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O Congresso Nacional aprovou, nesta terça-feira (12), os Projetos de Lei do Congresso Nacional (PLNs) 14/22 e 18/22, que, respectivamente, flexibiliza as opções de remanejo de despesas primárias para equalizar as linhas do novo Plano Safra; e abre crédito suplementar de R$ 1,2 bilhão para lastrear a abertura do plano. A proposta segue para sanção presidencial.
“O Plano Safra fomenta o desenvolvimento e apoia a agricultura nacional. O produtor merece e o Brasil precisa dessas medidas”, declarou o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair Vieira de Melo (ES).
A deputada Aline Sleutjes (PR), diretora da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), comemorou a aprovação das propostas. “Quando falamos em Plano Safra, falamos em proporcionar linhas de créditos para os produtores. Este recurso vai equalizar os juros do empréstimo do produtor, que se fosse a um banco convencional pagaria 13,25% ao ano. Com o plano, o pequeno paga 5%, e os grandes de 8% a 12%. É um ganho para o agro, ainda mais diante do cenário global de insumos em que os preços subiram 300%”, explicou.
De acordo com o texto do PLN 18, a dotação prevista no orçamento atual para cobrir as despesas do Plano Safra teve diversas revisões por conta do cenário de alta da inflação e das taxas de juros. O recurso adicional para a abertura do novo plano é reservado para cumprir a meta anual de resultado primário.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, agradeceu o apoio dos parlamentares. “Essa é mais uma resposta positiva que o Parlamento dá ao cooperativismo. Representamos 54% da produção agrícola do país e com o plano será possível continuar mantendo a safra brasileira. Agora é ampliar os debates para contemplarmos nos próximos anos as tendências futuras e construirmos um ambiente para que nossos cooperados continuem produzindo com competitividade e abundância”, pontuou.
Dentro das operações do Plano Safra, os recursos estão distribuídos da seguinte forma: R$ 532 milhões para o Pronaf; R$ 443,49 milhões para custeio agropecuário; R$ 216,4 milhões para investimentos rural e agroindustrial; e R$ 8 milhões para comercialização de produtos agro.
Para o deputado Pedro Lupion (PR), que integra a diretoria da Frencoop, a necessidade de fazer a equalização se dá em razão do aumento das taxas de juros. “O recurso aprovado faz justamente isso. Estamos falando do pontapé inicial das operações financeiras do Plano Safra 22/23, que é o maior da história com a destinação de R$ 340 bilhões, um acréscimo de 36% em relação ao plano vigente até o mês passado”, frisou.
O PLN 14, por sua vez, flexibiliza as opções de remanejamento das despesas primárias. Esses recursos são necessários para a equalização das linhas do novo Plano Safra 22/23 e o efetivo início das contratações.
“A construção de diálogos com o Legislativo é a nossa entrada para que pautas do cooperativismo sejam colocadas em evidência e avancem. Precisamos fortalecer a nossa voz, do nosso jeito, com nossos valores, com princípios, sem fugir das regras colocadas. Vamos buscar melhorar a qualidade da nossa representação. Precisamos de parlamentares atuantes e coesos com o cooperativismo.”
A declaração do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi feita durante a conclusão da Oficina de Multiplicadores: Programa de Educação Política para o Cooperativismo Brasileiro – Eleições 2022, para comitiva de 40 lideranças cooperativistas do Sistema Ocepar. Entre os dias 6 e 7 de julho, os participantes paranaenses estiveram em Brasília para concluir o curso com o chamado Módulo Vivencial. Na Casa do Cooperativismo brasileiro, eles ouviram as exposições da superintendente e da gerente geral, Tânia Zanella e Fabíola Nader Motta, respectivamente, acerca da atuação da OCB Nacional junto aos Três Poderes.
Tânia Zanella explicou que a iniciativa de criação do programa teve como motivação impulsionar a criação e o fortalecimento de núcleos de jovens, mulheres e demais grupos organizados nas cooperativas. A intenção é demonstrar, com o curso, cartilhas e outros documentos elaborados pelo Sistema OCB, como a representação política é essencial para o avanço das demandas do movimento e ainda instigar o surgimento de novas lideranças cooperativistas.
A gerente geral da OCB, Fabíola Nader, ressaltou que as ações do Sistema OCB fortalecem as pautas cooperativistas e aumentam o reconhecimento do movimento. “Acompanhamos e atuamos, por exemplo, nos quase cinco mil projetos de lei que tramitam no Congresso e que impactam de forma positiva ou não o cooperativismo. Ano passado, tivemos 446 reuniões com o Poder Executivo. São quase duas reuniões por dia útil na nossa agenda. Tudo isso para levar as demandas das cooperativas para estes tomadores de decisões”, disse.
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, declarou que a educação política faz parte das estratégias da unidade e que conscientizar os cooperados sobre a importância desta representação, bem como apoiar parlamentares que prestigiam o cooperativismo, significa avançar nas demandas do nosso segmento.
“Temos que continuar fortalecendo a Frente Parlamentar do Cooperativismo, a Frencoop, que levanta a bandeira do nosso movimento no Congresso Nacional, com a defesa de políticas públicas que tragam segurança jurídica e um ambiente de negócios favorável ao nosso modelo de negócios. Com isso, vamos criar mais oportunidades para que nossos cooperados tenham melhores condições de trabalho, mais renda e uma vida melhor”, disse.
Prestígio
Parlamentares da frente e o ministro Joaquim Leite (Meio Ambiente) prestigiaram o evento. O ministro ressaltou a contribuição das cooperativas agro para o cenário de produção atrelada à sustentabilidade. “Todos os países buscam se alinhar a esta economia verde e o Brasil tem todas as características para ser o protagonista. Por isso, devemos aproveitar esse novo momento geopolítico onde já há movimentação de outros países para a compra destes créditos verdes. Além de sermos a segurança alimentar do mundo, também seremos o maior na produção de energia limpa. Tudo isto são oportunidades para as cooperativas, que já vem atuando em conformidade com as novas tendências”, pontuou.
O presidente da Frencoop, deputado Evair de Melo (ES), parabenizou o trabalho do Sistema OCB, em especial, durante crise sanitária iniciada em 2020. “Todos passamos pelas mesmas dificuldades de nos reinventar durante a pandemia, mas o Sistema OCB sempre facilitou muito nosso trabalho, a nossa entrega. Apresentamos resultados nas votações e articulações nos mais variados temas e podemos fazer ainda mais com um grupo maior, fortalecido e focado na transformação de ideias em projetos a favor do cooperativismo”.
O deputado Sérgio Souza (PR), que também é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), acredita que os espaços ocupados por parlamentares com compromissos cooperativistas vêm fazendo a diferença. “Representatividade das causas é importante e só é possível por conta da organização e alinhamento da Ocepar e da OCB com o Parlamento. Dentro da FPA, temos também a voz do cooperativismo com o Instituto Pensar Agro. Nossa atuação diferenciada se dá por conta desse intenso trabalho da OCB, a exemplo, o Plano Safra mais robusto da história. Então, para estas eleições, vamos tentar colocar mais representantes competentes que trabalhem pelo cooperativismo”, disse.
Está chegando o dia. O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2022, documento referência dos dados sobre o movimento no Brasil, será lançado no próximo dia 29 de julho. As informações encaminhadas pelas Unidades Estaduais estão sendo processadas para que os números oficiais sejam divulgados oficialmente pelo Sistema OCB. Segundo o presidente Márcio Lopes de Freitas, o Anuário “permite projetar estratégias para o fortalecimento do setor, bem como demonstrar a expressividade do cooperativismo no Brasil”.
