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Brasília (17/2/20) – Em entrevista exclusiva ao UOL, o diretor de Fiscalização do BC (Banco Central), Paulo Souza, afirmou que o governo tem como meta estimular o cooperativismo de crédito no país. Para isso, quer aumentar de 9% para 20%, até 2022, a participação de mercado das cooperativas nas linhas de crédito em que são competitivas – entre elas estão crédito pessoal não consignado, crédito rural e capital de giro para empresas. Isso ajuda a aumentar a concorrência com bancos e a diminuir os juros para empresas e o consumidor final.
Ele também declarou que o BC vai tomar medidas para que os cooperados aumentem o volume de crédito tomado nas cooperativas. Atualmente, 24% das operações de crédito dos cooperados são feitas nas cooperativas e o restante em bancos tradicionais.
Até 2022, o BC espera que os cooperados concentrem 40% do crédito tomado nas cooperativas. Souza também disse que essas medidas podem levar o total de ativos dessas instituições de R$ 296 bilhões em 2019 para R$ 545 bilhões em 2022.
ATENDER A QUEM GANHA MENOS
Além de aumentar o tamanho das cooperativas de crédito no sistema financeiro, o BC quer mudar o perfil de renda dos cooperados e atender mais pessoas com menos renda. Atualmente 65% ganham mais de 10 salários mínimos. A meta do BC é que 50% tenham renda inferior a 10 salários mínimos até 2022.
"O Brasil possui 916 cooperativas de crédito e 10,1 milhões de cooperados. Se as cooperativas fossem uma única instituição financeira, já seriam o sexto maior banco do Brasil. Atualmente, representam 5% dos depósitos de todo o sistema financeiro. Na França, são 60% e, na Holanda, 39%. Há espaço para crescer no Brasil", disse.
FORÇA PARA AS COOPERATIVAS
Atualmente, as cooperativas de crédito então presentes em 2.600 municípios, mas a participação nas regiões Norte e Nordeste ainda é pequena. A meta é aumentar de 13% para 25% o percentual de municípios atendidos nessas regiões.
Desde 2003 o BC regula as cooperativas de crédito no país e contribuiu com a lei editada em 2009 que cria o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. Enquanto 30 bancos foram socorridos durante a crise financeira, no caso das cooperativas foram apenas seis.
"O sistema cooperativo está mais maduro e o que o BC propõe nessa nova agenda é criar condições melhores para crescer. Para isso, já permitimos que as cooperativas façam captações de letras financeiras, de letras imobiliárias garantidas, de poupança imobiliária e de poupança rural", afirmou Souza.
LEI DO COOPERATIVISMO
Uma proposta de atualização da Lei Complementar nº 130/2009, que trata da organização das cooperativas de crédito, será apresentada ao Congresso, em atuação conjunta do BC, do Ministério da Economia e da frente parlamentar do cooperativismo de crédito.
Para que os cooperados concentram mais operações dentro do sistema, será permitido que duas ou mais cooperativas do mesmo sistema se unam para atender uma operação de crédito de uma grande empresa.
Como as cooperativas têm limites de exposição aos clientes, assim como bancos tradicionais, nem sempre podiam atender a demanda de uma firma. Com a medida, as cooperativas do mesmo sistema dividirão os empréstimos, desde que respeitadas as normas de exposição aos clientes.
MAIS SERVIÇOS
Para fortalecer a governança dos sistemas de cooperativas de crédito, o projeto deve proibir que presidentes de cooperativas filiadas tenham vagas nos conselhos de centrais ou confederações.
Além disso, a proposta autorizará que as centrais de atendimento prestem serviços de risco de crédito e de auditoria. Antes, cada cooperativa era obrigada a ter esses serviços. "Essa medida vai reduzir custos. Queremos que as cooperativas foquem no melhor atendimento aos cooperados para gerar mais negócios", disse Souza.
Outra mudança que será apresentada é para que um cooperado possa se manter filiado a uma cooperativa, mesmo que ele mude de cidade. Atualmente, ele só pode ser membro se residir na mesma localidade da cooperativa. (Fonte: UOL)
Brasília (11/02/20) - Por 329 votos a 58, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça (11) o texto-base da Medida Provisória nº 897, que desburocratiza e facilita o acesso a crédito pelo produtor rural. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, deixou a votação dos destaques para a sessão desta quarta-feira (12/02).
Conhecida como “MP do Agro”, a proposta foi relatada na comissão mista pelo deputado federal Pedro Lupion (PR), integrante da Diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), e alterou pontos importantes para o setor cooperativista.
“O nosso objetivo é ajudar o produtor rural. O trabalho junto à Frente Parlamentar do Cooperativismo, à Frente Parlamentar da Agropecuária, OCB e outras instituições foi no sentido de desburocratizar o acesso ao crédito, facilitar a vida de quem produz e, principalmente, permitir que essas pessoas possam gerar renda e oportunidades no novo Brasil que estamos construindo”, destacou o deputado
Novidades
Após a atuação do Sistema OCB e com o apoio de parlamentares da Frencoop, incluindo o relator Pedro Lupion (PR) e os deputados Alceu Moreira (RS) e Sérgio Souza (PR), está no texto-base aprovado a Integração Vertical em Cooperativas. A medida vai evitar injustiças na cobrança previdenciária dos produtores rurais associados em cooperativas e garantir mais segurança jurídica às relações entre as cooperativas e os seus cooperados.
Também entre as alterações propostas está o Fundo Garantidor Solidário – que substitui o Fundo de Aval Fraterno proposto na medida original. Ele deixa de ter limite máximo de participantes, mantendo um mínimo de dois devedores e a previsão de uma ampliação da Cédula Imobiliária Rural (CIR), para que o dispositivo possa ser utilizado em qualquer operação financeira, e não só de crédito.
Houve discussão sobre a questão do patrimônio de afetação, que permite ao produtor dar uma parte de seu imóvel como garantia. A ideia é que o porcentual da terra possa ser subdividido. Além disso, o patrimônio a ser afetado, ou seja, usado como garantia, não pode pertencer à reserva legal ambiental, já que esse é um pedaço do terreno onde não é possível haver produção.
Destaques
O repasse dos Fundos Constitucionais às cooperativas de crédito é assunto de um dos destaques que serão votados pelos deputados em plenário. A intenção do autor do destaque, deputado Zé Mário (GO), também integrante da Diretoria da Frencoop, é destravar o repasse dos recursos por meio de alteração do dispositivo legal que regulamenta as operações financeiras. Para o parlamentar, é essencial que as cooperativas de crédito tenham acesso a esses recursos para ajudar no desenvolvimento do país."
(Fonte: Sistema OCB / Com informações da assessoria de comunicação do deputado Pedro Lupion)
Brasília (11/2/20) – A confiança do agronegócio brasileiro registrou alta no 4º trimestre. O Índice de Confiança (IC Agro) do setor subiu 8,7 pontos, fechando o período em 123,8 pontos, marcando o melhor resultado desde o início da série. “Os números demonstram alinhamento entre as expectativas geradas e a agenda prioritária do executivo e legislativo federais”, observa Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Como consequência, mesmo que as reformas não tenham avançado tanto quanto esperado, os principais indicadores econômicos mostravam ao fim do ano sinais de uma recuperação mais consistente. As projeções para o crescimento do PIB em 2019 passaram de 0,82% em meados do ano para 1,17% em dezembro.
Dados do relatório mostram que o otimismo atingiu praticamente todos os segmentos pesquisados. Segundo a metodologia do estudo, os resultados indicam otimismo quando ficam acima de 100 pontos – abaixo disso, o sinal é de pessimismo. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Houve boas razões para manter os ânimos elevados. As entrevistas foram realizadas em dezembro, num momento em que as negociações para encerrar a guerra comercial entre Estados Unidos e China levaram a uma melhora nos preços de algumas das principais commodities agrícolas – sem acarretar, num primeiro momento, perdas substanciais das exportações brasileiras para o mercado chinês, salvo em casos isolados. O acordo foi assinado em 15 de janeiro.
A confiança das indústrias ligadas ao agronegócio chegou a 122,2 pontos, alta de 3,5 pontos em relação ao trimestre anterior e o melhor resultado da série histórica, superando o recorde anterior, registrado no terceiro trimestre de 2019.
