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Brasília (12/8/20) – O Congresso Nacional derrubou, nesta quarta-feira (12/8), o veto da Presidência da República ao texto que tratava sobre a Solução de Consulta COSIT 11/2017 na Medida Provisória do Agro e não foi sancionado na Lei 13.986/2020. A votação de derrubada contou com a atuação da OCB, da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).Com apoio dos deputados, as negociações com o Governo Federal resultaram em acordo para reverter o veto.
A Solução de Consulta COSIT 11/2017, da Receita Federal, não reconheceu a relação de integração vertical existente entre cooperativa e cooperados, disposta na Lei 13.288/2016, e concluiu que toda a produção rural entregue à cooperativa faz parte da produção para efeito da incidência da contribuição sobre a receita bruta da comercialização (Funrural).
Além de desconsiderar a legislação vigente, a interpretação dada pela Receita Federal aos atos praticados pelas cooperativas onera excessivamente o custo de produção no regime de integração praticados pelas cooperativas agro, representando flagrante desvantagem em relação aos demais modelos societários.
Vale a pena destacar que as cooperativas agropecuárias e seus cooperados sempre atuaram no modelo de integração vertical, mesmo antes da publicação da Lei 13.288/2016, que assegurou a aplicação desse sistema de produção às cooperativas.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, comentou o assunto. “A derrubada deste veto visa evitar injustiças na cobrança previdenciária dos produtores rurais associados em cooperativas ao assegurar o tratamento isonômico entre os vários tipos de agentes econômicos nas operações de integração vertical”, concluiu.
SEM CUSTO PARA A UNIÃO
Na prática, a derrubada do veto não altera a regra tributária, nem tão pouco resulta em ampliação do rol de beneficiários ou concede novas isenções. Assim, o texto dispõe sobre a adequada interpretação sobre da apuração da receita bruta decorrente da entrega da produção dos cooperados às cooperativas e a correta forma do cálculo de determinadas contribuições, deixando expresso e claro um tratamento que já existe. Assim, a OCB e os parlamentares conseguiram debater a importância do tema com o Poder Executivo, que concordou com a derrubada do veto.
“O temos agora é a segurança jurídica às operações realizadas pelas cooperativas agropecuárias, fixando em lei, portanto, a base de cálculo legítima para a devida incidência tributária sobre suas operações. A mudança era necessária para trazer um ambiente de segurança jurídica e restringir interpretações que culminassem em custos, diminuindo a competitividade das cooperativas”, conclui Márcio Freitas, da OCB.
EFEITO INTEPRETATIVO
Com a derrubada do veto, volta a ser incluído também na Lei 8.212/91 o §16, que confere efeito interpretativo para o dispositivo que trata da incidência da contribuição previdenciária nas operações realizadas em regime de integração. Com isso, os efeitos da alteração legislativa que deixa clara a base de cálculo da contribuição previdenciária do produtor rural integrado se estende aos fatos ocorridos anteriormente à norma e devem ser observados pela Receita Federal, nas autuações que já vinham ocorrendo em relação a este tributo.
Confira o que alguns parlamentares que atuaram pela derrubada do veto disseram:
RECONHECIMENTO: “Enquanto integrante da base do governo, quero dizer que estou muito satisfeita com as negociações que resultaram na derrubada desse veto. O Congresso Nacional mostrou, novamente, maturidade e reconheceu tanto a importância das cooperativas agropecuárias para a economia brasileira quanto a força desse movimento que nunca parou, desde que a pandemia começou.” Aline Sleutjes (PR), deputada federal.
ECONOMIA: “Além do reconhecimento de que as cooperativas agropecuárias são essenciais para a vida de milhares de brasileiros, a derrubada desse veto evidencia uma preocupação muito grande com o poder de compra da sociedade. Sem a derrubada, possivelmente o preço dos produtos do campo aumentariam e, neste momento, não precisamos disso.” Pedro Lupion (PR), deputado federal, relator da Lei do Agro na Câmara dos Deputados.
SETOR ESSENCIAL: “As cooperativas agropecuárias não pararam nem um minuto sequer durante a pandemia. Isso só mostrou a relevância delas para o país. Votar contra a derrubada do veto da Cosit 11 seria um contrassenso. Se queremos uma economia forte, a gente precisa ver de perto a necessidade de cada setor essencial, como é o caso dessas cooperativas.” Sérgio Souza (PR), deputado federal.
FOCO NO BRASIL: “A gente ouviu muito a nossa base para ver o quão necessário era a derrubada desse veto. Os senadores e deputados mostraram que independentemente da bandeira partidária, o que precisamos agora é ter foco no Brasil. E isso ficou muito evidente. Agradeço em nome de todas as cooperativas agropecuárias.” Evair de Melo (ES), deputado federal e presidente da Frencoop.
Brasília (19/8/20) – As inscrições ao Prêmio Somoscoop Melhores do Ano entram na reta final. Em 15 dias, chega ao fim o prazo para que as cooperativas garantam sua participação nesta 12ª edição. A premiação é realizada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a cada dois anos. Assim, cooperativas singulares e centrais, confederações e federações sediadas no Brasil, regulares com a OCB, independentemente do ramo ou porte, têm até o dia 3 de setembro para se inscrever.
Nesta edição, a premiação vem cheia de novidades, mas com o mesmo objetivo: destacar as boas práticas de cooperativas que tenham proporcionado benefícios aos seus cooperados e à comunidade. A premiação é também uma oportunidade de mostrar o quanto as coops são essenciais para o país, social e economicamente.
ATUALIZAÇÃO
Na terça-feira (18/8), a OCB divulgou um comunicado sobre a correção de um dos itens do edital, a respeito de quem pode participar da premiação. Segundo a realizadora, foi excluído o parágrafo que tratava sobre a obrigatoriedade de a cooperativa estar em dia com o cadastro no Sou.Coop para poder concorrer ao prêmio. A alteração leva em conta a Lei 14.030/20 que possibilita às cooperativas realizarem suas AGOs até o final de setembro. Sendo assim, o prazo para o preenchimento do Sou.Coop ultrapassa o término das inscrições, em 3/9.
O comunicado reforça, ainda, que, nesta edição, excepcionalmente, em virtude do cenário de pandemia, será considerado, para verificação da regularidade, o pagamento da Contribuição Cooperativista sobre o exercício de 2019. O prazo para regularização será às 18h do dia 11 de setembro.
NOVIDADES
Neste ano, as categorias apresentam duas novidades. A primeira é que Desenvolvimento Sustentável foi incorporada pela Cidadã, reforçando, ainda mais, o compromisso das coops com os ODS da ONU, em sua agenda 2030. As demais categorias são: Comunicação e Difusão do Cooperativismo; Cooperjovem; Fidelização; Inovação; e Intercooperação. E a regra continua a mesma: pode ser inscrito somente um case por categoria.
INFLUENCIADORES
A segunda novidade é a criação da categoria Influenciadores Coop, direcionada a pessoas físicas consideradas referência na disseminação do cooperativismo brasileiro. Mas não para por aí: as indicações serão feitas pelas unidades estaduais do Sistema OCB e os vencedores serão escolhidos por votação popular no site do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano.