Alguns estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, já consolidaram seus dados. As cooperativas gaúchas, por exemplo, faturaram R$ 71,2 bilhões em 2021, crescimento de 36,8% em relação ao ano anterior. O saldo de empregos com carteira assinada foi de 5.791, com variação positiva de 8,5%. A expansão de postos de trabalho no setor, que em 2021 registrou 74.094 empregos diretos, superou o crescimento de empregos no Rio Grande do Sul, que fechou o ano com variação de 4,68% e saldo de 114.512 novos empregos.
Outro indicador positivo no Rio Grande do Sul diz respeito ao número de associados às 423 cooperativas registradas. Os 3,01 milhões de 2020 saltaram para 3,2 milhões em 2021. Além disso, o Ramo Agro foi o principal responsável por impulsionar os resultados no estado. O faturamento das cooperativas do setor representa 71,6% do total dos sete ramos e as sobras correspondem a 28,5% do total dos ramos.
Em Minas, o cooperativismo registrou alta pelo quinto ano consecutivo. A 17ª edição do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro 2021 aponta que o estado congrega 800 cooperativas dos ramos crédito, agropecuário, consumo, saúde, trabalho, produção de bens e serviços, infraestrutura e transportes. Juntas, elas representam 11,6% do PIB mineiro.
O número de cooperados cresceu de 2,1 para 2,4 milhões, e a força de trabalho das cooperativas também registrou aumento, de 7,2%. Ao todo, 58.935 mil pessoas atuam em cooperativas. Já a movimentação econômica do setor cresceu 27,4%, saindo de R$ 73,4 bilhões para R$ 93,5 bilhões. Os ativos totais passaram de 90,6 bilhões para R$ 111,3 bilhões. E o patrimônio líquido e o capital social também registram incrementos expressivos de 15,7% e 14,4%, respectivamente.
Para Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, os dados expressivos em Minas Gerais e Rio Grande do Sul são uma pequena amostra do que pode ser esperado no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2022. “Mesmo com os desafios da pandemia nosso movimento se mostrou totalmente resiliente e, com certeza, os números gerais vão comprovar que estamos cada vez mais fortes e presentes na sociedade brasileira”.
Neste sábado (2), o primeiro de julho, cooperativas de centenas de países comemoram o 100º Dia Internacional do Cooperativismo, o #CoopsDay. Cooperativas constroem um mundo melhor é o tema escolhido para esta edição, dez anos depois da Organização das Nações Unidas (ONU) declarar o ano de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas com slogan similar: As Cooperativas fazem um mundo melhor. A ideia é ecoar, uma vez mais, a contribuição única do movimento para tornar o mundo um lugar melhor e mais próspero.
Para a celebração deste ano, o Sistema OCB vai promover uma ação interativa nas redes sociais do SomosCoop (Instagram e Facebook) para saber que coisas ficariam melhores se fosse coop, transformando as respostas dos seguidores em colagens exclusivas e fundos de tela para os usuários. A Casa do Cooperativismo também vai lançar um manifesto que apresenta o movimento cooperativista para quem ainda não o conhece e um podcast que vai falar sobre cooperação, principalmente para o público jovem. Será um episódio especial do Naruhodo, apresentado por Ken Fujioka e Altay de Souza, lançado no sábado (2).
O CoopsDay é um dia para demonstrar o que o modelo de negócios cooperativista e seus sete princípios fazem para construir um mundo melhor e mais próspero o ano todo. É para reconhecer o papel do coop na economia global, na contribuição para a segurança alimentar, no combate à degradação do meio ambiente, na geração de emprego, na economia colaborativa e tantas outras ações baseadas em valores éticos. O destaque da data é o sétimo princípio, que versa sobre a responsabilidade social e o cuidar dos outros.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, recém-eleito como conselheiro da Assembleia Cooperativa Internacional (ACI), convida a sociedade, neste dia de celebração, a conhecer mais sobre como o cooperativismo transforma pessoas e lugares.
"Temos muito o que falar neste primeiro sábado de julho. É a oportunidade de demonstrarmos a força do cooperativismo neste momento de tantas transformações e evoluções que estão acontecendo no tecido da humanidade. As cooperativas podem construir um ambiente e um mundo muito melhor para nossa gente, para as comunidades onde estão inseridas, para nossos estados, para o país e para o mundo. Vamos mostrar para a humanidade que o cooperativismo é gerador de bem-estar, de felicidade e de prosperidade para as pessoas”, destaca.
O Presidente da Assembleia Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco, voltou ao passado e contou que praticamente nasceu dentro de uma cooperativa. “Minha mãe completa em 2022 60 anos à frente de uma cooperativa de serviços públicos de água, energia elétrica, telefonia, internet, entre outros, em uma província no sul da Argentina. Tenho 53 anos e desde bebê ela e outras mães levavam seus filhos ao trabalho por não terem com quem deixar. Desde então, entendemos a paixão pelo cooperativismo, que é a certeza de que construímos uma realidade melhor juntos”.
Ariel disse que o modelo de negócios cooperativista muda realidades e que para os próximos 100 anos espera que o movimento esteja ainda mais difundido nas sociedades. “Estou convencido de que o que gera violência não é a pobreza, mas a desigualdade. Então, o que me faz levantar todos os dias é saber que nosso modelo traz justiça, igualdade e prosperidade para todos. Nosso desafio para os próximos cem anos é propagar nosso movimento para mais pessoas. As cooperativas, sem dúvidas, constroem um mundo melhor. Somos mais de 3 milhões de cooperativas em todos os continentes, realizando suas atividades e cuidando do planeta. Somos as respostas que as pessoas precisam. Neste dia internacional, o mundo vai ouvir sobre nós e nossos objetivos para todo o globo”, finaliza Ariel.
Centenário
O CoopsDay é celebrado desde 1923, embora apenas em 1995, ano do centenário da Assembleia Cooperativa Internacional (ACI), a ONU tenha proclamado oficialmente o primeiro sábado de julho como o Dia Internacional das Cooperativas. Desde então, a ACI e a ONU, por meio do Comitê para a Promoção e Avanço das Cooperativas (Copac), passaram a definir o tema para celebração do evento mundial.
Em 2012, as cooperativas foram homenageadas pelas Nações Unidas por terem sido responsáveis pela criação de 100 milhões de vagas de emprego em todo o mundo, logo após a crise financeira global de 2008. Estudos apontaram que as cooperativas ajudaram, não apenas na retomada econômica das cidades onde estavam inseridas, como para o cumprimento expressivo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, atuais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), presente na Agenda 2030, da ONU.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), o Projeto de Lei (PL) 10.273/18, que altera a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) ao propor o ajuste de sua incidência à realidade legislativa atual. O tributo é cobrado em ações de controle e fiscalização de atividades com potencial poluidor e que utilizam recursos naturais. A cobrança é realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Entre as medidas propostas no texto, constam a delimitação da incidência da TCFA às atividades que se submetam ao licenciamento ambiental da União, na medida em que as demais atividades já estão sujeitas à fiscalização de outros entes federativos e o esclarecimento que o contribuinte da taxa é a pessoa física ou jurídica que realiza tais atividades. O texto também busca aprimorar a lista de atividades sujeitas à cobrança da TCFA, a fim de evitar distorções atualmente existentes.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que “a medida vai corrigir distorções para não penalizar empresas e cooperativas de atividades e portes diferentes”.