A confiança das empresas de insumos agropecuários (122,5 pontos) superou em 3,2 pontos o resultado do trimestre anterior e foi apenas 0,4 ponto menor que o recorde registrado há um ano. “As indústrias de fertilizantes, por exemplo, começaram a fechar negócios para a safra 2020/21 com uma antecipação raramente vista. Fabricantes de defensivos agrícolas também fecharam o trimestre com a expectativa de confirmar o segundo ano consecutivo de crescimento de mercado, deixando definitivamente para trás um período de estagnação que se estendeu de 2014 a 2017”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.
Já o Índice da Indústria Depois da Porteira chegou a 122,0 pontos, alta de 3,6 pontos em relação ao levantamento anterior. O resultado foi em boa parte puxado pelas indústrias de alimentos – especialmente as de carnes, favorecidas pela alta dos preços e das exportações no fim do ano.
O setor sucroalcooleiro também teve motivos para melhorar o ânimo: no fim do ano passado, os preços do açúcar começaram uma recuperação no exterior e as cotações do etanol se mantiveram em alta no mercado doméstico. Algo parecido aconteceu com os exportadores de café, que viram os preços aumentar no último trimestre de 2019. Para as empresas de logística, 2019 foi um ano de elevada movimentação de cargas, em razão dos grandes volumes de soja e de milho destinados à exportação.
Quanto aos Produtores Agropecuários, o entusiasmo foi mantido, refletindo numa alta de 16 pontos no índice de confiança, que marcou o recorde de 126,2 pontos. Pela primeira vez, desde que o levantamento começou a ser realizado, tanto os produtores agrícolas quanto os pecuaristas compartilham níveis elevados de entusiasmo na variável que avalia as Condições do Negócio.
Entre os produtores agrícolas, a confiança no 4º trimestre de 2019 chegou a bater 125,7 pontos, alta de 13,5 pontos. Uma das razões foi a recuperação dos preços de alguns dos principais produtos agrícolas no mercado externo, como soja, milho e café. Foi uma consequência, em parte, à reação positiva do mercado às negociações entre americanos e chineses que culminaram com a assinatura de um acordo comercial parcial em 15 de janeiro, afastando o que era, até recentemente, uma grave ameaça ao crescimento da economia mundial.
Márcio Freitas, da OCB, explica que a alta dos preços contribuiu para melhorar a relação de trocas de produtos por insumos, estimulando os agricultores a antecipar as compras de fertilizantes para a próxima safra (2020/21). Internamente, deve-se destacar também o bom momento para o crédito rural, com juros baixos e aumento nos recursos disponíveis. Do 3º para o 4º trimestre, a taxa Selic foi reduzida em 1,4 ponto percentual, mantendo uma trajetória de queda. O resultado poderia ter sido ainda melhor, não fosse uma relativa diminuição na confiança no que diz respeito à produtividade das lavouras. “O clima demorou mais do que o esperado para se regularizar em regiões produtoras importantes, tornando o período de plantio da safra de verão um pouco mais atribulado do que no ano anterior – chegou a faltar chuva em partes do Paraná, do Mato Grosso do Sul e do interior de São Paulo”, completou Márcio Freitas.
Entre os pecuaristas, em nenhum outro momento da série histórica esse grupo esteve tão otimista. A faixa de confiança se mantém por quatro trimestres consecutivos, sequência inédita na série histórica para o segmento, que era notadamente pessimista até o final do ano passado. Os resultados se sustentaram pelos bons ânimos relacionados ao crédito, à produtividade e aos preços – o que é, nesse último caso, corroborado pelos indicadores de mercado tanto para as carnes quanto para o leite.
O índice de confiança dos pecuaristas aumentou 23,3 pontos do 3º para o 4º trimestre de 2019, fechando o ano a 127,7 pontos. O principal aspecto por trás do otimismo são os preços: as cotações do boi gordo dispararam no fim do ano, com a elevação das exportações de carne para atender a demanda de proteína pela China, onde a Febre Suína Africana dizimou rebanhos. O índice que avalia a variável preços bateu em 149 pontos, alta de 49 pontos sobre o 3º trimestre e bem acima do recorde anterior, que foi de 114 pontos no 2º trimestre de 2016.
Para Skaf, as reformas estruturantes perseguidas pelo governo apontam para um ciclo de recuperação com crescimento do PIB, juros baixos, inflação contida e progressiva melhora da situação fiscal do País por um período duradouro. “O cenário impactará positivamente a dinâmica do agronegócio, que deve apresentar uma reação mais acentuada do consumo no mercado doméstico, que é vetor do crescimento da produção brasileira para vários produtos do setor”, disse.
Brasília (11/2/20) – Em tempos de intensa evolução tecnológica, aumento de desemprego e incertezas em relação ao futuro do mercado de trabalho, existe um setor da economia com potencial para empregar muitos brasileiros nos próximos anos: o da cooperação.
Existem hoje, no Brasil, ao menos 17 cursos de nível superior com o foco no cooperativismo, distribuídos em instituições públicas e particulares, presenciais ou a distância. E quem se forma com louvor sai da faculdade com um canudo em uma das mãos e uma proposta de emprego na outra. “A demanda por profissionais com graduação em cooperativismo é maior do que a nossa universidade consegue formar”, confirma Pablo Albino, um dos coordenadores do curso de Administração de Cooperativas, da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Segundo ele, dos 15 alunos que se formaram no primeiro semestre de 2019, todos estão trabalhando. “Eu recebo pedido do setor para encaminhar bons currículos para as vagas e hoje não tenho para atender”, lamenta o professor.
O curso de cooperativismo da UFV é o mais antigo do Brasil. O projeto nasceu nos anos 1970, por meio do extinto Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com a missão de capacitar a mão de obra das cooperativas. Era um curso com formação de nível técnico, até ser promovido, em 1991, a bacharelado em Administração com habilitação em Administração de Cooperativas. De lá para cá, foram muitas mudanças no currículo e no próprio nome do curso — mas manteve-se a missão de formar profissionais com os valores do cooperativismo totalmente internalizados.
“No primeiro ano do curso, a gente toma muito cuidado para que o aluno entenda onde está entrando. Explicamos o que é o cooperativismo, o levamos para visitar uma cooperativa, e também a Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (OCEMG).
É como uma imersão. O legal é que, ao conhecer os valores e os princípios do cooperativismo, o aluno se apaixona e fica”, conta Albino.
De acordo com o docente, boa parte dos alunos chega sem conhecer nada sobre o movimento. “Dos 40 que entram, metade queria fazer outro curso, mas escolheu Cooperativismo por ser menos concorrido. Porém, quando começam a conhecer a realidade das cooperativas, ficam cativados pelas possibilidades de crescimento do setor”, explica.
Foi exatamente isso o que aconteceu com Geâne Ferreira, gerente de desenvolvimento social do Sistema OCB. Ela entrou no curso de cooperativismo da UFV com a meta de pedir transferência para Administração de Empresas, mas logo no primeiro semestre descobriu que sua vocação era cooperar. “O curso de cooperativismo traz uma preocupação com as pessoas e a organização coletiva. Tem toda a estrutura de Administração, mas com esse gostinho a mais, que é a preocupação com o ser humano”, destaca.
O curso de Cooperativismo da federal de Viçosa tem duração de quatro anos e meio, com disciplinas como administração, direito, sociologia, contabilidade e várias cadeiras que abarcam as teorias cooperativistas. “Temos o caso de um aluno que saiu, foi para a engenharia e voltou. Ele experimentou e viu que era no cooperativismo que tinha que ficar, porque é mais humano, respeita mais as condições das pessoas. E é mais divertido”, compara Pablo.
FORMAR PARA O SISTEMA
Se Minas Gerais foi o berço do primeiro curso superior em cooperativismo, o Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a ter uma instituição de ensino superior voltada exclusivamente para o movi - mento. A Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop) foi fundada em 2011 e já formou mais de 100 tecnólogos em Gestão de Cooperativas.
A instituição é uma iniciativa do Sescoop-RS e, por essa razão, a maior parte dos alunos já têm vínculos com cooperativas, seja como colaboradores ou cooperados. A Escoop também oferece cursos de pós-graduação (especializações e MBA).
“Nossos alunos são associados, conselheiros, dirigentes e colaboradores de cooperativas, com faixa etária média de 30 a 40 anos”, aponta Paola Londero, coordenadora de pós-graduação da instituição. Os ramos crédito e saúde, além do agropecuário, são os mais presentes nos cursos de formação. Apesar do foco no cooperativismo gaúcho, a instituição já ofereceu cursos de Gestão de Cooperativas na Bahia, no Ceará e no Pará.