SOU.COOP
Segundo a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, mesmo não sendo mais uma condição para participar do Prêmio, as cooperativas devem se cadastrar ou atualizar seus dados na página do Sou.Coop. “Esses dados são a base da nossa representação junto ao governo federal e insumos para ações desenvolvidas em todos os estados. Vale reforçar que o nosso Anuário do Cooperativismo Brasileiro é feito com as informações cadastradas ali. Então, se todos fizerem sua parte, temos como mostrar a força e os números do nosso movimento para a sociedade e governos”, comenta a gerente geral.
EDITAL
Para conhecer todos os detalhes do 12º Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, clique aqui.
Brasília, 18/8/2020 – Num forte empenho do Sistema OCB, junto aos parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo – a Frencoop, e também com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), foi aprovada hoje a Medida Provisória 958/20 com o objetivo de facilitar e desonerar a obtenção de crédito rural.
A diminuição de custos do crédito rural é uma bandeira antiga do setor agropecuário, que com o empenho da OCB, parlamentares e demais entidades agro, está mais perto de obter uma solução. Com a aprovação do MPV, o limite de valor para custas e emolumentos no registro de garantias vinculadas a cédulas rurais passa a ser limitado a R$ 250,00. Alteração que beneficiará diretamente os produtores rurais e suas cooperativas, reduzindo custos do crédito rural e desonerando a produção agropecuária brasileira.
“A aprovação da MPV 958/20 é, sem dúvidas, uma conquista de grande importância para a cadeia produtiva do leite, que agora esperamos ver sancionada pelo Senado”, comentou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
E tem mais...
A facilitação do acesso dos produtores de leite aos créditos de custeio ou investimento, também contou com emenda proposta pelo setor cooperativista.
Pelo texto, as instituições financeiras que operam no Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) ficam autorizadas a flexibilizar os termos de garantias exigidos para concessão de créditos de investimento ou custeio destinados aos produtores de leite, incluindo a possibilidade do mesmo utilizar o leite ou os seus animais de produção como garantia ao financiamento.
A possibilidade de inclusão do produto, ou mesmo dos animais, como garantia é muito oportuna, já que lastreia uma boa parte das operações de financiamento pelos produtores rurais que trabalham nessa atividade.
Autor da emenda proposta à MPV, o deputado Zé Silva (MG) contou com forte colaboração da deputada Aline Sleutjes (PR) e dos deputados Arnaldo Jardim (SP) e Evair de Melo (ES), presidente da Frencoop. “Agradeço a todos os líderes mas especialmente a todos os parlamentares por essa convergência em defesa desse grupo tão fundamental de produtores e agricultores. Quero destacar também o trabalho da deputada Aline, que é de uma região muito importante de produção de leite, e é nossa líder nesse trabalho. Um agradecimento especial, também, aos deputados Evair de Melo e Arnaldo Jardim, que me ajudaram a fazer essa convergência", celebrou o parlamentar.
O texto completo da MPV 958/2020 segue agora para aprovação do Senado Federal, com uma margem curta para votação: a medida provisória perde sua validade no dia 24/8.
Recife (12/8/20) - A Coopcafa, cooperativa do município pernambucano de Triunfo, firmou contrato com a rede de supermercados Pão de Açúcar para comercializar as rapaduras orgânicas produzidas por seus associados em 12 lojas. A conquista do espaço na capital paulista aconteceu, em meio à pandemia, com o pedido de mais de 1 mil unidades do produto.
A cooperativa, que conta com 43 associados, não parou suas atividades desde o início da pandemia. Tomando os devidos cuidados, conseguiu comercializar 100% da rapadura e do açúcar mascavo produzidos para abastecer cestas básicas de projetos apoiados pelo governo nas cidades do Recife e Ouricuri. Os contatos para a participação na famosa rede começaram em outubro de 2019 quando os responsáveis pelo projeto Caras do Brasil encontraram a cooperativa na internet. A iniciativa busca fornecer para os clientes produtos dos mais diversos estados do País.
O contrato foi firmado em abril e já no mês de junho veio o primeiro pedido. Para integrar a rede, a cooperativa precisou ajustar, inclusive, a embalagem, que traz marca do projeto. O resultado da primeira comercialização já foi tão positivo que a cooperativa terá nova demanda para setembro, com o dobro da entrega anterior. “É muito gratificante saber que estamos sendo procurados por uma rede. Já estamos nos preparando para o verão, que é o período mais produtivo da cana. Vamos continuar tomando todos os cuidados necessários contra a Covid-19 de forma que todos os cooperados possam produzir em segurança”, afirmou a presidente da Coopcafa, Nadjanécia Santos.
A experiência da cooperativa junto à representação de produtos tem sido adquirida ao longo dos anos, seja com a atenção contínua às normas de certificação, seja pela participação nas feiras promovidas por parceiros como o Sistema OCB/PE. Com o apoio do Sescoop/PE, nos últimos anos, a cooperativa já participou da Feira Super Mix, Agronordeste, Rec’n’Play e São José do Egito. “Essas vivências nos ajudaram bastante e viabilizaram a troca de contatos importantes para o nosso negócio”, concluiu. (Fonte: Sistema OCB/PE)
Brasília (10/8/20) – Começou hoje (10/8) o ciclo de debates sobre a Reforma Tributária, promovido pelo Sistema OCB. A grande meta da iniciativa é esclarecer todas as dúvidas dos profissionais que lidam diariamente com as obrigações tributárias no cooperativismo brasileiro. Os debates são gratuitos e abertos a toda a população, basta se inscrever previamente.
O primeiro debate, realizado na tarde de hoje, foi de alcance amplo, para todos os ramos. A partir da próxima rodada, os temas serão focados para cada um dos sete ramos de atuação do cooperativismo. A programação completa e o link para se inscrever estão AQUI.
Os debates vão acontecer sempre às 16h, nos dias programados. Para participar, clique https://bit.ly/ciclo-debates.
Você também pode acessar a nossa playlist e confirir a íntegra dos debates já realizados. Confira.
Brasília (3/8/20) – As inscrições para o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano seguem a todo vapor e uma nas novidades da edição deste ano é a categoria Influenciadores Coop. Os nomes devem ser indicados pelas unidades estaduais do Sistema OCB, a partir de hoje, conforme orientado no edital. Cada Organização Estadual pode indicar até três profissionais que consideram ser verdadeiramente influenciadores e que valorizam e disseminam o cooperativismo no Brasil.
Os indicados devem ser profissionais devem priorizar a atividade de influenciador, nos últimos dois anos, com a produção de conteúdo que divulgação o cooperativismo. O período para as indicações termina às 18h do dia 10 de setembro. Vale destacar que a indicação deverá ser feita por meio de formulário a ser disponibilizado pela unidade nacional do Sistema OCB.
No documento a ser preenchido pela Unidade Estadual, será necessário comprovar que o conteúdo gerado mostra como o influenciador forneceu informações relevantes à sociedade em geral, com destaque para temáticas correlacionadas, direta ou indiretamente, ao cooperativismo. Devem ser enviados materiais como textos, artigos, e-books, vídeos, podcasts, posts nas redes sociais, live, webinar ou outros formatos que não estejam contemplados nesta relação.
