular juros e escolher, de forma responsável, o que fazer com os próprios recursos.

A iniciativa ocorre graças ao Programa de Educação Cooperativa, Empreendedora e Financeira, um dos muitos projetos apoiados pela Sicoob Credichapada – cooperativa de crédito sediada na cidade e liderada pelo gaúcho Marcos Maier, 42 anos. Considerado referência nacional de educação financeira pelo Banco Central, o programa atende sete mil estudantes, em mais de 30 escolas públicas, nos municípios de Chapada Gaúcha, Urucuia, Pintópolis, São Francisco e Januária.

Em sala de aula, esses meninos e meninas estudam e aplicam os sete princípios cooperativistas (veja quadro), além de exercitar o comportamento empreendedor e a gestão das finanças pessoais. O conhecimento é aplicado de forma prática em cooperativas escolares – espécie de “laboratórios” para a vivência dos conceitos estudados a partir da produção e venda de produtos, com gestão dos alunos.

Atualmente são duas: a Cooperativa Escolar União (Unicoop), na Escola Municipal Getúlio Inácio de Farias, e a Cooperativa Escolar Moacir Cândido, da Escola Estadual Moacir Cândido (Coopermoc). A terceira está em processo de constituição, na Escola Estadual José Manoel Cirino, no Distrito de São Joaquim, em Januária (MG).

Eleita democraticamente presidente da Unicoop, a estudante Kelly Mendes, 17 anos, tem se empenhado em ajudar a cooperativa escolar a constituir um patrimônio. Somente em outubro do ano passado, ela e os outros cooperados – todos do ensino fundamental e médio – arrecadaram R$ 3.500 com a venda de hortaliças, frutas, bolos, biscoitos, doces e artesanato, como bonecas de palha.

O dinheiro foi reinvestido na própria escola e também na cooperativa. Depois de muito negociar com as empresas locais, eles conseguiram bancar a reforma do colégio, construir a sede da Unicoop, comprar móveis e eletrodomésticos, confeccionar camisetas e ainda montar uma horta comunitária.


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Cooperativismo de Crédito passa a operar com recursos do FNO

Brasília (20/12/17) – O desenvolvimento regional no Norte do país. Este o objetivo do convênio assinado nesta terça-feira (19/12), entre o Bancoob e o Banco da Amazônia, visando o repasse de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), por meio do cooperativismo de crédito.

O Banco da Amazônia é o administrador do fundo e os mecanismos de repasse dos recursos estão previstos na Portaria 23/2017, do Ministério da Integração – que estabelece as normas da gestão dos Fundos Constitucionais de Financiamento (FNO, FCO e FNE)

Esta Portaria é fruto do trabalho realizado pela OCB, em parceria com os Sistemas Cooperativos, junto ao Ministério da Integração Nacional, no final de 2016. As regras estabelecidas pela Portaria para repasse ficaram mais claras e passam a dar maior previsibilidade para os agentes operadores realizarem a operação com o tomador final do recurso.

NA PRÁTICA

Devido à sua capilaridade, as cooperativas de crédito reúnem todas as condições para democratizar o acesso aos recursos dos fundos constitucionais. Para se ter uma ideia, em todo o país, há mais de 5,7 mil pontos de atendimento de bancos cooperativos e, em 564 municípios, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes.

Em função disso, por exemplo, os Bancos Cooperativos já operam os recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), administrados pelo Banco do Brasil. Agora, com a assinatura do convênio com o Banco da Amazônia, espera-se repetir a experiência de sucesso, também, na região Norte. Inclusive, o Banco Sicredi já está trabalhando para, ao lado do Bancoob, operar com os recursos do FNO.

“Em breve, o Sistema Cooperativo estará, por meio de seus dois Bancos, fazendo com que os recursos do FNO cheguem com mais facilidade a quem mais precisa dele nos longínquos rincões do Norte do Brasil”, comenta Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

Em SC, agronegócio tem perspectivas positivas para 2018

Brasília (15/1/18) – O ano de 2017 foi de crescimento acima da média para o cooperativismo catarinense no agronegócio. A perspectiva é de que 2018 acompanhe esse resultado – que vem melhorando a cada ano – e seja positivo para o setor. Clima favorável, plano safra coerente, bons preços e o aumento das exportações são as apostas para o sucesso neste ano.