Seguindo o mesmo modelo, há ainda o Icoop, em Cuiabá (MT), e a Faculdade Unimed, com sede em Belo Horizonte (MG), nascidas com o DNA da cooperação. Ambas disponibilizam cursos de Gestão de Cooperativas, além de programas de pós-graduação e outras capacitações de curta duração. No caso da Unimed, além do foco em cooperativismo, há especializações focadas no ramo saúde, como o MBA em Administração Hospitalar.
“Considerando-se que o ensino superior, em geral, não contempla o cooperativismo adequadamente na formação das carreiras, a compreensão das características peculiares das cooperativas é extremamente relevante”, destaca Mário de Conto, diretor-geral da Escoop.
DIPLOMA VALORIZADO
No último ano dos cursos superiores de cooperativismo, o estágio obrigatório é mais uma oportunidade de contato com o cooperativismo na prática. As coordenações dos cursos têm firmado convênios com diversos entes do sistema para proporcionar vivências diversas aos alunos. Atualmente, há dois estudantes da UFV estagiando no Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Acre (Sescoop-AC) e, em 2020, dez irão para a unidade do Rio de Janeiro. Ao fim do estágio, muitos acabam sendo convidados a ficar. Foi assim com Thiago Freitas, analista técnico e econômico do ramo transporte na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ex-aluno da federal de Viçosa, ele se formou em 2008 e não ficou nem uma semana desemprega - do: colou grau em um sábado e na semana seguinte iniciava a primeira experiência profissional na OCB-MS.
“O aluno tem possibilidades muito grandes de locais para trabalhar. Aqueles que entendem isso ficam no curso. A oferta de trabalho nos últimos anos cresceu de forma exponencial. A gente brinca que só não trabalha depois de formar quem não quer”, diz Thiago. Com o canudo debaixo do braço, as possibilidades são múltiplas: trabalhar diretamente em uma cooperativa, nas unidades estaduais do Sistema OCB, prestar consultorias ou seguir carreira acadêmica. Este último caminho é o que tem feito brilhar os olhos de Murilo Sena Baiero, 22 anos, que se forma no próximo ano pela UFV.
“Estou desenvolvendo um projeto de pesquisa com professores do curso sobre uma proposta para a atualização do marco regulatório do cooperativismo. Por meio de uma metodologia participativa, estamos buscando entrevistar membros das cooperativas do Brasil inteiro sobre a eficiência da lei”, explica.
Murilo é mais um caso de quem entrou no curso sem conhecer o cooperativismo e logo se apaixonou. “Uma opção é seguir o mestrado, mas eu também gostaria de atuar no Sescoop, para ter um contato próximo com as cooperativas e conhecer melhor todos os ramos”, planeja.
PÓS-GRADUAÇÃO
A pós-graduação tem sido a alternativa buscada por muitos entes do sistema para capacitar funcionários e cooperados que já têm diploma de ensino superior em outras áreas, mas necessitam de uma especialização para a gestão cooperativa. No Paraná, o Sescoop atua há alguns anos no apoio aos cursos de pós-graduação. Maria Emília Pereira, gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, aponta que, em média, são 40 turmas in company por ano. Foi então que a entidade decidiu dar o próximo passo.
“Percebemos que o direcionamento era muito maior para assuntos técnicos de determinadas áreas, como agronegócio, gestão de projetos e de qualidade. Faltava capacitar gestores de cooperativas para trabalhar em um nível maior de governança. Como já tínhamos um público grande formado em pós, por que não elevar o nível da formação para o mestrado?”, lembra. Foi aí que surgiu o mestrado profissional em Gestão de Cooperativas, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR). O curso teve início em 2014 e já está na quinta turma. Maria Emília participou do primeiro grupo de mestrandos e fala com propriedade sobre os resultados alcançados com o programa.
“O fato de você colocar pessoas discutindo questões estratégicas de cooperativas de diferentes realidades e ramos traz uma riqueza de contribuições para a sala de aula. O primeiro ganho é a oportunidade da troca em nível estratégico, porque o mestrado acaba elevando o nível de discussão dos alunos”, afirma. Outra vantagem — aponta — é a possibilidade de ampliar a produção acadêmica sobre o cooperativismo.
“Percebi como nós éramos fracos em produção de conteúdo científico, artigos, estudos. A realidade do cooperativismo é diferente; você vai avaliar a partir dos estudos produzidos sobre em - presas, e é completamente diferente. Faltava embasamento e, com isso, contribuímos para essa construção”, destaca.
O mestrado profissional é uma modalidade ainda pouco popularizada no Brasil — eram cerca de 700 programas em funcionamento até 2017. Ele tem duração média de dois anos e é voltado para a capacitação de profissionais nas diversas áreas do conheci - mento. O formato é stricto sensu — assim como o mestrado e o doutorado —, mas com um perfil mais direcionado para atender alguma demanda do setor produtivo. No curso da PUC-PR, apesar de a chamada de seleção ser pública, o perfil dos alunos é de quem já trabalha no sistema, seja como funcionário de cooperativa ou cooperado. De acordo com Emília, a formação em nível de pós-graduação é uma demanda que chega ao Sescoop pelas próprias cooperativas.
“As cooperativas nos procuram muito com a preocupação de desenvolver essa formação de nível superior dos seus funcionários. A gente percebe esse comprometimento e o desafio de qualificar. Elas querem investir em um funcionário mais bem preparado em nível acadêmico para trazer melhores resultados”, diz.
DIFERENCIAL
O sistema cooperativista — seja na ponta ou nas unidades estaduais da OCB — oferece oportunidades de trabalho para profissionais formados nas mais variadas áreas. Mas quem está em contato direto com a formação em nível superior para o cooperativismo aposta que ela é um diferencial para o quadro funcional.
“As sociedades cooperativas são empreendimentos com identidade própria e são bem diferentes das empresas mercantis. Nossa identidade está baseada em valores e é traduzida em princípios propostos há mais de um século. Os profissionais que vivenciam esse DNA cooperativo, que têm formação superior na área, compreendem nossas especificidades e atuam de uma maneira muito mais destacada. Isso faz toda a diferença quando eles estão dentro de uma cooperativa”, aponta Ronaldo Scucato, presidente da OCEMG.
A organização é uma das principais empregadoras dos alunos que se formam no bacharelado em cooperativismo da UFV. Scucato aponta, na prática, quais são as habilidades desse profissional. “Eles compreendem, de maneira aprofundada, a importância de um quadro social bem organizado, da realização e participação das assembleias, os conceitos de gestão e governança para atender aos anseios do cooperados, bem como o foco na eficiência do negócio”, enumera.
O professor Pablo, da coordenação do curso da UFV, diz que o retorno recebido dos empregadores é positivo, e por isso a instituição é constantemente procurada para a indicação de profissionais para ocupar vagas no sistema. “O aluno tem uma formação conceitual muito densa. Ele pode estagiar nas cooperativas, tem a oportunidade de ganhar experiência na nossa empresa júnior, mas a competência em termos teóricos é o nosso diferencial”, aponta. Ele conta que o ramo de crédito é um dos que mais procuram os egressos do curso.
“Recebi o feedback do Sicoob de que ainda contrata ex-funcionários de bancos, mas que é muito difícil ensiná-los o que é uma cooperativa, que o cooperado não é um cliente, é um dono, e por isso a abordagem precisa ser diferenciada. Para o ramo, é melhor ter o cara que tem formação em cooperativismo, e que ele aprenda as questões bancárias no sistema do Sicoob”, compara.
Um dos desafios — apontam todas as pontas do sistema — é tornar os cursos mais conhecidos e valorizar os egressos. O presidente da OCEMG lamenta que ainda haja muitos profissionais atuando em cooperativas sem conhecimento da doutrina. “Os formandos da UFV possuem um cabedal próprio para atuarem como agentes pedagógicos para o grupo que desconhece nossa utilidade, e não sabe de onde viemos, por onde passamos, onde estamos e nem o que pretendemos para o futuro”, compara.
CURSOS TECNOLÓGICOS: O QUE SÃO?
Os cursos superiores de tecnologia ou graduações tecnológicas são cursos de graduação plena como quaisquer outros de licenciatura ou bacharelado. Seus diplomas têm validade nacional. Em geral, eles têm menor duração (em média, entre dois e três anos) e a formação é focada em desenvolver competências profissionais mais específicas, voltadas para demandas do mercado de trabalho. De acordo com o último Censo da Educação Superior, as matrículas na modalidade cresceram quase 10% entre 2017 e 2018, e já representam 21% do total de ingresso. São mais de 1 milhão de alunos em cursos superior de tecnologia em todo o país.