O conteúdo gerado pelo profissional indicado deve divulgar informações ou atividades que contribuam para aumentar a presença e visibilidade do cooperativismo no Brasil, direta ou indiretamente, abordando temáticas correlacionadas, como, comunicação, inovação, gestão e governança, mercado, colaboração, economia compartilhada, empreendedorismo coletivo, dentre outros.
OBJETIVO
A categoria Influenciadores Coop foi criada om o objetivo de identificar, valorizar e reconhecer formadores de opinião com projeção no cenário nacional, que contribuem com a produção de conteúdo e divulgação do cooperativismo.
QUEM PODE PARTICIPAR
Os influenciadores podem ser administradores, consultores, economistas, empreendedores, escritores, esportistas, executivos, jornalistas, políticos, palestrantes, entre outros, que desenvolvam conteúdos positivos sobre o cooperativismo, publicados ou replicados em mídias, sejam elas off-line ou on-line. A fim de garantir a imparcialidade desta categoria, não poderão ser indicados dirigentes e colaboradores das unidades nacional e estaduais do Sistema OCB.
VOTAÇÃO
A metodologia para premiar os Influenciadores Coop é distinta das categorias com cases inscritos. A nova categoria será viabilizada em três etapas: indicação, avaliação da comissão julgadora e votação aberta no site do prêmio.
Os oito influenciadores que receberem maior pontuação pela comissão serão elegíveis ao voto popular. A Coordenação Geral vai entrar em contato os finalistas e, após autorização individual, seus nomes serão divulgados no site oficial do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, juntamente com uma foto de perfil (fornecida pelo candidato), além de um breve currículo.
O período para a votação do público, que escolherá os três melhores, será das 9h do dia 13 de outubro até as 18h do dia 6 de novembro, pelo site do Prêmio SomosCoop Melhores do Ano. Os oito candidatos serão convidados para a cerimônia de premiação, momento em que os três mais votados receberão o título de Influenciador Coop, sem distinção de primeiro, segundo ou terceiro lugar.
Clique aqui para acessar o edital.
São Paulo (17/8/29) – Nesta sexta-feira, 14, o vice-governador Rodrigo Garcia anunciou o repasse de R$ 26 milhões para os agricultores do estado de São Paulo para a cobertura de danos decorrentes de problemas climáticos. O recurso faz parte da subvenção do seguro rural, cuja liberação integral vem sendo continuamente solicitada pela Ocesp desde junho.
“A medida é importante pois garante ao produtor a segurança de contratar seu seguro rural e atende principalmente os mini e pequenos produtores, que são os mais vulneráveis no caso de uma frustração de safra”, explica o gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/SP, Luis Antonio Schmidt.
Diante disso, a Ocesp vem atuando com o objetivo de sensibilizar o governo do estado de que esse tipo de recurso jamais deveria ter sido contingenciado. “A subvenção deveria ser um programa de estado, e não de um governo específico, para que o produtor não fique à mercê desse risco”, defende o gerente.
Aliada ao subsídio do governo federal, a subvenção reduz os custos de contratação do seguro e contribui para que mais produtores possam garantir a segurança de suas lavouras. “Outra vantagem é que mais produtores com seguro diminuem o risco para as próprias seguradoras; quanto mais gente usa, há chances de que esses custos sejam reduzidos”, complementa Schmidt.
Vale destacar que a maior parte dos municípios paulistas tem a atividade agrícola como principal fonte de receita. “São atividades expostas, sujeitas a intempéries, e o produtor precisa dessa proteção”.
Somados aos R$ 25 milhões liberados no primeiro semestre de 2020 pelo governo, os recursos da subvenção chegam à marca recorde de R$ 51 milhões destinados à proteção de diversas culturas no Estado de São Paulo. (Fonte: Sistema Ocesp)
Goiânia (17/8/20) - O governador Ronaldo Caiado (DEM) atendeu um pedido do Sistema OCB/GO e anunciou, na quinta-feira (13/8), a doação de área de 100 mil metros quadrados, pela prefeitura de Santa Rita do Araguaia, e incentivo fiscal para a construção de uma usina de energia fotovoltaica, em parceria com cooperativas. A usina terá capacidade de produção de 5 MW de potência, o suficiente para atender uma cidade com mais de 30 mil pessoas.
O início da produção é estimado para apenas seis meses após o início da obra, sendo que a capacidade máxima será alcançada em até quatro anos. O investimento total previsto é de R$ 20 milhões e deve ser feito com a participação das cooperativas.
O anúncio foi realizado durante o evento remoto do governo estadual de assinatura de protocolos de intenção de investimentos privados para Goiás. A instalação da usina terá o potencial de transformar a cidade de Santa Rita do Araguaia em polo gerador de energia limpa e renovável, o que despertará a atenção de investidores trará emprego e renda para a região. Além disso, o valor agregado gerado na economia do município influenciará diretamente na elevação do índice de sua participação do ICMS.
O governador Ronaldo Caiado parabenizou os empresários pelos investimentos anunciados hoje, especialmente os que serão realizados nas regiões mais carentes do Estado, como Santa Rita do Araguaia. “Enfrentamos muitas dificuldades, mas temos avançado muito em Goiás para melhorar a distribuição de riqueza e dos empregos em todo o Estado”, enfatizou. “Trata-se dos primeiros investimentos significativos do setor privado para a geração de energia elétrica na região de Santa Rita do Araguaia, numa iniciativa do Sistema OCB/GO. Parabenizo o presidente da entidade, Luís Alberto Pereira, em nome do setor cooperativista, pela iniciativa”, afirmou o secretário estadual de Indústria e Comércio, Adonídio Neto Vieira Júnior.
“Energia elétrica sempre foi um dos maiores problemas enfrentados em Santa Rita do Araguaia. Então, hoje é um dia muito importante para a nossa cidade, que agora entra na rota de desenvolvimento de Goiás. O investimento na usina solar não vai apenas garantir energia, mas também empregos, aumento da arrecadação municipal e maior qualidade de vida para a população do município e região”, afirmou a prefeita Tânia Salgueiro.
“Além de gerar economia, a geração de energia limpa faz parte de um conceito que queremos introduzir no cooperativismo goiano. Faz parte do nosso plano de atendimento aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, mais precisamente aos que dizem respeito à energia limpa e acessível, cidades e comunidades sustentáveis e ações contra a mudança climática global, respectivamente. Temos, agora, o desafio de conseguir, junto ao governo do Estado, aumentar a isenção do ICMS para geração de energia elétrica limpa em até 5 MW”, afirmou o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira.