Para o deputado Jerônimo Goergen (RS), autor da proposta, há a necessidade de revisão dos critérios de cobrança da TCFA. “Não faz sentido um posto de combustível pagar o mesmo que uma distribuidora ou refinaria. Esse é apenas um dos exemplos de distorção econômica e essa injustiça fiscal precisa ser corrigida”, explicou o parlamentar, que integra a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
O parecer inicial rejeitava a proposta, mas foi derrotado pela maioria do colegiado. Assim, novo parecer foi apresentado e o projeto foi aprovado pelos deputados. O texto segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
O Projeto Floresta+Conservação, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que recompensa financeiramente iniciativas de preservação nos estados da Amazônia Legal, prorrogou suas inscrições até o final de julho de 2022.
O Sistema OCB colaborou na edição do edital do Projeto, que conta com recursos internacionais do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund) para sua execução. Os selecionados receberão incentivo de R$ 400, por hectare, por excedente de vegetação nativa conservada, ao ano. Segundo estratégia do plano, os pagamentos pelos serviços ambientais serão efetuados até 2026.
Confira a matéria completa no site Cooperação Ambiental.
Em celebração ao Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado todos os anos no primeiro sábado de julho, o portal MundoCoop, com patrocínio e apoio de cooperativas de diversos ramos, promove o evento virtual CoopTalks Summit, nesta quinta e sexta-feira (30 e 1º). A gerente geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, e o representante do Conselho de Administração da ACI-Américas, José Alves, participaram do painel Lições dos Ecossistemas Cooperativos Globais, nesta quinta.
O painel funcionou como um bate-papo guiado por rodadas de perguntas. O primeiro tema abordado foi a eleição do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, para o Conselho Administrativo da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), ocorrida no último dia 20. “É muito simbólico que o presidente Márcio tenha sido o mais votado, com 551 votos. Isto demonstra que o coop brasileiro é conhecido e reconhecido internacionalmente. Sempre contribuímos com a ACI e agora nossa participação está renovada para defendermos ainda mais o movimento junto aos organismos internacionais”, destacou Fabíola.
José Alves concordou e ressaltou a relevância do presidente Márcio na ACI. “Entre várias qualidades, ele tem a capacidade de se relacionar de maneira franca e carinhosa sobre tudo o que o cooperativismo pode trazer de bom para nossa sociedade. Ele mesmo diz, em suas falas, que o coop gera riquezas não apenas para seus associados, mas que ele transborda essas riquezas para as comunidades onde estão inseridas. A presença dele trará muitos benefícios para o Brasil e para o movimento no mundo”.
Intercooperação
O tema seguinte foi intercooperação de negócios e experiências. Fabíola explicou que as cooperativas brasileiras já promovem essas ações, mas que a intercooperação entre países pode ser ainda maior quando se trata de troca de conhecimentos. Para além da cooperação entre as coops, ela afirmou que a atuação do Sistema OCB em defesa do movimento junto a diversos órgãos e entidades já é uma realidade.
“Temos uma plataforma idealizada para que cooperativas contratem e ofertem produtos e serviços umas para as outras, a NegóciosCoop. Temos um bom diálogo nos Três Poderes, sem olhar cores partidárias, pois nos focamos em melhorar a vida das pessoas. Estamos atentos ao que o novo consumidor quer e atuamos por uma economia cada vez mais colaborativa para continuarmos sendo relevantes e cumprirmos nosso papel econômico e social”, pontuou a gerente.
José Alves defendeu que a intercooperação é a melhor alternativa para sanar os desafios mercadológicos. “Devemos aproximar os mercados de forma global e alinhar nossas legislações para fortalecer nosso modelo e aproveitar de forma mais efetiva as oportunidades. Há pouco tempo uma cooperativa Argentina de vinhos conseguiu um contrato com a China, mas a produção local não alcançava a meta, então, em um ato de intercooperação com cooperativas brasileiras, conseguiram ofertar produto suficiente ao mercado chinês”, exemplificou.
Tendências
As tendências globais do movimento cooperativista também foram abordadas. Fabíola frisou que o caminho nesse caso é o da inovação, para ocupar mais espaços. Ela apresentou cases internacionais que já são referência dentro do chamado cooperativismo de plataforma e convidou os expectadores a conhecerem outras iniciativas no site InovaCoop, idealizado pelo Sistema OCB.
“Já temos exemplos no mundo onde os cooperados se organizam de forma virtual e são os donos da plataforma. Como o case da cooperativa americana de fotógrafos Stocksy, que é um banco de imagens na web criado por profissionais que administram e abastecem a plataforma. Outro exemplo é de uma cooperativa norte-americana de limpeza, que foi formada por imigrantes e que, por meio da plataforma, resolveram entraves como agendamento de serviços e pagamento antecipado”.
Visão externa
Questionada sobre como o movimento cooperativista brasileiro é visto no exterior, Fabiola afirmou: “Há um respeito muito grande e eles já conhecem e reconhecem nossas coops. As do Ramo Agro há muito tempo, até por conta do nosso papel significante para a segurança alimentar mundial. Recebemos em nossa sede representantes de cooperativas de todo o mundo querendo saber mais sobre como desenvolvemos o cooperativismo de saúde, odontológico e são raros os países com estruturas de saúde como temos aqui com a Uniodonto e a Unimed. O nosso Ramo Crédito também é destaque, tanto que o Banco Central tem criado políticas públicas para o movimento, demonstrando confiança no nosso modelo. O mais importante é que nossas cooperativas crescem de forma contínua e sustentável”.
Ao concluir sua exposição, Fabíola deixou um recado a todos os cooperados. “Temos que nos sentir orgulhosos por fazermos parte desse movimento onde todos os que estão envolvidos trabalham por um mundo melhor e com mais oportunidades. É o que costumamos dizer: vamos para frente sem deixar ninguém para trás”.
Em sua conclusão, José Alves salientou que o movimento precisa ocupar mais espaços. “É chegada a hora de atuar também por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e outros tipos de relação com os governos. No mais, é muito bom se sentir pertencente ao cooperativismo. Principalmente quando penso que cooperados de todo o mundo tem esse mesmo sentimento de construção de um mundo melhor, eu me sinto junto”, finalizou.
CoopTalks Summit - Dividido em três grandes temas: Inovação, Gestão e Liderança, o evento reúne especialistas de diversas áreas para falar sobre tendências e ações importantes para o futuro do movimento cooperativista como um todo, destacando desafios e novas perspectivas que precisam ser consideradas em curto, médio e longo prazo.
Transformar realidades para melhor é uma das premissas do cooperativismo. O interesse pela comunidade e pelas pessoas é demonstrado diariamente nas ações e atividades desenvolvidas pelas cooperativas.
Unidas, elas também investem em projetos específicos e voluntários que contribuem para minimizar os efeitos da desigualdade social e promover cidadania entre os beneficiados. É o movimento Dia de Cooperar, mais conhecido como Dia C, que envolve iniciativas planejadas pelas cooperativas durante todo o ano.
E, todo ano, no primeiro sábado de julho, as cooperativas brasileiras, apoiadas pelo Sistema OCB, festejam os resultados do Dia C com eventos sociais realizados simultaneamente em todo o país, a partir de ações de responsabilidade social e voluntárias que incluem prestação de serviços, difusão de diversas culturas e recreação nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e outras, para as comunidades onde estão inseridas.
“O Dia C é uma data para incentivar práticas de voluntariado e confirmar o compromisso do cooperativismo com a construção de um mundo mais justo, equilibrado e próspero. Nosso papel é disseminar a importância do movimento e aproveitar esta data para demonstrar à sociedade um pouco do que o cooperativismo faz, diariamente, para melhorar a vida das pessoas e preservar o meio ambiente”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Como evento nacional, o Dia C já totaliza mais de 14 mil iniciativas que beneficiaram 24,8 milhões de pessoas. Em 2021, foram 5,1 milhões de pessoas atendidas com as mais de duas mil iniciativas e ações realizadas por 2.579 cooperativas e seus mais de 145 mil voluntários. Ao todo, 1.411 munícipios registraram a força do voluntariado cooperativista.