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
- Cooperativismo
• Modalidade: Bacharelado
• Presencial
• 3.270 horas
• 4 anos e meio
• Público
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
- Gestão de Cooperativas
• Modalidade: Tecnológico
• Presencial
• 1.840 horas
• 3 anos
• Público
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
- Gestão de Cooperativas
• Modalidade: Tecnológico
• 1.900 horas
• 3 anos
• Público
Centro Universitário de Maringá (Unicesumar)
- Gestão de Cooperativas
• Modalidade: Tecnológico
• A distância
• 1.880 horas
• 2 anos
• Particular
Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unijui)
— Gestão de Cooperativas
• Modalidade: Tecnológico
• Presencial
• 1.650 horas
• 2 anos e meio
• Particular
Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)
- Gestão de Cooperativas
• Modalidade: Tecnológico
• A distância
• 1.680 horas
• 2 anos
• Particular
Faculdade Unimed
- Gestão de Cooperativas
• Modalidade: Tecnológico
• Presencial
• 2.040 horas
• 2 anos e meio
• Particular
(Fonte: Revista Saber Cooperar)
Itaituba (14/2/20) – Menores custos de fiscalização, maior agilidade de processos e acompanhamento são alguns dos fatores considerados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) que reforçou a importância das cooperativas na organização social dos garimpeiros. A entidade irá priorizar o segmento no processo de regularização da atividade garimpeira. Os resultados foram apresentados no Seminário do Cooperativismo Mineral ocorrido na terça (11), em Itaituba, que contou com a participação de representantes da unidade nacional do Sistema OCB.
Atualmente, a principal demanda dos garimpeiros é a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) por meio dos editais de disponibilidade que devem ser publicados pela ANM. A agência separou 1883 processos para executar um projeto piloto de regularização do Tapajós.
De acordo com o Assessor da Diretoria-Geral da ANM, Ricardo Parahyba, o prazo para conclusão do projeto é cerca de um ano. Durante sua apresentação no Seminário, ele destacou que o formato coletivo é a melhor alternativa para organização da baixa garimpagem.
“Já se observou que o melhor modo de atuar com os garimpeiros é mediantes as cooperativas. O trabalho desenvolvido individualmente, pela nossa experiência, não tem se mostrado interessante. Nosso objetivo para o programa de regularização é que este seja feita priorizando as cooperativas. Temos bons exemplos de cooperativas bem atuantes como a Comidec. A participação da OCB e da Fecogat vai ser fundamental para que de fato haja uma mobilização dos garimpeiros”, reiterou Ricardo.
O Seminário contou com a participação das principais entidades regulamentadoras da mineração. A realização foi do Sistema OCB/PA, Sistema OCB nacional e Fecogat, com apoio da Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Secretaria de Educação (Semed) Agência Nacional de Mineração (ANM), Secretaria Estadual De Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e a Cooperativa dos Garimpeiros de Peixoto (Coogavepe).
O evento foi aberto ao público cooperativista e pessoas ligadas à atividade mineral no município de Itaituba e Região de Tapajós. Pela manhã, durante o painel. “O Cooperativismo Mineral: fortalecendo e valorizando o garimpeiro”, discutiu-se sobre o cenário das cooperativas minerais no Brasil, o cooperativismo como possibilidade de organização do garimpeiro e a experiência da Coogavepe no Mato Grosso.
No painel 2, a Agência Nacional de Mineração apresentou os desdobramentos do Plano de Trabalho da ANM na regulação dos garimpeiros do Tapajós. A Semas do município também tratou sobre o processo de licenciamento e recuperação ambiental. Finalizando, a Sedeme apresentou as políticas públicas do Governo do Estado para o desenvolvimento do cooperativismo mineral.
“O Seminário foi importante para consolidarmos esse rol de parceiros que podem, trabalhando juntos, transformar a realidade da pequena mineração no tapajós e ampliar para todo o Estado. Hoje temos um bom relacionamento com a ANM. Já o município, que nos licencia por meio da Semas, vem trabalhando muito bem. Com a interligação dos órgãos e a OCB/PA dando todo o suporte, vamos atingir nossos objetivos”, reiterou o presidente da Fecogat, Amaro Rosa.
“Como desdobramento, definiu-se que será elaborada uma matriz da cooperação, em que se fará um plano de ação com as atribuições de cada entidade envolvida no processo de regularização das cooperativas minerais. Serão feitas, a cada dois meses, reuniões para dar continuidade aos encaminhamentos gerados pelo Seminário”, explicou o coordenador do Seminário, Jarmerson Carvalho.
O RAMO
Atualmente, estão registradas no Sistema OCB/PA 11 cooperativas minerais, sendo 5 em Itaituba: Coomigapa, Coopouro, Fecogat, Comidec e Coopertrans. Em relação a cooperativas com requerimento de título mineral no Brasil, o Mato Grosso lidera o ranking com 30%, seguido do Pará com 20%. Na comparação por município, Itaituba é o com maior número de requerimentos de título.
Em Itaituba, cerca de 60% da economia provem da atividade mineradora. Algumas localidades conseguiram se estruturar e estão mudando a perspectiva da população, como é o caso do Distrito do Crepuzarizão. A cooperativa investe no desenvolvimento da própria comunidade, com a entrega de carteiras escolares, construção de um posto da policial militar, recolhimento de resíduos sólidos e líquidos e a construção de uma creche.
“Com os encaminhamentos aqui formulados, vamos buscar alternativas para desburocratizar esse processo. Ainda são feitas muitas exigências que os garimpeiros não conseguem cumprir. Por isso, precisamos buscar um caminho em que os possibilitemos de trabalhar e também seguir a legislação”, reiterou o presidente do Sistema OCB/PA, Ernandes Raiol. (Fonte: Sistema OCB/PA)
Brasília (10/2/20) – Cooperativas minerais do estado do Pará se reúnem nesta terça-feira, em Itaituba, cidade localizada a 1,3 mil km de Belém, no 2º Seminário do Cooperativismo Mineral, para debater o futuro do setor. O evento é realizado pelo Sistema OCB/PA, em parceria com a Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Tapajós (Fecogat) e ocorrerá no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A iniciativa faz parte da ação que leva todos os serviços do Sistema OCB/PA aos municípios mais afastados da capital.
A cidade de Itaituba está se revelando um grande caso de sucesso no que diz respeito à extração de ouro e cassiterita. Estima-se que 60% da economia do município, integrante da região conhecida como Tapajós e um dos mais populosos do Pará, gire em torno da mineração desses dois metais. Vale destacar que, quando falamos em garimpo, o Pará é um dos estados que primeiro vêm à nossa mente, por causa do histórico que envolve a Serra Pelada, um dos maiores e mais conhecidos do mundo.
O cooperativismo mineral é líder no Pará em número de cooperados, com 47.281. Só na região de Itaituba, estão localizadas 10 cooperativas, representadas pela Fecogat. Só para se ter uma ideia, uma dessas coops conta com 1,5 mil cooperados. Juntas, elas reúnem quase cinco mil cooperados que atuam na extração e comercialização de ouro e cassiterita.
INTERESSE PELA COMUNIDADE
Para o analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA e coordenador do seminário, Jamerson Carvalho, o cooperativismo é um movimento capaz de transformar a realidade de todos os lugares onde se faz presente. E, lá no interior do Pará, isso não é diferente.
“Há toda uma cadeia produtiva que gira em torno da mineração. Muitas localidades, hoje em dia, conseguiram se estruturar e estão mudando a perspectiva da população. Um exemplo é o distrito do Crepuzarizão, em que uma cooperativa investe no desenvolvimento da própria comunidade, com a entrega de carteiras escolares, construção de um posto da polícia militar, recolhimento de resíduos sólidos e líquidos e a construção de uma creche”, conta.
Sobre a escolha do local para o seminário, Jamerson explicou que a justificativa é a forte presença de cooperativas minerais na região. “Há uma grande prospecção geral para a região do Tapajós e isso requer organização e respeito à legislação vigente, principalmente no que se refere ao meio ambienta, visando a sustentabilidade da atividade”, completa Jamerson Carvalho. (Com informações do Sistema OCB/PA)

Brasília (6/2/20) – O forte impacto negativo da Cosit nº 11/2017 sobre as cooperativas agropecuárias (com o modelo de integração vertical) foi a pauta da reunião entre o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Teresa Cristina (Agricultura) e representantes do ministério da Economia e da Receita Federal. Lideranças cooperativistas também participaram da audiência, ocorrida nesta quinta-feira, em Brasília.