O Sistema OCB/GO reúne as duas organizações ligadas ao cooperativismo, a OCB/GO, que está ligada à representação institucional e defesa do cooperativismo goiano, e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo em Goiás (Sescoop/GO), responsável pela promoção social e formação profissional de dirigentes e colaboradores das cooperativas. O Sistema representa 227 cooperativas regularmente registradas, distribuídas em sete ramos diferentes, que contam com 12,5 mil colaboradores e 230 mil cooperados. Em termos econômicos, o setor representa cerca de 6% do PIB de Goiás. (Fonte: Sistema OCB/GO)
Brasília (14/8/20) – A presença da diversidade nas empresas e organizações é uma tendência cada vez mais atual e forte na sociedade. Entretanto, qual o impacto disso na prática? Muito mais que ocupar espaços, é preciso escutar e dar voz para as mulheres que contribuem diariamente para o desenvolvimento coletivo. E dentro do cooperativismo não é diferente. A cada dia a presença feminina se torna mais efetiva e positiva, mas você conhece as mulheres à frente do movimento? Para debater inúmeras questões a respeito desse tema a MundoCoop conversou, com exclusividade, com a Aureliana Luz, assistente social, empresária e presidente do Sistema OCB/MA, sendo única mulher a frente de uma Organização Estadual no Brasil. Confira!
O cooperativismo é um modelo que visa a igualdade e a gestão democrática. Pensando nisso, o que as cooperativas podem fazer para incentivar mais a diversidade dentro de suas estruturas? O cooperativismo é facilitador da inclusão no mercado de trabalho, principalmente de mulheres?
O modelo de negócio cooperativista sempre me encantou, a forma como atua, indo além do plano estratégico dos sócios que se repercute no bem-estar e qualidade de vida das pessoas envolvidas, isso é fantástico! Bem, quando penso em igualdade e gestão democrática, estabelecidas nos princípios cooperativistas, me pego a refletir nos valores cooperativistas que ganhamos automaticamente em transparência e honestidade, trata-se da oportunidade que todos os sócios possuem no meio cooperativista seja de votar e ser votado ou de deliberar sobre assuntos da cooperativa e construir um plano especial naquele momento.
As cooperativas são regidas pela Lei 5.764/71 e nela estão os princípios cooperativistas, que trabalham de forma unificada a inclusão de todas as classes, mas não só isso, as unidades estaduais de representação (OCBs) atuam em seu plano de trabalho para reforçar todos eles, por meio de palestras, seminários, encontros e cases de sucesso que visão reforçar a diversidade dentro da estrutura das cooperativas.
Em se tratando da inclusão das mulheres no cooperativismo, posso afirmar que este é um espaço destinado a emancipação e empoderamento, haja vista o enfretamento coletivo para um ambiente necessariamente inclusivo e que visa o fortalecimento político, econômico e social, bem como o enfrentamento de adversidade juntos e o acesso às oportunidades de mãos dadas.
Como representação feminina hoje no Maranhão temos mais de sete presidentes mulheres de um total de quarenta e nove cooperativas, isso é muito bom! Sou também a única presidente mulher no Brasil das OCE´s e tenho que representar as mulheres de modo significativo e atuante, nasci com essa missão e honro esse propósito todos os dias, por isso respeito a ética cooperativista, a moral e os bons costumes. O cooperativismo ativa em nós essa atmosfera do bem!
O Brasil possui 27 OCEs que representam o movimento cooperativista de cada estado do país e, entre elas, apenas uma tem uma personalidade feminina, que é a senhora. Como é estar à frente de uma organização que faz parte de um sistema majoritariamente masculino? Qual o significado dessa realização?
Esse reconhecimento me deixa muito feliz, sempre que alguém me pergunta lembro da importância do exercício desta função frente ao movimento de cooperar e ensinar o fazer cooperativo no território maranhense de forma proba e comprometida com os princípios que o regem.
Sobre a diferença masculina no total de presidentes, não fico intimidada, sou mulher e sinto-me privilegiada de aprender com a liderança masculina e somar com o espírito feminino – que traz em sua essência aspectos que somam e fazem a diferença, ambos são igualmente importantes e unidos produzem força, competência e destacam-se em suas habilidades, pois há espaço na sociedade para essa ampla diversidade que somos!
O que uma mulher no papel de liderança representa e pode mudar para a coletividade ao seu redor?
Em um mundo moderno dotado de diferenças e oportunidades, o que posso registrar é que a luta por igualdade de espaços – daí podemos citar de gêneros também – e que há anos tem sido requerida pelas mulheres – está sendo claramente demarcada e conquistada em espaço ante ao seu enorme valor. Claro que há muito mais a conquistar, porém é visível o que já avançamos, não posso diminuir a trajetória de lutas e sucesso conquistado por minhas precursoras, mas sonho por um mundo povoado pela beleza da diversidade, liberdade e igualdade de oportunidades.
Uma mulher no papel de liderança representa “avanço” – somos imbuídas numa sociedade patriarcalista, mas nascemos com uma mente e um coração livre, mãos talentosas, então assumir a posição de comando e gestão significa conquistar a oportunidade de servir mais pessoas numa extensão muito maior do que a nossa limitação cultural foi capaz de prever. Isso para mim significar romper e isso é crescimento!
Como você enxerga o futuro do cooperativismo e do mundo em relação a representatividade feminina?
Para o futuro precisamos reorganizar como sociedade, nos conhecer como sistema, pois sabemos que hoje o cooperativismo alcança mais de quinze milhões de famílias brasileiras, somos um armazém de confiança! Então a grande sacada para o novo futuro é a intercooperação como uma chave que abrirá a porta para o fortalecimento econômico e social.
O que você diria para as mulheres que querem alcançar o sucesso em suas vidas profissionais? E para as mulheres cooperativistas?
Eu diria as mulheres que querem alcançar o sucesso em suas vidas profissionais sendo elas cooperativistas ou não que devemos ser persistentes, que não desanimem em função de uma falha e sim insistam nos seus objetivos até alcança-los, precisamos ter coragem para não deixar de batalhar por oportunidades boas, mesmo que as considere pouco prováveis de conseguir, ter Coragem é fundamental para crescer. Precisam definir seus objetivos de forma bem clara é essencial para não perder o foco durante o caminho, e tanto o profissional como o pessoal devem entrar nesse planejamento, precisamos também ter curiosidade pois essa é uma das melhores características para quem deseja progredir profissionalmente, e ajuda a gerar novas ideias e caminhos de pensamento, outra, não podemos deixar de ignorar o preconceito, pois inevitavelmente, uma mulher terá que enfrentar alguns preconceitos ao se destacar no mercado de trabalho.
Mas para as mulheres cooperativistas eu deixo aqui palavras de impulsionamento – é necessário amar pessoas para viver o cooperativismo, compartilhar da mesma visão, ser solidário e perspicaz! Mulheres, é necessário o desejo de desbravar e confiar no caminho. A essas mulheres desejo que não desistam – a confiança e constância é a mola mestra do aperfeiçoamento.
Enfim, a todas nós mulheres, diria que o sucesso vem com o tempo que dedicamos a fazer aquilo que acreditamos e que não se trata de obtê-lo na linha de chegada, mas no compasso que se constrói dia após dia.
(Fonte: MundoCoop)
Brasília (31/7/20) – Em reunião ordinária realizada na noite de ontem (30/07), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medidas de apoio ao setor agropecuário, especialmente a agricultura familiar. Parte do pacote anunciado estava entre os pleitos da OCB, e contou com total apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Entre as medidas está a redução da taxa de juros para agricultores prejudicados pelo ciclone bomba na região Sul entre os dias 30 de junho e 1° de julho de 2020. O CMN deu autorização aos agentes financeiros para que os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, cujas atividades foram prejudicadas pelo ciclone, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o ano agrícola 2020/2021.