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de SC (Ocesc), Luiz Vicente Suzin, o ano será de desafios, mas o produtor e o empresário rural enfrentarão com determinação, fé no trabalho e visão de futuro.

“Estamos otimistas. No plano interno, teremos uma boa safra e não deve faltar matéria-prima para a agroindústria. Não haverá aquela escassez acentuada de milho no mercado interno como ocorreu em 2016. Os preços dos grãos devem reagir e o ano será bom para os produtores rurais e, por extensão, para toda a economia brasileira. No plano externo, acreditamos na ampliação das exportações do agronegócio brasileiro”, projeta.

MUDANÇAS

O ano eleitoral que vem pela frente é considerado uma oportunidade para se discutir o atual estágio da agricultura e do agronegócio brasileiro e realçar as prioridades para o setor, de modo que façam parte do programa de governo dos candidatos. “Com certeza a agricultura estará na pauta da campanha eleitoral porque a sociedade brasileira reconhece, hoje, a importância do setor primário como a locomotiva da economia nacional, especialmente nesses tempos de crise”, aponta Suzin.

Outra mudança para este ano é o projeto de lei que tramitou em 2017 e permite que as cooperativas de crédito administrem recursos dos municípios. “Essa inovação facilitará a vida das administrações dos municípios brasileiros que não contam com bancos oficiais. As cooperativas de crédito atuam em todos os municípios, prestando serviços aos correntistas, às empresas e, agora, ao Poder Público municipal. Milhares de brasileiros serão beneficiados”, considera o presidente da OCESC.

A melhoria para o crédito rural também é uma perspectiva para 2018. Essa será uma das reivindicações das entidades de defesa e representação do setor primário da economia brasileira. Com a redução da Selic para 7%, é preciso rever a situação dos juros e demais encargos cobrados nas operações de crédito agrícola que tornaram-se relativamente elevados. A estabilização da inflação, associada à lenta retomada do crescimento econômico e a estabilização do câmbio, permitiu à autoridade monetária reduzir o nível da taxa básica da economia (Selic) e isso deve contribuir para a redução das taxas de juros aplicadas sobre o crédito rural no próximo Plano Agrícola e Pecuário.

CENÁRIO COOPERATIVISTA

As 265 cooperativas catarinenses reúnem mais de 2 milhões de associados, mantêm 58 mil empregos diretos e faturam mais de R$ 31,5 bilhões por ano. O associativismo integra metade da população catarinense e também registra alto crescimento. “As pessoas estão compreendendo que o cooperativismo é um caminho para trabalho com dignidade e renda proporcional ao seu esforço. Isso se deve a ação das cooperativas em todos os municípios catarinenses e ao esforço de comunicação social que temos feito nos últimos anos através da Ocesc, do Sescoop e das próprias cooperativas”, destaca o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de SC, Luiz Vicente Suzin.

BALANÇO

Em 2017, a Ocesc completou 46 anos de história. Fundada em 28 de agosto de 1971, ao longo desse período tornou-se uma das mais atuantes entidades do setor, coordenando ações que são referência em todo o País. Por outro lado, o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Santa Catarina (Sescoop/SC) completou 18 anos e promoveu intensa qualificação profissional, envolvendo dirigentes, conselheiros, colaboradores e cooperados, incluindo seminários para assessores jurídicos, assessores de comunicação, secretárias e gestores.

O Sescoop/SC fomentou e financiou, durante o ano, a formação e capacitação profissional, promoção social, monitoramento e desenvolvimento de cooperativas, ações centralizadas, ações delegadas, auxílio educação, Programa Cooperjovem, Programa Jovens Lideranças Cooperativistas (JovemCoop), Mulheres Cooperativistas, Jovem Aprendiz, auxílio-educação, Programa de Desenvolvimento da Gestão de Cooperativas (PDGC), formação para conselheiros administrativos e fiscais para cooperativas de crédito (Formacred), monitoramento e auditoria em pequenas cooperativas. (Fonte: Ocesc)

Em MG, cooperativas melhoram gestão e crescem

Brasília (15/1/18) – As cooperativas de Transporte mineiras têm colecionado bons resultados nos últimos anos. Prova disso foi que, mesmo em um ano de crise econômica em todos os setores, elas registraram um crescimento de cerca de 4% em seu faturamento de 2017, segundo estimativa da Federação das Cooperativas de Transporte de Cargas e Passageiros do Estado de Minas Gerais (Fetranscoop-MG).