A Solução de Consulta Cosit nº 11/2017 foi criada pela Coordenação Geral da Tributação da Receita Federal. O assunto vem sendo debatido entre OCB e governo federal desde o ano passado e, durante a audiência desta quinta-feira, o ministro Onyx Lorenzoni disse que montará um grupo interno para analisar os pontos apresentados pelo cooperativismo e, ainda, que essa equipe poderá apontar caminhos que equacionem a questão.
Vale destacar que a verticalização ocorre quando uma coop agropecuária subsidia a produção do cooperado, com o fornecimento de ração, sementes e assistência técnica, por exemplo, e, depois, assumem processos da industrialização e comercialização do que foi entregue pelo cooperado.
Segundo o presidente do Sistema OCB, toda essa atuação, realizada com apoio da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), tem por objetivo evitar injustiças na cobrança previdenciária, parte do conhecido Funrural, dos produtores rurais associados em cooperativas, já que, pela interpretação da Receita Federal às regras atuais, o produtor rural cooperado/integrado chega a pagar quase 10 vezes mais do que deveria ao Fundo. “Isso porque, hoje, o cálculo é feito sobre o valor da comercialização da produção entregue pelo associado à cooperativa e, na verdade, essa conta deveria ser feita levando em consideração os gastos dos insumos fornecidos pela cooperativa ao cooperado”, argumenta a liderança.
A Cosit 11, que foi publicada em 2017, entende que as cooperativas não são sociedade empresarial e que, portanto, não têm direito à redução da contribuição previdenciária abatidos os valores dos insumos fornecidos. No entanto, de acordo com interpretação da Receita Federal, as trocas efetuadas nos contratos de integração vertical derivariam de uma relação jurídica de natureza contratual entre os parceiros.
"O dispositivo contido na Lei 5.764/71 enumera a prestação de serviços de assistência ao cooperado como o fato distintivo entre a cooperativa e os demais arranjos contratuais. Essa interpretação faz com que, para os cooperados, a base de cálculo do Funrural seja maior do que para as grandes empresas do setor”, reforça Márcio Freitas.
Brasília (3/2/20) – Deputados e senadores voltaram a dar expediente no Congresso nesta segunda-feira. Uma sessão solene, realizada com a presença de representantes dos Três Poderes, marcou o início do ano legislativo de 2020. A sessão foi comandada pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (AP).
Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), e do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, também participaram da solenidade. O Poder Executivo foi representado por Onyx Lorenzoni, que entregou a tradicional mensagem ao Congresso, contendo as prioridades para este ano.
O documento tem 150 páginas e inclui diversos temas de interesse do cooperativismo, tais como: reforma tributária, MP do Contribuinte Legal, Programa Verde-Amarelo, independência do Banco Central e Plano Mais Brasil, que reúne as propostas de Emenda à Constituição (PECs) Emergencial, do Pacto Federativo e dos Fundos Públicos, dentre outros.
BALANÇO
Na mensagem, o presidente Jair Bolsonaro faz um balanço do primeiro ano. "Sabemos que a missão é árdua, mas com dedicação, responsabilidade, espírito público e com a união atingiremos nosso objetivo, que é construir um Brasil grande e mais justo para todos. E essa construção passa necessariamente pelo nosso Parlamento", diz a mensagem assinada por Bolsonaro.
REFORMA TRIBUTÁRIA
No dia em que o Congresso abriu o ano legislativo, os líderes garantem que reestruturação do sistema tributário do país será a principal prioridade. E a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que acompanha com atenção este tema, segue de olho na movimentação da matéria no âmbito do Poder Legislativo.
Em 2019, a OCB trabalhou ativamente nas duas PECs da Reforma Tributária que tramitaram tanto na Câmara (PEC 45/2019), quanto na do Senado (PEC 110/2019), de modo a assegurar a observância do adequado tratamento tributário às sociedades cooperativas, garantindo que as cooperativas deixem de estar sujeitas a um tratamento antiisonômico, com tributação mais gravosa, em relação aos demais modelos societários.
Para o vice-líder do governo, o deputado Pedro Lupion (PR), a questão da reforma tributária deverá ter prioridade logo no início deste ano legislativo. “Precisamos deixar o sistema mais justo e com maior possibilidade de atrair investimentos e gerar empregos e riqueza para os brasileiros”, disse. A estratégia do governo, segundo ele, é buscar diálogo com as duas Casas, onde já tramitam propostas sobre o assunto: PEC 45/19, na Câmara; e PEC 110/19, no Senado. Pedro Lupion é integrante da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).
Ainda sobre esse tema, vale destacar que os presidentes da Câmara e do Senado farão uma comissão mista com deputados e senadores para discussão do projeto. A expectativa é de que isso ocorra ainda nesta semana.
“Temos acompanhado de perto e atuado diretamente para que os pleitos cooperativistas sejam contemplados e que as especificidades do nosso modelo de negócio estejam presentes no novo texto”, explicou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. (Com informações do Câmara Notícias)
Brasília (30/1/20) – Quando falamos em produção de ouro, o Pará é um dos estados que primeiro vêm à nossa mente, por causa do histórico que envolve a Serra Pelada, por exemplo, um dos maiores garimpos do mundo. Mas, ao que tudo indica, essa história está prestes a viver um novo capítulo.
É que a cidade de Itaituba, localizada a 1,3 mil km de Belém, está se revelando um grande caso de sucesso no que diz respeito à extração de ouro e cassiterita. Estima-se que 60% da economia do município, integrante da região conhecida como Tapajós e um dos mais populosos do Pará, gire em torno da mineração desses dois metais.
E é nesse cenário que o Sistema OCB, o Sistema OCB/PA e a Federação das Cooperativas de Garimpeiros do Tapajós (Fecogat) vão realizar o 2º Seminário do Cooperativismo Mineral. O evento ocorrerá no dia 11/2 no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A iniciativa faz parte da programação da OCB/PA Itinerante (ação que leva todos os serviços do Sistema OCB/PA aos municípios mais afastados da capital).
INTERESSE PELA COMUNIDADE
Para o analista de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB/PA e coordenador do seminário, Jamerson Carvalho, o cooperativismo é um movimento capaz de transformar a realidade de todos os lugares onde se faz presente. E, lá no interior do Pará, isso não é diferente.
“Há toda uma cadeia produtiva que gira em torno da mineração. Muitas localidades, hoje em dia, conseguiram se estruturar e estão mudando a perspectiva da população. Um exemplo é o distrito do Crepuzarizão, em que uma cooperativa investe no desenvolvimento da própria comunidade, com a entrega de carteiras escolares, construção de um posto da polícia militar, recolhimento de resíduos sólidos e líquidos e a construção de uma creche”, conta.
Sobre a escolha do local para o seminário, Jamerson explicou que a justificativa é a forte presença de cooperativas minerais na região. “Há uma grande prospecção geral para a região do Tapajós e isso requer organização e respeito à legislação vigente, principalmente no que se refere ao meio ambienta, visando a sustentabilidade da atividade”, completa Jamerson Carvalho.
RAIO X
O cooperativismo mineral é líder no Pará em número de cooperados, com 47.281. Só na região de Itaituba, estão localizadas 10 cooperativas, representadas pela Fecogat. Só para se ter uma ideia, uma dessas coops chega a ter 1,5 mil cooperados. Os quase cinco mil cooperados atuam na extração e comercialização de ouro e cassiterita.
INSCRIÇÕES
O evento deve reunir representantes do setor mineral do Pará e de estados como Mato Grosso, além integrantes dos órgãos de fiscalização, licenciamento e controle. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail:
Brasília (30/1/20) - Os alunos da rede de ensino de Teresina vão ter um cardápio mais saudável na merenda escolar. É que as cooperativas Cooperagro e Fruto Daqui foram selecionadas numa chamada pública, organizada pela Secretaria Municipal de Educação (Semec), para fornecer gêneros alimentícios regionais e ricos em nutrientes, até o fim deste ano. O cardápio inclui batata doce, macaxeira, abóbora, feijão verde, alface, couve, quiabo, coentro, tomate, cebola verde, entre outros.
Pela lei, 30% dos ingredientes da merenda escolar deve vir da agricultura familiar, como é o caso das duas coops, mas Teresina tem estimulado bastante esse tipo de cultivo. Estima-se que quase metade de tudo que compõe alimentação dos alunos (49,65%) seja produzido por agricultores familiares.