O Conselho Monetário Nacional também decidiu prorrogar de 15 de agosto de 2020 para 15 de dezembro de 2020 o prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e investimentos de mutuários cujas atividades foram prejudicadas pelas medidas de distanciamento social ligadas à pandemia de Covid-19.
Também foi aprovada a elevação dos limites de crédito de industrialização para agroindústria familiar, no âmbito do Pronaf. O objetivo é a apoiar os agricultores familiares, por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais, especialmente por causa das consequências da pandemia.
O Conselho aprovou também medidas sobre o valor base para os preços do algodão em pluma e a renegociação de parcelas para agricultores atingidos pela estiagem, ampliando o número de municípios e de produtores beneficiados.
O CMN é o órgão colegiado presidido pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos, e pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.
Confira as especificidades anunciadas:
1 - Prorrogar de 15 de agosto de 2020 para 15 de dezembro de 2020, o vencimento das parcelas vencidas ou vincendas no período de 1º de janeiro de 2020 a 14 de dezembro de 2020, das operações de crédito rural de custeio e investimento contratadas por produtores rurais, inclusive agricultores familiares, e suas cooperativas de produção agropecuária, cuja comercialização da produção tenha sido prejudicada em decorrência das medidas de distanciamento social adotadas para mitigar os impactos da pandemia provocada pelo COVID-19, de que trata a Resolução Bacen nº 4.801/2020.
2 - Autorizar as instituições financeiras a renegociar as parcelas e as operações de crédito rural de custeio e de investimento, vencidas ou vincendas no ano de 2020, inclusive aquelas que já foram objeto de prorrogações anteriores, contratadas pelos produtores rurais e pelas cooperativas de produção agropecuária que tiveram prejuízos em decorrência da seca ou estiagem em municípios com decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública no período de 20 de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020, reconhecida pelo Governo Estadual, de que trata a Resolução nº 4.802/2020. A medida amplia o número de municípios e de produtores beneficiados, dado que, até então, a resolução somente alcançava os municípios cujos decretos tenham sido emitidos entre 1º de janeiro e 9 de abril de 2020.
3 - Admitir que a instituição financeira possa considerar o indicador de preços de algodão em pluma CEPEA/ESALQ como valor base para o Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) aos produtores de algodão, em operações contratadas até 15 de outubro de 2020, ao amparo de recursos controlados do crédito rural. A possibilidade da adoção desses preços, se reveste de significativa importância, quando os preços de mercado estão substancialmente acima do Preço Mínimo, referência básica para operações dessa natureza. Essa medida complementa o disposto na Resolução Bacen nº 4.824/2020, que elevou de R$ 4,5 milhões para R$ 32,5 milhões o limite de financiamento para estocagem, devido as dificuldades de fechamento de contratos e escoamento da produção ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus.
4 - A passagem do "Ciclone Bomba" pela região Sul entre os dias 30 de junho e 1° de julho de 2020 provocou danos em vários municípios dos estados dessa Região, sobretudo em Santa Catarina, onde, segundo o governo do estado, ao menos 241 municípios foram atingidos. O ciclone afetou a atividade de muitos produtores rurais, especialmente os agricultores familiares. Diante desses problemas e por solicitação da Senhora Ministra da Agricultura, o CMN deu autorização aos agentes financeiros para que os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, cujas atividades foram prejudicadas pelo “Ciclone Bomba”, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o anos agrícola 2020/2021, desde que os municípios afetados tenham decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência do “Ciclone Bomba”, com reconhecimento pelo Governo Estadual.
5 - Foi aprovada a elevação dos limites de crédito de Industrialização para Agroindústria Familiar, no âmbito do Pronaf. A medida visa a apoiar os agricultores familiares, empreendedores rurais familiares e as cooperativas de agricultores familiares por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais, especialmente nesse momento de crise em função das medidas de distanciamento social decorrentes da pandemia de Covid-19. Diante disso, em caráter excepcional no ano agrícola 2020/2021, autorizou-se o aumento dos seguintes limites, por beneficiário:
I - Pessoa física: de R$ 45.000,00 para R$ 60.000,00;
II - Empreendimento familiar rural - pessoa jurídica: de R$ 210.000,00 para R$ 300.000,00;
III - Cooperativa singular: de R$ 15.000.000,00 para R$ 20.000.000,00;
IV - Cooperativa central: de R$ 30.000.000,00 para R$ 40.000.000,00.
Para conferir a íntegra da resolução, clique aqui.
(Com informações do Mapa)
Brasília (29/7/20) – A Câmara dos Deputados votou nesta quarta-feira as modificações feitas pelo Senado à MPV 944/20, que institui o Programa Emergencial de Suporte a Empregos. Uma das alterações aprovadas é a Emenda nº 8, que acrescenta uma nova redação ao artigo 20, para que a União possa aumentar sua participação no Fundo Garantidor de Operações (FGO) em mais R$ 12 bilhões.
A OCB apoia o novo texto já que a ideia é ampliar a concessão de garantias no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), e as cooperativas de crédito são agentes de crédito em operações de empréstimos desse recurso e já esgotaram os valores disponibilizados.
O relator, deputado Zé Vítor (MG), integrante da Diretoria da Frencoop, acatou a emenda 8, conforme solicitado pela OCB e afirmou que a emenda 8 é um "avanço e aprimoramento" ao texto inicial do Poder Executivo tendo em vista o sucesso do Pronampe. "Nós estamos garantindo R$12 bilhões para o Pronampe. É bom citar que 105 mil microempresas e 112 mil pequenas empresas já foram atendidas pelo Programa. O recurso já foi esgotado e por isso essa necessidade de um novo aporte".
A MP 944/20 também concede crédito aos empregadores para que eles possam arcar com a folha de pagamento de seus funcionários e evitar o desemprego em uma época de crise econômica. As linhas de crédito concedidas podem abranger 100% da folha de pagamento pelo período de até 4 meses mas é vedada a dispensa sem justa causa dos trabalhadores na mesma proporção do recurso utilizado do Programa.
Enquanto isso, a OCB segue acompanhando a aprovação da MP 975, que institui o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac). A matéria está em análise no Senado e conta com a inclusão de emendas sugeridas pela OCB e apresentadas pelo deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que incluem as cooperativas de todos os ramos como beneficiárias do Peac e Pronampe, antes restritos às empresas.
Brasília (29/7/20) – Agora é lei! As cooperativas brasileiras poderão realizar assembleias gerais de forma virtual permanentemente. Depois de forte atuação da OCB e da Frencoop no Congresso Nacional, a matéria foi votada e encaminhada para a sanção presidencial, que ocorreu nesta terça-feira. Assim, a Lei 14.030/20 altera a Lei 5.764/71 e permite a participação de cooperados, bem como a votação dos assuntos de maneira virtual.