Para este 2 de julho, depois de dois anos de pandemia e de eventos realizados de forma virtual, o Dia C volta ao formato presencial com uma programação diversificada. Os eventos estão confirmados em onze estados: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia. Além das capitais, as ações também serão realizadas em inúmeros municípios Brasil a fora.
Os estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, e Paraíba também realizarão seus eventos de celebração pelo Dia C, mas em outras datas ainda a serem divulgadas.
Programação:
- Em Belo Horizonte, capital mineira, as comemorações serão na Praça da Assembleia, entre 9h e 13h. O Sistema Ocemg vai oferecer uma manhã recheada de música, cultura, brincadeiras e conteúdo sobre o voluntariado do movimento cooperativista. Coral infantil, grupo de dança, performance circense e orquestra compõem a parte cultural, enquanto em outros pontos serão ofertados serviços de aferição de pressão, massagem e exposição de produtos e serviços das coops mineiras.
- No Distrito Federal o evento será celebrado na Escola Classe 1, da Cidade Estrutural, entre 9h e 13h. O Dia C da capital espera atender mil pessoas e contará com tendas e palco para realização de oficinas; apresentações culturais, como contação de histórias e quadrilha; recreação infantil; prestação de serviços de assessoria contábil, jurídica; de saúde; bem-estar e beleza.
- No Espírito Santo, a celebração será na Grande Vitória, entre 8h e 13h, no bairro José de Anchieta. Serão oferecidos serviços médicos, de educação financeira, corte de cabelo, orientação jurídica e profissional, além de atendimento do juizado itinerante da Lei Maria da Penha. Também estão previstas palestras e orientações educativas de trânsito, técnicas de alongamento e primeiros socorros. Entre as atrações para os pequenos estão previstas apresentações de teatro, pula-pula, tobogã, cama elástica, cabine de fotos, pintura de rosto e bola mania. Serão distribuídos cachorro-quente, pipoca, churros, algodão doce, picolé e refrigerante.
- Em Goiás, o evento será no Jardim Botânico de Goiânia entre 9h e 13h. Embora a comemoração vá oferecer serviços, ações de educação e lazer, o foco será em ações de sustentabilidade ambiental. Terá ponto de coleta de materiais para reciclagem e a composição de um orquidário no parque, com 90 plantas de 60 espécies diferentes de orquídeas, além de um grande roseiral, com 262 tipos de rosáceas - cada uma representando uma cooperativa de Goiás.
- No Mato Grosso do Sul, a celebração da capital Campo Grande será no Parque Tarsila do Amaral, entre 13h e 18h, com atendimentos de saúde, bem-estar e beleza; assessoria jurídica e financeira; esporte e recreação; apresentação cultural e outras ações. Outras 20 cidades do estado também receberão ações voluntárias das cooperativas como Dourados, Corumbá, Três Lagoas, São Gabriel do Oeste, Angélica, Naviraí, Novo Horizonte do Sul e Nova Andradina.
- O Pará escolheu uma semana inteira para promover ações em benefício de suas comunidades. Entre os dias 2 e 8 de julho, a comunidade santarena contará com atendimento médico, serviços de higiene e beleza, lazer e atividades ecológicas e educacionais. Terá ainda prestação de serviços de assistência social e outros serviços úteis à população como doação de cestas básicas e de sangue.
- No Paraná, a Ocepar fez parceria com a Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e o evento receberá cobertura especial na TV, que divulgará ações das cooperativas do estado no programa Estúdio C, que vai ao ar a partir das 14h40. Entre as ações previstas estão recreação, esporte e lazer; arrecadação de roupas, alimentos, leite, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza; conscientização sobre cuidados com a saúde, meio ambiente, vida financeira, doação de sangue e medula óssea; incentivo à educação e leitura; inclusão social de novos imigrantes; consultas e exames (visual, odontológico, laboratoriais), além de revitalização e reformas (plantio de árvores, doação de mudas, pintura de escola). Em Curitiba, o Sistema Ocepar já vem promovendo, desde 27 de junho, arrecadação de alimentos não perecíveis, fraldas geriátricas, sapatos, roupas, mantas e cobertores, para serem distribuídos.
- Em Pernambuco, as comemorações serão em Petrolina, a partir das 8h. As cooperativas ofertarão para a comunidade café da manhã, doação de 12 ares-condicionados ao Hospital Apami, palestra sobre o sétimo princípio do cooperativismo e dinâmicas de solidariedade.
- No Rio Grande do Norte, a celebração será na sede da ONG Atitude Cooperação, que fica na Avenida Capitão-Mor Gouveia, bairro Felipe Camarão, na capital, entre 8h e 12h. A comunidade vai desfrutar de atrações culturais e também de serviços médicos, odontológicos, aplicação de vacinas e consultas com especialistas em finanças.
- Em Rondônia, a comemoração será realizada na Escola Estadual de Ensino Nova Brasília, em Ji-Paraná, entre 9h e 13h. A expectativa da organização é atender 800 pessoas com serviços de emissão de documentos, atendimento médico, odontológico e jurídico, cortes de cabelo, atividades recreativas e apresentações culturais.
Transformar realidades para melhor é uma das premissas do cooperativismo. O interesse pela comunidade e pelas pessoas é demonstrado diariamente nas ações e atividades desenvolvidas pelas cooperativas.
Unidas, elas também investem em projetos específicos e voluntários que contribuem para minimizar os efeitos da desigualdade social e promover cidadania entre os beneficiados. É o movimento Dia de Cooperar, mais conhecido como Dia C, que envolve iniciativas planejadas pelas cooperativas durante todo o ano.
E, todo ano, no primeiro sábado de julho, as cooperativas brasileiras, apoiadas pelo Sistema OCB, festejam os resultados do Dia C com eventos sociais realizados simultaneamente em todo o país, a partir de ações de responsabilidade social e voluntárias que incluem prestação de serviços, difusão de diversas culturas e recreação nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e outras, para as comunidades onde estão inseridas.
“O Dia C é uma data para incentivar práticas de voluntariado e confirmar o compromisso do cooperativismo com a construção de um mundo mais justo, equilibrado e próspero. Nosso papel é disseminar a importância do movimento e aproveitar esta data para demonstrar à sociedade um pouco do que o cooperativismo faz, diariamente, para melhorar a vida das pessoas e preservar o meio ambiente”, destaca o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
Como evento nacional, o Dia C já totaliza mais de 14 mil iniciativas que beneficiaram 24,8 milhões de pessoas. Em 2021, foram 5,1 milhões de pessoas atendidas com as mais de duas mil iniciativas e ações realizadas por 2.579 cooperativas e seus mais de 145 mil voluntários. Ao todo, 1.411 munícipios registraram a força do voluntariado cooperativista.
Para este 2 de julho, depois de dois anos de pandemia e de eventos realizados de forma virtual, o Dia C volta ao formato presencial com uma programação diversificada. Os eventos estão confirmados em onze estados: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia. Além das capitais, as ações também serão realizadas em inúmeros municípios Brasil a fora.
Os estados do Amapá, Amazonas, Maranhão, e Paraíba também realizarão seus eventos de celebração pelo Dia C, mas em outras datas ainda a serem divulgadas.
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Em Belo Horizonte, capital mineira, as comemorações serão na Praça da Assembleia, entre 9h e 13h. O Sistema Ocemg vai oferecer uma manhã recheada de música, cultura, brincadeiras e conteúdo sobre o voluntariado do movimento cooperativista. Coral infantil, grupo de dança, performance circense e orquestra compõem a parte cultural, enquanto em outros pontos serão ofertados serviços de aferição de pressão, massagem e exposição de produtos e serviços das coops mineiras.