Para o presidente da entidade, Evaldo Moreira de Matos, essa evolução se deve, entre outros fatores, à melhoria dos processos de gestão, estimulada pela adesão ao Programa de Desenvolvimento da Gestão Cooperativa (PDGC), desenvolvido pelo Sescoop Nacional e disseminado pelo Sistema Ocemg.

"Percebemos que a iniciativa traria ganhos para a nossa gestão ao promover um alinhamento entre as nossas ações e a prática de mercado. Além disso, passou a haver um maior envolvimento do quadro social e funcional- cooperados, colaboradores e diretoria, além da percepção dos nossos clientes sobre esse movimento, o que permitiu a conquista de uma fatia maior de mercado. Tudo isso nos trouxe redução dos índices de retrabalho, padronização e sistematização dos processos, além, é claro, do incremento financeiro", explica o presidente.

CRESCIMENTO

Criado em 2002, o ramo Transporte vem registrando crescimento constante, sendo um dos segmentos cooperativos que mais crescem no país. De acordo com o presidente do Sistema, Ronaldo Scucato, o ramo foi oficializado em função do entendimento de que as cooperativas de transporte contavam com especificidades importantes que deveriam ser consideradas para sua evolução.

"A desvinculação do ramo Transporte dos ramos Trabalho e Lazer comprovou que as cooperativas de Transporte precisavam de regulação e legislação próprias para avançarem e isso está mais que comprovado 16 anos depois. Atualmente, o ramo é um dos que mais cresce em Minas. Percebemos uma mudança em termos de organização e, consequentemente, de retorno das cooperativas de cargas, que têm se destacado significativamente nos últimos anos. Já o transporte de passageiros vem enfrentando concorrência de aplicativos e passa por um momento muito oportuno de reinvenção e fortalecimento", comenta Scucato.

NÚMEROS

Minas Gerais conta, atualmente, com 144 cooperativas de carga e de passageiros. O setor emprega 1.692 pessoas, possui 22.465 associados e registra um faturamento de R$ 1,13 bilhão ao ano. A frota tem aproximadamente 14 mil veículos, responsáveis pela circulação de mais de 15,5 milhões de toneladas de cargas. Já as cooperativas de transporte de passageiros contam com sete mil veículos, que transportam aproximadamente 1,4 milhão de pessoas por mês. No Brasil, o cooperativismo de Transporte reúne 1.205 cooperativas, com mais de 136 mil associados e gera 12 mil empregos diretos. (Fonte: Ocemg)

Momento das cooperativas é agora, afirma o economista Ricardo Amorim

Brasília (18/12/17) – Os brasileiros devem começar a sentir, nos próximos anos, os efeitos pós-crise econômica. E, se as previsões do economista Ricardo Amorim se confirmarem, eles serão positivos! O especialista em administração e finanças internacionais foi o convidado especial do último evento com foco econômico e destinado a cooperativas de crédito, realizado, em 2017, pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). O evento ocorreu na Casa do Cooperativismo Brasileiro, em Brasília, na quinta-feira, dia 14/12.

Ricardo Amorim, que atua no mercado financeiro desde 1992, dentro e fora do país, sempre como economista e estrategista de investimentos, apresentou um estudo no qual é possível visualizar que, desde 1900, todas as vezes que o Brasil viveu uma grande recessão, os anos seguintes registraram um crescimento econômico favorável.

Segundo ele, esse fenômeno vai voltar a ocorrer nos próximos três anos. Ele considerou a atual crise econômica, pela qual passam os brasileiros, como algo de proporções que o Brasil nunca viu antes. Amorim também fez questão de frisar que o momento de as cooperativas crescerem é agora, já que o cenário é favorável para ramos como crédito, agropecuário, saúde e educacional.

Ele que é um dos debatedores do programa Manhattan Connection da Globo News desde 2003 e colunista na revista IstoÉ, é o entrevistado desta semana no portal do Sistema OCB. Confira abaixo o que ele pensa sobre crise, oportunidade e cooperativismo. ​​

Em momentos de crise econômica, qual o grande problema das expectativas, independentemente de serem positivas ou negativas?

A questão das expectativas é que elas refletem o passado e não o futuro, normalmente. Quando o passado é bom, as expectativas tendem a ser muito altas. Quando o passado é ruim elas tendem, pelo contrário, a ser muito baixas.