Além disso, amplia a permissão de realização de AGOs em 2020 até nove meses (setembro) após o término do exercício social. O texto assegura, também, a continuidade dos mandatos até o momento da AGO.
“Esse é um marco legal muito significativo para o cooperativismo brasileiro. É uma inovação na legislação que, além de proteger a saúde dos cooperados, permite que todas as fases da transparência que deve envolver a gestão de uma cooperativa sejam possibilitadas, independentemente da pandemia”, avalia o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
LINKS ÚTEIS
Para saber mais sobre como realizar sua AGO virtual, acesse o e-book explicativo (https://bit.ly/AGOdigital) ou o curso on-line (https://capacita.coop.br). É importante ressaltar que a cooperativa Coopersystem, do Distrito Federal, oferece o software, Curia, para que AGOs virtuais possam ser realizadas no prazo e sem riscos para seus cooperados. Em parceria com a OCB, o aplicativo é gratuito neste ano (http://curia.coop).
Clique aqui para acessar a lei completa.
Brasília (11/8/20) - Com investimentos de 14 milhões de reais, a Coprel está preparada para atender o crescimento da demanda por energia na região de Marau pelos próximos 15 anos. Neste mês, entrou em operação a Subestação de Energia Marau 2. E para evidenciar este importante acontecimento, a Coprel irá realizar uma transmissão ao vivo para inauguração do empreendimento. A live acontece nesta quarta-feira (12/08), às 16 horas, e será transmitida pelo Facebook e Youtube da Coprel (www.facebook.com/Coprel | www.youtube.com/Coprel).
Muitas autoridades federais, estaduais e municipais já confirmaram presença no evento da Coprel, dentre elas: governador do Estado Eduardo Leite; diretor geral da ANEEL, André Pepitone; secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura do RS, Artur Lemos Júnior; presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas; presidente da Fecoergs, Erineo Hosé Hennemann; presidente da Ocergs/Sescoop, Vergilio Perius; Senador Luis Carlos Heinze; Deputados Estaduais Vilmar Zanchin e Sérgio Turra; prefeitos dos 11 municípios atendidos pela subestação e demais autoridades e conselheiros.
O investimento na Subestação Marau 2 contempla a construção de 4,5km de linha de distribuição em 138kV e instalação de 2 transformadores de 15MVA, que atuam de forma simultânea, em redundância. A subestação vai atender 5.720 famílias dos municípios de: Marau, Camargo, Casca, Ciríaco, David Canabarro, Gentil, Montauri, Muliterno, Nicolau Vergueiro, Santo Antônio do Palma e Vila Maria. A Coprel possuía somente um alimentador em Marau. Agora com a subestação, quatro novos alimentadores, com tensão de operação em 23kV, possibilitam manobras entre os alimentadores, para contingência e suprimento de novas cargas, tornando o sistema elétrico robusto e confiável.
Acompanhe as redes sociais da Coprel: a página oficial da cooperativa no Facebook (www.facebook.com/Coprel) e também o canal da cooperativa no Youtube (www.youtube.com/Coprel) para assistir o evento ao vivo de inauguração da Subestação de Energia Marau 2, que inicia às 16 horas desta quarta-feira (12/8). (Fonte: Coprel)
Brasília (5/8/2020) – A primeira parte da proposta de Reforma Tributária já está sendo analisada no Congresso Nacional. O texto, que será fatiado, foi entregue pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no dia 21 de julho, aos presidentes Davi Alcolumbre (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara dos Deputados). Entre as ideias do governo federal estão, por exemplo, a unificação do PIS e da Cofins num único imposto com a alíquota de 12% e a criação de uma nova CPMF, por exemplo.
O fato é que a rotina tributária do país deve passar por uma ampla revisão e o impacto disso no dia-a-dia das cooperativas é o tema de uma série de debates que o Sistema OCB promoverá a partir do dia 10 de agosto. O objetivo é simples: esclarecer todas as dúvidas dos profissionais que lidam diariamente com as obrigações tributárias do cooperativismo brasileiro.
COMO SERÁ
Ao todo, serão 8 encontros, sempre às 16h, que ficarão disponíveis posteriormente no canal do Sistema OCB no Youtube. O primeiro será orientativo e destinado a todas as coops e, do segundo em diante, cada ramo será contemplado em um dos encontros seguintes.
Para a abertura do Ciclo de Debates teremos como participantes o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e o presidente da nossa Frencoop, deputado Evair de Melo, além de parlamentares-chaves na discussão do tema. Já está confirmado o relator da Reforma Tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro, que é o responsável pela apresentação do texto que será discutido no Congresso Nacional e o deputado Baleia Rossi que integra a Diretoria da Frencoop e é o autor da PEC 45/19, apoiada pelo ministério da Economia.
Por isso, fique atento à programação:
Dia 10: Abertura do Ciclo de Debates para todas as cooperativas
Dia 12: Ramo Agropecuário
Dia 13: Ramo Crédito
Dia 14: Ramo Transporte
Dia 17: Ramo Saúde
Dia 18: Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços
Dia 19: Ramo Infraestrutura
Dia 20: Ramo Consumo
INSCRIÇÃO
Para participar, os interessados precisam se inscrever. Basta clicar aqui.
Brasília (10/8/20) – Foi realizado, na tarde desta quinta-feira (6/8), o Seminário Online Perspectivas e Fortalecimento do Ramo Transporte da Região Sul. Promovido pelos sistemas Ocepar (Paraná), Ocesc (Santa Catarina) e Ocergs (Rio Grande do Sul), o evento reuniu presidentes e superintendentes das unidades estaduais, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), coordenadores do ramo e representantes de cooperativas. O objetivo foi apresentar as ações da OCB para atender as demandas do ramo e tratar sobre intercooperação, inovação e identidade cooperativa.
Ao recepcionar os participantes, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que, apesar de não ser esperada e dos impactos que provocou, a pandemia trouxe também oportunidades. “Temos que refletir sobre o que estamos passando e o que podemos aprender com tudo isso. Algumas coisas vieram para ficar. Antes, por exemplo, chegávamos a viajar 700 km para participar de uma reunião. Agora, num dia, chego a participar de seis reuniões. Mesmo com o isolamento social, continuamos trabalhando e produzindo”, pontuou.
O presidente do Sistema Ocepar também destacou a evolução que o ramo transporte teve em sua organização. “O foco tem que ser o mercado. Antes a gente se estruturava e buscava opções de mercado no segmento de transporte. Hoje é preciso inverter isso. Temos que identificar as demandas e nos preparar para atendê-las. E precisamos estar preparados para achar a melhor solução. E isto passa pela formação, inovação e intercooperação”, afirmou.
Pelo Sistema Ocepar, participaram do Seminário o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto, o analista técnico Jessé Rodrigues, entre outros profissionais da organização.
“Acredite no cooperativismo, neste movimento de colaboração, na importância do relacionamento para a conquista da confiança”, disse o superintendente da Ocesc, Neivo Luiz Panho. Segundo ele, o momento é de oportunidades. “Estamos no caminho do crescimento. Vamos em frente porque as oportunidades estão nos aguardando”, comentou.