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No Distrito Federal o evento será celebrado na Escola Classe 1, da Cidade Estrutural, entre 9h e 13h. O Dia C da capital espera atender mil pessoas e contará com tendas e palco para realização de oficinas; apresentações culturais, como contação de histórias e quadrilha; recreação infantil; prestação de serviços de assessoria contábil, jurídica; de saúde; bem-estar e beleza.
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No Espírito Santo, a celebração será na Grande Vitória, entre 8h e 13h, no bairro José de Anchieta. Serão oferecidos serviços médicos, de educação financeira, corte de cabelo, orientação jurídica e profissional, além de atendimento do juizado itinerante da Lei Maria da Penha. Também estão previstas palestras e orientações educativas de trânsito, técnicas de alongamento e primeiros socorros. Entre as atrações para os pequenos estão previstas apresentações de teatro, pula-pula, tobogã, cama elástica, cabine de fotos, pintura de rosto e bola mania. Serão distribuídos cachorro-quente, pipoca, churros, algodão doce, picolé e refrigerante.
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Em Goiás, o evento será no Jardim Botânico de Goiânia entre 9h e 13h. Embora a comemoração vá oferecer serviços, ações de educação e lazer, o foco será em ações de sustentabilidade ambiental. Terá ponto de coleta de materiais para reciclagem e a composição de um orquidário no parque, com 90 plantas de 60 espécies diferentes de orquídeas, além de um grande roseiral, com 262 tipos de rosáceas - cada uma representando uma cooperativa de Goiás.
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No Mato Grosso do Sul, a celebração da capital Campo Grande será no Parque Tarsila do Amaral, entre 13h e 18h, com atendimentos de saúde, bem-estar e beleza; assessoria jurídica e financeira; esporte e recreação; apresentação cultural e outras ações. Outras 20 cidades do estado também receberão ações voluntárias das cooperativas como Dourados, Corumbá, Três Lagoas, São Gabriel do Oeste, Angélica, Naviraí, Novo Horizonte do Sul e Nova Andradina.
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O Pará escolheu uma semana inteira para promover ações em benefício de suas comunidades. Entre os dias 2 e 8 de julho, a comunidade santarena contará com atendimento médico, serviços de higiene e beleza, lazer e atividades ecológicas e educacionais. Terá ainda prestação de serviços de assistência social e outros serviços úteis à população como doação de cestas básicas e de sangue.
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No Paraná, a Ocepar fez parceria com a Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e o evento receberá cobertura especial na TV, que divulgará ações das cooperativas do estado no programa Estúdio C, que vai ao ar a partir das 14h40. Entre as ações previstas estão recreação, esporte e lazer; arrecadação de roupas, alimentos, leite, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza; conscientização sobre cuidados com a saúde, meio ambiente, vida financeira, doação de sangue e medula óssea; incentivo à educação e leitura; inclusão social de novos imigrantes; consultas e exames (visual, odontológico, laboratoriais), além de revitalização e reformas (plantio de árvores, doação de mudas, pintura de escola). Em Curitiba, o Sistema Ocepar já vem promovendo, desde 27 de junho, arrecadação de alimentos não perecíveis, fraldas geriátricas, sapatos, roupas, mantas e cobertores, para serem distribuídos.
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Em Pernambuco, as comemorações serão em Petrolina, a partir das 8h. As cooperativas ofertarão para a comunidade café da manhã, doação de 12 ares-condicionados ao Hospital Apami, palestra sobre o sétimo princípio do cooperativismo e dinâmicas de solidariedade.
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No Rio Grande do Norte, a celebração será na sede da ONG Atitude Cooperação, que fica na Avenida Capitão-Mor Gouveia, bairro Felipe Camarão, na capital, entre 8h e 12h. A comunidade vai desfrutar de atrações culturais e também de serviços médicos, odontológicos, aplicação de vacinas e consultas com especialistas em finanças.
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Em Rondônia, a comemoração será realizada na Escola Estadual de Ensino Nova Brasília, em Ji-Paraná, entre 9h e 13h. A expectativa da organização é atender 800 pessoas com serviços de emissão de documentos, atendimento médico, odontológico e jurídico, cortes de cabelo, atividades recreativas e apresentações culturais.
Há meio século, a casa do cooperativismo cearense atua em defesa do movimento, levando prosperidade aos seus cooperados e às comunidades do estado. Na última sexta-feira (1º), em Fortaleza, foi comemorado os 50 anos da OCB Ceará, na sede do Sistema. O evento contou com a participação do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, de lideranças do movimento cearense e de outros estados, além da exposição do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Uma placa foi afixada, em homenagem aos anos de atuação e contribuição social.
Em seu discurso, o presidente Márcio parabenizou a atuação e governança da unidade estadual e pontou os desafios do movimento para os próximos anos. “Tenho muito orgulho em ver que construíram um movimento grandioso aqui. Tenho mais orgulho ainda de poder representá-los nacionalmente, em Brasília. Parabéns aos líderes e funcionários por comporem um movimento tão grande. Contem comigo também na comemoração dos 100 anos”, parabenizou Márcio, em tom de humor.
Sobre as transformações atuais da sociedade, Márcio ressaltou: “as mudanças no tecido da humanidade são reais e vêm acontecendo em uma velocidade muito rápida. A pandemia só turbinou esse processo. Porém, temos um armazém de confiança no cooperativismo, insumo raro nos dias de hoje, que nos mantém atualizados. Este traço, está em nosso movimento desde sua origem e precisamos continuar cultivando para que possamos prosseguir gerando prosperidade”.
A capacitação e a profissionalização dos cooperados, a abertura de novos mercados dentro e fora do país, as propostas de inovação e a formação política estão entre os desafios citados por Márcio para os tempos futuros. “A sociedade quer uma economia mais colaborativa e o cooperativismo pode oferecer isso de forma clara e objetiva, porque já somos coletivos. Temos igualdade e justiça, equilíbrio e sustentabilidade, sem perder a competitividade, além do vínculo de confiança e de nossa capilaridade. Somos humildes, mas não podemos ser modestos, devemos bater no peito e assumir o papel da nossa força social e econômica diante de qualquer governo. Precisamos, ainda, criar oportunidades para alianças estratégicas entre as cooperativas para ganharmos novos mercados”.
O presidente também destacou que está à disposição das cooperativas um programa de educação política ofertado pelo Sistema OCB, que também elaborou, e vai entregar aos candidatos à Presidência da República, propostas do movimento para um Brasil Mais Cooperativo. E frisou, que com a presença dele no Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), “o cooperativismo brasileiro vai começar a pensar em sua internacionalização com mais intensidade”.
O presidente da OCB Ceará, Nicédio Alves Nogueira, agradeceu a presença de todos, destacou a importância de antigos líderes e declarou: “estarei presente no centenário da OCB/CE”.
O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, primeiramente destacou a competência técnica e de liderança de Márcio e o parabenizou pelo cargo na ACI. Em sua apresentação, ele expôs o papel do cooperativismo na segurança alimentar no mundo. A segurança alimentar é um conceito e a única garantia de paz mundial. Onde há paz, não há fome! A Organização das Nações Unidas vem atuando agora nesta vertente, não apenas apaziguando guerras, e desta forma o organismo e o cooperativismo agro em especial, vem fomentando iniciativas para garantir alimento para todos", frisou.
Para conferir o evento na íntegra basta clicar aqui.
O Plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (22), o parecer do deputado Pedro Lupion (PR) à Medida Provisória 1.104/22. A matéria versa sobre melhorias no Fundo Garantidor Solidário (Lei do Agro 13.896/20) e da Cédula de Produtor Rural (Lei 8.929/94), para desburocratizar atividades do agronegócio.
Lupion, que é diretor da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), também foi relator da Lei do Agro (13.896/20). Para a construção do seu parecer, o deputado se reuniu com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Ministérios da Agricultura e da Economia e outras entidades representativas do setor a fim de entender as principais demandas da área e atender efetivamente suas necessidades.
“Assim como a Lei do Agro, tenho a honra de relatar esta MP, que fornece garantias complementares aos produtores rurais em operações de crédito. A proposta é facilitar o uso dos Fundos Garantidores Solidários, agilizar processos de assinatura eletrônica e desburocratizar a vida de produtores e cooperativas para aumentar a geração de oportunidades e renda no campo”, afirmou.
O texto aprovado prevê o aumento do prazo de registro da Cédula de Produto Rural (CPR) de 10 para 30 dias úteis (a partir de 11 de agosto de 2022), já que o prazo atual não tem sido suficiente, especialmente nos momentos em que os produtores estão no campo, muitas vezes distantes da sede da cooperativa, dificultando o acolhimento das assinaturas e conclusão do processo.
Outro ponto importante é a possibilidade de se usar a CPR com liquidação financeira como instrumento de garantia de dívidas futuras de outras cédulas a ela vinculadas. De acordo com representantes do setor cooperativista, a medida irá desburocratizar o processo de financiamento rural além de simplificar aos produtores rurais os emolumentos para registro de várias garantias.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca a importância da iniciativa. “Medidas que venham a modernizar e dinamizar os instrumentos utilizados no agro nacional são sempre bem-vindas, e a CPR é um título importante nas relações do setor, funcionando como um facilitador na produção e comercialização rural”.
O texto também trata dos fundos que serão formados por cotas primárias, de responsabilidade dos devedores; e secundárias, de responsabilidade dos garantidores, caso haja. A terceira cota, paga pelo credor dos produtores, foi excluída da lei para simplificar o processo e permitir a captação de recursos para as atividades em outras fontes financeiras que não sejam apenas bancos.
Com a aprovação, os fundos poderão ser utilizados em qualquer operação financeira vinculada à atividade empresarial rural, inclusive as realizadas no mercado de capitais. Os fundos fornecem uma segurança complementar em operações de crédito agrícola e pecuário. Eles são criados por grupos de produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, e visam garantir o pagamento de seus débitos juntos aos bancos, caso necessário.
O Fundo Garantidor Solidário foi criado em 2020 a fim de oferecer mecanismos para uma relação direta entre produtor e iniciativa privada no fomento das atividades agropecuárias.
A Comissão de Meio Ambiente (CMA), do Senado, aprovou a proposta que institui a Política Nacional de Incentivo à Agricultura e Pecuária de Precisão (PL 149/19), nesta quarta-feira (15). O relatório favorável ao texto é da senadora Kátia Abreu (TO), que integra a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). A matéria agora será apreciada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, em caráter terminativo.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ampliar a utilização de boas técnicas na produção agropecuária reduz custos, diminui desperdícios e aumenta a produtividade. “Até pouco tempo entendíamos que agricultura de precisão se resumiam, basicamente, nas máquinas com receptores de GPS e a geração de mapeamento da produção. Atualmente, sabemos que abrange também medidas de manejo e gestão de toda a propriedade. O avanço da agricultura de precisão reflete diretamente no aumento da rentabilidade dos produtores rurais e as cooperativas são umas das principais vias de acesso a essas tecnologias. A relevância desta proposta também está na garantia da sustentabilidade ambiental, social e econômica”, afirmou.
A senadora Kátia Abreu reforçou que a proposta está alinhada aos compromissos do Brasil com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). “Essa proposta é capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atendimento das necessidades das futuras gerações, com garantia de não esgotamento dos recursos naturais. A agricultura e pecuária de precisão também estão associadas ao conceito de agricultura 4.0, que utiliza tecnologia avançada para avaliar e acompanhar de maneira mais precisa as condições diferenciadas das áreas de atividades agronômicas, baseada no princípio da variabilidade do solo e clima”, destacou.
Além do Sistema OCB, o projeto também tem apoio e articulação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de entidades do setor produtivo. O texto teve origem na Câmara dos Deputados e é de autoria do coordenador Sindical da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Heitor Schuch (RS). A proposta foi aprovada com maioria expressiva no Plenário da Câmara.
Segundo Schuch, o objetivo é garantir instrumentos essenciais para implantação da Agricultura 4.0. “A intenção é desenvolver o Agro baseado na pesquisa, no desenvolvimento tecnológico, na assistência técnica e na extensão rural, na qualificação e gestão dos recursos humanos”, declara. O texto contempla também parcerias com entidades públicas e privadas como uma das prioridades da política de incentivo à agricultura de precisão.
Neste sábado (2), o primeiro de julho, cooperativas de centenas de países comemoram o 100º Dia Internacional do Cooperativismo, o #CoopsDay. Cooperativas constroem um mundo melhor é o tema escolhido para esta edição, dez anos depois da Organização das Nações Unidas (ONU) declarar o ano de 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas com slogan similar: As Cooperativas fazem um mundo melhor. A ideia é ecoar, uma vez mais, a contribuição única do movimento para tornar o mundo um lugar melhor e mais próspero.
Para a celebração deste ano, o Sistema OCB vai promover uma ação interativa nas redes sociais do SomosCoop (Instagram e Facebook) para saber que coisas ficariam melhores se fosse coop, transformando as respostas dos seguidores em colagens exclusivas e fundos de tela para os usuários. A Casa do Cooperativismo lançou um manifesto que apresenta o movimento cooperativista para quem ainda não o conhece e um podcast que fala sobre cooperação, principalmente para o público jovem. O episódio especial do Naruhodo, apresentado por Ken Fujioka e Altay de Souza, foi lançado no sábado (2).
O CoopsDay é um dia para demonstrar o que o modelo de negócios cooperativista e seus sete princípios fazem para construir um mundo melhor e mais próspero o ano todo. É para reconhecer o papel do coop na economia global, na contribuição para a segurança alimentar, no combate à degradação do meio ambiente, na geração de emprego, na economia colaborativa e tantas outras ações baseadas em valores éticos. O destaque da data é o sétimo princípio, que versa sobre a responsabilidade social e o cuidar dos outros.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, recém-eleito como conselheiro da Assembleia Cooperativa Internacional (ACI), convida a sociedade, neste dia de celebração, a conhecer mais sobre como o cooperativismo transforma pessoas e lugares.
"Temos muito o que falar neste primeiro sábado de julho. É a oportunidade de demonstrarmos a força do cooperativismo neste momento de tantas transformações e evoluções que estão acontecendo no tecido da humanidade. As cooperativas podem construir um ambiente e um mundo muito melhor para nossa gente, para as comunidades onde estão inseridas, para nossos estados, para o país e para o mundo. Vamos mostrar para a humanidade que o cooperativismo é gerador de bem-estar, de felicidade e de prosperidade para as pessoas”, destaca.
O Presidente da Assembleia Cooperativa Internacional (ACI), Ariel Guarco, voltou ao passado e contou que praticamente nasceu dentro de uma cooperativa. “Minha mãe completa em 2022 60 anos à frente de uma cooperativa de serviços públicos de água, energia elétrica, telefonia, internet, entre outros, em uma província no sul da Argentina. Tenho 53 anos e desde bebê ela e outras mães levavam seus filhos ao trabalho por não terem com quem deixar. Desde então, entendemos a paixão pelo cooperativismo, que é a certeza de que construímos uma realidade melhor juntos”.