Ou seja, como o passado recente da economia brasileira foi péssimo, as expectativas são as piores possíveis. A gente viveu a mais longa, profunda e grave crise econômica da história brasileira e ela veio junto com uma crise política e moral, também, em proporções que o Brasil nunca tinha visto. E a conclusão é: o brasileiro tem expectativas muito ruins para os próximos anos, considerando o aspecto econômico.

Eu, ao contrário, tenho exatamente as expectativas opostas. Porque, se analisarmos a história brasileira desde 1900, todas as vezes que vivemos crises econômicas graves, na sequência o que nós tivemos foi um crescimento econômico muito forte.

Veja só, todas as vezes que saímos de uma crise econômica muito aguda – e nenhuma delas foi tão aguda quanto essa, o Brasil cresceu, pelo menos 5% ao ano, por pelo menos três anos seguidos, na sequência.

Hoje, os economistas estimam um crescimento econômico de 2% para o Brasil, nos próximos três anos, na média. Contudo, para mim, a economia brasileira vai crescer muito mais do que as pessoas acreditam, atualmente. ​​

Então, uma crise é importante para o processo econômico?

Ouvimos falar muito que as crises trazem oportunidades, mas eu prefiro pensar diferente. As crises, na verdade, trazem problemas! O que pode trazer oportunidade é como nós reagimos a elas. No cooperativismo, por exemplo: o que faz com que se converta crise em oportunidade é exatamente o fato de que as pessoas se aproximarem mais.

Então, o que a crise cria é a oportunidade de nos reinventarmos de uma forma melhor e mais forte. Se as cooperativas conseguirem ter a capacidade de melhorar seus processos, suas equipes, seu atendimento, seu serviço e seus produtos, aí, sim, elas terão criado as oportunidades.

Mas é possível registrar crescimento, sem passar por uma crise? 

Em tese, sim, mas infelizmente, a natureza humana mostra que só nos mexemos quando a coisa fica difícil, não quando a coisa está fácil. Eu costumo dizer, em tom de brincadeira, que sou uma pessoa ‘do contra’. Quando as coisas vão bem, costumo ser aquele que faz o papel de chato, que alerta para não afrouxar, que é o costumamos fazer, já que tudo está favorável.

Quando as coisas estão indo bem, achamos que continuarão caminhando bem sozinhas, mas isso não acontece. Elas só foram bem, graças ao que fizemos bem anteriormente. É por isso que precisamos continuar assumindo o nosso papel de protagonista para que as coisas continuem indo bem. Afinal, tudo é reflexo do que fazemos.

A crise faz o contrário. Quando as coisas vão mão, elas nos apertam, nos chacoalham e aí, sim, percebemos que precisamos fazer o que precisa ser feito para tudo melhor. ​​

Então, considerando esse cenário em que as coisas começam a melhorar, quais as oportunidades que as cooperativas têm diante de si?

Falando especificamente sobre as cooperativas de crédito, a grande oportunidade vem do fato de que, hoje, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, não estão em uma situação financeira tão tranquila quanto estavam há alguns anos.

Na minha opinião, isso se deve a algumas diretrizes erradas de pisar no acelerador num momento em que a economia brasileira estava piorando (estamos falando de três, quatro anos atrás). Essas diretrizes erradas causaram alguns problemas de crédito na carteira dessas duas instituições, deixando-as mais limitadas para expandir seu crédito.

Os bancos estrangeiros têm reduzido sua presença no Brasil e os bancos privados também têm sido reticentes. Isso é que cria as oportunidades para as cooperativas de crédito.

Outro ponto, é que as cooperativas, de maneira geral, atuam nos setores que estão entre os que mais crescem no Brasil. Dentre eles, posso citar três:

- Educação: temos a participação de cooperativas muito importantes nesse setor. O Brasil viveu um momento de expansão da classe média – fenômeno que deve volta a ocorrer nos próximos anos – e isso fez com que muitas pessoas buscassem mais educação.

- Saúde: o mesmo fenômeno fez com que muitas pessoas buscassem mais saúde. E essa é uma outra área em que as cooperativas são muito fortes. Aliás, saúde é um setor que as pessoas tendem a buscar cada vez mais, porque o setor público está em uma situação financeira difícil, limitando sua capacidade financeira de prover esse serviço básico ao cidadão. Consequentemente, isso gera oportunidade para quem trabalha com saúde no setor privado. 