Já o presidente da Ocergs, Vergílio Perius, lembrou que é nos momentos de dificuldades que o cooperativismo mais cresce. “Sigam fortes. Estamos num momento de isolamento, mas temos muitas coisas que nos aproximam. O cooperativismo sempre cresceu nos momentos de crise, então, aproveitem a chance. Todos os estão juntos pelo sistema.”
Como parte da programação do evento, o coordenador nacional do Ramo Transporte, Evaldo Moreira Matos, e a gerente da área Técnica e Econômica, Clara Pedroso Maffia, falaram sobre a atuação do ramo crédito no Brasil e as ações da OCB voltadas a apoiar o desenvolvimento das cooperativas.
Na sequência, o coordenador do Ramo Transporte do Paraná, Marcos Trintinalha, falou sobre o tema “requisitos para intercooperação”, completando sua apresentação com o case da Rodocoop (Cooperativa e Serviços Rodoviários).
Já o tema inovação foi abordado por Osni Roman, presidente da Coopercarga, de Santa Catarina, e identidade cooperativa foi tratado por Adelar Steffler, presidente da Valelog do Rio Grande do Sul. O evento encerrou com a palestra Cooperação x Competição no Transporte, com Adelino Nascimento. (Fonte: Sistema Ocepar)
Curitiba (10/8/20) – Atualmente o Irã ocupa a 23ª posição no ranking de exportações brasileiras, o que significa 1,03% de tudo que é vendido para o mundo. Já as importações ocupam o 70º lugar, conforme dados oficiais de 2019. Com o objetivo de fortalecer esses negócios, em especial com as cooperativas agropecuárias do Paraná, os deputados federais Ricardo Barros e Evandro Rogério Roman promoveram, na manhã desta quinta-feira (6/8), uma videoconferência com representantes da Embaixada do Irã, de cooperativas paranaenses e dos sistemas Ocepar e OCB.
Os principais produtos comercializados entre o Brasil e o país do Golfo Pérsico é milho em grão (44%), soja (26%), farelo e resíduos da extração de óleo de soja (13%), carne bovina (10%), açúcar de cana (7,1%), além de fumo, produtos básicos e manufaturados, que resultaram em negócios de U$ 2,1 bilhões (2019).
Entre as importações realizadas, o destaque está para ureia com total de U$ 86,7 milhões, uvas frescas, objetos de vidro, produtos manufaturados, obras de mármore, medicamentos entre outros. Resultando U$ 89 milhões, com um saldo positivo a favor do Brasil na balança comercial de U$ 2,02 bilhões em 2019.
Para José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar e que participou da reunião, “é importante conhecer um pouco mais sobre os interesses do Irã em relação ao comércio entre os dois países e quais oportunidades podem ser acessadas”.
Já o representante comercial da Embaixada, Farshad Salehi e membro do conselho de administração da Organização de Desenvolvimento Industrial e Renovação do Irã (IDRO) disse que o foco das exportações do Irã para o Brasil, em termos de fertilizantes é a ureia. “Alguns anos atrás iniciamos operações de Barter, ou seja, realizar a troca de ureia por milho e açúcar brasileiros. Esse formato fez com que o preço da ureia ficasse 20% mais barato do que no mercado normal de compra e venda”.
Segundo Salehi, seu país tem possibilidade para expandir esse modelo para outros fertilizantes como o potássio e outro fertilizante feito à base de nanotecnologia. Ele também disse que pouco mais de um ano iniciaram venda de fertilizantes para o Brasil, cerca de 25 milhões de toneladas.
Os deputados Ricardo Barros e Evandro Roman, que integram Grupo Parlamentar de Amizade Brasil – Irã e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso, se colocaram à disposição para dar continuidade a este processo de aproximação entre a Embaixada e as cooperativas do Paraná. “Há um enorme potencial econômico-comercial a ser explorado”, frisou Roman.
“Queremos fortalecer essas relações comerciais para que seja benéfico para os dois países. Enviaremos na sequência todos os detalhes dessas oportunidades aqui apresentadas por Farshad Salehi para que analisem e voltem a nos contatar”, destacou Barros.
Participaram ainda do encontro online, o superintendente da central cooperativa Cotriguaçu, Gilson Luiz Anizelli, o superintendente Comercial da Cocamar, Anderson Bertolleti, o diretor Comercial da Coamo, Rogério Trannin de Mello, a gerente de Relações Institucionais da OCB, Fabíola Nader Motta, pelo Sistema Ocepar, o superintendente, Robson Mafioletti, o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra, o analista técnico, Maiko Zanella e o coordenador de comunicação, Samuel Milléo Filho. (Fonte: Ocepar)
Brasília (7/8/20) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento para modernizar a maior cooperativa singular de Santa Catarina, a Cooperalfa. Serão R$ 14,6 milhões destinados a ampliação da capacidade de armazenagem e secagem, bem como a modernização das instalações e equipamentos da unidade. Com isso, a capacidade armazenadora da cooperativa crescerá de 3.200 toneladas para 8.300 toneladas. O investimento total para o projeto acolhido é de R$ 15,4 milhões, sendo que o apoio do Banco representa, portanto, 95% desse total.
A Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa) é a maior cooperativa singular do Estado de Santa Catarina. Com 19.567 associados e mais de 3.100 empregados, suas principais atividades são o recebimento e beneficiamento de grãos, em que se destacam a comercialização e armazenagem da produção agrícola dos associados, como trigo, milho, soja e feijão, a fabricação de rações, industrialização e produção de sementes certificadas de soja, feijão e trigo. Ela também atua na produção suinícola, avícola e na bovinocultura de leite.
Os recursos foram divididos em dois subcréditos. O primeiro, de R$ 7,1 milhões à conta do Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária), destina-se à unidade industrial de Chapecó, para a readequação e modernização do moinho de trigo, além do capital de giro associado.
O segundo subcréditos, de R$ 7,4 milhões, alocados à conta do PCA (Programa para a Construção e Ampliação de Armazéns), será investido na unidade de beneficiamento de sementes, na cidade de Canoinhas. O projeto prevê a ampliação da capacidade de secagem e de armazenagem, que alcançará até 8.300 toneladas, além da modernização das instalações e dos equipamentos.
Os dois programas – Prodecoop e PCA – estão incluídos no Plano Safra ano-agrícola 2019/2020, do Governo Federal, e são operados pelo BNDES. Segundo o gerente Alexandre Cruz, do Departamento do Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES, “a Cooperalfa possui um histórico de relacionamento com o Banco em diversas operações, sendo a última delas aprovada em 2017, que teve a finalidade de implantar uma unidade de recebimento, tratamento e armazenagem de sementes em Canoinhas”.
“Os dois projetos aprovados pelo Banco contribuem para o aumento da eficiência e competitividade da cooperativa”, afirma Minoru Ito, economista do Departamento do Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES. Segundo ele, o projeto contribui para o fortalecimento do cooperativismo como estrutura social de produção, gerando renda ao produtor rural e estimulando a sua permanência no campo. (Fonte: Cooperalfa)
Brasília (6/8/20) – A destinação correta de resíduos como plástico, vidro, óleo e outros, gerados em casa, no campo e na indústria fazem parte do escopo da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que acaba de completar 10 anos. Apesar de já ter uma década, organismos ambientais, políticos e autoridades no assunto afirmam que muito ainda precisa ser feito para que esse normativo seja cumprido, de fato. E é aí que as cooperativas surgem como excelentes oportunidades de solução para questões como coleta, reuso e logística reversa, por exemplo.