ENTREGA SEMANAL
A presidente da Cooperativa dos Produtos Agropecuários do Portal do Parnaíba e Comunidades Vizinhas (Cooperagro), Vera Lúcia Silva, disse que a entrega vai ser semanal. “Somos do povoado Boa Hora, na zona rural de Teresina, e nossos produto são saudáveis. O Sescoop/PI, que integra o Sistema OCB/PI, foi primordial na assessoria para a elaboração do projeto. Sem ele, não teríamos conseguido. Tivemos assistência do início até agora, com agrônomo e outros consultores”, destaca.
META
O superintendente do Sistema OCB/PI, José de Arimatéa Costa, disse que a principal meta do sistema para 2020 é capacitar as cooperativas para o mercado formal. “Queremos proporcionar ferramentas para que elas alcancem o mercado. Isso demanda forte investimento na profissionalização da gestão do negócio nas cooperativas”, revela.
METODOLOGIA
Além de garantir uma alimentação mais saudável aos estudantes, a chamada pública incentiva a geração de renda entre fornecedores individuais, grupos formais ou informais de agricultores familiares e do empreendedor familiar rural. O processo é conduzido pelo Conselho de Alimentação Escolar, em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Rural, Emater/PI e técnicos da Divisão de Nutrição da Semec.
Os fornecedores selecionados passam por fiscalização do Conselho de Alimentação Escolar de Teresina. O grupo confere desde a documentação à entrega dos alimentos nas escolas, garantindo a qualidade de cada produto que compõe o cardápio. Os agricultores devem fornecer alimentos sempre frescos e bem acondicionados, cumprindo todas as regras exigidas no edital. (Com informações do Sistema OCB/PI)
Brasília (28/1/20) – A prospecção de mercados realizada pelo Ministério da Agricultura e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em Israel, em novembro do ano passado, serviu para temperar a relação comercial entre os dois países. E já deu até fruto. A Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré (COOPBAC) especializada em pimenta-do-reino, acaba de vender 26 toneladas do grão.
A missão internacional contou com a participação de representantes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A equipe participou de encontros com dirigentes do programa Smart Import do Ministério da Economia israelense e de ações de promoção comercial e oportunidades de negócios, como o encontro com representantes do Departamento de Comércio Exterior do Ministério da Agricultura de Israel. O grupo também participou da Feira Internacional Israfood e de reuniões no Departamento de Cooperativismo do Movimento Kibutz, além de visitas de campo às cooperativas do país. (veja como foi)
Aqui no Brasil, os 234 produtores da COOPBAC estão comemorando. A cooperativa, que tem apenas 14 anos e detém o título de principal exportadora do país, é a primeira do grupo que esteve em Israel, há dois meses, a fechar negócios.
AGRADECIMENTO
Para o presidente da cooperativa Erasmo Negris, esse é mais um grande passo para a consolidação da COOPBAC como uma das grandes exportadoras da especiaria, além de ser também um marco para o cooperativismo de agricultura familiar. “Pensávamos que seria impossível uma cooperativa de pequeno porte participar de uma missão tão importante. E a comercialização com Israel é muito relevante, graças à sua posição geográfica estratégica, que funciona como um apoio para a inserção da pimenta-do-reino nos países vizinhos”, destacou.
Segundo o presidente, havia uma grande expectativa em concretizar negócios com o país. “Essa primeira venda no pós-missão embarcará, em fevereiro, para a cidade de Hebron. É um impacto muito positivo para a COOPBAC, que tem cerca de 80% de suas atividades focadas no mercado internacional”, avalia Negris.
Para ele, a venda tem um sabor muito significativo. “Eu, como produtor rural, jamais imaginaria que pudesse ser um exportador. E foi o cooperativismo que conseguiu me transformar em um”, comemorou Negris.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a conquista da COOPBAC é motivo de orgulho para todas as cooperativas do país. “Quando a gente vê um resultado desses, não tem como reconhecer todo o empenho das pessoas em materializar uma ideia, numa das maiores exportadoras do país. Sem dúvidas, é essencial destacar que, quando os cooperados se unem para realizar o objetivo comum da cooperativa, ela vai muito longe e, ainda por cima, mostra que o cooperativismo brasileiro está pronto para qualquer mercado”, comentou Márcio Freitas.
NO BRASIL
A pimenta-do-reino é uma planta trepadeira originária da Índia, mas o Brasil é um dos maiores produtores da especiaria, oscilando entre a segunda e terceira posição no ranking mundial. O grão, uma das especiarias mais antigas e conhecidas do mundo, tem caído no gosto dos produtores brasileiros.
Adaptada a climas tropicais e subtropicais, o cultivo cresce anualmente, encontrando no país condições ideais para o seu desenvolvimento, principalmente no Espírito Santo, Sul da Bahia, além do Pará. Segundo dados do IBGE, de 2015 a 2017 a área destinada a cultura cresceu 28% no Brasil, passando de 22.384 mil hectares para 28.799 mil/ha. No mesmo período a produção mais que dobrou, saindo de 51.739 mil toneladas para 79.371 mil/ton em 2017, um avanço de 53%. Estima-se que 90% de toda a produção de pimenta-do-reino sejam exportados.
NO ESPÍRITO SANTO
No dia 5 de dezembro, a produção de pimenta-do-reino do estado do Espírito Santo teve o pedido de reconhecimento da Indicação de Procedência Norte do Espírito Santo aprovada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Essa é a primeira Indicação Geográfica da Pimenta-do-reino no Brasil e significa que, agora, o Espírito Santo terá um produto diferenciado para oferecer aos compradores mais exigentes.
Para o superintendente do Sistema OCB/ES Carlos André Santos de Oliveira, ver uma cooperativa de agricultura familiar conquistando espaço no mercado internacional significa que o Sistema OCB/ES está desempenhando sua função com excelência, oportunizando intercâmbios e fortalecendo o cooperativismo capixaba.
“Ver a COOPBAC alcançando um patamar internacional no mercado das especiarias é um motivo de muita alegria para o cooperativismo capixaba. E nosso apoio incondicional às nossas cooperativas tem sido fundamental para contribuir para o crescimento dos negócios em todos os ramos, principalmente no agro”, salientou o superintendente Carlos André. (Com informações do Sistema OCB/ES)
Brasília (21/1/20) – Quando se fala em geração de trabalho, emprego e renda, o cooperativismo é, sem dúvidas, uma das melhores ferramentas para isso. De norte a sul do país, o movimento já chega a mais de 15 milhões de brasileiros envolvidos com esse modelo de negócios.
E para medir o impacto positivo da atuação delas na economia do país, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acaba de lançar o portal Sou.Coop, uma plataforma que unifica todas as informações do setor, em tempo real e de maneira eficaz.
SUCESSO
E para garantir o sucesso da plataforma, as cooperativas devem atualizar seus dados no sistema. Para isso, basta acessar o site e clicar na aba Registro e Cadastro. O prazo vai do dia 3 de fevereiro ao dia 8 de maio. Assim que concluírem a atualização, as cooperativas também passarão a ter acesso a uma série de produtos e serviços focados em inovação e melhoria tanto da gestão quanto da governança.
REPRESENTAÇÃO
O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, explicou que a atualização dos dados vai subsidiar a atuação da entidade, voltada à representação e à defesa dos interesses das cooperativas junto aos Três Poderes e a organismos internacionais. “Quanto mais reais forem as informações das cooperativas no nosso sistema, maior será o alcance do retorno dos serviços e produtos que oferecemos ao movimento, para desenvolvê-lo com sustentabilidade. Nosso foco é o crescimento das cooperativas do país”, enfatiza Márcio Freitas.
ANUÁRIO
Além de subsidiar o trabalho da OCB, as informações farão parte do Anuário do Cooperativismo Brasileiro – 2020, previsto para ser divulgado em meados deste ano.
AJUDA?
A OCB tem sede em Brasília e conta com unidades em todos os estados do Brasil. Por isso, na hora de atualizar seus dados, caso tenha alguma dúvida, entre em contato com a unidade do Sistema OCB em seu estado ou envie um e-mail para
Brasília (24/1/20) - Desde 1º de janeiro o cooperativismo brasileiro passou a contar com sete ramos. Até o fim do ano passado, eram 13 ramos. A reclassificação – que não afeta em nada a rotina das mais de 6,8 mil cooperativas do país, foi anunciada em abril do ano passado e visa ampliar o alcance das ações de representação das cooperativas, por parte da OCB, no âmbito dos Três Poderes. (Veja como ficou)
E, nesta sexta-feira (24/1), dando continuidade às ações de implementação dessa nova nomenclatura, a OCB realizou uma reunião com os coordenadores dos antigos ramos Trabalho, Educacional, Mineral e Turismo e Lazer, agora aglutinados como Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, para discutir uma proposta de governança.