- Agronegócio: esse setor vem sendo e continuará a ser um dos motores da economia brasileira, porque a demanda por comida no mundo, principalmente vinda da China e da Índia, deve crescer muito mais nas próximas décadas. E isso gera, mais uma vez oportunidades para as cooperativas agrícolas porque elas são muito fortes.

Aliás, por falar em cooperativas agropecuárias, temos um outro fator de oportunidade para todas as outras cooperativas: graças ao agronegócio forte, o interior do país também tem se fortalecido muito.

Nos últimos 15 anos, para se ter uma ideia, as cidades do interior cresceram muito mais que as capitais brasileiras. E em 2018 isso não será diferente. A grande questão é que, as cooperativas, em geral, têm uma grande presença nas cidades do interior do país, especialmente as agropecuárias e de crédito.

Fundadas as primeiras Cooperativas Mirins da Região Norte do Brasil

Brasília (14/12/17) – O bairro do Guamá, em Belém (PA), foi o local escolhido para sediar as primeiras cooperativas mirins da Região Norte do Brasil. Com o apoio do Instituto Sicoob, Sicoob Cooesa, Sistema OCB/PA e a organização Espaço Cultural Nossa Biblioteca, a Assembleia Geral de Constituição de duas singulares do programa ocorreu no auditório da Central Sicoob Unicoob - Regional Amazônia, junto aos novos cooperados.

Formada por 33 crianças, entre 8 a 13 anos, a Cooperativa Flor do Norte, escolheu como objeto de aprendizagem a confecção de livros de poemas, contos, minicontos e parlendas, enquanto a Cooperativa Guamá Primeira do Norte, formada por 24 adolescentes de 14 a 17 anos, optou por trabalhar com obras acerca da história da instituição sede.

Ambas as cooperativas têm por objetivo promover a responsabilidade, o compromisso e a cidadania visando principalmente a prática do cooperativismo como uma experiência do empreendedorismo.

“É de suma importância essa oportunidade em que as crianças aprendem, desde cedo, a serem cidadãos conscientes e não dependentes do capitalismo buscando outra forma de se organizar economicamente”, afirma a professora orientadora das cooperativas, Joana Chagas.

As iniciativas para a implantação do programa no Pará deram início em maio deste ano onde, por meio de um curso de capacitação sobre cooperativas mirins, diversas instituições e professores sentiram-se interessados em poder participar e buscar melhores oportunidades de inclusão e transformação da realidade de pais e filhos através do cooperativismo.

“No nosso bairro há muita criminalidade, mas também muita cultura. Queremos um futuro melhor para todos nós. Há crianças aqui que querem ser empresárias, jogadores de futebol e escritores. Todos esses sonhos são possíveis de realizar, basta acreditar e se esforçar para que se realizem”, afirmou a presidente da Flor do Norte, Maria Niele Soeiro.

A Assembleia de Constituição contou com a presença da vice-diretora regional do Instituto Sicoob, Vera Almeida, presidente da Cooperativa Sicoob Cooesa, Francisca Uchôa, do diretor regional da Central Sicoob Unicoob, Elisberto Torrecillas e do presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol. O evento foi palco para a deliberação de membros da Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Fiscal além das aprovações de estatuto, logomarca e objeto de aprendizagem das cooperativas.

Para a presidente do Sicoob Cooesa, Francisca Uchôa, o Sistema Sicoob acredita ser parte responsável das comunidades onde está inserido. “Temos a obrigação de nos preocupar com o entorno onde as cooperativas funcionam. Nossa preocupação é com o desenvolvimento da sociedade. Este é o trabalho que iremos desenvolver pelas Cooperativas Mirins, promover que as crianças ditem futuramente as normas do cooperativismo e continuem essa história”, declara Uchôa.

O Programa Cooperativa Mirim fomenta a formação de cooperativas nas escolas e instituições que atendam crianças e adolescentes. A cooperativa mirim é uma associação de alunos que, sob a orientação de um Professor Orientador, se unem voluntariamente visando satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio da vivência e prática do cooperativismo.

Essas cooperativas são dirigidas e coordenadas pelos próprios alunos da instituição social ou instituição de ensino regular – públicas ou particulares – e  tem por finalidade o desenvolvimento de competências, hábitos e atitudes por meio de uma prática pedagógica disseminando os princípios do cooperativismo, harmonizando-os aos  interesses com a comunidade, na produção de bens ou prestação de serviços, obtendo, por fim, responsabilidades sociais, morais e econômicas dentro e fora do ambiente escolar, com distribuição dos resultados proporcionais entre os membros participantes.