Ariel disse que o modelo de negócios cooperativista muda realidades e que para os próximos 100 anos espera que o movimento esteja ainda mais difundido nas sociedades. “Estou convencido de que o que gera violência não é a pobreza, mas a desigualdade. Então, o que me faz levantar todos os dias é saber que nosso modelo traz justiça, igualdade e prosperidade para todos. Nosso desafio para os próximos cem anos é propagar nosso movimento para mais pessoas. As cooperativas, sem dúvidas, constroem um mundo melhor. Somos mais de 3 milhões de cooperativas em todos os continentes, realizando suas atividades e cuidando do planeta. Somos as respostas que as pessoas precisam. Neste dia internacional, o mundo vai ouvir sobre nós e nossos objetivos para todo o globo”, finaliza Ariel.
Centenário
O CoopsDay é celebrado desde 1923, embora apenas em 1995, ano do centenário da Assembleia Cooperativa Internacional (ACI), a ONU tenha proclamado oficialmente o primeiro sábado de julho como o Dia Internacional das Cooperativas. Desde então, a ACI e a ONU, por meio do Comitê para a Promoção e Avanço das Cooperativas (Copac), passaram a definir o tema para celebração do evento mundial.
Em 2012, as cooperativas foram homenageadas pelas Nações Unidas por terem sido responsáveis pela criação de 100 milhões de vagas de emprego em todo o mundo, logo após a crise financeira global de 2008. Estudos apontaram que as cooperativas ajudaram, não apenas na retomada econômica das cidades onde estavam inseridas, como para o cumprimento expressivo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, atuais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), presente na Agenda 2030, da ONU.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, foi eleito nesta segunda-feira (20) a uma cadeira no Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), com o maior número de votos. As eleições ocorreram durante a Assembleia Geral da entidade, em Sevilha, na Espanha. “Essa é uma conquista muito importante para nós. Quero agradecer a confiança do movimento cooperativista internacional e afirmar e que vamos trabalhar para fortalecer a cultura da cooperação e garantir mais legitimidade, maior representatividade e interlocução mais direta entre os países membros da ACI”, afirmou o novo conselheiro. Durante a assembleia, o atual presidente da ACI, Ariel Guarco, foi reeleito para representar o cooperativismo globalmente, no período de 2022 a 2026. Saiba mais sobre a eleição.
A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) é uma organização não-governamental independente que reúne, representa e atende organizações cooperativas em todo o mundo. Ela é a voz mundial das cooperativas e trabalha com governos e organizações globais e regionais para criar ambientes legislativos que possibilitem a formação e o crescimento das cooperativas. Para os meios de comunicação e o público, a ACI promove a importância do modelo de negócios das cooperativas, centrado nas pessoas.
Com 126 anos de existência, é um dos organismos internacionais mais antigos em atividade contínua. A organização privada internacional se manteve resiliente e atuante nos períodos de conflitos e crises internacionais e ao longo da história tem se posicionado como defensora e guardiã dos valores e princípios cooperativos, que diferencia o modelo dos demais modelos de negócios.
Segundo a ACI, uma em cada seis pessoas no mundo é cooperativista. Por meio de seus 312 membros, espalhados por 112 países, a ACI representa mais de 1 bilhão de cooperados, congregados em 3 milhões de cooperativas, que geram 250 milhões de empregos diretos em todo o mundo.
Atuando a partir de seu do escritório global em Bruxelas (Bélgica), a Aliança está organizada em quatro Escritórios Regionais (Europa, África, Américas e Ásia-Pacífico) e oito Organizações Setoriais (Bancos, Agricultura, Pesca, Seguros, Saúde, Habitação, Consumo e cooperativas na indústria e serviços). Além deles, existem ainda duas redes organizadas: de Gênero e de Jovens.
Desde que se filiou à entidade, em 1989, o Sistema OCB sempre participou efetivamente de sua administração, contribuindo para uma governança produtiva. Roberto Rodrigues, ex-presidente do Sistema OCB, foi, inclusive, eleito o primeiro presidente não europeu da Aliança. Essa é a primeira vez, no entanto, que o presidente do Sistema OCB é eleito para o Conselho.
Para saber mais sobre as perspectivas da participação do presidente Márcio no Conselho de Administração da ACI acesse: https://in.coop.br/conselhoaci
A Medida Provisória (MP) 1104/22, que dispõe sobre a Cédula de Produtor Rural (CPR) e sobre o Fundo Garantidor Solidário (FGS) foi aprovada pelo Plenário do Senado Federal nessa terça-feira (28). O texto, já aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados, traz pontos positivos para as cooperativas.
O Senado manteve o texto da Câmara, que incluiu sugestão do Sistema OCB, para o aumento de prazo de registro da CPR de até 10 dias para 30 dias úteis a partir de 11 de agosto de 2022 e a utilização da CPR com liquidação financeira como instrumento de garantia de dívidas futuras de outras cédulas vinculadas.
Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a proposta é importante justamente por reduzir burocracias e facilitar a vida dos produtores. “Medidas que modernizam e dinamizam os instrumentos utilizados no agro nacional são sempre bem-vindas, e a CPR é um título relevante nas relações do setor, funcionando como um facilitador na produção e comercialização rural”, destacou.
A matéria foi relatada pelo senador Acir Gurgacz, presidente da Comissão de Agricultura, e segue para sanção presidencial. “A obrigatoriedade do registro exige esforço de produtores rurais e de suas cooperativas, de instituições financeiras e registradores. Facilitar esse processo é essencial para que o calendário de registro continue sendo cumprido”, afirmou Gurgacz.
O relator da MP na Câmara, deputado federal Pedro Lupion (PR), também reforçou que a aprovação vai modernizar o setor agropecuário. “Vamos desburocratizar ainda mais o setor, e fazer com que os produtores rurais tenham acesso ainda mais facilitado ao crédito para aumentar a geração de oportunidades e renda no campo”.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, esteve presente na abertura da Semana do Cooperativismo 2022 promovida pelo Sistema OCB/GO, nessa segunda-feira (27). O evento realizado no Edifício Goiás Cooperativo deu início à celebração do Dia de Cooperar, mais conhecido como Dia C, que será comemorado no próximo sábado (2).
O presidente apontou, em dados, a importância do cooperativismo para a economia nacional. “Em 2021, o setor movimentou R$ 630 bilhões e impactou 60 milhões de brasileiros. O cooperativismo é uma atividade economicamente forte e crescente, por isso, num ambiente democrático, precisa ter representação política e apoiar as pessoas comprometidas com nossas causas”, declarou.
O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, destacou a importância da parceria com o Governo do Estado para promover avanços significativos ao movimento. “O melhor caminho para a geração de emprego e renda é o cooperativismo. Por isso, o governo tem investido em parcerias com as cooperativas e com o Sistema OCB/GO. Estes recursos vão ajudar, especialmente, as cooperativas de agricultura familiar, de reciclagem e de confecção, o que aumentará o valor agregado dos produtos e propiciará mais acesso a mercados”, avaliou.
O secretário de Governo do Estado, César Moura, anunciou, durante o evento, investimento de R$ 10 milhões para o movimento cooperativista. Os recursos serão aplicados, em parceria com o Sistema OCB/GO, dentro do Programa Coopera Goiás. Segundo ele, o montante será destinado ao Projeto Pró-Catador. “Vamos montar novas cooperativas de catadores de resíduos recicláveis em 14 cidades goianas, o que transformará a realidade de 1,4 mil pessoas”, disse o secretário.