O novo ramo concentra a maior alteração em sua composição e, nesse sentido, para garantir o atendimento e representatividade de todos os segmentos envolvidos, a equipe técnica e os coordenadores estão construindo o modelo de funcionamento que será apresentado, em fevereiro, à diretoria da OCB.
Brasília (24/2/20) – O cooperativismo é uma das maiores forças da economia global. Em mais de 100 países, o setor, além de empregar 280 milhões de pessoas (quase 10% do total dos postos de trabalho do planeta), é responsável por parte significativa do PIB de diversas nações. Se somarmos o faturamento das 300 maiores coops do mundo, por exemplo, chegamos à cifra de US$ 2 trilhões (cerca 8 trilhões de Reais) – valor superior à economia de países como a Itália, por exemplo, e que corresponde a 2,5% do PIB mundial.
Esse valor faz parte do Monitor Global de Cooperativas, um levantamento realizado pela Aliança Cooperativa Internacional, em parceria com o Instituto Europeu de Pesquisa em Cooperativas e Empreendimentos Sociais (Euricse). O documento, lançado nesta sexta-feira (23/1), lista as 300 maiores cooperativas do mundo em faturamento e em arrecadação per capita. A análise tem como referência o ano de 2017.
BRASILEIRAS
Cinco cooperativas brasileiras aparecem no ranking geral. A cooperativa paulista Coopersucar aparece na 52ª posição entre os maiores faturamentos. A cooperativa subiu oito posições desde a edição do ano passado, em que ocupava a 60ª colocação.
O Sicredi aparece na 115ª colocação, tendo avançado cinco posições desde o ano passado. As paranaenses Coamo e CVale aparecem nas 131ª e 183ª posições, respectivamente. O Sistema Unimed aparece na 231ª colocação geral, detendo a terceira posição no ranking de cooperativas de saúde.
RESULTADOS
A pesquisa da ACI/Euricse levou em conta informações de 4.575 cooperativas de todo mundo. Entre as maiores coops, 100 estão nas Américas, 159 na Europa, 28 na Ásia e 13 na Oceania. A segmentação por ramos mostra que, dessas trezentas coops, 117 são de seguros, 95 agropecuárias, 53 de consumo, 21 de crédito e, três, de saúde.
CONHEÇA
O documento está disponível em inglês e espanhol na página: www.monitor.coop.
NO MUNDO
Segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) o setor tem mais de 1,2 bilhão de cooperados, mais de 280 milhões de empregos gerados e reúne cerca 3 milhões de cooperativas. A organização também diz que 1 em cada 7 pessoas no mundo está associada a uma cooperativa.
CURIOSIDADES
- 92% da exploração mineral na Bolívia é feita por cooperativas;
- A maior rede bancária da França, o Credit Agricole, é uma cooperativa e detém 59 milhões de clientes e 24% do mercado francês;
- 80% de todos os fertilizantes produzidos na Índia vem de cooperativas;
- A maior rede de supermercados de Israel é uma cooperativa;
- 95% de todo o alimento produzido no Japão vêm de cooperativas;
- 98% da produção de leite da Nova Zelândia é feita por cooperativas;
- 95% da produção de leite do México é feita por cooperativas.
NO BRASIL
Aqui, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, editado pela OCB, se consideramos o número de cooperados, empregados de cooperativas, familiares de ambas a categorias e, ainda, o pool de fornecedores, é possível afirmar que pelo menos 25% da população do país estão ligados diretamente ao cooperativismo. Os números são:
- Nº de cooperativas: 6.828
- Nº de cooperados: 14,6 milhões
- Nº de empregados: 425,3 mil
- Ativo total: R$ 351,4 bi
- Ingresso e receitas brutas: R$ 259,9 bi
- Impostos e tributos recolhidos: R$ 7 bi
Brasília (23/1/20) – Nesta quarta-feira (22/1), o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, apresentou ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (RJ), a lista das propostas que tramitam no Congresso Nacional e que são prioritárias para o Governo em 2020. Da lista apresentada ao parlamentar constam três propostas primordiais para o cooperativismo. São elas:
REFORMA TRIBUTÁRIA
O Congresso aguarda o envio de texto do Governo que trate da Reforma Tributária. Em 2019, a OCB trabalhou ativamente nas duas PECs da Reforma Tributária que tramitaram tanto na Câmara (PEC 45/2019), quanto na do Senado (PEC 110/2019), de modo a assegurar a observância do adequado tratamento tributário às sociedades cooperativas, de modo a garantir que que as cooperativas não possam estar sujeitas a um tratamento antiisonômico, com tributação mais gravosa, em relação aos demais modelos societários.
A emenda 8, apresentada pelo senador Luis Carlos Heinze (RS) por solicitação da OCB, foi acatada pelo relator da PEC 110/2019, senador Roberto Rocha (MA), e aguarda deliberação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O Congresso também estuda instalar uma Comissão Mista, de deputados e senadores, para debater o tema.
NOVA LEI DE LICITAÇÕES
A OCB trabalha proativamente neste tema e alterou o projeto que foi aprovado pelas duas Casas Legislativas, que inicialmente restringia as possibilidades de participação nas licitações cujo objeto de contratação exigisse trabalho subordinado, de modo a garantir expressamente no texto que seja proibido qualquer artigo que vede, comprometa ou restrinja a participação das cooperativas nos processos licitatórios. O projeto também foi aprovado pela Câmara dos Deputados e retorna ao Senado em 2020 para análise das alterações feitas pela Câmara.
PNPSA
A Câmara aprovou, em 2019, a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA), que tem por objetivo recompensar financeiramente produtores, cooperativas, indústrias e demais atores do setor produtivo e da sociedade civil que desenvolverem iniciativas de preservação ou recuperação ambiental em suas propriedades. O PL 5028/2019 aguarda análise do Senado.
Brasília (20/1/20) – Você já pensou no que faria com R$ 265 milhões? Pois é, esse foi o valor da riqueza gerada ao país, só em 2018, por meio do programa Cooperjovem. O valor faz parte das conclusões de uma pesquisa científica que apurou os impactos sociais, econômicos e financeiros da iniciativa do Sescoop.
Para chegar a essa informação, a empresa de consultoria levou em conta dados socioeconômicos e referentes à gestão do programa e, também, entrevistas com participantes do Cooperjovem nos estados do Amapá, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo o levantamento, cada R$ 1,00 investido no Cooperjovem gera um retorno médio de R$ 25,82 na renda futura do aluno do programa. Esse valor é uma projeção de dez anos, após o término dos estudos e, ainda, durante um período de dez anos do seu ciclo produtivo. Vale dizer que o cálculo levou em consideração taxas conservadoras de desconto em função de expectativa de vida, desemprego e juros.
“É muito bom saber que um programa que completa 20 anos, em 2020, apresenta resultados tão significativos para o país. Esse é um dos objetivos do cooperativismo brasileiro: transformar realidades”, comenta o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile.
COOPERJOVEM
O programa foi idealizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e tem sido desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), desde 2000. O Cooperjovem já atendeu mais de 600 cooperativas, 2.775 instituições de ensino (cooperativas educacionais e escolas públicas), contribuindo para a formação de 18.844 professores e beneficiando 560,3 mil alunos.
O Cooperjovem é um dos programas de responsabilidade social que o Sescoop e cooperativas desenvolvem e seu principal objetivo é promover a cultura da cooperação, disseminando a doutrina, os valores e princípios do cooperativismo entre crianças e jovens. Atualmente, o Cooperjovem é realizado em 16 estados.
PESQUISA
A pesquisa foi feita em 2019 e envolveu professores, pais e alunos, de nove estados. O objetivo foi investigar os impactos econômico, social e financeiro do Cooperjovem a partir da possível transformação de comportamentos, relações humanas e processos educacionais, pautados na cultura da cooperação.
Dentre os impactos positivos apontados pela consultoria está, ainda, o aumento do nível de conhecimentos, habilidades e atitudes cooperativas de diversos indicadores incluídos na Escala de Transformação do Programa. Isso significa que os alunos que passam pelo Cooperjovem desenvolvem competências colaborativas de forma mais significativa do que aqueles que não participam).
A pesquisa destacou, também, a taxa média de eficácia da gestão do Cooperjovem, indicando oportunidades de melhorias na gestão do programa e planejamento das ações estaduais e em âmbito nacional.
DIVULGAÇÃO
Desde o ano passado, representantes do Sistema OCB têm apresentado os resultados da pesquisa aos estados participantes.