Nas cooperativas mirins, os alunos produzem trabalhos artesanais, como caixas decoradas, pintura em tela, panos de prato pintados à mão, objetos de decoração com recicláveis, e doces como brigadeiros, bolos e biscoitos. O desenvolvimento dos produtos acontece sob a orientação do professor orientador e demais profissionais da escola capacitados pelo Instituto Sicoob. É importante ressaltar que a finalidade está na prática pedagógica, na vivência do cooperativismo, de seus valores, e na formação de futuras lideranças cooperativistas e empreendedoras. (Fonte: Imprensa Instituto Sicoob)

Presidentes de organizações debatem próximos passos do setor



Brasília (13/12/17) – Um dia inteiro dedicado a pensar nos próximos passos do cooperativismo do país. Foi assim o Encontro dos Presidentes do Sistema OCB, realizado hoje, na Casa do Cooperativismo Brasileiro, em Brasília, e que contou com a participação dos representantes do movimento cooperativista nacional.

O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou o empenho de todos os presentes. “A participação de todos aqui demonstra o nível do comprometimento das nossas lideranças. É fundamental discutirmos o hoje para planejarmos, juntos, um amanhã melhor. Isso fortalece, sem dúvida, as nossas cooperativas e um cooperativismo forte é sinônimo de economia forte”, destaca.

O grupo de líderes discutiu dentre outros temas o movimento SomosCoop, uma campanha nacional de valorização das cooperativas brasileiras, seus cooperados e empregados. Eles conheceram as etapas e a forma de adesão tanto das unidades estaduais quanto das cooperativas do país.

Para participar basta acessar o site: www.somos.coop.br, fazer o cadastro e baixar o material disponível. “A participação de todas as organizações estaduais e cooperativas fará a diferença nesse movimento que vai mostrar ao Brasil que o cooperativismo é feito de pessoas engajadas, motivadas e comprometidas com o coletivo, com o global”, comenta Márcio Freitas.

PAUTA

Os presidentes de organizações estaduais do Sistema OCB também discutiram questões relacionadas à realização da 14ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que deve ocorrer em 2019, indicadores de desempenho, diretrizes finalísticas e governança do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), uma das entidades que integram o Sistema OCB, ao lado da OCB e da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop). O evento contou, também, um a participação de Valdir Simão, ex-ministro da Controladoria Geral da União.

Sucessão é estratégia para governança em cooperativas



Brasília (6/12/17) – Atrelada ao modo como as empresas são geridas, a governança foi o foco principal do painel que trouxe ao Brasil o professor holandês George Hendrikse, especialista em economia das organizações. Ele foi um dos convidados de honra do Sistema OCB para participar da programação da quarta edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo.

Dentre as áreas de atuação, George ensina sobre governança, tomada de decisão coletiva e esquemas de remuneração. Fundou um dos centros de pesquisa voltados para cooperativas agropecuárias mais importantes dos Países Baixos. É autor de 14 livros e mais de 100 artigos publicados em revistas científicas. Para ele, trabalhar a sucessão pode ser um dos melhores caminhos para encontrar soluções ligadas à governança das cooperativas. Confira!

Poderia explicar o que é governança?

A governança diz respeito à organização de transações e está associada à gestão de uma empresa/cooperativa. É responsável pelo estabelicimento de políticas e pelo monitoramento contínuo de um planejamento, dentre outras coisas.
 

Você poderia resumir suas palavras, disse durante a EBPC?

A cooperativa é uma empresa criada por um grupo de pessoas, objetivando a promoção de seus interesses em comum. Essas pessoas possuem um negócio baseado em relacionamentos e são essas relações que farão toda a diferença nas transações comerciais. O que percebo, com relação ao universo cooperativista, é que as cooperativas possuem uma série de vantagens quando as comparamos às empresas tradicionais. No entanto, essas vantagens exigem boa governança. Só assim, as cooperativas poderão transformar uma boa relação em lucro.

Qual é a importância da EBPC para desenvolver nosso movimento cooperativo?