A Prefeitura de Goiânia também está engajada com o evento, que terá o Meio Ambiente como tema deste ano. O órgão avalia a criação de uma linha de microcrédito com a participação da Associação de Garantia de Crédito de Goiás (GarantiGoiás) e cooperativas de crédito, para facilitar o acesso de micro e pequenos empreendedores da capital.
Representantes do Ramo Transporte do Sistema OCB participaram de reunião com o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, na última semana para tratar de assuntos importantes na agenda do cooperativismo. Transporte de cargas, de passageiros e questões voltadas para fiscalização dos serviços fizeram parte dos temas abordados.
Sobre o transporte de cargas, o principal ponto destacado foi a publicação da nova Resolução que substituirá a atual Resolução 4.799/15, que trata dos procedimentos para inscrição e manutenção no Registro Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (RNTRC) digital e seus desdobramentos. A principal preocupação do Sistema OCB é a manutenção das conquistas que o cooperativismo obteve nos últimos anos no que diz respeito à regulamentação, adequado regramento das atividades.
“Por meio da clara definição do que é uma cooperativa de transporte, conseguimos ter um mercado mais organizado. Por isso, consideramos fundamental que a ANTT continue exigindo, por meio de resolução, o registro das cooperativas junto a OCB para obtenção do RNTRC, para garantir a fidelização do cooperado e a segurança jurídica necessária para o desenvolvimento da atividade”, explica o coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Transporte, Evaldo Matos.
Ainda segundo ele, é importante reconhecer os avanços que o RNTRC digital trouxe, mas que alguns pontos precisam ser aprimorados. “O processo como um todo ficou mais simples e ágil. Nos preocupa, no entanto, o fato de que algumas cooperativas que não possuem registro junto à OCB estejam utilizando a plataforma em desacordo com o que prevê a resolução”, complementa.
No que diz respeito ao transporte de passageiros, o pleito do Sistema OCB é por uma maior aproximação técnica e estratégica junto a superintendência e gerências das respectivas áreas na agência para que o segmento possa se desenvolver mais efetivamente. “Precisamos de uma troca de informações mais fluídas e precisas que contribuam para uma evolução que deixe o setor no mesmo patamar em que o transporte de cargas se encontra no momento”, destaca Evaldo.
As dificuldades no acesso a informações sobre os autos de infração aplicados às cooperativas foi o ponto tratado no item fiscalização. Segundo o analista, muitos autos não são comunicados e a cooperativa acaba sofrendo prejuízos significativos, uma vez que acaba sendo inscrita no cadastro de dívida ativa da União.
Guilherme Sampaio afirmou que reconhece os avanços que as cooperativas de transporte de cargas vêm registrando e que nenhum deles serão perdidos com a nova regulamentação, principalmente porque eles trazem, de fato, benefícios para a sociedade. O diretor também prometeu agendar uma reunião sob sua coordenação para mitigar os problemas registrados com os procedimentos de fiscalização.
A gerente geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta, participa nesta quinta-feira (30), ao meio-dia, como uma das palestrantes do CoopsTalk Summit 2022, evento promovido pela MundoCoop para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado este no dia 2 de julho. Fabíola vai participar do painel Lições dos ecossistemas cooperativos globais, que também contará com a presença de José Alves, representante do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) Américas.
O evento será virtual e gratuito. Dividido em três grandes temas: Inovação, Gestão e Liderança, o evento reúne especialistas de diversas áreas para falar sobre tendências e ações importantes para o futuro do movimento cooperativista como um todo, destacando desafios e novas perspectivas que precisam ser consideradas em curto, médio e longo prazo.
No tema Inovação, o objetivo é mostrar a necessidade que as coops têm de se manter constantemente preparadas para as mudanças que chegam cada vez mais rápidos e intensos. E para isso, a inovação precisa fazer parte de todos os estágios e etapas do processo. Em Gestão, serão discutidos a importância da eficiência das ações desenvolvidas e a valorização dos conhecimentos e habilidades das pessoas envolvidas, bem como da sinergia entre os colaboradores. Já em Liderança, o intuito é mostrar o quanto é essencial estar sempre em busca de melhorias, seja para aproximar as lideranças e seus liderados, ou para contribuir com o desenvolvimento do time.
Para participar, os interessados precisam fazer inscrição prévia pelo link https://live.cooptalks.com.br/
Para conferir a programação completa, acesse http://cooptalks.com.br/summit/
O Conselho Consultivo do Ramo Transporte, do Sistema OCB, realizou sua segunda reunião de 2022, nesta quinta-feira (23), discussão sobre os principais assuntos que constam no plano de trabalho do ramo para o ano. No total, 14 estados foram representados que debateram ainda sobre atualização do regimento interno; avanços junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); unimilitância no ramo; e MEI-Caminhoneiro; entre outros temas.
O encontro virtual foi mediado pela gerente de Relações Institucionais, Clara Maffia, e pelo coordenador do conselho consultivo do ramo transporte, Evaldo Matos. Sobre o manual, Matos explicou que o conteúdo tem por objetivo desmistificar para os clientes com é o modelo de negócios cooperativista e aumentar a prestação destes serviços para as cooperativas.
“Ele surgiu da necessidade de levar informações mais precisas para os tomadores destes serviços. Nossa intenção é esclarecer dúvidas a respeito do nosso modelo de negócios, da equiparação das cooperativas para fins de pagamentos eletrônicos de frete e da segurança jurídica que elas oferecem aos embarcadores. Planejamos também a criação de um documento similar voltado às cooperativas de transporte de passageiros”, informou.
Outro tema discutido na reunião foi a criação de um grupo de trabalho formado por colaboradores da ANTT e representantes do Sistema OCB. O Grupo de Trabalho é um desdobramento do plano de trabalho firmado entre as entidades e terá como foco inicial as discussões que envolvem o transporte de cargas oriundos do e-commerce.
“Para avançarmos nesta temática, a ANTT realizará visitas técnicas em algumas cooperativas que já trabalham com e-commerce para conhecer como elas atuam. Este conhecimento auxiliará a agência a elaborar uma regulamentação a contento do setor, levando em consideração o transportador e o embarcador”, explicou Matos
Unimilitância
Os conselheiros também discutiram sobre a Unimilitância no transporte rodoviário de cargas, que assegura que o cooperado, fidelizado com sua cooperativa, transporte utilizando apenas o RNTRC dela. A visão do colegiado é de as mudanças em curso no segmento criam desafios significativos para o transporte de cargas, mas também condições ideais para a unimilitância.
“Precisamos nos organizar e aproveitar as oportunidades. Não estamos ignorando as dificuldades, apenas propondo um olhar para as chances que essas mudanças representam (com responsabilidade). É um momento importante que pode representar um salto qualitativo das cooperativas, potencialmente com ganho de escala e projeção no mercado”, explicou o coordenador.
E acrescentou: “Sabemos que é um processo complexo, mas é o melhor caminho para que as cooperativas possam se diferenciar no mercado, oferecer segurança jurídica e apresentar garantias para o embarcador. Também sabemos que há vários portes de cooperativas e algumas não conseguem garantir e ofertar para o cooperado o chamado frete de retorno, que é ir e voltar do destino com carga. Por isso, temos atuado para equalizar a questão com a criação de uma central de compras e de uma confederação”.
Outras deliberações
Há ainda o agendamento de missão de estudo, entre os dias 03 e 12 de novembro, em Israel, para que os dirigentes das cooperativas conheçam as estruturas, modelo de negócios e realizem curso específico sobre inovação do setor. Outro ponto abordado durante a reunião foi a criação de cursos de formação para as cooperativas de transporte a serem oferecidos pela plataforma CapacitaCoop.