Embora a PNRS busque, em seu princípio, proteger e resolver alguns graves problemas relacionados à saúde pública e ao meio ambiente, ao longo dos anos, os dados indicam que houve uma pequena evolução em relação à coleta de lixo e a destinação adequada dos rejeitos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), no ano da sanção da lei o Brasil gerou 60,86 milhões de toneladas de resíduos sólidos, coletando 88,9% e destinando inadequadamente 42,4% do total coletado. Já em 2018, o país gerou 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos, coletando 92% e destinando inadequadamente 40,5% do total coletado.
E como solucionar esse problema, considerando, ainda, o crescimento populacional e os atuais hábitos de consumo dos brasileiros? A resposta, para o deputado federal, Arnaldo Jardim (SP), está no cooperativismo. Para ele, que participou da criação da PNRS e é membro da Frente Parlamentar das Cooperativas (Frencoop), o estímulo ao fortalecimento e, também, à constituição de novas organizações desse modelo é essencial para dar uma resposta.
“Nós sabemos que há centenas de milhares de catadores no Brasil e a ação deles tem muito mais efeito e dignidade se for feita de forma organizada, como numa cooperativa, por exemplo. É por isso que estamos trabalhando junto aos governos para que todos criem condições de apoio às cooperativas que já existem e, também, à criação de novas. Além de garantir renda para os catadores, isso ainda vai contribuir com a Política Nacional de Resíduos Sólidos”, avalia o parlamentar.
COOPERATIVISMO
Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), há no Brasil, 1.153 cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. Desse total, o Sistema OCB congrega 97 cooperativas de gestão de resíduos sólidos. Em termos percentuais, temos o seguinte panorama: 44% delas estão no estado de São Paulo, 10% no Distrito Federal, 10% no Pará, 9% no Rio de Janeiro e os demais em vários estados do país.
Vale destacar que as cooperativas são organizações de pessoas que se unem em prol de um interesse comum e todos são donos do empreendimento, democraticamente gerido. Elas têm forte atuação nas comunidades locais onde estão inseridas e os benefícios econômicos e sociais de sua ação permanecem nessas comunidades, o que reforça sua importância na geração local de emprego, trabalho e renda.
Para o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, quando as cooperativas atuam na coleta de material reciclável, elas contribuem para a melhoria da saúde pública e do sistema de saneamento; fornecem material reciclável de baixo custo à indústria; contribuem para aumentar a vida útil dos aterros sanitários, colaborando, assim, para a redução dos gastos municípios com os custos relativos à manutenção dos aterros.
RAIO X
Atualmente, os dados relacionados aos resíduos sólidos nas cidades brasileiras são:
- Em 2018, 98,8% da população urbana e 92,1% da população total tinham cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos (SNIS).
- 79 milhões de toneladas de resíduos foram geradas em 2018. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foi coletado (ABRELPE).
- A destinação adequada em aterros sanitários recebeu 59,5% dos resíduos sólidos urbanos coletados: 43,3 milhões de toneladas (ABRELPE).
- 40,5% dos resíduos coletados foram despejados em locais inadequados por 3.001 municípios (ABRELPE).
- Em 2018, os catadores foram responsáveis pela coleta de 30,7% do total recolhido de resíduos. (SNIS)
- Dos 3.468 municípios participantes do SNIS, apura-se que 1.322 (38,1%) dispõem de alguma forma de coleta seletiva (SNIS).
Brasília (28/7/20) – Com o fim da validade da Medida Provisória 927, as cooperativas empregadoras não poderão mais se apoiar nas medidas previstas no texto da medida emergencial. Publicada no dia 22 de março, ela trazia diversas alterações na legislação trabalhista com o intuito de preservar emprego e renda, trazendo alternativas trabalhistas para o enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo coronavírus.
Com isso, os contratos de trabalho voltam a ser regidos pelos dispositivos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). E, para orientar as cooperativas sobre como seguir de agora em diante, em assuntos como banco de horas, teletrabalho, férias, recolhimento de FGTS e saúde e segurança do trabalho, o Sistema OCB, por meio da Confederação Nacional das Cooperativistas (CNCoop), acaba de disponibilizar uma análise que vai contribuir com as coops.
Paralelamente, o Sistema OCB continua atuando junto aos Poderes Legislativo e Executivo em busca de alternativas para o cumprimento das exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho das cooperativas brasileiras.
Clique aqui para acessar a análise.
Brasília (3/8/20) – O atendimento digital faz parte do dia a dia das cooperativas de crédito no que diz respeito a oferecer uma forma remota para o cooperado acompanhar suas finanças e realizar suas operações com praticidade e conforto. Já no caso das assembleias, esse processo, apesar de ser tema de diversas conversas, parecia estar ainda um pouco distante. As assembleias acontecem uma vez ao ano e são a principal representação da gestão democrática das cooperativas. Nos eventos são apresentadas as contas do exercício anterior, os planos para o ano que se inicia e os cooperados votam a aprovação ou não do que foi apresentado.
Em 2020, esses encontros tomaram um rumo diferente, já antes discutido entre o meio cooperativista: a possibilidade da realização da assembleia com voto válido no formato 100% digital. Com a impossibilidade da realização presencial por conta da pandemia, uma medida provisória prorrogou a data limite das assembleias e também abriu a aceitação legal do voto on-line.
“A realização das assembleias em formato on-line era algo que já discutíamos no Sistema Ailos, justamente pela proposta de aumentar ainda mais a representatividade dos cooperados nas decisões das cooperativas. A pandemia acelerou esse processo e com uma verdadeira força-tarefa entre a Central e filiadas, conseguimos com sucesso realizar os eventos de forma digital, garantindo a transparência e maior participação”, comenta Ivo José Bracht, diretor executivo da Central Ailos.
A primeira assembleia 100% on-line foi realizada pela Viacredi no dia 18 de junho. O processo se dá através de uma plataforma desenvolvida especialmente para o evento, é aberta uma sala de reunião virtual, em que são apresentadas a prestação de contas de 2019 e as ações planejadas para 2020. A qualquer momento os cooperados podem sanar suas dúvidas através de chat. Em seguida, utilizando uma senha individual recebida previamente, os cooperados realizam a votação.
Ao total, foram realizadas 118 assembleias on-line, contabilizando mais de 9 mil participações. Antes do isolamento social, já haviam sido realizados 551 eventos presenciais, com mais de 43.487 participações. As assembleias on-line ocorrem até o final do mês de julho e abrangem todas as cooperativas do Sistema Ailos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
SOBRE O AILOS
Constituído em 2002, Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 900 mil cooperados, 1 Cooperativa Central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e R$ 9,7 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui mais de 3,4 mil colaboradores. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale. (Fonte: Sistema Ailos)