O EBPC é uma ótima plataforma para reunir as cooperativas e os acadêmicos. Por meio de eventos como este, os acadêmicos apresentam seus trabalhos e pesquisas uns dos outros e tomam conhecimento dos problemas e dos desafios enfrentados pelas cooperativas. É ainda um espaço para que as lideranças cooperativistas troquem ideias e apertem os laços com a comunidade acadêmica.

Me senti contemplado com uma programação de três dias e resultado de uma excelente combinação entre apresentações realizadas tanto por acadêmicos quanto por cooperativas. Outro ponto que gostaria de destacar foi a presença dos jovens. É gratificante ver tantos jovens acadêmicos pesquisando sobre as cooperativas.

Por fim, acredito que o envolvimento do Sescoop e da OCB com a pesquisa científica é fundamental e pode resultar em projetos conjuntos, beneficiando os dois lados dessa relação.

Qual é o nível de maturidade das cooperativas brasileiras em termos de governança?

O Brasil é um país enorme e, por isso, possui uma variedade de realidades quando se trata de cooperativas. Isso é bastante evidente e, claro, requer um status de governança diferente. Por exemplo, os agricultores do Sul do Brasil geralmente não têm mais de 100 hectares de terra, enquanto um agricultor no estado de Mato Grosso tem, às vezes até seis mil hectares. São perfis distintos.

Outro exemplo de variedade está na composição da cooperativa. As médias, por exemplo, possuem cooperados com maior nível de escolarização per capta do que as cooperativas agrícolas, onde há cooperados que, possivelmente, nem sabem ler.

Se falarmos de legislação, há muito a ser feito, ainda, considerando o grau de regulação de outros países. Tudo isso nos coloca numa posição de avaliar de maneira bem distinta o grau de governança das cooperativas do Brasil.

Como as cooperativas podem aprimorar suas práticas de governança?

O princípio orientador deve ser o de que a cooperativa atenda aos interesses de seus membros e o principal deles tem de ser o bem-estar da cooperativa. Essa deve ser a principal preocupação daqueles que a dirigem. Por exemplo, em muitos países, o presidente não pode ocupar o cargo por mais de quatro anos. Isso faz com que ele, obrigatoriamente, prepare um sucessor. Aqui no Brasil isso não ocorre, embora perceba uma preocupação com a questão da sucessão.

Talvez uma solução pudesse ser a criação de um programa que estimule novas lideranças. A OCB, por exemplo, poderia criar mecanismos para preparar os jovens cooperados a participar de órgãos representativos como o conselho fiscal e o de administração.

Outra coisa que pode ser revista é a origem do presidente de uma cooperativa. Na Europa e nos EUA, um CEO é, muitas vezes, um gerente profissional e não necessariamente um cooperado. Para isso, é claro, ele deve ter uma e comprovada experiência em gestão de empresas. Existe também uma tendência para profissionalizar o conselho de administração e o conselho fiscal.

Força das cooperativas é pauta de caderno especial do Valor Econômico



Brasília (27/11/17) – O cooperativismo tem sido reconhecido pela sociedade por ser uma das ferramentas de geração de trabalho e renda mais justas e socioeconomicamente inclusivas. Além disso, o movimento cooperativista brasileiro é considerado, também, como um importante ator no cenário econômico do país. Por essas razões, o jornal Valor Econômico acaba de divulgar um caderno especial sobre esse setor econômico de destaque.

Além de um panorama das cooperativas no Brasil, o material também chama a atenção para o aumento da atuação do setor ao longo deste ano e para participação das cooperativas na balança comercial brasileira, mostrando como as cooperativas contribuem com segmentos importantes do setor econômico, tais como logística, armazenagem e exportação.

Ramos como Crédito, Consumo, Educacional e Transporte também aparecem com destaque na publicação que tratou, ainda, de investimentos em gestão profissionalizada e intercooperação. Ficou interessado em ler? É simples, basta clicar nos títulos abaixo.​

1. Focadas na diversificação

2. Consultoria prevê ampliação da oferta de crédito em 15% este ano

3. Fusões e incorporações aumentam concentração no setor 

4. Modelo avança e eleva venda anual para R$ 123 bilhões

5. Vinícolas gaúchas apostam em produtos de alto valor agregado

6. Transporte cresce com preocupação no futuro

7. Escola busca inspiração na Alemanha

8. Ramo de consumo sofre com tributo e insegurança 

9. Exportações alcançam participação histórica 

10. Marcas comuns revelam uma boa sinergia entre as operações