Teresina (15/1/20) - O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) disponibilizou R$ 600 mil para apoiar projetos inovadores no Piauí. A Cooperativa de Artesanato do Poty Velho (Cooperart – Poty Velho) foi uma das contempladas e recebeu R$ 100 mil para incremento dos trabalhos e fortalecimento da instituição, que comercializa seus produtos na zona Norte da capital Teresina.
A presidente Antônia Lisboa da Silva Santos, comemora a vinda do recurso e destaca a importância para o desenvolvimento da cooperativa, composta por 39 mulheres. Recém registrada no Sistema OCB/PI, a Cooperart – Poty Velho está elaborando projetos para capacitar as artesãs.
“Foi maravilhoso para o grupo. Chegou numa hora muito boa pra gente melhorar nossas condições de trabalho e, também, dar visibilidade aos nossos produtos. Vamos investir em cursos e, assim, melhorar a nossa produção. Vamos também fazer uma reforma na sala onde confeccionamos as peças”, disse Antônia Lisboa.
Também está nos planos das cooperadas a compra de computadores para informatizar a cooperativa. Atualmente, as artesãs trabalham na confecção de peças em cerâmica como vasos, bijuterias, peças para decoração, entre outros, atendendo encomendas do Rio de Janeiro.
ACORDO DE COOPERAÇÃO
A iniciativa de financiamento dos projetos é fruto do acordo de cooperação firmado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento (Seplan), para que o PNUD transfira tecnologia de gerenciamento e execução de projetos capazes de promover o desenvolvimento nos territórios.
Com a presença do governador Wellington Dias, do representante do PNUD no Piauí, Maurilo Oliveira, e de diversas organizações da sociedade civil e do setor privado, o PNUD fez a entrega simbólica dos cheques para os seis projetos selecionados no Piauí, no auditório da Seplan, em dezembro.
ODS
O projeto ODS Piauí, que é executado por meio do PNUD, da Seplan e de empresas privadas, está em execução desde 2016. Durante os primeiros anos, o foco da atuação foi em construir diagnósticos do Piauí e dos municípios do Território do Itaim, identificando os principais desafios para o alcance do ODS. Foram identificadas iniciativas que podem contribuir com o combate à pobreza extrema, a geração de energia renovável, o fortalecimento do protagonismo das mulheres e iniciativas de produção de alimentos saudáveis.
Estes estudos ajudaram a formatar os critérios de seleção do Innovations Challenger, que abriu edital de seleção de projetos no mês de novembro. Esta seleção contemplou apenas os Estados do Piauí e Amazonas. Todos os recursos para os prêmios foram disponibilizados pelo PNUD e objetivam fortalecer as instituições vencedoras e apoiar a estruturação da Comissão Estadual dos ODS. (Fonte: Sistema OCB/PI)
Brasília (13/1/20) – A OCB participou da primeira reunião do ano do Conselho de Administração da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). O evento ocorreu em Bruxelas, na Bélgica, entre os dias 10 e 11 de janeiro, onde está localizada a sede entidade. A OCB foi representada por Onofre Filho, presidente do Sistema OCB/MT e representante do cooperativismo brasileiro junto ao Conselho de Administração. A reunião teve o objetivo de discutir o planejamento anual da Aliança.
O Conselho de Administração é o órgão de tomada de decisões da ACI. Fazem parte do Colegiado, representantes de 15 países, além dos presidentes regionais da ACI na África, Ásia e Pacífico, Europa e Américas. Também formam parte do Conselho os presidentes dos comitês de Jovens, Gênero, Cooperativas Agropecuárias e Cooperativas de Trabalho. Os conselheiros são eleitos na Assembleia Geral da ACI para mandatos de quatro anos.
ORÇAMENTO
Durante sua última reunião, o Conselho de aprovou o orçamento anual da Aliança e debateu aspectos gerais da organização do Congresso Mundial de Cooperativas, que será realizado em Seoul, em dezembro deste ano. O evento comemorará os 125 anos de fundação da Aliança Cooperativa Internacional e reunirá dirigentes cooperativistas de mais de 100 países. Também foi analisada a contabilidade da Aliança e seus órgãos setoriais durante o ano passado.
EMBAIXADOR DO BRASIL
Por ocasião da reunião do Conselho, a OCB também se reuniu com o Embaixador do Brasil junto ao reino da Bélgica, Haroldo de Macedo Ribeiro. A reunião teve o objetivo de apresentar ao Embaixador o potencial de exportações das cooperativas brasileiras, os projetos de cooperação internacional desenvolvidos pela OCB, assim como a participação da Casa em organismos internacionais. Como resultado do encontro, a embaixada brasileira apoiará a promoção dos produtos e serviços exportados pelas cooperativas brasileiras.
Brasília (7/1/20) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta segunda-feira (6/1) a lista de distribuidoras finalistas do Prêmio Aneel de Qualidade 2019. O índice é o resultado de uma pesquisa de opinião realizada em todo o Brasil e reconhece as distribuidoras mais bem avaliadas pelos consumidores residenciais. E, como nos anos anteriores, as cooperativas de infraestrutura fizeram bonito. Veja:
COMPROMISSO
Segundo o coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Infraestrutura da OCB, Janio Stefanello, as coops de infraestrutura sempre se destacaram na premiação, devido ao compromisso com o cooperado. “As cooperativas têm, em média, nota 10% superior em relação aos demais agentes do setor elétrico. Para nós, cooperativistas, a nota é muito significativa, pois reconhece o compromisso com os nossos associados, levando energia de qualidade a um preço justo”, avalia o coordenador.
CERIMÔNIA
A cerimônia de premiação está marcada para o dia 12 de fevereiro, às 15h, no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, na sede do TCU, em Brasília. Na oportunidade, cada uma das empresas melhor avaliadas receberá da ANEEL um troféu e um certificado, além de selo de qualidade que poderá ser utilizado em materiais de divulgação.
METODOLOGIA
A pesquisa foi realizada de forma presencial-domiciliar pela empresa Qualitest – Inteligência em Pesquisa, no período de 31 de julho a 29 de outubro de 2019 e avaliou a percepção do consumidor a respeito da qualidade e do valor percebido, da sua confiança no fornecedor, da fidelidade e da sua satisfação integral. Foram entrevistados 27.165 consumidores residenciais, de 608 municípios atendidos pelas 91 distribuidoras de energia elétrica.
OBJETIVO
Com objetivo de fomentar a melhoria contínua na qualidade dos serviços prestados pelas distribuidoras de energia elétrica no país, a premiação – anteriormente denominada de Índice de Satisfação do Consumidor (Iasc) – retrata o grau de contentamento do consumidor e é divulgada anualmente pela Agência, desde 2000. A ANEEL premia as distribuidoras mais bem avaliadas, desde que atingida a pontuação mínima de 60 pontos. (Com informações da Aneel
Brasília (20/12/19) – Cooperados e cooperativas que atuam na região de Mata Atlântica poderão manter suas atividades, de acordo com o Código Florestal. Esse é o entendimento do governo federal publicado no Parecer nº 819/19 elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em conjunto com a Advocacia Geral da União e Controladoria Geral da União.
Na prática, o parecer confere mais segurança jurídica às atividades rurais realizadas no bioma Mata Atlântica, já que unifica o entendimento, no âmbito do governo, de que todas as disposições relativas às áreas rurais consolidadas devem cumprir os dispositivos da Lei nº 12.651/12 (Código Florestal).
Anteriormente, havia setores do governo com o entendimento de que, por ser disciplinada por legislação específica (Lei 11.428/06), a região da Mata Atlântica não estaria submetida às regras do Código Florestal. Essa divergência era causa, inclusive, de sanções administrativas (multas, embargos etc.) aplicadas a produtores pelos órgãos ambientais federais.
RELEVÂNCIA
“Diante desse cenário, a uniformização de entendimento contida no Parecer é uma medida de grande relevância no sentido de promover a segurança jurídica nas atividades agropecuárias, já que assegura também às propriedades rurais em região de Mata Atlântica a possibilidade de regularização de áreas consolidadas a partir de regras diferenciadas de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal”, comenta o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile.
ATUAÇÃO
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) acompanhou e contribuiu para a resolução do assunto, tanto por meio da apresentação de argumentos técnico-jurídicos junto ao Governo Federal, como também pela participação no julgamento em que o Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade do Código Florestal, cuja decisão serviu de fundamento para o referido parecer uniformizar, de modo definitivo, a questão no âmbito federal.